protagonismo feminino – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 06 Oct 2025 20:53:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png protagonismo feminino – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Tatiane Barros fortalece o IMAN como referência de networking na advocacia https://brasilnews.tv/tatiane-barros-fortalece-o-iman-como-referencia-de-networking-na-advocacia/ https://brasilnews.tv/tatiane-barros-fortalece-o-iman-como-referencia-de-networking-na-advocacia/#respond Mon, 06 Oct 2025 20:46:17 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1663

Instituto liderado pela advogada une inovação jurídica, articulação estratégica e protagonismo coletivo para valorizar a advocacia em Mato Grosso e no Brasil

A presença feminina na advocacia brasileira nunca foi tão pulsante. Em meio a um cenário jurídico historicamente marcado por estruturas tradicionais, mulheres têm assumido um papel de protagonismo e transformação, criando pontes, redes estratégicas de conexões e novos caminhos para o exercício da profissão com mais empatia, ética e excelência.

No coração do Brasil, o Estado de Mato Grosso tem revelado nomes, movimentos e iniciativas que simbolizam essa virada de chave. Estamos falando da advogada Tatiane Barros Ramalho, que construiu sua trajetória com coragem, empatia e um propósito claro: servir à Justiça com alma, técnica e inovação. Sua missão ultrapassa as fronteiras do Direito — é sobre pessoas, histórias e recomeços.

Unir estratégia jurídica e ação coletiva tem sido o compromisso da advogada Tatiane Barros Ramalho ao longo de seus 23 anos de atuação. Reconhecida por sua escuta ativa, coragem e visão empreendedora, ela se tornou uma das principais referências em Direito no Mato Grosso — especialmente ao idealizar e presidir o Instituto Mato-Grossense de Advocacia Network (IMAN), que hoje se consolida como um espaço de representatividade, fortalecimento profissional e responsabilidade institucional.

Especialista em Direito de Família pela Universidade de Coimbra, em Portugal, Tatiane também é fundadora do escritório Tatiane Barros Advogados Associados, com sedes em Cuiabá (MT), polo jurídico e político, centro das decisões institucionais do Estado, bem como Sorriso (MT), conhecida como a capital nacional do Agronegócio e berço dos maiores produtores de soja do mundo e ainda Brasília (DF), sede dos Tribunais Superiores (STJ e STF), atuando em demandas internacionais em Portugal, Espanha e Angola. Sua expertise se concentra nas áreas de Direito de Família e Sucessões, Penal e Agronegócio.

“Sempre acreditei que o Direito é uma ponte. Ele precisa se conectar com as pessoas. Não basta conhecer a lei, é preciso entender a história de quem está diante de você”, afirma. Essa escuta, presente desde os primeiros atendimentos, se tornou também diretriz das ações promovidas pelo IMAN em diversos municípios do Estado.

IMAN como instrumento de desenvolvimento e voz para a advocacia

O IMAN – Instituto Mato-Grossense de Advocacia Network é um movimento jurídico pioneiro no Brasil. Nasceu com a missão de criar uma rede plural de advogados e advogadas, experientes e iniciantes, unidos pelo propósito de promover trocas qualificadas, diálogo institucional e crescimento coletivo.

O Instituto é hoje referência em conexões profissionais, networking de excelência e fortalecimento institucional, promovendo mentorias, congressos, seminários e ações estratégicas voltadas ao bem-estar e à visibilidade da advocacia.

Com uma estrutura moderna, o IMAN atua de forma descentralizada e dinâmica, criando pontes e promovendo a valorização do advogado em todos os espaços institucionais.

“O IMAN é um instrumento plural e coletivo. Aqui, realizamos networking de excelência e poderosas redes de conexão, fortalecendo e se posicionando. Não se trata de vaidade ou autopromoção, mas de garantir a integração entre os advogados experientes e jovens advogados, em uma troca de experiência e união”, explica.

