Arquivo de Pacífico - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/pacifico/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Fri, 18 Sep 2026 20:49:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de Pacífico - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/pacifico/ 32 32 Rússia exige retirada de mísseis dos EUA instalados no Japão e aumenta tensão no Pacífico. https://brasilnews.tv/russia-exige-retirada-de-misseis-dos-eua-instalados-no-japao-e-aumenta-tensao-no-pacifico/ https://brasilnews.tv/russia-exige-retirada-de-misseis-dos-eua-instalados-no-japao-e-aumenta-tensao-no-pacifico/#respond Fri, 18 Sep 2026 20:49:49 +0000 https://brasilnews.tv/?p=13841 Moscou cobrou nesta sexta-feira (18) que o Japão retire de seu território o sistema de mísseis norte-americano Typhon, implantado durante exercícios militares conjuntos com Estados Unidos e Austrália. O governo russo afirma que a presença do armamento representa uma ameaça à sua segurança. Tóquio e Moscou também vêm trocando protestos diplomáticos por causa de uma disputa territorial antiga.

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A Rússia elevou o tom contra o Japão nesta sexta-feira (18) ao exigir a retirada dos sistemas de mísseis Typhon, dos Estados Unidos, instalados em território japonês durante exercícios militares conjuntos realizados neste mês. A cobrança foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, segundo a agência estatal TASS e a Reuters.

Moscou afirma que a presença do equipamento norte-americano em território japonês representa uma ameaça direta à segurança russa e diz ter formalizado uma nota de protesto em 3 de setembro. Zakharova declarou que Tóquio deveria tratar a manifestação russa “com muita seriedade”.

O Typhon é um sistema móvel de lançamento terrestre desenvolvido pelos Estados Unidos e capaz de utilizar diferentes tipos de armamento, entre eles mísseis SM-6 e Tomahawk. O equipamento amplia o alcance ofensivo das forças americanas e tem sido utilizado em exercícios no Indo-Pacífico como parte da estratégia de reforço militar dos EUA na região.

A implantação ocorreu durante manobras militares que envolveram Japão, Estados Unidos e Austrália. A Rússia já havia protestado anteriormente contra os exercícios e agora passou a exigir explicitamente que o sistema seja removido do território japonês.

Disputa territorial agrava clima entre Moscou e Tóquio

A questão dos mísseis se soma a uma escalada diplomática recente entre Rússia e Japão.

Os dois países voltaram a trocar protestos depois de uma rara visita do presidente russo, Vladimir Putin, a uma ilha controlada por Moscou e reivindicada por Tóquio. A região faz parte do arquipélago conhecido na Rússia como Curilas do Sul e, no Japão, como Territórios do Norte.

A disputa remonta ao fim da Segunda Guerra Mundial e segue sem solução definitiva. O impasse territorial é um dos motivos pelos quais Rússia e Japão nunca assinaram formalmente um tratado de paz definitivo após o conflito.

O novo episódio adiciona uma dimensão militar à tensão já existente. Para Moscou, a instalação de sistemas americanos de médio alcance tão próximos de seu território altera o equilíbrio regional. Para Estados Unidos e Japão, os exercícios fazem parte da cooperação de defesa no Indo-Pacífico e da preparação diante de potenciais ameaças regionais.

Até o momento, não há indicação de que o Japão tenha aceitado retirar o sistema em resposta à exigência russa.

A pressão de Moscou ocorre em um momento de intensificação da competição militar no Pacífico, onde Estados Unidos, Japão, Rússia e China ampliam presença, exercícios e capacidades estratégicas.

Foto: Anastasia Barashkova/Reuters –
Redação – Thiago Salles

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Previsão indica El Niño muito intenso e aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico. https://brasilnews.tv/previsao-indica-el-nino-muito-intenso-e-aquecimento-acima-de-25c-no-pacifico/ https://brasilnews.tv/previsao-indica-el-nino-muito-intenso-e-aquecimento-acima-de-25c-no-pacifico/#respond Tue, 23 Jun 2026 16:03:20 +0000 https://brasilnews.tv/?p=11216 Novas projeções climáticas apontam que o fenômeno El Niño 2026/2027 pode atingir intensidade histórica. Modelos internacionais indicam aquecimento superior a 2,5°C na região central do Oceano Pacífico, patamar associado aos eventos mais fortes já registrados.

