PIB – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 18 Mar 2026 12:21:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png PIB – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Meirelles dispara: gastos sociais e “jeitinhos fiscais” travam crescimento do Brasil. https://brasilnews.tv/meirelles-dispara-gastos-sociais-e-jeitinhos-fiscais-travam-crescimento-do-brasil/ https://brasilnews.tv/meirelles-dispara-gastos-sociais-e-jeitinhos-fiscais-travam-crescimento-do-brasil/#respond Thu, 19 Mar 2026 07:18:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8138 O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fez um alerta contundente sobre o futuro da economia brasileira. Em participação em um evento financeiro nesta terça-feira (17), ele afirmou que o país só conseguirá crescer de forma sustentável se realizar mudanças estruturais profundas, principalmente no controle dos gastos públicos.

Segundo Meirelles, o Brasil vem apresentando crescimento econômico, mas sustentado por aumento de despesas do governo e expansão da dívida pública — um modelo que, segundo ele, não se mantém no longo prazo. Para reverter esse cenário, defendeu uma revisão mais ampla das regras orçamentárias e dos benefícios sociais.

O economista afirmou que, embora programas sociais sejam necessários, houve uma expansão significativa desses gastos nos últimos anos. Para ele, é preciso uma revisão mais rigorosa, indo além das medidas de fiscalização já adotadas.

Outro ponto destacado foi o volume de benefícios fiscais concedidos no país, que, segundo ele, somam cerca de R$ 800 bilhões por ano. Meirelles questionou a eficiência de parte desses incentivos, afirmando que muitos perderam efeito ao longo do tempo e continuam pesando nas contas públicas.

De acordo com o ex-ministro, o caminho para o crescimento passa por responsabilidade fiscal. Ele ressaltou que o controle das contas públicas é fundamental para reduzir juros, estimular investimentos e gerar empregos — o que, na prática, tem maior impacto social.

Meirelles também criticou o atual modelo fiscal, apontando que existem muitas exceções e flexibilizações que acabam permitindo aumento de despesas fora das regras estabelecidas. Segundo ele, esse tipo de prática compromete a credibilidade do sistema e contribui para o aumento da dívida pública.

O economista destacou ainda que não é possível fugir das consequências econômicas: gastos elevados tendem a gerar inflação e manter os juros em níveis altos, prejudicando o crescimento do país.

Para ele, apenas com reformas estruturais consistentes será possível criar um ambiente mais estável, atrativo para investimentos e capaz de gerar crescimento sustentável no longo prazo.

Foto: Wilton Junior
Redação – Thiago Salles

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Mercado, Banco Central e governo convergem em estimativas mais moderadas após crescimento de 3,4% no ano anterior. https://brasilnews.tv/mercado-banco-central-e-governo-convergem-em-estimativas-mais-moderadas-apos-crescimento-de-34-no-ano-anterior/ https://brasilnews.tv/mercado-banco-central-e-governo-convergem-em-estimativas-mais-moderadas-apos-crescimento-de-34-no-ano-anterior/#respond Mon, 02 Mar 2026 11:34:36 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7529 O Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 será oficialmente divulgado, mas as estimativas de diferentes instituições já apontam para uma desaceleração em relação ao crescimento de 3,4% registrado no ano anterior. A convergência entre mercado financeiro, governo e Banco Central indica avanço na casa de 2,3% a 2,5%.

O Banco Central do Brasil estima expansão de 2,3% no Relatório de Política Monetária, enquanto o IBC-Br — indicador considerado prévia do PIB — apontou crescimento de 2,5%. O Ministério da Fazenda projeta 2,3%, e os economistas consultados no Boletim Focus indicam 2,26%. Já a Confederação Nacional da Indústria também trabalha com projeção de 2,5%.

Entre os setores, a agropecuária deve puxar o desempenho, com estimativas acima de 11%, enquanto indústria e serviços devem crescer em ritmo mais moderado, próximo de 1,6% a 1,7%. O cenário reflete o impacto da política monetária restritiva, com a taxa Selic mantida em 15% pelo Comitê de Política Monetária, após ciclo de alta iniciado no ano anterior.

Apesar da sinalização de possível início de distensão monetária, o mercado projeta que os juros encerrem o ano ainda em patamar elevado, acima de 12%. A expectativa é que a taxa básica retorne ao dígito único apenas nos próximos anos, mantendo pressão sobre crédito, consumo e investimento.

