Arquivo de política externa - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/politica-externa/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Thu, 13 Aug 2026 18:39:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de política externa - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/politica-externa/ 32 32 EUA sob suspeita: governo Trump se manifesta sobre suposto plano secreto para derrubar Lula. https://brasilnews.tv/eua-sob-suspeita-governo-trump-se-manifesta-sobre-suposto-plano-secreto-para-derrubar-lula/ https://brasilnews.tv/eua-sob-suspeita-governo-trump-se-manifesta-sobre-suposto-plano-secreto-para-derrubar-lula/#respond Thu, 13 Aug 2026 18:39:37 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12793 Em meio a uma das piores crises diplomáticas das últimas décadas entre Brasília e Washington, a Casa Branca foi forçada a vir a público para rebater denúncias sobre um suposto plano de interferência direta nas eleições presidenciais brasileiras. A declaração do Departamento de Estado norte-americano, no entanto, longe de acalmar os ânimos no Palácio do Planalto, acendeu o sinal vermelho entre diplomatas e assessores presidenciais. A linguagem utilizada pelo governo de Donald Trump e a sombra de seu secretário de Estado, Marco Rubio, reforçam os temores de uma manobra internacional para desestabilizar o pleito no Brasil.

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Escalada Diplomática e Suspeitas de Interferência Internacional nas Eleições

As tensões políticas que cercam a disputa eleitoral no Brasil ganharam um dramático contorno internacional. O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu um posicionamento público para negar formalmente a existência de qualquer plano arquitetado com o objetivo de impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do desmentido oficial, os bastidores em Brasília permanecem em estado de alerta máximo.

O desconforto do Palácio do Planalto decorre dos termos específicos adotados na nota de Washington. Ao condicionar o respeito ao governo brasileiro à realização de “eleições livres e justas”, as autoridades norte-americanas utilizaram um chavão histórico que, no vocabulário da administração Donald Trump, costuma anteceder a contestação de resultados eleitorais e a aplicação de retaliações econômicas ou políticas.

Por trás dessa frieza diplomática está a figura do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Apontado como o ideólogo de uma nova versão da Doutrina Monroe — que prega a hegemonia explícita de Washington sobre a América Latina —, Rubio é visto pela diplomacia brasileira como o grande articulador de uma postura hostil contra o Brasil. O histórico recente inclui trocas diretas de farpas com o presidente brasileiro, o cancelamento de vistos de diplomatas nacionais e a imposição de sanções severas.

A manifestação de Washington ocorre em um momento em que a relação bilateral já se encontra severamente desgastada por sanções financeiras, tarifações comerciais e episódios de provocação nas redes sociais. Para interlocutores do governo brasileiro, o posicionamento dos EUA não elimina a desconfiança de que o processo eleitoral do país esteja no alvo de forças externas, elevando a temperatura e a imprevisibilidade da disputa política nacional.

Foto: Agência Brasil / Fotos Públicas

Redação – Thiago Salles

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Novos ataques de Javier Milei a Lula travam retorno de embaixador brasileiro a Buenos Aires. https://brasilnews.tv/novos-ataques-de-javier-milei-a-lula-travam-retorno-de-embaixador-brasileiro-a-buenos-aires/ https://brasilnews.tv/novos-ataques-de-javier-milei-a-lula-travam-retorno-de-embaixador-brasileiro-a-buenos-aires/#respond Tue, 04 Aug 2026 04:04:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12506 Em entrevista à TV argentina, Javier Milei reiterou ofensas contra Luiz Inácio Lula da Silva; Itamaraty mantém embaixador Julio Bitelli em Brasília por tempo indeterminado.

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Uma nova sequência de declarações ostensivas do presidente da Argentina, Javier Milei, direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprofundou a crise diplomática entre os dois países vizinhos e adiou a normalização das relações bilaterais. Em entrevista concedida ao canal argentino LN+, Milei reiterou os ataques verbais e indicou que não pretende recuar dos adjetivos direcionados ao chefe de Estado brasileiro.

A reincidência das ofensas complicou a estratégia do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que aguardava gestos de distensão para autorizar o retorno do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, ao seu posto na capital argentina.