Com atuação itinerante e descentralizada, o IMAN promove redes de conexão entre profissionais, mentorias estratégicas, encontros temáticos e ações voltadas ao fortalecimento do networking de excelência na advocacia. Um dos pilares do Instituto é a interiorização: garantir que o advogado do interior tenha acesso às mesmas oportunidades de desenvolvimento, visibilidade e articulação que os da capital, promovendo uma advocacia mais conectada, valorizada e inclusiva em todo o Estado.

“Interiorizar é mais do que levar eventos. É ouvir as dores locais, construir soluções em conjunto e garantir que a advocacia em todas as regiões do estado se sinta representada”, afirma Tatiane.

O IMAN também possui uma diretoria diversa e ativa, composta por Dynair Souza (vice-presidente), Eduardo Manzeppi (diretor institucional), Andreia Noite (secretária-geral), Monny Aguiar (secretária-adjunta), Fabrício Pavan (tesoureiro) e Emanouelly Nadaf (coordenadora de marketing e eventos). “O IMAN nasceu da escuta. Da vontade de reunir, criar vínculos e mostrar que é possível construir conexões com uma advocacia mais próxima, mais humana e mais representativa”, destacam os membros da diretoria.

Dentre os programas de destaque, está o de apoio à mulher advogada, voltado à promoção de equidade de gênero, além da formação de lideranças, se tornado uma referência também para advogados recém-formados, oferecendo suporte prático à jovem advocacia.

“Muitos jovens ingressam na profissão cheios de vocação, mas sem a estrutura necessária para exercer a advocacia de forma ética e sustentável. Nosso papel é orientar, acolher e ajudar com nossa rede de conexão para os desafios do mercado”, comenta.

Um dos eventos mais emblemáticos organizados pela entidade foi o Encontro de Inteligência Artificial e marketing jurídico, realizado em 2025, reunindo profissionais de diferentes áreas para debater os limites e possibilidades do uso de IA no campo jurídico. Foram abordados temas como o impacto da IA na advocacia, inteligência artificial aplicada a produção e conhecimento jurídico, advocacia do futuro e marketing jurídico e inteligência artificial diante das novas tecnologias.

“A inteligência artificial não substitui a escuta. Mas pode, sim, otimizar o tempo e permitir que o advogado se concentre no que é essencial: a estratégia e o cuidado com o cliente”, comenta Tatiane. Segundo ela, o papel do advogado diante da tecnologia é se atualizar constantemente, sem perder a base humanística da profissão.

Além da capacitação técnica, o IMAN tem fortalecido o diálogo entre a advocacia e os poderes públicos locais, aproximando a categoria de espaços de escuta ativa e deliberação.

“Precisamos ocupar espaços institucionais para que a advocacia seja ouvida quando se discute segurança jurídica, políticas públicas ou direitos fundamentais”, reforçou o Diretor Institucional.

Elas por Elas: protagonismo feminino e construção plural

Sob o tema “Elas por Elas”, o IMAN também se consolidou como um espaço para o fortalecimento do protagonismo feminino na advocacia. Ao reunir mulheres de diferentes áreas, idades e trajetórias, o instituto tem ampliado a presença feminina nas instituições, incentivando a ocupação legítima dos espaços de liderança e promovendo uma advocacia mais diversa e ética.

Homens também ocupam posições de destaque no IMAN, fortalecendo uma rede de cooperação que valoriza a pluralidade e as pautas relevantes para toda a classe. Trata-se de uma construção coletiva, baseada na escuta ativa, na sororidade e na valorização de diferentes trajetórias profissionais.

“É inspirador ver mulheres e homens unidos, fortalecidos e conscientes de seu papel institucional. O IMAN é a prova viva de que juntas somos mais fortes”, destacou a presidente, Tatiane Barros Ramalho.

