Protestos – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Sun, 18 Jan 2026 18:02:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Protestos – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Irã diz que “voltou à normalidade”, mas mortos, censura e silêncio digital levantam suspeitas sobre o regime. https://brasilnews.tv/ira-diz-que-voltou-a-normalidade-mas-mortos-censura-e-silencio-digital-levantam-suspeitas-sobre-o-regime/ https://brasilnews.tv/ira-diz-que-voltou-a-normalidade-mas-mortos-censura-e-silencio-digital-levantam-suspeitas-sobre-o-regime/#respond Sun, 18 Jan 2026 18:02:14 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6221 As autoridades iranianas anunciaram neste domingo que a situação na capital, Teerã, estaria “sob controle” após dias de intensos protestos que abalaram o país. O pronunciamento veio acompanhado do restabelecimento parcial do acesso à internet, interrompido sem aviso prévio no início de janeiro como resposta às manifestações populares.

Segundo a organização internacional de monitoramento digital NetBlocks, dados de tráfego indicam a volta limitada de alguns serviços online, como plataformas do Google. No entanto, o acesso ocorre sob rígido sistema de filtragem, confirmando relatos de usuários que afirmam enfrentar bloqueios constantes e restrições severas.

Os protestos tiveram início no final de dezembro, impulsionados pela alta do custo de vida, mas rapidamente evoluíram para atos de contestação direta ao regime que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979. Analistas internacionais classificam o movimento como o maior desafio ao poder iraniano desde as manifestações de 2022 e 2023, motivadas pela morte de Mahsa Amini sob custódia policial.

Organizações de direitos humanos traçam um cenário preocupante. A Iran Human Rights afirma que mais de 3.400 manifestantes teriam morrido até o momento, número considerado conservador pela própria entidade. Outras estimativas apontam cifras ainda mais elevadas, que podem chegar a dezenas de milhares de vítimas, embora a falta de acesso pleno à internet dificulte qualquer confirmação independente.

Enquanto isso, o governo iraniano anunciou a reabertura gradual de escolas e universidades, fechadas durante os confrontos, e garantiu ter retomado o controle da situação. Serviços telefônicos internacionais e mensagens de texto começaram a ser restabelecidos, mas grande parte dos provedores de internet segue bloqueada.

Fora do país, a repressão gerou reações imediatas. Grandes manifestações de solidariedade aos protestos iranianos foram registradas neste fim de semana em cidades como Berlim, Londres e Paris, reforçando a pressão internacional sobre Teerã.

O contraste entre o discurso oficial de “normalidade” e os relatos de censura, mortes e repressão continua a alimentar dúvidas sobre o real cenário vivido pela população iraniana.

Foto: Atta Kenare
Redação Brasil News

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Silêncio imposto à força: protestos no Irã recuam após repressão brutal e ameaça direta dos EUA. https://brasilnews.tv/silencio-imposto-a-forca-protestos-no-ira-recuam-apos-repressao-brutal-e-ameaca-direta-dos-eua/ https://brasilnews.tv/silencio-imposto-a-forca-protestos-no-ira-recuam-apos-repressao-brutal-e-ameaca-direta-dos-eua/#respond Sat, 17 Jan 2026 16:00:04 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6164 A onda de protestos que sacudiu o Irã desde o final de dezembro apresenta sinais claros de enfraquecimento nesta sexta-feira (16). Relatos de moradores e de organizações de direitos humanos indicam que a combinação entre repressão violenta, presença militar ostensiva e bloqueios prolongados de internet conseguiu conter as manifestações em Teerã e em diversas cidades do interior.

O recuo dos atos ocorre em meio a um cenário de forte pressão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras advertências ao governo iraniano e afirmou que “todas as opções estão sobre a mesa”, incluindo ações militares, caso as mortes de manifestantes continuem. Segundo a Casa Branca, o acompanhamento da situação é permanente.