“É ladrão, é um corrupto. Foi condenado por ser ladrão e corrupto. Esteve preso, portanto está correto presidiário. Foi liberado por um erro administrativo do procedimento, não por ser inocente”, declarou Javier Milei durante a transmissão televisiva.

Desdobramentos diplomáticos e recuo travado

A indisposição entre os governos escalou após a participação de Milei em um evento político da oposição no Brasil, o que levou o Itamaraty a chamar o embaixador Julio Bitelli a Brasília para consultas — uma das medidas de desaprovação formal mais graves da prática diplomática.

Apesar do esforço recente do chanceler argentino, Pablo Quirno, em tentar amenizar o tom em declarações à imprensa local garantindo que não há intenção de romper laços formais com o Brasil, a postura de Milei na TV reabriu o impasse no Palácio do Planalto.

Posição DiplomáticaSituação Atual
Embaixada do Brasil em Buenos AiresEm funcionamento, mas sem a presença do chefe do posto (Bitelli)
Orientações do ItamaratyManter o embaixador em Brasília por tempo indeterminado
Relações BilateraisMantidas, sem intenção de rompimento ou rebaixamento oficial
Exigência do Governo BrasileiroSinais concretos de respeito institucional e distensão

Monitoramento a partir de Brasília

Julio Bitelli já realizou reuniões de avaliação com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e com o próprio presidente Lula. A orientação de momento é monitorar o cenário político na Argentina à distância, enquanto a embaixada brasileira em Buenos Aires segue operando sob o comando de diplomatas subordinados.

Embora o governo brasileiro descarte medidas drásticas como o rompimento definitivo de relações comerciais ou diplomáticas, a avaliação interna é de que o retorno do embaixador só ocorrerá quando houver garantias de estabilidade e respeito às instituições do país.

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República / Redação – Thiago Salles

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Trump ameaça cruzar fronteira e lançar ataques terrestres contra cartéis: “Eles dominam o México”, diz presidente dos EUA. https://brasilnews.tv/trump-ameaca-cruzar-fronteira-e-lancar-ataques-terrestres-contra-carteis-eles-dominam-o-mexico-diz-presidente-dos-eua/ https://brasilnews.tv/trump-ameaca-cruzar-fronteira-e-lancar-ataques-terrestres-contra-carteis-eles-dominam-o-mexico-diz-presidente-dos-eua/#respond Fri, 09 Jan 2026 13:05:50 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5929 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma escalada militar ao afirmar que as forças americanas irão iniciar ataques terrestres contra cartéis de drogas na América Latina. A declaração foi feita em entrevista à Fox News e intensifica tensões diplomáticas com o México, que rejeita intervenção militar estrangeira. Trump também confirmou encontro com a oposicionista venezuelana María Corina Machado em Washington.

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Em uma entrevista à emissora americana Fox News na noite de quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao declarar que pretende iniciar ataques terrestres contra cartéis de drogas que, segundo ele, controlam grande parte do território mexicano. A fala marca uma significativa escalada na política norte-americana de combate ao narcotráfico.

Trump afirmou que, após meses de operações militares navais no Pacífico e no Caribe contra embarcações ligadas ao narcotráfico, os EUA estão prontos para levar a ofensiva para o solo, mirando organizações criminosas que, em sua visão, dominam o México. A proposta, segundo ele, faz parte da luta contra as drogas que entram no país, mas também tem provocado forte reação internacional.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, tem rejeitado com firmeza qualquer tipo de intervenção militar estrangeira no território mexicano, reiterando a soberania e destacando que a cooperação no combate ao tráfico deve respeitar a Constituição e o pacto republicano. Autoridades mexicanas insistem que o diálogo e o reforço de ações conjuntas são o caminho, e não operações armadas de forças estrangeiras.

A escalada ocorre em um contexto mais amplo de incursões dos EUA na região, incluindo a recente operação que culminou na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro — levado a solo americano para responder a acusações federais — e bombardeios a barcos suspeitos de tráfico de drogas nos mares do Caribe e Pacífico.

Na mesma entrevista, Trump anunciou que planeja **receber em Washington a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado – reforçando sua tática de alianças com grupos anti-governo na América Latina.

