Parkinson – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Sat, 06 Dec 2025 23:53:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Parkinson – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Medicamentos para distúrbios de movimento são associados a vício sexual e comportamentos compulsivos, revelam pacientes https://brasilnews.tv/medicamentos-para-disturbios-de-movimento-sao-associados-a-vicio-sexual-e-comportamentos-compulsivos-revelam-pacientes/ https://brasilnews.tv/medicamentos-para-disturbios-de-movimento-sao-associados-a-vicio-sexual-e-comportamentos-compulsivos-revelam-pacientes/#respond Sun, 07 Dec 2025 05:51:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4617 Relatos de pacientes que usaram medicamentos à base de agonistas da dopamina para tratar distúrbios de movimento, como a síndrome das pernas inquietas (SPI) e a doença de Parkinson, trouxeram à tona efeitos colaterais graves envolvendo impulsos sexuais descontrolados, vício em jogos e compras compulsivas. As informações foram reunidas em uma extensa apuração jornalística que ouviu mulheres cujas vidas teriam sido profundamente impactadas após o início do tratamento.

Segundo os depoimentos, muitas pacientes afirmam que não foram adequadamente alertadas sobre esses riscos antes de iniciar o uso dos medicamentos. Em diversos casos, os comportamentos surgiram de forma repentina, sem histórico anterior, e levaram a situações de risco extremo, endividamento elevado e até à perda de vínculos familiares, trabalho e dignidade pessoal.

Uma das mulheres relatou que passou a buscar relações sexuais de forma compulsiva, mesmo mantendo um relacionamento fixo, sem conseguir controlar os impulsos. Outras pacientes contaram que começaram a apostar repetidamente e a gastar grandes quantias em compras, acumulando dívidas que chegaram a ultrapassar centenas de milhares de reais.

Documentos internos de uma grande farmacêutica, datados ainda de 2003, já apontavam uma possível relação entre esses remédios e alterações profundas no comportamento sexual. Mesmo assim, segundo as pacientes, os alertas nas bulas teriam sido vagos ou insuficientes por anos.

Especialistas explicam que os agonistas da dopamina atuam estimulando áreas do cérebro ligadas à sensação de prazer e recompensa. Esse mecanismo, embora seja eficaz no controle dos sintomas motores, pode reduzir a percepção de limites e consequências, favorecendo o surgimento de comportamentos impulsivos e de risco.

Pesquisas apontam que entre 6% e 17% dos pacientes que utilizam esses medicamentos podem desenvolver algum tipo de compulsão. Ainda assim, muitos casos não são relatados por vergonha, medo de julgamento ou por não associarem o comportamento ao uso do remédio.

Além dos impactos emocionais e financeiros, algumas mulheres relataram que, ao tentarem lidar sozinhas com os efeitos, acabaram se envolvendo com automedicação, uso de drogas e problemas de saúde mental. Em determinados países, ações judiciais já foram movidas contra fabricantes, contestando a demora na inclusão de advertências mais claras.

Especialistas em neurologia e neuropsiquiatria defendem que pacientes que usam esse tipo de medicação sejam acompanhados de perto e orientados de forma objetiva sobre todos os riscos, incluindo os comportamentais. Para eles, a prevenção passa por informação clara, monitoramento constante e revisão da medicação aos primeiros sinais de compulsão.

As agências reguladoras afirmam que existem alertas gerais nas bulas, mas reconhecem que os profissionais de saúde precisam discutir com mais profundidade os riscos com os pacientes antes do início do tratamento.

Foto: Getty Images / BBC

Redação Brasil News

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Mulher com Parkinson volta a tocar clarinete durante cirurgia cerebral no Reino Unido. https://brasilnews.tv/mulher-com-parkinson-volta-a-tocar-clarinete-durante-cirurgia-cerebral-no-reino-unido/ https://brasilnews.tv/mulher-com-parkinson-volta-a-tocar-clarinete-durante-cirurgia-cerebral-no-reino-unido/#respond Wed, 22 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2309 Um momento emocionante marcou uma cirurgia no King’s College Hospital, em Londres, nesta semana. A britânica Denise Bacon, de 65 anos, diagnosticada com doença de Parkinson há mais de uma década, conseguiu recuperar o controle dos movimentos e tocar clarinete enquanto passava por uma operação no cérebro.