Atuação jurídica nas áreas de família, penal e agrário

No Direito de Família, Tatiane atua com temas como planejamento sucessório, guarda compartilhada, reorganização patrimonial, inventário, divórcio e relações familiares complexas, sempre com foco na proteção dos vínculos e na segurança jurídica dos envolvidos. “Trata-se de pessoas, histórias, recomeços e esperança”.

No Direito do Agronegócio, atua na regularização fundiária, sucessão rural, estruturação jurídica de propriedades, defesa patrimonial e resolução de conflitos agrários, atendendo produtores e grupos econômicos em uma das regiões mais produtivas do país. “Cada pedaço de terra tem história, impacto econômico, memórias. Litigar no campo exige escuta, firmeza e empatia“, pontua.

Já na área Penal, sua atuação é voltada à defesa técnica qualificada, preservando o devido processo legal, as garantias fundamentais e a dignidade humana no curso da persecução penal. “Advogar no direito penal é um ato de coragem e responsabilidade. Não se trata apenas de punir ou absolver, mas de garantir um processo justo”, afirma.

Atuação institucional e redação legislativa

Tatiane também se destaca por sua atuação institucional. Foi conselheira estadual da OAB/MT, presidente de comissão e, por mais de 15 anos, dedicou-se ativamente à Ordem dos Advogados a nível Estadual e Nacional. É coautora da Lei nº 12.097/2023, que criou a Patrulha Henry Borel em Mato Grosso, voltada à proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência — legislação que hoje é referência nacional.

“Essa lei é fruto de uma dor social, mas também de um esforço coletivo. Ela protege e responsabiliza”, explica. A norma é hoje um marco estadual no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes e base para outras legislações correlatas.

Reconhecimento público e ética profissional

Em 2025, Tatiane recebeu o The Law Awards e o Certificado Internacional Q-ESG, concedido a escritórios e profissionais com práticas sustentáveis, inclusivas e comprometidas com advocacia de qualidade e excelência. O reconhecimento, segundo ela, é importante, mas o que realmente transforma a sociedade é o trabalho diário feito com amor, empatia e humanidade. É nesse lugar que eu escolho permanecer”, pontua.

Comunicação como ferramenta de cidadania

Nas redes sociais, Tatiane transforma sua presença digital em vitrine de conscientização social, utilizando uma linguagem simples e acessível para informar a população sobre direitos fundamentais, relações familiares, sucessão, violência de gênero e cidadania.

“Levar informação jurídica de forma clara é democratizar o acesso à Justiça. Não se trata de autopromoção, mas de responsabilidade com quem não tem voz, pois a população precisa entender seus direitos para saber como exercê-los”, ressalta.

Futuro do IMAN e novos projetos institucionais

Entre os próximos passos está o projeto de nacionalização do IMAN, com o objetivo de ampliar sua atuação e se tornar um modelo replicável em outros Estados. O Instituto segue crescendo como uma rede poderosa de networking jurídico, promovendo eventos, ampliando redes de contatos e atuando de forma estratégica, ética e humana, voltada à valorização da advocacia brasileira.

“O IMAN nasceu da escuta. Ele representa a coragem coletiva de uma advocacia que acolhe, constrói e transforma”, resume.

“Nosso papel enquanto instituição é promover e incentivar o network, reunindo a classe de advogados e advogadas em uma grande rede de contato e conexão de excelência, de trabalho e parcerias, a partir de ações, eventos, expansão e aperfeiçoamento do mercado jurídico”, reitera os Diretores do IMAN.

A Empreendedora e visionária Tatiane finaliza destacando que é movida por uma paixão real pela advocacia, alimentada por uma visão inovadora e pelo compromisso de empreender com propósito. “Acredito na força de quem transforma ideias em ações e da advocacia que conecta, acolhe e constrói caminhos de justiça”.

