paleontologia – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 11 May 2026 11:32:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png paleontologia – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 O “Ônibus” do Saara: Fóssil de crocodilo gigante de 10 metros é achado intacto sob as areias da Tunísia. https://brasilnews.tv/o-onibus-do-saara-fossil-de-crocodilo-gigante-de-10-metros-e-achado-intacto-sob-as-areias-da-tunisia/ https://brasilnews.tv/o-onibus-do-saara-fossil-de-crocodilo-gigante-de-10-metros-e-achado-intacto-sob-as-areias-da-tunisia/#respond Sat, 16 May 2026 04:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9809 A poucos centímetros abaixo da superfície escaldante do deserto tunisiano, cientistas desenterraram um pesadelo da pré-história. O Machimosaurus rex, o maior crocodilo marinho já registrado, foi encontrado em um estado de preservação raríssimo, com crânio, dorso, membros e cauda ainda articulados. Liderada pelo pesquisador Federico Fanti, a escavação revelou um animal que, em vida, era do tamanho de um ônibus e pesava tanto quanto um elefante africano.

O que torna o achado ainda mais impressionante é a sua anatomia de “triturador”. Diferente dos crocodilos modernos, o M. rex possuía dentes curtos e rombudos, projetados não para cortar carne, mas para esmagar carapaças de tartarugas e ossos de grandes peixes. Com um crânio de 1,5 metro — superando as dimensões do crânio de um tiranossauro — este predador dominava as lagunas costeiras que, na época, cobriam o norte da África.

Contudo, a verdadeira reviravolta para a ciência não é o tamanho do bicho, mas sua idade. O fóssil data de 130 milhões de anos (Período Cretáceo). Até então, acreditava-se que esse grupo de répteis marinhos havia sido totalmente extinto há 150 milhões de anos, no final do Período Jurássico. A descoberta prova que esses gigantes sobreviveram a um evento de extinção em massa que a ciência considerava “global”, forçando os pesquisadores a revisarem completamente a cronologia da vida na Terra.

Essa descoberta transforma o Saara tunisiano em um dos sítios paleontológicos mais promissores do mundo, sugerindo que a história da extinção dos grandes répteis pode ser muito mais complexa e cheia de sobreviventes do que os livros didáticos ensinam atualmente.

Foto: Federico Fanti/Universidade de Bolonha Redação – Thiago Salles

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Criatura pré-histórica surpreende cientistas: aracnídeo de 35 milhões de anos é descoberto intacto https://brasilnews.tv/criatura-pre-historica-surpreende-cientistas-aracnideo-de-35-milhoes-de-anos-e-descoberto-intacto/ https://brasilnews.tv/criatura-pre-historica-surpreende-cientistas-aracnideo-de-35-milhoes-de-anos-e-descoberto-intacto/#respond Sat, 25 Apr 2026 04:48:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9187 Uma descoberta impressionante está ajudando a reescrever a história dos aracnídeos. Cientistas identificaram uma nova espécie fossilizada de opilião — grupo que pertence aos aracnídeos — preservada em âmbar há cerca de 35 milhões de anos.

Batizado de Balticolasma wunderlichi, o espécime foi encontrado em peças de resina fossilizada provenientes da Ucrânia e da região do Mar Báltico. A pesquisa foi publicada na revista científica Acta Palaeontologica Polonica.

Os opiliões fazem parte da mesma classe das aranhas e escorpiões, mas possuem características próprias, como corpo compacto e pernas longas. Hoje, esse grupo específico não é mais encontrado na Europa, sendo restrito a regiões da Ásia e das Américas.

A análise dos fósseis utilizou tecnologias avançadas, como microscopia e tomografia computadorizada, permitindo aos pesquisadores reconstruir digitalmente a anatomia do animal em três dimensões. Os exames revelaram detalhes como estruturas ornamentadas no corpo, padrões complexos na cabeça e pernas alongadas — com destaque para o segundo par, significativamente maior.

A descoberta também traz informações importantes sobre o passado do planeta. Durante o período Eoceno, quando o animal viveu, o clima no norte europeu era mais quente e semelhante a regiões subtropicais, favorecendo uma biodiversidade muito diferente da atual.

Segundo especialistas, o achado indica que esses aracnídeos tinham uma distribuição muito mais ampla no hemisfério norte há milhões de anos. Além disso, trata-se do primeiro registro fóssil conhecido do grupo ao qual a espécie pertence, ampliando o conhecimento sobre sua evolução.

Pesquisadores destacam que novas descobertas serão fundamentais para entender melhor como esses animais se espalharam e desapareceram ao longo do tempo.

Foto: Acta Palaeontologica Polonica
Redação – Thiago Salles

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Dinossauro do tamanho de um frango encontrado na Argentina desafia a ideia de que todos eram gigantes. https://brasilnews.tv/dinossauro-do-tamanho-de-um-frango-encontrado-na-argentina-desafia-a-ideia-de-que-todos-eram-gigantes/ https://brasilnews.tv/dinossauro-do-tamanho-de-um-frango-encontrado-na-argentina-desafia-a-ideia-de-que-todos-eram-gigantes/#respond Sun, 08 Mar 2026 04:18:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7663 Uma descoberta feita na Patagônia, na Argentina, está mudando a forma como cientistas enxergam a diversidade de tamanhos entre os dinossauros. Um fóssil quase completo do pequeno dinossauro Alnashetri cerropoliciensis revelou que algumas espécies da era dos dinossauros eram surpreendentemente pequenas.