Nos bastidores diplomáticos, países do Golfo, como Arábia Saudita e Catar, atuaram para conter uma possível escalada militar na região. Autoridades americanas afirmam que os alertas iniciais já produziram efeito, apontando a suspensão de centenas de execuções que estariam programadas pelo regime iraniano.

A crise teve origem no agravamento da inflação, no desemprego e no impacto das sanções econômicas, mas rapidamente ganhou contornos políticos, transformando-se em um desafio direto ao sistema clerical que governa o país desde 1979. Moradores relatam um ambiente de medo constante, com patrulhamento intensificado, drones de vigilância sobrevoando áreas urbanas e restrições severas à circulação de informações.

Mesmo com as ruas mais vazias, o clima segue tenso. Organizações internacionais demonstram preocupação com o paradeiro de milhares de pessoas detidas durante os confrontos. A mídia estatal iraniana confirmou novas prisões nesta sexta-feira, reforçando a avaliação de que o governo segue empenhado em identificar e neutralizar possíveis lideranças dos movimentos de oposição.

Para analistas internacionais, o aparente silêncio nas ruas não representa o fim da crise, mas sim uma pausa imposta pela força — com riscos de novos levantes caso as causas econômicas e políticas permaneçam sem solução.

Foto: Reprodução / Agências Internacionais
Redação Brasil News

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EUA apertam o cerco: Trump ataca elite do regime iraniano após massacre de manifestantes. https://brasilnews.tv/eua-apertam-o-cerco-trump-ataca-elite-do-regime-iraniano-apos-massacre-de-manifestantes/ https://brasilnews.tv/eua-apertam-o-cerco-trump-ataca-elite-do-regime-iraniano-apos-massacre-de-manifestantes/#respond Fri, 16 Jan 2026 11:04:14 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6122 Os Estados Unidos intensificaram nesta quinta-feira a pressão contra o Irã ao impor sanções diretas a autoridades de segurança e a redes financeiras acusadas de sustentar a repressão violenta a protestos populares. O anúncio foi feito pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que classificou as ações do regime iraniano como uma ofensiva brutal contra manifestações pacíficas.

Segundo o Tesouro dos EUA, as sanções atingem responsáveis diretos pela coordenação da repressão e também estruturas financeiras usadas para lavar bilhões de dólares provenientes das exportações de petróleo. As medidas foram adotadas por determinação do presidente Donald Trump, em meio à maior onda de protestos antigovernamentais já registrada na República Islâmica.

Entre os nomes sancionados está Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, acusado por Washington de liderar operações de repressão e de incentivar o uso da força letal contra manifestantes. Quatro comandantes regionais das forças de segurança e da Guarda Revolucionária também foram alvo das punições, especialmente por sua atuação nas províncias de Lorestan e Fars.

De acordo com o Tesouro, somente na província de Fars, forças estatais teriam matado inúmeros manifestantes desarmados, provocando a superlotação de hospitais com feridos por disparos. O órgão norte-americano afirma que a repressão ocorreu de forma sistemática e coordenada, mesmo diante de denúncias internacionais.

Além dos agentes de segurança, os Estados Unidos sancionaram 18 pessoas e empresas acusadas de operar redes de “banca sombra”, responsáveis por lavar receitas do petróleo iraniano por meio de empresas de fachada nos Emirados Árabes Unidos, Singapura e Reino Unido. Esses esquemas, segundo Washington, movimentam anualmente milhares de milhões de dólares, enquanto a população iraniana enfrenta uma grave crise econômica.

As sanções determinam o congelamento de eventuais ativos nos Estados Unidos e proíbem cidadãos e empresas americanas de manter relações comerciais com os alvos. Instituições financeiras estrangeiras que realizarem transações com as entidades sancionadas também poderão sofrer punições secundárias.

A decisão reforça a política de “pressão máxima” adotada pela administração Trump contra o Irã, intensificada após a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear internacional. Apenas em 2025, o Tesouro norte-americano sancionou mais de 875 pessoas, navios e aeronaves ligadas ao regime iraniano.