Instagram:@tatianebarros_

@contatoiman
Site: https://iman.adv.br | https://tatianebarros.com.br

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Cólica que atrapalha a rotina precisa de atenção, alerta Suéllen Monteiro https://brasilnews.tv/colica-que-atrapalha-a-rotina-precisa-de-atencao-alerta-suellen-monteiro/ https://brasilnews.tv/colica-que-atrapalha-a-rotina-precisa-de-atencao-alerta-suellen-monteiro/#respond Sat, 20 Sep 2025 15:07:27 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1365

Certificada em cirurgia robótica, ginecologista fala sobre dor, infertilidade e o protagonismo feminino no tratamento

Sentir dor não é normal. Essa frase, repetida pela ginecologista e obstetra Suéllen Monteiro Pereira, sintetiza sua atuação em Campos dos Goytacazes (RJ) e na região Norte Fluminense. Primeira médica da família, ela decidiu seguir a carreira ainda na infância, sem referências próximas, mas com a convicção de que a medicina seria seu caminho. “Eu sempre quis ser médica, mesmo sem ter ninguém da área na família. Foi algo que aconteceu naturalmente e meus pais foram minha base para chegar até aqui”, relembra.

Da neurocirurgia à ginecologia

Durante a graduação, Suéllen se interessou inicialmente pela neurocirurgia, mas foi no contato com a ginecologia e obstetrícia que encontrou sua vocação. “Eu queria ser resolutiva. Via pacientes com doenças crônicas e pensava em oferecer um cuidado que realmente desse resposta. A ginecologia me encontrou nesse sentido”, explica.

Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos (FMC), ela realizou residência em Ginecologia e Obstetrícia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e no Hospital Universitário Pedro Ernesto, onde teve contato direto com casos complexos de endometriose pelo Sistema único de Saúde (SUS). Essa experiência marcou sua forma de trabalhar e consolidou a importância da escuta como parte do tratamento.

De volta à cidade natal, trouxe diferenciais técnicos que não estavam disponíveis na região, como cirurgias conservadoras para mulheres com miomas que desejavam engravidar. “Era comum indicarem a retirada do útero. Eu comecei a oferecer alternativas, retirando apenas os miomas e preservando o sonho da maternidade. Ver essas pacientes engravidando depois foi transformador”, conta.

Endometriose: silêncio que adoece

Entre os temas que mais mobilizam sua prática está a endometriose. Embora atinja uma em cada dez mulheres, a doença ainda é cercada de desinformação e pode demorar até dez anos para ser diagnosticada. Para a médica, esse atraso está ligado a uma cultura de silenciamento. “Não é uma doença silenciosa. O que existe é um médico que não escuta. A mulher é ensinada a suportar a dor e acreditar que cólica forte é normal.”

Os sinais vão além das cólicas menstruais. Entre eles estão dores intensas na relação sexual, sintomas urinários ou intestinais durante o ciclo, dor lombar e diarreia recorrente. Muitas vezes, esses quadros são confundidos com infecções urinárias ou problemas gastrointestinais. “Metade das mulheres que não conseguem engravidar tem endometriose. Às vezes elas não sentem cólicas, mas apresentam dificuldade de concepção. Por isso é fundamental investigar”, reforça.

O diagnóstico passa por exames de imagem específicos, como ultrassom transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética de pelve feitos por profissionais especializados. Ainda assim, a escuta continua sendo o ponto de partida. “Na minha consulta, a primeira meia hora é só de escuta. As mulheres chegam acostumadas a não serem ouvidas, e reconhecer essa dor é o início do tratamento”, aponta a ginecologista.

Quando a doença avança, pode comprometer órgãos, como intestino e bexiga, além de gerar cistos que exigem cirurgia. Nesses casos, Suéllen defende cautela. “A cirurgia deve ser planejada como uma ‘one-shot surgery’. A ideia é operar uma vez, com segurança, para não precisar repetir”, explica.

O impacto emocional também é profundo. Muitas pacientes associam dor à sexualidade, o que exige um cuidado multidisciplinar. “Quando uma mulher me diz que voltou a ter relação sem dor, eu comemoro junto. Mostrar que ela pode ter qualidade de vida muda tudo”, afirma.

