Arquivo de poluição - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/poluicao/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Tue, 11 Aug 2026 13:30:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de poluição - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/poluicao/ 32 32 Microplásticos já chegaram ao corpo humano — e especialistas apontam uma saída que depende de uma mudança radical de hábito. https://brasilnews.tv/microplasticos-ja-chegaram-ao-corpo-humano-e-especialistas-apontam-uma-saida-que-depende-de-uma-mudanca-radical-de-habito/ https://brasilnews.tv/microplasticos-ja-chegaram-ao-corpo-humano-e-especialistas-apontam-uma-saida-que-depende-de-uma-mudanca-radical-de-habito/#respond Tue, 11 Aug 2026 13:30:54 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12728 Partículas microscópicas de plástico já foram identificadas em diferentes partes do corpo humano e estão presentes no ar, na água, nos alimentos e em diversos produtos do cotidiano. Pesquisadores alertam que os impactos de longo prazo ainda não são completamente conhecidos e defendem a redução do consumo e da produção de materiais plásticos como uma das principais formas de enfrentar o problema.

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O plástico deixou de ser apenas um problema ambiental visível. Fragmentos microscópicos desse material já circulam pelo ar, pela água e pela cadeia alimentar, aumentando a preocupação da comunidade científica sobre os possíveis efeitos da exposição contínua no organismo humano.

Conhecidas como microplásticos, essas partículas possuem até 5 milímetros e podem surgir tanto de produtos fabricados originalmente em pequenas dimensões quanto da degradação de objetos plásticos maiores. Com o tempo, esses fragmentos podem se tornar ainda menores, formando os chamados nanoplásticos.

Pesquisas realizadas nos últimos anos identificaram partículas plásticas em diferentes regiões do planeta e também em tecidos e fluidos do corpo humano. Já foram encontrados registros em locais como sangue, leite materno e líquido amniótico, além de estudos que apontaram a presença dessas partículas no cérebro.

Apesar das descobertas, os cientistas ainda não conseguem determinar com precisão quais serão os efeitos da exposição prolongada sobre a saúde. A dúvida envolve desde a quantidade efetivamente acumulada no organismo até os grupos que podem apresentar maior vulnerabilidade.

UMA EXPOSIÇÃO QUE COMEÇA DENTRO DE CASA

A preocupação não está restrita aos oceanos ou aos grandes centros urbanos. Estudos recentes indicam que ambientes internos podem apresentar uma concentração significativa de partículas suspensas no ar.

Roupas produzidas com fibras sintéticas, produtos de limpeza, embalagens, utensílios domésticos e outros objetos podem contribuir para a presença dessas partículas no cotidiano.

O problema também envolve os chamados aditivos químicos, substâncias incorporadas aos plásticos para conferir características como flexibilidade, resistência ou durabilidade. Algumas dessas substâncias já são investigadas por possíveis efeitos sobre o sistema hormonal, desenvolvimento neurológico e outros aspectos da saúde.

O aquecimento de recipientes plásticos também desperta atenção. Temperaturas elevadas podem favorecer a liberação de partículas e compostos presentes nesses materiais, motivo pelo qual especialistas recomendam cautela no uso de recipientes plásticos para alimentos e bebidas quentes.

UM PROBLEMA QUE ULTRAPASSA AS FRONTEIRAS

A dimensão ambiental do problema ajuda a explicar por que os microplásticos se tornaram uma questão global.

A produção mundial de plástico alcança centenas de milhões de toneladas todos os anos, enquanto uma parcela significativa desses produtos possui utilização curta antes de ser descartada.

Depois de chegar ao ambiente, o plástico não simplesmente desaparece. Ele pode sofrer fragmentação progressiva e permanecer circulando durante longos períodos.

Partículas já foram detectadas em regiões extremamente remotas, inclusive em áreas próximas ao Monte Everest e na Antártida. Também há registros de microplásticos transportados pela chuva, mostrando a capacidade dessas partículas de se espalharem pela atmosfera.

O QUE PODE SER FEITO?

Para especialistas, mudanças individuais podem ajudar, mas não são suficientes para resolver uma crise dessa dimensão.

Entre as medidas recomendadas estão reduzir o uso de produtos descartáveis, carregar garrafas e recipientes reutilizáveis, evitar embalagens plásticas quando existirem alternativas e diminuir o consumo de roupas confeccionadas com fibras sintéticas.

Outra orientação é repensar o próprio padrão de consumo. Comprar apenas o necessário e priorizar produtos mais duráveis pode reduzir a quantidade de plástico que entra no ciclo de produção e descarte.

A reciclagem também é apontada como uma ferramenta importante, mas pesquisadores defendem que ela não deve ser tratada como solução isolada para o problema. A redução da produção e do consumo de plástico continua sendo considerada fundamental.