As manifestações no Irã tiveram início em 28 de dezembro, motivadas inicialmente pelo colapso da moeda local, mas rapidamente se transformaram em um movimento amplo contra o governo. Organizações de direitos humanos afirmam que a repressão já deixou pelo menos 3.428 mortos, o maior número registrado em protestos no país em décadas.

Pessoas atravessam um cruzamento no centro de Teerão, 15 de janeiro de 2026 AP Photo

O anúncio das sanções ocorre um dia após Trump afirmar ter recebido informações de que execuções planejadas pelo regime iraniano teriam sido suspensas, apesar de declarações oficiais em Teerã sobre julgamentos sumários e punições rápidas. O presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos estão atentos e que “agirão conforme necessário”, sem detalhar os próximos passos.

Foto: AP Photo

Redação Brasil News

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O mundo árabe assiste em silêncio: Irã treme, mas o medo do caos fala mais alto que a vingança. https://brasilnews.tv/o-mundo-arabe-assiste-em-silencio-ira-treme-mas-o-medo-do-caos-fala-mais-alto-que-a-vinganca/ https://brasilnews.tv/o-mundo-arabe-assiste-em-silencio-ira-treme-mas-o-medo-do-caos-fala-mais-alto-que-a-vinganca/#respond Thu, 15 Jan 2026 18:38:59 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6099 Quando o Irã foi sacudido por protestos nacionais em 2022, boa parte do mundo árabe acompanhou os acontecimentos com expectativa e até entusiasmo. A República Islâmica havia passado décadas construindo uma rede de influência regional que afetava diretamente países vizinhos, e muitos viam na possível queda do regime uma oportunidade histórica de se libertar da pressão iraniana.

Naquele momento, canais de comunicação pan-árabes, frequentemente financiados por monarquias do Golfo, deram ampla visibilidade às manifestações. Nos bastidores, diplomatas comentavam o cenário com otimismo, ainda que mantivessem discrição pública. A tensão chegou ao ponto de o então comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, ameaçar diretamente países que, segundo ele, estariam estimulando a agitação interna por meio da mídia.

O cenário atual, no entanto, é bem diferente. Embora os protestos de agora representem uma ameaça ainda maior ao regime iraniano, a reação do mundo árabe tem sido marcada por cautela e silêncio. O noticiário regional passou a priorizar outros temas, e autoridades evitam declarações mais enfáticas. Dois fatores explicam essa mudança: o enfraquecimento do Irã e o medo crescente de que um colapso total gere instabilidade incontrolável no Golfo.

As guerras envolvendo Israel após o ataque de 7 de outubro de 2023 desmantelaram grande parte da rede de aliados iranianos. O Hezbollah, antes considerado um pilar da influência de Teerã no Líbano, sofreu perdas severas e segue sob ataques quase diários. Na Síria, o regime aliado de Bashar al-Assad deixou de existir, encerrando mais um eixo estratégico iraniano.

O próprio Irã também saiu ferido. Em junho de 2025, o país enfrentou quase duas semanas de bombardeios conduzidos por forças israelenses e americanas, episódio que marcou um divisor de águas na percepção regional sobre o poder iraniano. Salami, antes símbolo da retórica agressiva do regime, foi morto durante esses ataques, encerrando um ciclo de ameaças abertas.

Com isso, o destino da República Islâmica deixou de parecer uma urgência regional. Em países como a Síria e o Líbano, há até certo sentimento de satisfação com o enfraquecimento iraniano, mas sem o entusiasmo de antes. Quando o chanceler Abbas Araghchi visitou Beirute em 2024, a recepção foi marcada por críticas. Já sua visita mais recente, em janeiro, gerou mais ironia do que indignação.

Hoje, o mundo árabe observa o Irã com distância. A queda do regime pode até agradar a alguns, mas o temor de que o vazio de poder provoque guerras, milícias fora de controle e novos conflitos regionais pesa mais do que qualquer desejo de revanche. O silêncio, agora, é uma estratégia de sobrevivência.