O dado oficial do PIB será determinante para confirmar o ritmo da economia e calibrar as próximas decisões de política monetária e fiscal.

Foto: Reprodução Econômica
Redação Brasil News

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Mercado muda o tom e sinaliza virada: juros podem cair antes do esperado enquanto inflação perde força. https://brasilnews.tv/mercado-muda-o-tom-e-sinaliza-virada-juros-podem-cair-antes-do-esperado-enquanto-inflacao-perde-forca/ https://brasilnews.tv/mercado-muda-o-tom-e-sinaliza-virada-juros-podem-cair-antes-do-esperado-enquanto-inflacao-perde-forca/#respond Tue, 24 Feb 2026 11:05:14 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7343 O mercado financeiro voltou a revisar suas expectativas para os principais indicadores econômicos do país, sinalizando mudanças importantes no cenário macroeconômico. Dados da mais recente pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, mostram que analistas reduziram a projeção para a taxa básica de juros após oito semanas sem alterações, ao mesmo tempo em que ajustaram para baixo as estimativas de inflação e demonstraram maior otimismo com o desempenho da economia.

A mediana das projeções aponta que a taxa Selic deve encerrar 2026 em 12,13%, abaixo da estimativa anterior de 12,25%. Atualmente em 15%, a expectativa dos economistas consultados é que o ciclo de cortes tenha início em março, com uma redução inicial de 0,5 ponto percentual. Para 2027, a previsão foi mantida em 10,5%.

No campo da inflação, o levantamento registrou a sétima queda consecutiva na estimativa para o IPCA deste ano, agora em 3,91%, ligeiramente abaixo dos 3,95% projetados anteriormente. Para o próximo ano, a previsão permaneceu em 3,80%. O centro da meta oficial é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Já em relação ao crescimento econômico, houve leve melhora nas expectativas para o Produto Interno Bruto em 2026, passando de 1,80% para 1,82%, após dez semanas de estabilidade. Para o ano seguinte, a projeção segue em 1,80%.

O câmbio também apresentou revisão, com a estimativa para o dólar ao final deste ano recuando para R$5,45, ante previsão anterior de R$5,50.

Os números reforçam uma percepção de cenário mais equilibrado, embora ainda cercado de incertezas, mantendo o debate sobre o ritmo de cortes de juros e a sustentabilidade da inflação sob controle no centro das atenções do mercado.

Foto: Adriano Machado
Redação Brasil News

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Economia surpreende e fecha 2025 com alta de 2,5%, mas sinais de desaceleração acendem alerta. https://brasilnews.tv/economia-surpreende-e-fecha-2025-com-alta-de-25-mas-sinais-de-desaceleracao-acendem-alerta/ https://brasilnews.tv/economia-surpreende-e-fecha-2025-com-alta-de-25-mas-sinais-de-desaceleracao-acendem-alerta/#respond Fri, 20 Feb 2026 08:09:42 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7233 A economia brasileira encerrou o ano de 2025 com crescimento de 2,5%, conforme dados divulgados pelo Banco Central por meio do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado reflete principalmente o bom desempenho da agropecuária e do setor de serviços ao longo do ano.

Apesar do avanço anual, o indicador mostrou leve retração de 0,2% em dezembro na comparação com novembro, em dado com ajuste sazonal, desempenho melhor do que a expectativa do mercado, que projetava queda maior. Ainda assim, o quarto trimestre fechou com crescimento de 0,4% frente aos três meses anteriores, indicando retomada após a contração registrada no terceiro trimestre.

Na comparação com dezembro de 2024, a atividade econômica apresentou alta de 3,1%. O resultado reforça a leitura de que, embora a economia tenha mantido crescimento consistente, o ritmo mostra sinais de moderação após expansão mais forte no ano anterior.

Analistas já esperavam desaceleração em 2025, especialmente diante da política monetária restritiva. Mesmo assim, o mercado de trabalho aquecido ajudou a sustentar a atividade. O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% em janeiro e sinalizou possibilidade de início de cortes a partir de março.

Os dados mostram que, em dezembro, a agropecuária avançou 2,3% e a indústria cresceu 0,3%, enquanto o setor de serviços registrou recuo de 0,3%. No acumulado do quarto trimestre, o agro teve expansão de 2,8% e os serviços cresceram 0,5%, enquanto a indústria apresentou leve queda de 0,2%.