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As mais recentes projeções climáticas divulgadas pelo Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI) reforçam a expectativa de que o fenômeno El Niño 2026/2027 alcance níveis de intensidade considerados excepcionais. Os modelos apontam que o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial poderá ultrapassar 2,5°C nos próximos meses.

Segundo a atualização divulgada nesta semana, as anomalias de temperatura na região conhecida como Niño 3.4 devem atingir seu pico entre o final do inverno e o início da primavera no Hemisfério Sul. Esse nível de aquecimento é característico dos chamados “super El Niños”, eventos climáticos raros que costumam provocar impactos significativos em diferentes regiões do planeta.

Caso as previsões se confirmem, o episódio poderá figurar entre os mais intensos já observados, ao lado dos históricos eventos registrados em 1982-83, 1991-92, 1997-98 e 2015-16.

Os modelos climáticos indicam uma extensa área do Pacífico com temperaturas acima da média, cenário que fortalece a tendência de consolidação do fenômeno nos próximos meses. O aquecimento anormal das águas altera os padrões atmosféricos globais e influencia diretamente os regimes de chuva e temperatura em diversas partes do mundo.

No Brasil, episódios de El Niño costumam estar associados ao aumento das chuvas na Região Sul, enquanto áreas do Norte e Nordeste frequentemente registram períodos mais secos e temperaturas acima da média. No entanto, os efeitos variam conforme a intensidade do fenômeno e a interação com outros sistemas climáticos.

Especialistas destacam que, embora os modelos apresentem elevado grau de confiança para os próximos meses, o acompanhamento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas permanece fundamental para avaliar a evolução do evento e seus possíveis impactos sobre agricultura, recursos hídricos e geração de energia.

O cenário reforça a atenção dos órgãos meteorológicos internacionais para um dos fenômenos climáticos mais influentes do planeta, que poderá marcar o ciclo climático de 2026 e 2027.

Foto: ECMWF

Redação: Ana Flávia

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“Continente de plástico” cresce no Pacífico e já abriga vida marinha — fenômeno assusta cientistas. https://brasilnews.tv/continente-de-plastico-cresce-no-pacifico-e-ja-abriga-vida-marinha-fenomeno-assusta-cientistas/ https://brasilnews.tv/continente-de-plastico-cresce-no-pacifico-e-ja-abriga-vida-marinha-fenomeno-assusta-cientistas/#respond Thu, 16 Apr 2026 04:41:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8912 A chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico está evoluindo para algo além de um problema ambiental: tornou-se um ecossistema artificial onde espécies sobrevivem e se adaptam em pleno oceano. O fenômeno levanta preocupações globais sobre biodiversidade, invasão biológica e impactos irreversíveis nos mares.

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Uma das maiores consequências da ação humana nos oceanos está ganhando um novo e preocupante capítulo. A Grande Mancha de Lixo do Pacífico, localizada no Giro do Pacífico Norte, deixou de ser apenas um aglomerado de resíduos e passou a funcionar como um verdadeiro ecossistema artificial em expansão.

Formada principalmente por plásticos e outros materiais sintéticos, essa gigantesca massa flutuante cria uma espécie de “plataforma” onde organismos marinhos conseguem se fixar e sobreviver — algo antes praticamente impossível em áreas tão distantes da costa.

O fenômeno tem chamado atenção da comunidade científica por permitir que espécies costeiras, como pequenos crustáceos e anêmonas, consigam viver em mar aberto. Esses organismos utilizam os resíduos como base, transformando o lixo em um suporte biológico duradouro.

Esse processo deu origem ao que especialistas chamam de comunidades neopelágicas — grupos de seres vivos que se adaptaram a viver em estruturas artificiais no oceano. Trata-se de uma mudança significativa na dinâmica da vida marinha, já que rompe a separação natural entre ecossistemas costeiros e oceânicos.

O problema vai além da adaptação. A movimentação dessas “ilhas” de lixo cria verdadeiros corredores biológicos artificiais, transportando espécies para regiões onde elas não existiam. Isso pode facilitar a disseminação de organismos invasores e até patógenos, afetando o equilíbrio de ecossistemas inteiros.