A CONTA AMBIENTAL CONTINUA CRESCENDO

O avanço dos microplásticos coloca uma questão que vai além da escolha entre uma embalagem e outra: quanto plástico a sociedade realmente precisa produzir?

Enquanto governos e organizações internacionais discutem novas regras para conter a poluição, especialistas defendem mudanças estruturais na indústria e nos hábitos de consumo.

A principal mensagem é direta: quanto menos plástico for produzido, utilizado e descartado de maneira inadequada, menor tende a ser a quantidade de partículas que continuará circulando no ambiente — e, consequentemente, chegando ao organismo humano.

FOTO: Tanvi Sharma/Unsplash

REDAÇÃO: Ana Flavia

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Câncer de pulmão avança silenciosamente e médicos fazem alerta urgente sobre sinais ignorados. https://brasilnews.tv/cancer-de-pulmao-avanca-silenciosamente-e-medicos-fazem-alerta-urgente-sobre-sinais-ignorados/ https://brasilnews.tv/cancer-de-pulmao-avanca-silenciosamente-e-medicos-fazem-alerta-urgente-sobre-sinais-ignorados/#respond Sun, 03 May 2026 04:18:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9495 Especialistas destacam sintomas que costumam ser confundidos com doenças comuns e reforçam a importância da prevenção e diagnóstico precoce.

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O câncer de pulmão continua sendo uma das doenças mais letais no mundo e preocupa especialistas pela sua evolução silenciosa. Durante campanhas de conscientização, médicos reforçam a importância de reconhecer sinais iniciais que muitas vezes passam despercebidos.

De acordo com a American Cancer Society, esse é o tipo de câncer que mais causa mortes, especialmente devido ao diagnóstico tardio. Em muitos casos, os sintomas são confundidos com problemas respiratórios comuns, como gripes ou resfriados.

Entre os principais sinais de alerta estão tosse persistente, cansaço excessivo, falta de ar, dor no peito e rouquidão. Especialistas alertam que sintomas que duram mais de três semanas devem ser investigados com atenção.

Outros indícios mais graves incluem presença de sangue no escarro, infecções respiratórias frequentes, dores nas costas e perda de peso sem causa aparente. Mesmo pessoas que nunca fumaram podem desenvolver a doença, embora o risco seja maior entre fumantes e indivíduos expostos à poluição.

A exposição à fumaça do cigarro e a ambientes poluídos pode causar alterações no DNA das células pulmonares, favorecendo o desenvolvimento do câncer. Por isso, médicos reforçam que não existe nível seguro para o consumo de tabaco.

Para quem não fuma, a recomendação é reduzir o contato com poluentes, evitar ambientes fechados com fumaça e adotar medidas de proteção em dias de alta poluição, como o uso de máscaras e purificadores de ar.

Além disso, hábitos saudáveis podem ajudar na prevenção. Uma alimentação rica em frutas, vegetais e alimentos antioxidantes contribui para a proteção do organismo. A prática regular de atividade física também é indicada para fortalecer o sistema respiratório.

Especialistas ainda destacam que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz, tornando essencial procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes.

Foto: Reprodução/Instagram
Redação – Thiago Salles

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Polêmica em Perus: moradores protestam contra instalação de usina de incineração de lixo em área do antigo aterro. https://brasilnews.tv/polemica-em-perus-moradores-protestam-contra-instalacao-de-usina-de-incineracao-de-lixo-em-area-do-antigo-aterro/ https://brasilnews.tv/polemica-em-perus-moradores-protestam-contra-instalacao-de-usina-de-incineracao-de-lixo-em-area-do-antigo-aterro/#respond Thu, 30 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2705 A Prefeitura de São Paulo planeja construir uma usina de recuperação energética no antigo Aterro Bandeirantes, em Perus. Moradores denunciam falta de diálogo e alertam para riscos ambientais e de saúde. O projeto faz parte do plano de modernização da gestão de resíduos da capital.

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O projeto da Prefeitura de São Paulo para instalar uma Unidade de Recuperação Energética (URE) no antigo Aterro Bandeirantes, no bairro de Perus, reacendeu o debate sobre o destino do lixo da maior cidade do país. A proposta, conduzida pelas concessionárias Loga e Ecourbis, prevê a queima controlada de resíduos para geração de energia elétrica, em substituição parcial ao uso dos aterros sanitários.

A usina seria uma das três unidades previstas pelo plano municipal — as outras devem ser instaladas nas regiões de Santo Amaro e São Mateus — e faz parte de uma estratégia de 20 anos para modernizar o sistema de limpeza urbana, sob supervisão da SP Regula.

No entanto, o anúncio provocou forte reação da comunidade de Perus. Moradores e coletivos locais afirmam que não foram consultados e pedem a suspensão do licenciamento ambiental até que ocorram audiências públicas. O grupo “Incinerador de Lixo em Perus, Não” tem promovido manifestações e defende que o poder público priorize reciclagem, compostagem e incentivo às cooperativas de catadores, em vez da queima de resíduos.