No acumulado de todo o ano, a agropecuária foi o grande destaque ao crescer 13,1%, beneficiada pela forte safra de grãos e pelo aumento das exportações. Já os serviços avançaram 2,1% e a indústria teve crescimento de 1,5%. Mesmo sem considerar o agro, a economia ainda apresentou expansão de 1,8% no período.

O IBC-Br é calculado a partir de indicadores que medem o desempenho da agropecuária, indústria, serviços e impostos sobre a produção, sendo amplamente utilizado como termômetro do nível de atividade econômica no país.

Foto: Anderson Coelho
Redação Brasil News

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Mercado revisa crescimento da economia e projeta PIB de 2,25% para 2025. https://brasilnews.tv/mercado-revisa-crescimento-da-economia-e-projeta-pib-de-225-para-2025/ https://brasilnews.tv/mercado-revisa-crescimento-da-economia-e-projeta-pib-de-225-para-2025/#respond Tue, 09 Dec 2025 06:17:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4743 Os analistas do mercado financeiro ajustaram novamente para cima a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025. Segundo o novo Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,16% para 2,25%.

Para os anos seguintes, o cenário permanece de crescimento moderado. Em 2026, a expectativa é de avanço de 1,8%, enquanto para 2027 e 2028 os números apontam para 1,84% e 2%, respectivamente. O desempenho recente da economia tem sido impulsionado, principalmente, pelos setores de serviços e indústria. No segundo trimestre deste ano, o PIB registrou expansão de 0,4%, conforme dados do IBGE. Já em 2024, a economia fechou com crescimento de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de alta.

No câmbio, o mercado manteve a estimativa do dólar em R$ 5,40 ao final de 2025. Para 2026, a projeção subiu levemente, com a moeda norte-americana podendo encerrar o ano cotada a R$ 5,50.

No campo da inflação, a previsão para o IPCA em 2025 foi revisada de 4,43% para 4,4%. Para os anos seguintes, as projeções também sofreram pequenos ajustes: 4,16% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028. Essa redução ocorre pela quarta semana seguida e reflete, principalmente, a desaceleração recente dos preços, especialmente após a queda no valor da conta de energia elétrica.

Em outubro, o IPCA ficou em 0,09%, a menor taxa para o mês em quase três décadas, segundo o IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,68%, ainda acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%.

Em relação aos juros, o mercado aposta que a taxa básica, a Selic, se mantenha em 15% ao ano até o fim de 2025. O Comitê de Política Monetária (Copom) tem mantido os juros elevados como forma de controlar a inflação, apesar do custo para a atividade econômica. Para 2026, a expectativa é de recuo para 12,25%, com nova redução prevista para os anos seguintes, chegando a 10,5% em 2027 e 9,5% em 2028.

O Banco Central reforçou que o cenário internacional segue instável, principalmente diante das incertezas na economia dos Estados Unidos, o que aumenta a cautela na condução da política monetária no Brasil.

Foto: Marcello Casal Jr/Brasil News
Redação Brasil News

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Sexta-feira começa com tensionamento entre Senado e STF, economia em ritmo lento e mudanças no trabalho e na saúde. https://brasilnews.tv/sexta-feira-comeca-com-tensionamento-entre-senado-e-stf-economia-em-ritmo-lento-e-mudancas-no-trabalho-e-na-saude/ https://brasilnews.tv/sexta-feira-comeca-com-tensionamento-entre-senado-e-stf-economia-em-ritmo-lento-e-mudancas-no-trabalho-e-na-saude/#respond Fri, 05 Dec 2025 16:05:19 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4554 O cenário político e econômico do país começa a sexta-feira (5) marcado por movimentações importantes em diferentes áreas. No Congresso Nacional, senadores articulam mudanças na legislação que trata do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. A proposta, elaborada por uma comissão de juristas, estava parada desde 2023 e voltou a ser discutida após decisões recentes do ministro Gilmar Mendes gerarem forte reação no Senado.

Na economia, os novos dados divulgados pelo IBGE apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre. O resultado reflete um cenário de desaceleração, pressionado principalmente pelos juros elevados e pelo aperto da política monetária, indicando estabilidade frágil da atividade econômica.