A proposta de ataques terrestres aumenta o nível de tensão diplomática entre os Estados Unidos e seus vizinhos, especialmente o México, que considera qualquer ação militar estrangeira em seu solo uma violação de sua soberania. Analistas alertam que uma movimentação dessa natureza, sem acordo bilateral, poderia violar o direito internacional e agravar ainda mais as relações hemisféricas.

Foto: Reprodução / X/@WhiteHouse
Redação Brasil News

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Depois de 25 anos, Europa diz “sim” ao Mercosul e acordo histórico divide o continente. https://brasilnews.tv/depois-de-25-anos-europa-diz-sim-ao-mercosul-e-acordo-historico-divide-o-continente/ https://brasilnews.tv/depois-de-25-anos-europa-diz-sim-ao-mercosul-e-acordo-historico-divide-o-continente/#respond Fri, 09 Jan 2026 12:44:43 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5913 A União Europeia deu sinal verde provisório ao acordo comercial com o Mercosul, abrindo caminho para a assinatura do maior tratado de livre comércio do mundo. A decisão avança apesar da forte resistência de agricultores europeus e da oposição explícita de países como França e Irlanda.

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Após mais de duas décadas de negociações, a União Europeia deu um passo decisivo para destravar o acordo comercial com o Mercosul. Diplomatas ouvidos por agências internacionais confirmaram que a maioria dos países do bloco aprovou provisoriamente o tratado nesta sexta-feira, abrindo caminho para a formalização do pacto que vinha sendo discutido desde 1999.

A decisão ainda depende da confirmação formal dos votos por escrito, mas o sinal político já foi dado. Com o aval do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo na próxima semana, durante evento no Paraguai. Se concluído, o tratado criará a maior área de livre comércio do planeta.

O acordo prevê a redução gradual ou eliminação de tarifas, além da harmonização de regras para comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, a medida amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e promete impactos que vão além do agronegócio, alcançando também setores estratégicos da indústria nacional.

Apesar do avanço, o tratado segue cercado de controvérsias. Agricultores europeus, especialmente na França, veem o acordo como uma ameaça direta, alegando concorrência desleal com produtos sul-americanos mais baratos e produzidos sob regras ambientais diferentes das exigidas na União Europeia. Na véspera da votação, o presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou que Paris votaria contra o texto, afirmando que os benefícios econômicos seriam limitados para a Europa.

A Irlanda também se posicionou contra o acordo, juntando-se a países como Hungria e Polônia. Já a Itália teve papel decisivo no desfecho. A sinalização favorável de Roma foi vista como o fator-chave para garantir a maioria necessária entre os 27 Estados-membros. A primeira-ministra Giorgia Meloni condicionou o apoio a garantias de proteção ao setor agrícola, após promessas da União Europeia de ampliar recursos destinados aos produtores rurais.

Com a aprovação provisória, o acordo UE-Mercosul entra em sua fase mais sensível: transformar décadas de negociações em um tratado efetivo. Para uns, trata-se de uma vitória histórica do livre comércio. Para outros, um risco que pode redesenhar o equilíbrio econômico e social dentro da Europa.

Foto: Reprodução / Agências Internacionais
Redação Brasil News

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EUA anunciam nova estratégia militar com prioridade para a América Latina e reforço no Caribe. https://brasilnews.tv/eua-anunciam-nova-estrategia-militar-com-prioridade-para-a-america-latina-e-reforco-no-caribe/ https://brasilnews.tv/eua-anunciam-nova-estrategia-militar-com-prioridade-para-a-america-latina-e-reforco-no-caribe/#respond Fri, 05 Dec 2025 16:27:40 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4571 O governo dos Estados Unidos divulgou um novo Plano de Segurança Nacional que muda o foco da presença militar global, priorizando a América Latina. A estratégia prevê maior atuação no Caribe, combate ao tráfico, reforço no controle migratório e contenção da influência chinesa na região.

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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (5) uma mudança profunda em sua política internacional ao divulgar sua nova Estratégia de Segurança Nacional. O documento estabelece que a América Latina passará a ocupar o centro das prioridades militares e diplomáticas do país, enquanto outras regiões do mundo terão parte das responsabilidades transferidas para aliados.