Foto: Mahsa / Middle East Images via AFP
Redação Brasil News

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Regime iraniano marca execução de jovem manifestante e provoca indignação mundial. https://brasilnews.tv/regime-iraniano-marca-execucao-de-jovem-manifestante-e-provoca-indignacao-mundial/ https://brasilnews.tv/regime-iraniano-marca-execucao-de-jovem-manifestante-e-provoca-indignacao-mundial/#respond Wed, 14 Jan 2026 18:28:22 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6063 Organizações ligadas à defesa dos direitos humanos denunciaram que o jovem Erfan Soltani, de 26 anos, deverá ser executado nesta quarta-feira (14) pelo regime do Irã. Ele foi preso no último dia 8, em sua residência na cidade de Kurtis, após participar de protestos contra o governo iraniano, que se intensificaram desde o final do ano passado.

A sentença imposta a Soltani foi a de Moharebeh, termo jurídico-religioso que significa “inimizade contra Deus” e é considerado um dos crimes mais graves no sistema judicial iraniano, passível de pena de morte. Embora o país mantenha estruturas republicanas, como eleições e parlamento, todo o poder político e judicial está subordinado ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

De acordo com a Hengaw Organization for Human Rights, Soltani foi submetido a um julgamento acelerado, sem acesso a advogados, sem garantias legais básicas e com total falta de transparência. A família permaneceu dias sem qualquer informação oficial e só foi comunicada no fim de semana, já com a confirmação da execução.

As entidades relatam ainda que os parentes tiveram direito a apenas cerca de dez minutos de encontro com o jovem, exclusivamente para despedida. A irmã de Erfan, que é advogada, tentou intervir legalmente, mas teve acesso negado aos autos do processo. Segundo denúncias, familiares também teriam sido ameaçados para que não tornassem o caso público.

O site IranWire informou que Soltani trabalhava na indústria do vestuário e havia ingressado recentemente em uma empresa privada. Nas redes sociais, demonstrava interesse por esportes, musculação, moda e estilo pessoal. Pessoas próximas afirmam que ele já vinha recebendo ameaças de agentes de segurança antes da prisão e chegou a alertar a família de que estava sendo vigiado.

Apesar disso, Erfan não abandonou os protestos. Ainda não está totalmente claro qual órgão foi responsável por sua prisão, julgamento e pela ordem de execução.

A Iran Human Rights alerta que o regime iraniano já utilizou, em outros momentos, o anúncio de sentenças de morte como forma de intimidação e repressão. Segundo a entidade, há precedentes em que condenações foram usadas para pressionar familiares e tentar obter confissões forçadas.

Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro, motivados principalmente pela grave crise econômica. As manifestações começaram em Teerã e se espalharam por diversas cidades. Dados de organizações independentes indicam centenas de mortos, enquanto outras estimativas apontam para números ainda mais elevados.

Como resposta, o governo intensificou a repressão, bloqueou quase totalmente o acesso à internet no país e mobilizou forças de segurança. O líder supremo Ali Khamenei declarou que o regime não recuará, enquanto o presidente Masoud Pezeshkian convocou apoiadores do governo para confrontar manifestantes nos bairros.

O caso de Erfan Soltani reacende o alerta internacional sobre violações de direitos humanos e o uso extremo da pena de morte como instrumento de controle político no Irã.


📸 Foto: Reprodução / Redes sociais

Redação Brasil News

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Irã vai às ruas em apoio ao regime enquanto repressão deixa centenas de mortos e país vive clima de guerra interna. https://brasilnews.tv/ira-vai-as-ruas-em-apoio-ao-regime-enquanto-repressao-deixa-centenas-de-mortos-e-pais-vive-clima-de-guerra-interna/ https://brasilnews.tv/ira-vai-as-ruas-em-apoio-ao-regime-enquanto-repressao-deixa-centenas-de-mortos-e-pais-vive-clima-de-guerra-interna/#respond Tue, 13 Jan 2026 13:15:10 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6040 A capital do Irã foi palco, nesta segunda-feira (12), de grandes manifestações em apoio ao regime teocrático que governa o país há mais de quatro décadas. Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Teerã, em atos organizados e amplamente divulgados pela mídia estatal, enquanto o país enfrenta uma onda de protestos que já deixou centenas de mortos.