Adenomiose: quando o útero se volta contra si mesmo

Outro desafio frequente é a adenomiose, considerada uma “irmã” da endometriose. Enquanto a primeira ocorre fora do útero, a adenomiose se manifesta quando o tecido endometrial invade a musculatura uterina. “É como se raízes daquela camada que deveria sangrar apenas na menstruação se infiltrassem no músculo. O útero não reconhece como algo dele e tenta expulsar, gerando dor e sangramento intenso”, detalha.

A condição costuma causar fluxos abundantes, hemorragias e pode dificultar a gestação em alguns casos. O tratamento depende do desejo reprodutivo: quando há intenção de engravidar, a conduta é voltada a aumentar as chances de concepção; quando não há, o foco é o controle da dor e do sangramento. “O objetivo pode ser diferente, mas a paciente continua sendo tratada com dignidade e de forma resolutiva”, ressalta.

Cirurgia robótica: tecnologia a serviço da precisão

A experiência em cirurgia minimamente invasiva levou Suéllen a se tornar uma das primeiras ginecologistas certificadas em cirurgia robótica no Norte Fluminense. A conquista marcou um avanço regional, já que até então a técnica estava restrita a grandes centros.

A principal diferença em relação à laparoscopia e à cirurgia robótica está na liberdade de movimentos. “Na videocirurgia, trabalhamos com pinças rígidas, limitadas. Já no robô, eu tenho os movimentos do punho reproduzidos dentro do corpo da paciente, o que me permite chegar a áreas muito pequenas com mais delicadeza e segurança”, descreve.

Essa precisão é essencial em casos de endometriose profunda, próximas a nervos, ureteres e outros órgãos nobres. Além disso, o pós-operatório tende a ser mais confortável, com menos dor, menor risco de infecção e recuperação mais rápida. “Consigo identificar lesões que muitas vezes passariam despercebidas na laparoscopia convencional”, afirma.

Para reduzir o medo de muitas pacientes, Suéllen faz questão de esclarecer: “Sou eu quem está na sala, conectada aos braços do robô. Ele é apenas uma ferramenta que amplia a capacidade do cirurgião. A tecnologia está a serviço do humano, não o contrário”, garante.

Humanização e vínculo

Apesar do uso de tecnologia de ponta, Suéllen insiste que o cuidado precisa ser também humano. Para ela, atendimento humanizado é quebrar a barreira entre o médico e a paciente e construir uma parceria. “Quando uma mulher entra na minha sala, ela não é apenas um caso de endometriose, mioma ou um procedimento a ser feito. Ela é uma pessoa com uma história, medos, dúvidas e esperanças”, reflete.

Na prática, isso significa dedicar tempo à escuta, validando não apenas sintomas físicos, mas também o impacto que eles trazem para a vida, o trabalho e os relacionamentos. “Validar o que a paciente sente é o primeiro passo para o cuidado”, afirma.

Essa lógica se reflete também na condução dos tratamentos. Ao apresentar todas as opções — das mais simples às mais complexas —, a médica defende que a decisão deve ser conjunta. “Ela deixa de ser uma paciente passiva e passa a participar ativamente de seu cuidado. Isso muda toda a relação”, diz.

Outro ponto levantado pela médica é o atendimento inclusivo. Muitas mulheres homoafetivas chegam acreditando que não precisam realizar exames de rotina ou, em alguns casos, nunca os fizeram por receio de julgamento. “Já ouvi pacientes dizerem que não precisavam colher preventivo por não terem relações heterossexuais. Isso é um mito perigoso. Todas precisam de acompanhamento. Acolher essas mulheres sem julgamento é fundamental”, defende.