De acordo com a nova diretriz, os EUA irão promover um reajuste da presença militar global, concentrando esforços no Hemisfério Ocidental. O plano prevê ampliação da atuação da Marinha e da Guarda Costeira para controle de rotas marítimas, repressão ao tráfico de drogas, combate à imigração irregular e prevenção de crises na região.

Outro ponto de destaque da estratégia é o enfrentamento direto aos cartéis de drogas, com autorização para o uso de força letal em operações específicas, além da expansão do acesso militar a pontos considerados estratégicos na América Latina e no Caribe. A ofensiva ocorre em meio ao aumento das tensões com o governo da Venezuela e à intensificação de exercícios militares na região.

O documento também reafirma a aplicação da Doutrina Monroe, defendendo que os Estados Unidos não permitirão a presença militar ou o domínio de ativos estratégicos por potências externas no continente americano. A China, maior parceira comercial de vários países latino-americanos, é citada como a principal nação a ser contida nesse processo de reposicionamento geopolítico.

Além da América Latina, a nova política externa norte-americana estabelece diretrizes para outras regiões. No Leste Asiático, o governo pretende reforçar a presença militar e pressionar aliados como Japão e Coreia do Sul a aumentarem seus gastos com defesa, com foco especial em Taiwan. No Oriente Médio, a proposta é reduzir gradualmente a atuação direta e transferir parte das responsabilidades a parceiros regionais.

A imigração também aparece como tema central da estratégia. O governo norte-americano aponta o controle de fronteiras como pilar da segurança nacional e critica duramente as políticas migratórias adotadas por países europeus. Sobre a guerra na Ucrânia, o plano atribui à Europa entraves para um acordo de paz e defende uma reavaliação das expectativas do continente.

Especialistas avaliam que a nova estratégia representa uma guinada no posicionamento internacional dos Estados Unidos e pode gerar impactos diretos nas relações com países latino-americanos, inclusive o Brasil.

Jato de guerra decola do porta-aviões USS Gerald Ford, da Marinha dos Estados Unidos, no mar do Caribe em — Foto: Divulgação/Marinha dos Estados Unidos

Foto: Brian Snyder / Reuters

Redação Brasil News

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Ex-premiê de Bangladesh, Sheikh Hasina, é sentenciada à morte por repressão em protestos de 2024. https://brasilnews.tv/ex-premie-de-bangladesh-sheikh-hasina-e-sentenciada-a-morte-por-repressao-em-protestos-de-2024/ https://brasilnews.tv/ex-premie-de-bangladesh-sheikh-hasina-e-sentenciada-a-morte-por-repressao-em-protestos-de-2024/#respond Mon, 17 Nov 2025 19:06:16 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3615 O tribunal internacional de Daca condenou à morte a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, acusando-a de ordenar ações violentas contra manifestantes durante a crise política de 2024. Julgada à revelia e atualmente exilada na Índia, Hasina afirma que a decisão tem motivação política.

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A ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, de 78 anos, foi condenada à pena de morte pelo Tribunal Internacional de Crimes de Daca, que a responsabilizou por comandar a repressão violenta contra protestos estudantis e populares ocorridos em 2024. A decisão, anunciada nesta segunda-feira, reacende a turbulência política no país, que se prepara para novas eleições legislativas.

Sheikh Hasina, ex-primeira-ministra de Bangladesh, é condenada à morte — Foto: Kimimasa Mayama/AFP

Hasina foi julgada à revelia, já que deixou Bangladesh em agosto do ano passado, fugindo para a Índia após manifestantes ocuparem sua residência oficial. Desde então, vive em exílio e nega todas as acusações. Em comunicado divulgado por seus advogados, ela classificou o veredicto como um ato “politicamente orientado” e conduzido por “um governo sem legitimidade democrática”.

Segundo o tribunal, mais de 450 pessoas morreram durante a repressão que marcou o colapso de seu governo. Os juízes afirmaram que houve uso deliberado de força letal contra civis, além de ordens diretas para execuções. O presidente do tribunal, juiz Golam Mortuza Mozumder, declarou que os elementos característicos de crimes contra a humanidade estavam presentes.

