política ambiental – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Thu, 13 Nov 2025 17:01:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png política ambiental – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Economista Esther Duflo defende precificação do carbono e repasses diretos a populações vulneráveis na COP30. https://brasilnews.tv/economista-esther-duflo-defende-precificacao-do-carbono-e-repasses-diretos-a-populacoes-vulneraveis-na-cop30/ https://brasilnews.tv/economista-esther-duflo-defende-precificacao-do-carbono-e-repasses-diretos-a-populacoes-vulneraveis-na-cop30/#respond Fri, 14 Nov 2025 09:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3389 Na COP30, realizada em Belém, a economista francesa Esther Duflo — vencedora do Prêmio Nobel de Economia em 2019 — destacou a urgência de que países em desenvolvimento passem a adotar formas de precificação do carbono como parte de seus esforços para enfrentar a crise climática. Para Duflo, a implementação de taxas ou mecanismos semelhantes deve vir acompanhada de programas de transferência direta de renda para as comunidades mais vulneráveis, estratégia que ela considera essencial para um modelo de financiamento climático justo e eficiente.

A pesquisadora, professora do MIT, participa da conferência para apresentar sua proposta conhecida como “Just Economics”, apelidada de “Pix do clima”. A iniciativa prevê que nações ricas assumam a responsabilidade de compensar populações pobres pelos impactos do aquecimento global, enquanto governos de baixa e média renda se comprometem a criar sistemas próprios de taxação do carbono.
Segundo ela, esse equilíbrio permitiria alinhar justiça social e metas ambientais, garantindo que o dinheiro chegue de forma rápida e direta às pessoas mais afetadas.

Duflo afirmou também que a mobilização internacional para alcançar o objetivo de levantar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático ainda enfrenta resistência, mas que existe crescente apoio popular — especialmente em países desenvolvidos — para medidas que cobrem mais impostos de grandes fortunas, empresas e produtos com alta pegada ambiental. Embora não espere que todos os acordos avancem imediatamente na COP30, ela avalia que “os primeiros passos já foram dados” e que a construção desse sistema é um processo de longo prazo.

A economista explicou ainda que precificar o carbono ajudaria países como o Brasil a tomar decisões mais responsáveis sobre exploração de petróleo, incluindo na Amazônia. De acordo com sua proposta, valores diferenciados poderiam ser aplicados conforme o nível de desenvolvimento, indo de US$ 10 por tonelada de CO₂ em países mais pobres a US$ 50 para economias maiores. “Um preço zero incentiva projetos ineficientes e não reflete o custo real da poluição”, afirmou.

Crítica contundente dos mercados voluntários de carbono, Duflo classificou esse modelo como insuficiente e arriscado, defendendo mecanismos regulados por governos nacionais ou multilaterais. Para ela, apenas regras claras e abrangentes podem evitar distorções, fraudes e práticas de greenwashing que prejudicam a proteção ambiental.

Durante sua passagem por Belém, Duflo disse que pretende dialogar com comunidades tradicionais da Amazônia para compreender suas experiências diretas com os efeitos das mudanças climáticas, especialmente em relação à insegurança alimentar, ao trabalho sob calor extremo e aos impactos sobre a saúde — problemas que ela considera centrais para entender o alcance humano da crise ambiental.

Foto: Jeremy Suyker/Bloomberg

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Ministra Marina Silva enfrenta críticas no Senado e escancara dilemas ambientais do governo Lula https://brasilnews.tv/ministra-marina-silva-enfrenta-criticas-no-senado-e-escancara-dilemas-ambientais-do-governo-lula/ https://brasilnews.tv/ministra-marina-silva-enfrenta-criticas-no-senado-e-escancara-dilemas-ambientais-do-governo-lula/#respond Fri, 30 May 2025 15:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=959 A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, voltou a ser alvo de fortes críticas no Senado Federal nesta semana. Em audiência realizada na Comissão de Infraestrutura, parlamentares de diferentes espectros ideológicos, especialmente da região amazônica, manifestaram insatisfação com a condução da pasta e apontaram obstáculos às iniciativas de desenvolvimento em áreas estratégicas do país.

A sessão, realizada na terça-feira (27), reforçou o cenário de isolamento político da ministra dentro do próprio governo. A ausência de defesa por parte de figuras-chave da base, como o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, chamou atenção. Mesmo presente, Wagner preferiu o silêncio durante os embates, deixando Marina exposta às críticas.

Entre os pontos mais controversos está a aprovação, pelo Senado, de um novo marco legal para o licenciamento ambiental. O projeto cria a chamada Licença Ambiental Especial (LAE), que propõe um rito simplificado para obras consideradas prioritárias, dispensando etapas tradicionais de avaliação. A proposta, idealizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi aprovada por ampla maioria e vista por ambientalistas como um retrocesso nas garantias de preservação ambiental.

Outro tema sensível debatido foi a exploração de petróleo na Margem Equatorial, iniciativa que conta com apoio de parte do governo, mas enfrenta resistência do Ministério do Meio Ambiente. O episódio evidencia o choque entre o discurso de sustentabilidade assumido pelo Brasil em fóruns internacionais e a prática interna, marcada por concessões políticas e econômicas.

Críticos apontam que Marina tem sido usada mais como símbolo do compromisso ambiental do país do que como uma figura com real influência nas decisões estratégicas. O cientista político Felipe D’Ávila, por exemplo, afirmou que a ministra “representa prestígio internacional, mas não tem poder de execução dentro do governo federal”.

A tensão acontece às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP 30), prevista para novembro em Belém (PA), onde o Brasil pretende se consolidar como líder global na agenda ambiental. O cenário atual, no entanto, lança dúvidas sobre a coerência entre o discurso e as ações práticas do Executivo.

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