No campo político-eleitoral, a inelegibilidade de Pablo Marçal foi confirmada em segunda instância. Com a decisão de um órgão colegiado, ele fica impedido de disputar as eleições de 2026, conforme determina a Lei da Ficha Limpa. Ainda existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outro tema que ganhou destaque foi a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O nome avalizado pelo presidente Lula sinaliza uma postura conservadora em temas como aborto e também envolve articulações junto ao Congresso, incluindo apoio a emendas parlamentares para garantir votos no Senado.

Já na área legislativa, o Congresso retomou a exigência de exame toxicológico para a primeira habilitação de condutores de motos e carros de passeio. O dispositivo havia sido vetado anteriormente pelo presidente, mas o veto acabou sendo derrubado pelos parlamentares.

No Judiciário, o ministro Flávio Dino provocou repercussão ao afirmar que não existe “mandato parlamentar exercido do exterior”, ao barrar emendas vinculadas a Eduardo Bolsonaro e Ramagem. Segundo ele, o exercício do cargo exige presença e atuação efetiva no território nacional.

A área econômica também trouxe repercussão sobre a Sabesp, que teria cobrado valores adicionais de clientes e repassado cerca de R$ 1 bilhão a um fundo do governo paulista. O montante deverá ser utilizado para suavizar reajustes tarifários previstos para 2026.

No mercado de trabalho, o Bradesco anunciou o encerramento do regime de home office em dois de seus principais departamentos. Aproximadamente 900 funcionários das áreas de tesouraria e investimentos deverão retornar ao trabalho presencial.

Já na área da saúde, estudos recentes reforçam que alimentos como tomate, melancia e goiaba ajudam a reduzir os riscos de câncer de próstata, por serem ricos em licopeno, substância com ação antioxidante que combate os danos causados pelo estresse celular.

Foto: Pedro Ladeira

Redação Brasil News

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Economia brasileira avança no terceiro trimestre, mas ritmo fica abaixo das expectativas. https://brasilnews.tv/economia-brasileira-avanca-no-terceiro-trimestre-mas-ritmo-fica-abaixo-das-expectativas/ https://brasilnews.tv/economia-brasileira-avanca-no-terceiro-trimestre-mas-ritmo-fica-abaixo-das-expectativas/#respond Thu, 04 Dec 2025 19:11:56 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4512 A economia brasileira apresentou crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 em comparação com os três meses anteriores, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado confirmou um desempenho positivo, porém abaixo das projeções do mercado financeiro, que estimavam avanço de 0,2%.

Após um início de ano impulsionado pela safra recorde de grãos, a atividade econômica passou a dar sinais de perda de fôlego. Um dos principais fatores apontados para essa desaceleração é a manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado. A Selic atravessou todo o terceiro trimestre fixada em 15% ao ano, o que acaba restringindo investimentos produtivos e limitando o consumo de parte da população.

A política de juros altos é utilizada pelo Banco Central como ferramenta para conter a inflação, reduzindo a demanda por bens e serviços. Esse movimento, embora importante para o controle de preços, acaba produzindo efeitos diretos sobre o ritmo da economia.

Em contrapartida, o mercado de trabalho tem apresentado sinais de resistência. Com a taxa de desemprego em queda e a renda média em elevação, o consumo das famílias segue dando algum suporte à atividade econômica, suavizando os impactos negativos da política monetária mais apertada.

O cenário internacional também influenciou o desempenho do terceiro trimestre. Em agosto, entrou em vigor o aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, medida que afetou parte das exportações. Algumas dessas sobretaxas já foram revertidas, e o governo federal segue negociando novas flexibilizações.

Para o acumulado de 2025, o mercado financeiro projeta crescimento em torno de 2,16%, segundo o boletim Focus. O Ministério da Fazenda trabalha com uma estimativa levemente superior, de 2,2%. Ambos os números indicam desaceleração em relação a 2024, quando a economia brasileira cresceu 3,4%.

As projeções para 2026 também são mais cautelosas. O mercado prevê expansão de 1,78%, enquanto o governo estima cerca de 2,4%. Analistas avaliam que o bom desempenho recente do PIB está ligado às políticas de estímulo adotadas pela atual gestão, mas há preocupações crescentes com a situação fiscal do país e dúvidas sobre a disposição do governo em promover ajustes mais rigorosos antes das eleições de 2026.