A queda de Hasina encerrou um período de 15 anos contínuos no poder, marcado por forte crescimento econômico, mas também por denúncias de perseguição política e violações de direitos humanos. A crise que culminou em sua renúncia começou com protestos liderados por estudantes universitários contra cotas de emprego no serviço público. As manifestações rapidamente se ampliaram para reivindicações de renúncia e confrontos violentos com forças de segurança.

Após a fuga da premiê, o país passou a ser governado por uma administração interina liderada pelo ganhador do Nobel da Paz Muhammad Yunus, que criou o tribunal responsável pelo julgamento.

A sentença ocorre em um momento delicado para Bangladesh, com eleições legislativas previstas para os próximos meses. As autoridades reforçaram a segurança na capital, Daca, temendo novas manifestações. Especialistas afirmam que a Índia dificilmente extraditará Hasina, considerada uma aliada histórica e estratégica.

O caso segue despertando atenção internacional, especialmente entre entidades de direitos humanos e governos estrangeiros que acompanham o desdobramento político no sul da Ásia.


Foto: Kimimasa Mayama / AFP

Redação Brasil News

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Trump autoriza retomada de testes nucleares e reacende tensões entre potências globais. https://brasilnews.tv/trump-autoriza-retomada-de-testes-nucleares-e-reacende-tensoes-entre-potencias-globais/ https://brasilnews.tv/trump-autoriza-retomada-de-testes-nucleares-e-reacende-tensoes-entre-potencias-globais/#respond Fri, 31 Oct 2025 09:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2724 Após mais de três décadas de interrupção, o ex-presidente americano Donald Trump anunciou a retomada dos testes com armas nucleares, alegando a necessidade de manter os Estados Unidos no mesmo nível de Rússia e China. A decisão ocorre em meio a uma nova escalada geopolítica e reacende o debate sobre segurança global.

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta semana que o país voltará a realizar testes com armas nucleares, algo que não acontecia desde 1992. A decisão, anunciada nas redes sociais pouco antes de um encontro com o presidente chinês Xi Jinping, foi justificada como uma medida para garantir que os EUA “não fiquem atrás” de outras potências militares.

Trump afirmou ter instruído o Departamento de Defesa a iniciar imediatamente os preparativos para os novos testes. Segundo ele, programas nucleares de Rússia e China estariam avançando rapidamente, colocando os EUA em desvantagem estratégica.

O anúncio surge dias após denúncias feitas pelo próprio Trump sobre testes russos com mísseis de propulsão nuclear e drones submarinos capazes de carregar ogivas. Embora tais testes não envolvam explosões atômicas, a movimentação reacende preocupações sobre uma nova corrida armamentista.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm um arsenal estimado em 5.225 ogivas nucleares, contra 5.580 da Rússia e cerca de 500 da China, segundo a Associação de Controle de Armas. Especialistas alertam que a medida pode fragilizar o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New START), que expira em 2026 — o último acordo vigente entre Washington e Moscou para limitar o número de ogivas implantadas.

A retomada de testes nucleares seria uma mudança histórica na política de segurança americana, rompendo uma moratória estabelecida há mais de 30 anos, no fim da Guerra Fria. O último teste nuclear dos EUA ocorreu em 23 de setembro de 1992, no deserto de Nevada.

Enquanto críticos afirmam que a decisão aumenta o risco de uma nova era de tensão militar global, aliados de Trump defendem que a medida é uma resposta necessária ao avanço tecnológico de outras potências.

Foto: Getty Images

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Senado dos EUA aprova resolução que questiona tarifas contra o Brasil. https://brasilnews.tv/senado-dos-eua-aprova-resolucao-que-questiona-tarifas-contra-o-brasil/ https://brasilnews.tv/senado-dos-eua-aprova-resolucao-que-questiona-tarifas-contra-o-brasil/#respond Wed, 29 Oct 2025 09:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2628 O United States Senate votou nesta terça-feira para anular grande parte das sobretaxas impostas ao Brasil sob o governo Donald Trump. A medida, aprovada por 52 votos a 48, contesta a legalidade das tarifas e envia forte sinal diplomático, mesmo que seu efeito prático seja limitado no momento.