O animal, que viveu há cerca de 90 milhões de anos durante o período Cretáceo, pesava menos de um quilo — aproximadamente o tamanho de um frango. Apesar de seu porte diminuto, o fóssil tem grande importância científica, pois ajuda a esclarecer como um grupo raro de dinossauros evoluiu ao longo do tempo.

O estudo foi publicado na revista científica Nature e apresenta o esqueleto mais completo já encontrado de um dinossauro da família dos alvarezsaurídeos na América do Sul.

Esses dinossauros tinham aparência semelhante à de aves, com corpo leve, braços curtos e uma única garra grande no polegar. Eles também possuíam dentes pequenos e características que sugerem hábitos alimentares especializados.

O fóssil foi encontrado em 2014 na região fossilífera de La Buitrera, localizada no norte da Patagônia argentina. No entanto, devido à fragilidade dos ossos e ao tamanho extremamente pequeno das peças, os pesquisadores levaram quase dez anos para preparar e estudar completamente o material.

Segundo o paleontólogo Peter Makovicky, que liderou a pesquisa, a descoberta pode ser comparada a uma verdadeira chave para decifrar esse grupo de dinossauros.

De acordo com o cientista, ter acesso a um esqueleto quase completo permite compreender melhor a anatomia e a evolução dessas espécies, algo que antes era difícil devido aos registros fragmentados encontrados na América do Sul.

Análises microscópicas realizadas nos ossos revelaram que o animal encontrado era um indivíduo adulto com pelo menos quatro anos de idade. Mesmo assim, seu peso continuava extremamente baixo, confirmando que algumas linhagens de dinossauros realmente evoluíram para tamanhos muito pequenos.

Os pesquisadores acreditam que o Alnashetri pode representar uma fase inicial da evolução dos alvarezsaurídeos. Diferente de parentes mais recentes, ele possuía braços mais longos e dentes relativamente maiores, indicando que a redução do tamanho corporal ocorreu antes de mudanças ligadas a dietas especializadas.

Alguns cientistas sugerem que espécies desse grupo podem ter se alimentado principalmente de insetos, como formigas e cupins.

Durante a pesquisa, os especialistas também revisaram fósseis armazenados em museus da América do Norte e da Europa. A análise comparativa indica que os alvarezsaurídeos podem ter surgido ainda quando os continentes estavam unidos no antigo supercontinente Pangeia.

Com a separação das massas continentais ao longo de milhões de anos, esses pequenos dinossauros teriam se espalhado por diferentes regiões do planeta.

A região de La Buitrera, onde o fóssil foi encontrado, já é conhecida por revelar uma grande variedade de espécies do período Cretáceo. Ali, pesquisadores também descobriram serpentes primitivas e pequenos mamíferos que viveram na mesma época.

Segundo os cientistas envolvidos no estudo, novas descobertas ainda podem surgir. Outros fósseis desse grupo estão sendo preparados em laboratório e podem revelar mais detalhes sobre a história evolutiva desses dinossauros pequenos, mas extremamente importantes para entender a diversidade da vida no passado.

Foto: Gabriel Díaz Yantén
Redação Brasil News

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Descoberta histórica: cientistas encontram pegadas de dinossauros na Amazônia pela primeira vez. https://brasilnews.tv/descoberta-historica-cientistas-encontram-pegadas-de-dinossauros-na-amazonia-pela-primeira-vez/ https://brasilnews.tv/descoberta-historica-cientistas-encontram-pegadas-de-dinossauros-na-amazonia-pela-primeira-vez/#respond Thu, 30 Oct 2025 13:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2556 Uma descoberta inédita está mudando o entendimento sobre a presença dos dinossauros no território brasileiro. Pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) encontraram pegadas fossilizadas com mais de 100 milhões de anos em formações rochosas do município de Bonfim, no norte do estado.
O achado representa o primeiro registro confirmado de pegadas de dinossauros na Amazônia, um marco para a paleontologia nacional.

As impressões foram encontradas em lajedos de arenito na bacia do rio Tacutu, área estudada desde 2011 pelo geólogo Vladimir de Souza, professor da UFRR. Após anos de análises e comparações, o grupo confirmou que as marcas pertencem a dinossauros carnívoros e herbívoros que viveram durante o período Cretáceo.

Os cientistas identificaram trilhas com mais de 30 metros de extensão, indicando que os animais circulavam em grupos — possivelmente com herbívoros sendo perseguidos por predadores. As marcas sugerem a presença de espécies semelhantes aos velociraptors e de saurópodes gigantes, de até 10 metros de altura.

Segundo o paleontólogo Carlos Eduardo Vieira, as formações rochosas que preservaram as pegadas são antigas áreas de planície e deserto, formadas após a fragmentação do supercontinente Pangeia. Esse processo criou novos ambientes e ecossistemas onde os dinossauros prosperaram.

A descoberta reforça que a Amazônia já abrigou uma biodiversidade muito mais ampla do que se imaginava. Agora, os pesquisadores planejam expandir as escavações para outras regiões de Roraima e criar rotas paleontológicas, unindo ciência, turismo e educação ambiental.

“Encontrar essas pegadas na Amazônia muda a forma como enxergamos o passado da região e abre caminho para novas investigações sobre o clima e a fauna pré-histórica brasileira”, afirma Vieira.

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