A química Thaís Santos, moradora da região, alerta para os riscos. “Perus já sofreu com o antigo aterro por décadas. Agora enfrentamos novamente o medo da poluição e do impacto à saúde da população”, disse.

O terreno do antigo aterro, desativado em 2007, possui resíduos de biogás e metano, o que, segundo especialistas, poderia causar riscos de explosão caso a estrutura não seja cuidadosamente monitorada. A área de 150 hectares fica próxima à Terra Indígena do Jaraguá e ao Parque Anhanguera, importante refúgio de fauna e flora da capital.

Para a engenheira ambiental Sirlei Bertolini, que integra o Conselho Municipal do Meio Ambiente, as emissões e o tráfego intenso de caminhões podem comprometer a qualidade do ar e o ecossistema local.

Em nota, a Loga defende o projeto e afirma que os Ecoparques — que incluem a URE Bandeirantes — seguem padrões internacionais de sustentabilidade, com tecnologias capazes de controlar as emissões e gerar energia limpa. A concessionária prevê a entrega da usina até 2028.

A Prefeitura de São Paulo argumenta que a cidade produz cerca de 12 mil toneladas de lixo por dia e que menos de 3% é reciclado. A gestão afirma que as UREs não representam risco à saúde e cita exemplos como o da CopenHill, usina em operação em Copenhague, na Dinamarca, localizada a menos de dois quilômetros do parlamento local.

O licenciamento ambiental segue em análise pela Cetesb, que ainda não concedeu autorização para o início das obras.

Enquanto isso, o debate entre avanço tecnológico e preservação ambiental continua a dividir opiniões em Perus e entre especialistas da área.

Imagem aérea do aterro dos Bandeirantes, em São Paulo, considerado um dos maiores da América Latina. Foto: Divulgação/Loga

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Relatório revela: super-ricos emitem até 400 vezes mais CO₂ que os mais pobres https://brasilnews.tv/relatorio-revela-super-ricos-emitem-ate-400-vezes-mais-co%e2%82%82-que-os-mais-pobres/ https://brasilnews.tv/relatorio-revela-super-ricos-emitem-ate-400-vezes-mais-co%e2%82%82-que-os-mais-pobres/#respond Thu, 30 Oct 2025 17:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2676 Novo estudo da Oxfam mostra que o 0,1% mais rico da população mundial é responsável por uma parcela desproporcional das emissões globais. Enquanto os mais pobres reduzem sua participação, os bilionários seguem ampliando seu impacto no aquecimento do planeta.

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Um novo relatório da organização internacional Oxfam aponta que a desigualdade ambiental reflete a desigualdade econômica global. Segundo o estudo, o 0,1% mais rico da população mundial emite, em apenas um dia, mais gases de efeito estufa do que metade da população mais pobre do planeta.

O documento, intitulado Saque Climático: como poucos poderosos estão levando o planeta ao colapso, revela que uma pessoa rica chega a emitir 800 quilos de CO₂ por dia, enquanto alguém entre os mais pobres gera apenas dois quilos diários — uma diferença de 400 vezes.

Entre 1990 e 2024, a participação dos mais ricos nas emissões aumentou 32%, enquanto a dos mais pobres caiu 3%, segundo a Oxfam. O relatório ainda alerta que 89% do orçamento de carbono global já foi consumido, restando pouco tempo para conter o aquecimento abaixo de 1,5°C, meta estabelecida pelo Acordo de Paris.

A diretora-executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, destacou que o estilo de vida e o padrão de consumo das elites estão diretamente ligados à crise climática. “Quem mais contribui para a poluição global deve arcar com a responsabilidade de mudar”, afirmou.

Além do consumo pessoal, os investimentos dos bilionários em setores de alto impacto — como petróleo, gás e mineração — ampliam significativamente suas pegadas de carbono. Segundo o levantamento, um bilionário médio gera 1,9 milhão de toneladas de CO₂ por ano apenas com suas aplicações financeiras.

O relatório também aponta a presença crescente de representantes das indústrias poluentes em eventos globais sobre clima, como a COP29, realizada em 2024 no Azerbaijão, onde havia 1.773 delegados ligados aos setores de combustíveis fósseis — superando o número de representantes de vários países vulneráveis às mudanças climáticas.

Para enfrentar o problema, a Oxfam recomenda taxar os super-ricos, restringir sua influência política em decisões ambientais e reforçar a participação da sociedade civil nas negociações climáticas.

“A crise climática é também uma crise de desigualdade. Enquanto poucos lucram com a destruição do planeta, bilhões de pessoas pagam o preço”, concluiu Amitabh Behar, diretor-executivo da Oxfam Internacional.

Foto: Ralf Vetterle/Pixabay

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