Denise, que é fonoaudióloga e musicista amadora, viu sua rotina e sua paixão pela música serem interrompidas com o avanço da doença, que causava tremores e rigidez muscular. Após anos de tratamento medicamentoso sem grandes resultados, ela foi selecionada para realizar uma Estimulação Cerebral Profunda (ECP) — um procedimento de alta complexidade que utiliza impulsos elétricos para restaurar a função motora.

Durante a cirurgia, feita com anestesia local, a paciente permaneceu acordada o tempo todo. Médicos implantaram eletrodos no lado esquerdo do cérebro, conectados a um gerador de pulsos semelhante a um marcapasso. Assim que o dispositivo foi ativado, Denise percebeu melhora imediata nos movimentos da mão direita — o suficiente para retomar a música que há anos não conseguia tocar.

“Foi como se meus dedos voltassem à vida. Pude tocar clarinete novamente, e isso me trouxe uma alegria indescritível”, relatou Denise emocionada.

O procedimento, que durou cerca de quatro horas, é considerado uma das terapias mais eficazes para casos de Parkinson resistente a medicamentos. Segundo os especialistas, a cirurgia não apenas reduz os tremores, mas também devolve autonomia e qualidade de vida aos pacientes.

Denise espera agora voltar à orquestra em que tocava antes da doença interromper sua trajetória musical — um símbolo de esperança para milhares de pessoas que convivem com o Parkinson no mundo.

Foto: Kings College Hospital

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Raphael Petrolini atua com precisão em cirurgias de crânio e coluna https://brasilnews.tv/raphael-petrolini-atua-com-precisao-em-cirurgias-de-cranio-e-coluna/ https://brasilnews.tv/raphael-petrolini-atua-com-precisao-em-cirurgias-de-cranio-e-coluna/#respond Mon, 22 Sep 2025 09:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1391

Referência em neurocirurgia, médico combina experiência prática e empatia para tratar desde hérnias até epilepsias e tumores cerebrais

Desde a infância, Raphael Petrolini carregava consigo um desejo claro: ser médico. Com apenas seis anos, ele decidiu que seguiria esse caminho. A convicção atravessou a adolescência e se fortaleceu com o apoio dos pais, mesmo diante dos desafios. Foram quatro anos de cursinho até conquistar uma vaga na disputada Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ali, ele iniciou uma formação que o levaria à neurocirurgia e à atuação em casos de alta complexidade envolvendo o sistema nervoso central.

“A cirurgia me permite tratar doenças de forma direta, com impacto real na vida das pessoas. Sempre tive perfil mais prático do que clínico, e a neurocirurgia me ofereceu esse caminho”, explica. Inicialmente dividido entre cirurgia plástica e neurocirurgia, a decisão final veio no último ano da graduação, ao perceber que queria se dedicar ao tratamento de doenças e não apenas às questões estéticas.

Escolhas na neurocirurgia funcional e estrutural

A especialização de Raphael em cirurgia da coluna também ocorreu pela prática. “A maioria dos casos que chegam ao consultório envolvem dores na coluna, especialmente hérnias e deslocamentos discais”, explica. No entanto, é nas cirurgias de crânio que Raphael encontra seu maior desafio e paixão: “A precisão exigida é extrema. Trabalhamos com estruturas milimétricas e com riscos elevados, o que exige uma preparação rigorosa e muito estudo”, relata.

Ao longo da carreira, atuou em diferentes frentes da neurocirurgia, incluindo cirurgias vasculares, tumores cerebrais, base de crânio, endoscopias, nervos periféricos e, principalmente, neurocirurgia funcional — área que abrange casos de dor crônica,  epilepsia e doença de Parkinson. Em sua experiência, muitos pacientes demoram a buscar o neurocirurgião e chegam encaminhados por neurologistas. “Ainda existe desconhecimento sobre quando a cirurgia pode ser uma opção, principalmente fora dos grandes centros”, observa.