Além disso, a presença dessas espécies em alto-mar altera a cadeia alimentar. Organismos que competem por recursos em ambientes costeiros passam a disputar espaço com espécies típicas do oceano aberto, criando um cenário de desequilíbrio que ainda está sendo estudado.

Outro fator preocupante é a durabilidade do plástico. Diferente de materiais naturais, os polímeros sintéticos podem permanecer intactos por décadas, permitindo que essas comunidades se mantenham estáveis por longos períodos e ampliem sua área de influência.

Pesquisadores têm utilizado tecnologias avançadas, como mapeamento por satélite e análises moleculares, para entender a composição dessas novas comunidades e prever seus impactos futuros. Os estudos indicam que essa transformação pode influenciar não apenas a biodiversidade, mas também processos químicos do oceano, como o ciclo do carbono.

O surgimento desse “continente de lixo” reforça um alerta global: a poluição plástica não está apenas contaminando os oceanos — ela está criando novas formas de vida e alterando profundamente o funcionamento natural do planeta.

Foto: Reprodução/Imagem gerada por IA
Redação – Thiago Salles

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Cientistas descobrem novas espécies no fundo do Pacífico e revelam mundo desconhecido sob o oceano. https://brasilnews.tv/cientistas-descobrem-novas-especies-no-fundo-do-pacifico-e-revelam-mundo-desconhecido-sob-o-oceano/ https://brasilnews.tv/cientistas-descobrem-novas-especies-no-fundo-do-pacifico-e-revelam-mundo-desconhecido-sob-o-oceano/#respond Fri, 03 Apr 2026 04:50:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8597 Pesquisadores identificaram 24 novas espécies de pequenos crustáceos em uma das regiões mais inexploradas do planeta, no Oceano Pacífico. A descoberta reforça que grande parte da vida marinha ainda é desconhecida pela ciência.

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Uma nova descoberta científica revelou o quanto o fundo dos oceanos ainda guarda mistérios. Pesquisadores identificaram 24 novas espécies de anfípodes — pequenos crustáceos — em uma área remota do Oceano Pacífico, considerada uma das regiões menos exploradas do planeta.

O estudo foi conduzido por uma equipe internacional liderada por Anna Jażdżewska e Tammy Horton, com participação de diversos especialistas em biodiversidade marinha. Os resultados foram publicados na revista científica ZooKeys.

As novas espécies foram encontradas na chamada Zona de Clarion-Clipperton, uma vasta área no fundo do mar localizada entre o Havaí e o México. Com cerca de seis milhões de quilômetros quadrados, essa região ainda possui grande parte de sua biodiversidade desconhecida.

Além das espécies inéditas, os cientistas também identificaram uma nova família e até uma nova superfamília de organismos, ampliando significativamente o conhecimento sobre a árvore evolutiva desses animais.

Os anfípodes descobertos vivem em condições extremas, como alta pressão, ausência total de luz e escassez de alimento. Mesmo assim, desenvolveram adaptações únicas que permitem sua sobrevivência nesse ambiente hostil. Entre eles, há espécies predadoras e outras que se alimentam de matéria orgânica em decomposição.

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Segundo os pesquisadores, mais de 90% das espécies presentes na região ainda não foram descritas oficialmente, o que indica um enorme potencial para novas descobertas nos próximos anos.

A pesquisa faz parte de uma iniciativa internacional coordenada pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, que pretende catalogar milhares de novas espécies marinhas até o fim da década.

Além do avanço científico, o estudo também destaca a importância da taxonomia — área responsável por classificar os seres vivos — e da colaboração entre países para acelerar descobertas.

Especialistas apontam que entender a biodiversidade do fundo do mar é fundamental não apenas para a ciência, mas também para a conservação ambiental. Regiões como essa podem ser impactadas por atividades humanas, como a mineração submarina, tornando o conhecimento científico ainda mais essencial.

O oceano profundo segue sendo uma das últimas fronteiras do planeta. A cada nova expedição, surgem evidências de que ainda há muito a ser descoberto sob as águas — e que o desconhecido pode ser muito maior do que se imaginava.

Foto: Reprodução / Centro Nacional de Oceanografia
Redação – Thiago Salles

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