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Em Washington, o Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira uma resolução que visa derrubar as tarifas elevadas aplicadas sobre produtos brasileiros, consideradas pelo texto como “ilegalmente fundamentadas”. A votação resultou em 52 votos favoráveis e 48 contrários, com cinco senadores republicanos apoiando a iniciativa ao lado dos democratas.
As sobretaxas haviam sido estabelecidas por Trump — chegando a cerca de 50% sobre certas importações brasileiras — com base numa declaração de emergência nacional para justificar a ação.
No entanto, apesar da aprovação no Senado, a medida enfrenta forte resistência na Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, onde já há movimento para impedir que a resolução seja sequer analisada.
Para o Brasil, a votação configura um momento simbólico de reforço em sua posição nas negociações bilaterais. Ao mesmo tempo, sinaliza internamente nos EUA um desgaste da estratégia de trade do executivo, que fundamentou a imposição tarifária como uma resposta a questões de segurança nacional e política externa.
Mesmo sem efeito imediato, o desfecho pode influenciar futuros debates sobre comércio internacional, poder executivo versus congresso e o tratamento dado ao Brasil como parceiro comercial. Veremos se avançará além do Senado e como reagirá o governo norte-americano.

Foto: Divulgação

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Eleições na Bolívia: país se prepara para virar à direita após duas décadas de governos esquerdistas. https://brasilnews.tv/eleicoes-na-bolivia-pais-se-prepara-para-virar-a-direita-apos-duas-decadas-de-governos-esquerdistas/ https://brasilnews.tv/eleicoes-na-bolivia-pais-se-prepara-para-virar-a-direita-apos-duas-decadas-de-governos-esquerdistas/#respond Sun, 19 Oct 2025 13:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2108 A Bolívia vota neste domingo (19) em um segundo turno histórico que deve encerrar 20 anos de hegemonia da esquerda. Rodrigo Paz e Jorge “Tuto” Quiroga disputam a presidência com visões distintas sobre economia, segurança e política externa.

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A Bolívia se prepara para uma mudança significativa no cenário político. Após duas décadas de governos de esquerda, o país andino decide neste domingo (19) quem será o novo presidente em uma disputa entre Rodrigo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão, e Jorge “Tuto” Quiroga, da Aliança Liberdade e Democracia.

A eleição marca o fim do ciclo iniciado por Evo Morales em 2006, consolidado pelo atual presidente Luis Arce, e promete reposicionar o país tanto internamente quanto nas relações internacionais.

Perfis dos candidatos

Rodrigo Paz, senador e filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora, adota um discurso moderado e conciliador, apostando em “instituições fortes e diálogo político”. Seu programa combina liberalismo econômico com programas sociais, buscando atrair eleitores cansados da polarização.

Já Tuto Quiroga, ex-presidente interino e crítico histórico de Evo Morales, apresenta uma agenda mais liberal e conservadora, com promessas de privatizações, cortes de gastos públicos e combate rígido ao narcotráfico. O ex-mandatário também defende aproximação com os Estados Unidos e admiração declarada por Donald Trump.

Economia e segurança

A Bolívia vive uma das piores crises econômicas em 30 anos, com inflação acima de 25% e escassez de dólares. Paz propõe o “capitalismo para todos”, com foco na formalização da economia e estímulo ao setor privado. Já Quiroga promete uma “reconstrução drástica” baseada em ajuste fiscal e investimentos externos.

Na segurança, ambos defendem o enfrentamento do narcotráfico, mas por caminhos diferentes: Paz fala em fortalecer o sistema judiciário e a cooperação regional, enquanto Quiroga se inspira em modelos de repressão de líderes como Bukele e Noboa, com aumento de prisões e ações policiais.

Relações internacionais

No campo diplomático, Paz promete manter relações estáveis com o Brasil e o Mercosul, reforçando parcerias comerciais com o governo Lula. Já Quiroga prega independência total de blocos regionais e uma reaproximação ideológica com Washington, alinhando-se a políticas do governo Trump.