Segundo veículos oficiais, os manifestantes participaram de cerimônias fúnebres em homenagem a agentes de segurança mortos durante os confrontos recentes. Um dia antes, o presidente Masoud Pezeshkian havia convocado a população para uma “marcha de resistência” contra o que classificou como ações de “terroristas urbanos”. Nesta segunda, o próprio presidente foi visto caminhando entre os apoiadores, cumprimentando a multidão que agitava bandeiras do país.

Os protestos contra o governo tiveram início no fim do ano passado, impulsionados pelo aumento do custo de vida, mas rapidamente passaram a questionar o próprio sistema político do país, instaurado após a Revolução Islâmica de 1979. Em pronunciamentos recentes, Pezeshkian reconheceu o descontentamento popular, mas afirmou que o governo não permitirá que “arruaceiros” e “sabotadores” coloquem o país em risco.

Em discurso inflamado na Praça Enqelab, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o Irã enfrenta uma “guerra em quatro frentes”: econômica, psicológica, militar contra Estados Unidos e Israel, além de uma guerra interna contra o terrorismo. Ele acusou grupos infiltrados de promover ataques, incluindo o incêndio de dezenas de mesquitas e ambulâncias — alegações que o governo atribui a inimigos externos.

Organizações internacionais, no entanto, traçam um cenário ainda mais grave. A ONG HRANA afirma que, desde 28 de dezembro, ao menos 538 pessoas morreram, sendo 490 manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança. O número de presos ultrapassaria 10 mil. O regime iraniano não divulga balanços oficiais, e a verificação independente dos dados é limitada.

A escalada da violência reacende o alerta sobre o histórico de repressão do Irã a movimentos populares, especialmente contra mulheres e jovens. O país mantém leis ultraconservadoras, como a obrigatoriedade do uso do véu feminino, e costuma responder com força a qualquer ameaça percebida ao regime. Enquanto o governo mobiliza apoiadores nas ruas, a crise social e política segue longe de uma solução.

Foto: Majid Asgaripour / WANA (Reuters)

Redação Brasil News

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Fantasma de George Floyd volta a assombrar Minneapolis: mulher é morta por agentes federais e cidade explode em protestos. https://brasilnews.tv/fantasma-de-george-floyd-volta-a-assombrar-minneapolis-mulher-e-morta-por-agentes-federais-e-cidade-explode-em-protestos/ https://brasilnews.tv/fantasma-de-george-floyd-volta-a-assombrar-minneapolis-mulher-e-morta-por-agentes-federais-e-cidade-explode-em-protestos/#respond Thu, 08 Jan 2026 13:54:54 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5900 Minneapolis voltou a ser palco de tensão, dor e revolta. A poucos quarteirões do local onde George Floyd foi assassinado em 2020, agentes federais de imigração mataram a tiros Renee Nicole Macklin Good, de 37 anos, dentro de seu carro. O episódio ocorreu em um bairro residencial e diverso da cidade, reacendendo memórias traumáticas ainda muito presentes na comunidade.

A morte de Floyd, em 25 de maio de 2020, provocou uma onda de protestos históricos nos Estados Unidos e se tornou um marco global no debate sobre racismo estrutural e violência policial. Agora, quase no mesmo perímetro, a morte de Renee voltou a levar milhares de pessoas às ruas.

Na quarta-feira (7), manifestantes se reuniram nas proximidades do antigo memorial de Floyd para protestar contra a presença e a atuação dos agentes federais, que vêm reforçando operações na cidade desde dezembro. Os protestos denunciaram o uso excessivo da força e a militarização das políticas migratórias.

O bairro onde ocorreu o tiroteio é conhecido por sua diversidade étnica, com populações negras e hispânicas expressivas, além de um histórico de ativismo político e movimentos ligados à classe trabalhadora. Moradores costumam destacar o desfile do Dia do Trabalho como o evento mais simbólico do ano, refletindo a identidade política da região.