Foto: Arquivo

Redação Brasil News

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Brasil mantém 10ª posição no ranking mundial de PIB até 2030, projeta FMI https://brasilnews.tv/brasil-mantem-10a-posicao-no-ranking-mundial-de-pib-ate-2030-projeta-fmi/ https://brasilnews.tv/brasil-mantem-10a-posicao-no-ranking-mundial-de-pib-ate-2030-projeta-fmi/#respond Tue, 03 Jun 2025 08:01:01 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1027 Apesar de registrar crescimento no primeiro trimestre de 2025, o Brasil perdeu uma posição no ranking global de Produto Interno Bruto (PIB) ao ser ultrapassado por outra economia e deve permanecer na 10ª colocação até o ano de 2030. As informações são do mais recente levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em 2023, o Brasil ocupava a 9ª posição, mas foi impactado principalmente pela variação cambial — que, ao valorizar o dólar, reduz o montante do PIB quando convertido para a moeda americana. Mesmo com o avanço de 1,4% no início de 2025, puxado especialmente pelo setor agropecuário, o país não conseguiu manter sua posição anterior.

De acordo com o relatório, as perspectivas para os próximos anos indicam um crescimento estável, com o PIB brasileiro devendo avançar 2% em 2025 e repetir esse ritmo em 2026. A revisão recente foi feita em um cenário de tensões comerciais globais e impacto nas economias de países como Estados Unidos, China, México e Canadá.

Na comparação direta, o Brasil segue tecnicamente empatado com Itália e Canadá, que disputam a oitava e nona posição ao longo da década. A alternância entre essas nações deve continuar até 2030, segundo as projeções.

Contudo, o Brasil apresenta desvantagem expressiva quando se analisa o PIB per capita. Em 2024, a renda média por habitante no país ficou em torno de US$ 10.200 — bem abaixo dos US$ 54.000 registrados no Canadá e dos US$ 40.000 da Itália. O indicador mostra que, apesar do tamanho da economia brasileira, o poder de compra da população segue limitado frente a países desenvolvidos.

A expectativa anterior do FMI era de que o Brasil recuperasse sua nona posição já em 2027, podendo alcançar a oitava em 2028. Com os ajustes de cenário mais recentes, essas projeções foram revistas para baixo, sinalizando uma estagnação relativa no desempenho brasileiro no ranking global.

Além disso, o Brasil permanece atrás de outros países emergentes em termos de PIB per capita, como Chile, México e Malásia, e distante dos líderes nesse quesito, como Luxemburgo, que apresenta uma média de mais de US$ 130 mil por habitante.

A combinação de crescimento moderado e câmbio desfavorável desafia o país a buscar soluções estruturais para avançar de forma mais consistente entre as grandes economias do mundo.

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PIB do 1º trimestre deve crescer 1,5% puxado pelo agronegócio, apontam projeções https://brasilnews.tv/pib-trimestre-alta-agropecuaria-2025/ Wed, 28 May 2025 20:18:01 +0000 http://demo.mysterythemes.com/news-portal/?p=116 O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve registrar um crescimento de 1,5% no primeiro trimestre de 2025, segundo a mediana das projeções de 71 instituições financeiras e consultorias econômicas. A principal força por trás desse desempenho vem da agropecuária, que continua mostrando vigor mesmo diante de um cenário econômico global ainda incerto.

De acordo com os analistas, a produção agrícola robusta impulsionou a atividade econômica nos primeiros meses do ano, compensando o desempenho mais contido de setores como a indústria e os serviços. Esse cenário reforça a relevância do agronegócio como motor de sustentação do crescimento brasileiro.

A projeção para o crescimento total do PIB em 2025 também é otimista: a média das estimativas indica uma expansão de 2,2% até o final do ano. Especialistas atribuem esse otimismo a um ambiente interno mais estável, inflação sob controle e boas expectativas para o consumo doméstico.

Apesar do avanço, alguns economistas alertam para os desafios que ainda rondam a economia, como as incertezas no cenário fiscal e possíveis impactos das decisões de política monetária no Brasil e no exterior. Ainda assim, a performance positiva no início do ano representa um sinal animador para os próximos trimestres.

O resultado oficial do PIB do primeiro trimestre será divulgado pelo IBGE nos próximos dias. Até lá, os dados estimados reforçam a confiança de que o país pode sustentar um ritmo de crescimento moderado e consistente ao longo de 2025.

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