Disputa acirrada

Pesquisas recentes indicam uma corrida equilibrada, com leve vantagem para Quiroga, segundo levantamento do instituto Ipsos. Analistas apontam que o resultado pode representar uma guinada à direita inédita na história recente do país, com impacto direto nas relações latino-americanas.

Foto: Alzar Raldes/AFP

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Trump ameaça suspender comércio com a China após boicote à soja americana. https://brasilnews.tv/trump-ameaca-suspender-comercio-com-a-china-apos-boicote-a-soja-americana/ https://brasilnews.tv/trump-ameaca-suspender-comercio-com-a-china-apos-boicote-a-soja-americana/#respond Wed, 15 Oct 2025 10:48:12 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1915 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o tom contra a China em meio à crescente guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (14), o republicano ameaçou romper relações comerciais com o país asiático em resposta ao boicote chinês à soja americana. Segundo Trump, a decisão de Pequim de interromper a compra do grão dos Estados Unidos representa um ato “economicamente hostil” e exige uma reação imediata. “Estamos considerando encerrar os negócios com a China relacionados ao óleo de cozinha e outros produtos comerciais, como retribuição”, declarou o presidente. A fala acontece poucos dias depois de Washington anunciar uma tarifa adicional de 100% sobre as importações chinesas, com início previsto para 1º de novembro. Além das tarifas, o governo norte-americano também informou que irá restringir a exportação de softwares estratégicos, alegando preocupações de segurança nacional. Em resposta, Pequim publicou uma nota classificando as novas medidas como “hipócritas e provocativas”. O governo chinês anunciou que planeja controlar as exportações de elementos de terras raras, insumos cruciais para a indústria tecnológica global, e prometeu “retaliações firmes” caso as restrições americanas avancem. Apesar das declarações duras, Trump tentou amenizar o impacto das tensões ao afirmar que acredita em um reequilíbrio comercial futuro. “Não se preocupem com a China, vai ficar tudo bem”, disse ele em outra postagem. “O respeitadíssimo Presidente Xi acaba de passar por um momento difícil.” A nova rodada de trocas de acusações marca mais um capítulo da longa guerra comercial EUA–China, iniciada anos atrás e reacesa em 2025 com tarifas bilaterais e disputas por influência tecnológica. O impasse tem gerado incerteza nos mercados agrícolas e industriais, especialmente entre os produtores de soja norte-americanos, principais afetados pelo boicote chinês. Foto: Spencer Platt / Getty Images

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o tom contra a China em meio à crescente guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (14), o republicano ameaçou romper relações comerciais com o país asiático em resposta ao boicote chinês à soja americana.

Segundo Trump, a decisão de Pequim de interromper a compra do grão dos Estados Unidos representa um ato “economicamente hostil” e exige uma reação imediata. “Estamos considerando encerrar os negócios com a China relacionados ao óleo de cozinha e outros produtos comerciais, como retribuição”, declarou o presidente.

A fala acontece poucos dias depois de Washington anunciar uma tarifa adicional de 100% sobre as importações chinesas, com início previsto para 1º de novembro. Além das tarifas, o governo norte-americano também informou que irá restringir a exportação de softwares estratégicos, alegando preocupações de segurança nacional.

Em resposta, Pequim publicou uma nota classificando as novas medidas como “hipócritas e provocativas”. O governo chinês anunciou que planeja controlar as exportações de elementos de terras raras, insumos cruciais para a indústria tecnológica global, e prometeu “retaliações firmes” caso as restrições americanas avancem.

Apesar das declarações duras, Trump tentou amenizar o impacto das tensões ao afirmar que acredita em um reequilíbrio comercial futuro. “Não se preocupem com a China, vai ficar tudo bem”, disse ele em outra postagem. “O respeitadíssimo Presidente Xi acaba de passar por um momento difícil.”

A nova rodada de trocas de acusações marca mais um capítulo da longa guerra comercial EUA–China, iniciada anos atrás e reacesa em 2025 com tarifas bilaterais e disputas por influência tecnológica. O impasse tem gerado incerteza nos mercados agrícolas e industriais, especialmente entre os produtores de soja norte-americanos, principais afetados pelo boicote chinês.

Foto: Spencer Platt / Getty Images

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