Nos últimos anos, a área também enfrentou desafios sociais, como o surgimento de um grande acampamento de pessoas em situação de rua no Powderhorn Park, removido em grande parte pelas autoridades municipais. Desde então, moradores relatam aumento no tráfego, na presença policial e em ocorrências criminais, especialmente após 2020.

A intensificação das ações federais neste mês tem provocado confrontos frequentes entre agentes e ativistas dos direitos dos imigrantes. Para muitos manifestantes, a morte de Renee simboliza a continuidade de práticas violentas que a cidade prometeu combater após o caso George Floyd.

Flores, velas e mensagens foram deixadas em um memorial improvisado no local do tiroteio, enquanto a cidade tenta, mais uma vez, lidar com o impacto de uma morte que expõe feridas profundas e ainda não cicatrizadas.

Crédito da foto: Jamie Kelter Davis / The New York Times

Redação Brasil News

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Combustível dobra de preço e povo reage com fome: Bolívia entra em ebulição após fim de subsídios históricos. https://brasilnews.tv/combustivel-dobra-de-preco-e-povo-reage-com-fome-bolivia-entra-em-ebulicao-apos-fim-de-subsidios-historicos/ https://brasilnews.tv/combustivel-dobra-de-preco-e-povo-reage-com-fome-bolivia-entra-em-ebulicao-apos-fim-de-subsidios-historicos/#respond Tue, 30 Dec 2025 10:51:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5628 A Bolívia vive dias de forte tensão social após a decisão do governo de eliminar os subsídios aos combustíveis, em vigor há cerca de duas décadas. Nesta segunda-feira (29), líderes sindicais, trabalhadores da mineração e donas de casa iniciaram uma greve de fome em La Paz, em um protesto que expõe a gravidade da crise econômica no país.

A medida, anunciada no último dia 18, encerrou uma política mantida durante os governos de Evo Morales e Luis Arce, período em que gasolina e diesel eram vendidos no mercado interno a preços subsidiados, apesar de serem importados a valores internacionais. O modelo, segundo autoridades, drenou as reservas do país e contribuiu para o atual colapso fiscal.

Com o corte do subsídio, o impacto foi imediato: o litro da gasolina passou a custar cerca de US$ 1, enquanto o diesel chegou a US$ 1,4. A alta abrupta fez os preços de alimentos, transporte e serviços dispararem, agravando uma inflação que já rondava os 20% ao ano antes mesmo da medida.

Em resposta, 18 manifestantes — entre sindicalistas e donas de casa — iniciaram um jejum voluntário na sede da Federação dos Trabalhadores da Mineração. “Tudo ficou mais caro de uma hora para outra. A conta não fecha para quem vive do dia a dia”, relatou uma das participantes do protesto.

O principal dirigente sindical do país, Mario Argollo, liderou uma nova marcha pelas ruas da capital e prometeu manter mobilizações diárias até que o governo recue. Segundo ele, a greve de fome é apenas o início de uma escalada de pressão popular.

Do outro lado, o presidente Rodrigo Paz foi categórico ao descartar o retorno dos subsídios. De acordo com o governo, o antigo modelo alimentava esquemas de contrabando e corrupção, além de beneficiar redes ilegais que revendiam combustível subsidiado fora do país.

A crise coloca a Bolívia diante de um impasse delicado: manter o ajuste econômico para evitar o colapso das contas públicas ou ceder à pressão popular em um cenário de crescente instabilidade social. Enquanto isso, a população sente no bolso os efeitos imediatos de uma decisão que já mudou radicalmente a rotina do país.