Atraso no diagnóstico e os perigos dos tumores cerebrais e aneurismas

Segundo o especialista, tumores cerebrais e aneurismas são exemplos de condições que, por crescerem lentamente, costumam ser diagnosticadas tardiamente. “Os sintomas são muitas vezes confundidos com cansaço, idade ou outras causas. Quando chegam até nós, os danos já estão avançados”, lamenta. A mesma situação se aplica a aneurismas, que, quando rompem, causam sequelas irreversíveis ou levam à morte em mais da metade dos casos.

“A cirurgia de aneurisma roto não reverte o que o sangramento causou. Ela evita que um novo sangramento aconteça, por isso o diagnóstico precoce é tão fundamental”, reforça.

Ao tratar epilepsias refratárias, Raphael observa pacientes que convivem com dezenas de crises diárias por anos, sem saber que há possibilidade de cirurgia. “Muitas vezes, uma simples ressonância poderia identificar a causa, mas isso se perde no caminho entre consultas e especialidades. É aí que entra a importância de uma linha de cuidado mais integrada”, aponta.

A importância da escuta ativa e do vínculo médico-paciente

Mais do que técnica, o médico acredita que a escuta e o acolhimento são partes fundamentais do atendimento. “Às vezes, o paciente só quer ser ouvido. Recebo muitos agradecimentos por escutar, algo que deveria ser o básico”, afirma. Para criar vínculo, busca pontos em comum na conversa: filhos, time de futebol ou histórias pessoais. É essa conexão que o ajuda a orientar com clareza sobre os riscos, possibilidades e os limites de cada tratamento.

Na urgência, quando o paciente chega via pronto-socorro, a escuta se volta para os familiares. “Antes de explicar a situação, pergunto o que já foi dito e como foi entendido. Corrigir informações e mostrar as imagens dos exames são formas de aproximar e trazer segurança”, diz.

Ele destaca ainda que muitos procedimentos podem ser feitos de forma minimamente invasiva, mas alerta para a superficialidade com que o termo é tratado. “Minimamente invasivo não significa menos risco. Em alguns casos, o acesso pequeno dificulta a manipulação interna e pode comprometer o resultado”, afirma.

Pilares da segurança cirúrgica

Com atuação em hospitais de São Paulo e São José dos Campos (SP), Raphael tem como prioridade trabalhar em centros com estrutura completa e equipe treinada. “Uma coisa é lidar com um dreno comum, outra é manusear um dreno conectado ao crânio. O pós-operatório exige uma retaguarda segura e multiprofissional”, explica. Ele também valoriza o uso de tecnologia de ponta: neuronavegadores, microscópios modernos, materiais sintéticos e sistemas de endoscopia são diferenciais que impactam diretamente no desfecho cirúrgico.

Apesar das exigências da especialidade, Raphael não abre mão do cuidado individualizado. O médico está em processo de formação da própria equipe, com anestesistas, instrumentadores e auxiliares de sua confiança, a fim de garantir segurança e previsibilidade ao paciente. “Cada segundo em uma cirurgia é importante. Ter uma equipe entrosada não é luxo, é necessidade”, resume.

Família, rotina médica e novos caminhos no Vale do Paraíba

Ao lado da esposa, a dermatologista Lívia Fadel, com quem tem três filhos, Raphael se mudou recentemente para Jacareí (SP) e também começa a atender na região do Vale do Paraíba. “A gente tenta manter uma rotina de apoio mútuo. Nos ajudamos em casa e no trabalho, e agora estamos construindo algo nosso”, comenta. A médica inaugura, em junho, sua nova clínica em São José dos Campos (SP), com atuação em dermatologia clínica, infantil e estética.

Para o futuro, o neurocirurgião planeja consolidar sua própria estrutura de atendimento, ampliando o acesso a procedimentos seguros e tecnologicamente atualizados. “Quero oferecer um tratamento digno e completo, do primeiro atendimento à reabilitação, com respeito, empatia e verdade”, conclui.

Instagram: @dr.raphaelpetrolini | @draliviafadel
Fotos: Natan Passos

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