Redes sociais e educação em saúde

Se antes resistia ao Instagram, hoje Suéllen reconhece o papel das redes na educação em saúde. “As próprias pacientes pediram. Percebi que, se eu não estivesse ali, outras pessoas falariam no meu lugar, muitas vezes sem base científica. Então, uso a rede para derrubar tabus e orientar com informação de qualidade”, explica.

Comunicando-se de forma clara sobre contracepção, infertilidade e endometriose, a médica ampliou seu alcance para além de Campos dos Goytacazes. Pacientes de outras cidades passaram a procurá-la, atraídas pelo conteúdo informativo e pelo acolhimento.

O próximo passo da carreira? Expandir sua clínica e estruturar um espaço maior para consolidar o modelo de atendimento humanizado. A ideia é oferecer suporte integral às pacientes que viajam para consultas e cirurgias, desde transporte até acompanhamento contínuo.

Suéllen é categórica quanto a levar dores na normalidade: “Se um médico desvalidou seus sintomas ou sugeriu a retirada do útero sem outras opções, busque outra opinião. Hoje temos tecnologia e conhecimento suficientes para tratar de forma adequada. O mais importante é que a paciente seja protagonista do próprio tratamento”, conclui.

CRM 52993034 – RQE 30794 – RQE 30795

Instagram: @drasuellenmonteiro
Site: http://www.drasuellenmonteiro.com.br
Fotos: Márcio Bruno

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Encerramento da Semana Legislativa destaca protagonismo feminino e reforça luta por igualdade https://brasilnews.tv/encerramento-da-semana-legislativa-destaca-protagonismo-feminino-e-reforca-luta-por-igualdade/ https://brasilnews.tv/encerramento-da-semana-legislativa-destaca-protagonismo-feminino-e-reforca-luta-por-igualdade/#respond Fri, 30 May 2025 17:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=949 Brasília (DF) – A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, nesta quinta-feira (30), a cerimônia de encerramento da 6ª Semana Legislativa da Mulher, coroando uma agenda repleta de debates, oficinas, homenagens e reflexões. A iniciativa, que mobilizou mais de mil participantes em 18 horas de atividades, teve como foco o fortalecimento da presença feminina na política, a valorização de lideranças femininas e o enfrentamento às desigualdades de gênero.

A solenidade foi marcada por discursos de parlamentares e representantes da sociedade que reforçaram a importância da equidade de direitos entre homens e mulheres. A deputada Paula Belmonte (Cidadania), uma das organizadoras do evento, destacou a necessidade de promover oportunidades reais às mulheres desde a infância, por meio de educação de qualidade e estímulo à liderança.

O deputado Chico Vigilante (PT) resgatou avanços históricos, mas apontou os desafios ainda presentes, como a desigualdade salarial e o assédio no ambiente de trabalho. Para ele, é preciso transformar o discurso em ação efetiva para garantir justiça de gênero.

Já a senadora Leila Barros (PDT), homenageada na cerimônia, alertou para os altos índices de feminicídio e defendeu o papel essencial de políticas públicas voltadas à dignidade e à segurança das mulheres, especialmente as mais vulneráveis.

A programação incluiu também exposições, rodas de conversa e palestras que abordaram desde representatividade até estratégias para combater a violência doméstica. Parlamentares como Max Maciel (PSOL), Gabriel Magno (PT), Jaqueline Silva (MDB), João Cardoso (Avante) e Fábio Felix (PSOL) participaram ativamente da agenda.

Encerrando a solenidade, moções de louvor foram entregues a mulheres que se destacam na sociedade do Distrito Federal, reconhecendo suas contribuições em diversas áreas. A diretora da Escola do Legislativo, Jane Marrocos, celebrou a participação expressiva e as trocas proporcionadas: “Cada história compartilhada aqui impacta diretamente a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.”

A Semana Legislativa da Mulher reafirma, mais uma vez, que os espaços de poder devem ser ocupados com igualdade, respeito e reconhecimento ao papel transformador das mulheres na política e na sociedade.

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