Foto: Jorge Bernal / AFP
Redação Brasil News

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CEO da COP30 defende manifestações indígenas e diz que protestos fortalecem ambiente democrático. https://brasilnews.tv/ceo-da-cop30-defende-manifestacoes-indigenas-e-diz-que-protestos-fortalecem-ambiente-democratico/ https://brasilnews.tv/ceo-da-cop30-defende-manifestacoes-indigenas-e-diz-que-protestos-fortalecem-ambiente-democratico/#respond Sun, 16 Nov 2025 19:18:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3534 Belém — A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, afirmou nesta sexta-feira que os protestos realizados por grupos indígenas durante a conferência representam uma manifestação democrática legítima e não interferem no andamento das negociações climáticas. As declarações ocorreram após a mobilização dos mundurukus do Baixo Tapajós, que bloqueou por horas o acesso principal à área de debates do evento.

O protesto, iniciado ainda de madrugada, reuniu cerca de 100 representantes indígenas contrários ao Decreto 12.600/25 — que abre caminho para a privatização de estruturas hidroviárias, inclusive no Rio Tapajós — e ao projeto da Ferrogrão, previsto para ligar Mato Grosso ao Pará. Segundo as lideranças, ambos os empreendimentos ameaçam a integridade territorial dos povos originários e impactam diretamente modos de vida tradicionais.

A ação causou danos pontuais na área externa do evento e deixou dois seguranças com ferimentos leves, o que levou a ONU a solicitar informações formais ao governo brasileiro. Ainda assim, Toni reforçou que manifestações como essa são esperadas em conferências internacionais, e que o diálogo com as comunidades amazônicas é fundamental:
“Estamos ouvindo suas vozes. O Brasil tem uma democracia robusta, que garante o direito de protesto.”

Para contornar o impasse, participantes da COP30 foram orientados a usar uma entrada lateral. A liberação total do acesso só ocorreu após negociação envolvendo Ana Toni, o presidente da conferência, André Corrêa do Lago, e as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas). Em seguida, uma comitiva dos mundurukus foi recebida em reunião oficial.

Corrêa do Lago classificou o encontro como “construtivo e necessário”, afirmando que os indígenas entregaram documentos com reivindicações que serão encaminhadas às autoridades responsáveis.

Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também apresentou dados sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde global. Segundo ele, mais de 60% da população mundial já sofre consequências diretas desse cenário, e um em cada 12 hospitais corre risco de paralisação devido a eventos climáticos extremos.
“Essas evidências reforçam que a crise climática é, também, uma crise de saúde pública”, destacou.

Jornalista responsável pela foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Redação Brasil News

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Protestos no Peru contra novo governo deixam um morto e mais de 100 feridos. https://brasilnews.tv/protestos-no-peru-contra-novo-governo-deixam-um-morto-e-mais-de-100-feridos/ https://brasilnews.tv/protestos-no-peru-contra-novo-governo-deixam-um-morto-e-mais-de-100-feridos/#respond Thu, 16 Oct 2025 10:18:31 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1959 A crise política no Peru voltou a se agravar nesta semana. Manifestações massivas contra o novo governo resultaram em um morto e mais de 100 feridos, segundo informações divulgadas por autoridades locais e por organizações de direitos humanos.

Os protestos começaram após a posse do novo presidente, cujo governo vem sendo acusado por opositores de autoritarismo e falta de legitimidade popular. Em Lima e em outras cidades do país, milhares de pessoas saíram às ruas para exigir novas eleições e denunciar o que chamam de retrocesso democrático.

O movimento ganhou força entre jovens estudantes e trabalhadores, com forte presença do coletivo Geração Z, que vem utilizando símbolos da cultura pop, como a bandeira do anime One Piece, para representar a luta por liberdade e justiça.

De acordo com o Ministério da Saúde peruano, cerca de 107 pessoas ficaram feridas, incluindo civis e agentes de segurança. Organizações civis denunciaram o uso excessivo da força policial e pediram uma investigação independente sobre a morte registrada durante os confrontos.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressou preocupação com a escalada da violência e apelou ao governo peruano para garantir o direito à manifestação pacífica e o respeito à vida.

Enquanto isso, o clima de tensão segue nas ruas, e novas marchas estão sendo convocadas pelos movimentos estudantis para os próximos dias.

Foto: Hugo CUROTTO / AFP

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