Ozempic – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Sat, 21 Mar 2026 21:01:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Ozempic – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Fim da patente do Ozempic pode derrubar preços e abrir caminho para distribuição no SUS. https://brasilnews.tv/fim-da-patente-do-ozempic-pode-derrubar-precos-e-abrir-caminho-para-distribuicao-no-sus/ https://brasilnews.tv/fim-da-patente-do-ozempic-pode-derrubar-precos-e-abrir-caminho-para-distribuicao-no-sus/#respond Mon, 23 Mar 2026 04:58:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8218 A expiração da patente da semaglutida, substância utilizada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, marca uma nova fase no mercado farmacêutico brasileiro. A partir de agora, empresas nacionais poderão desenvolver versões próprias do medicamento, o que deve aumentar a concorrência e, consequentemente, reduzir os preços ao consumidor.

Durante duas décadas, a exclusividade da substância foi mantida pela farmacêutica responsável pelo produto original. A tentativa de extensão desse período foi negada pela Justiça, permitindo a abertura do mercado para novos fabricantes.

Apesar da expectativa de redução nos valores, especialistas alertam que o impacto não será imediato. Atualmente, existem diversos pedidos de registro em análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o processo regulatório envolve etapas rigorosas, como testes de bioequivalência e segurança.

A previsão é que algumas versões nacionais possam chegar ao mercado nos próximos meses, dependendo da aprovação regulatória. Caso isso ocorra, os preços, que hoje giram em torno de R$ 1 mil por caneta, tendem a cair de forma gradual ao longo do tempo.

A mudança também reacende discussões sobre a inclusão desses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o uso é restrito devido ao alto custo, mas a possível redução de preços pode tornar viável uma ampliação do acesso.

O tema já vem sendo debatido por autoridades de saúde, especialmente diante do aumento de casos de obesidade e diabetes no país. Em algumas cidades, iniciativas locais já começaram a testar a utilização do medicamento na rede pública, com expectativa de expansão conforme os custos diminuam.

Com a entrada de novos concorrentes e o avanço das análises regulatórias, o cenário aponta para uma democratização do acesso a tratamentos que, até então, eram limitados pelo alto preço.

Foto: Indranil Mukherjee/AFP
Redação – Thiago Salles

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Após emagrecer com canetas GLP-1, mulheres relatam desafios opostos ao interromper tratamento. https://brasilnews.tv/apos-emagrecer-com-canetas-glp-1-mulheres-relatam-desafios-opostos-ao-interromper-tratamento/ https://brasilnews.tv/apos-emagrecer-com-canetas-glp-1-mulheres-relatam-desafios-opostos-ao-interromper-tratamento/#respond Sun, 21 Dec 2025 14:39:46 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5329 Os medicamentos injetáveis conhecidos como GLP-1 vêm transformando a forma como muitas pessoas lidam com a obesidade, ao reduzir drasticamente a fome e prolongar a sensação de saciedade. No entanto, um ponto ainda pouco discutido é o que acontece quando o tratamento é interrompido — e as respostas nem sempre são iguais para todos.

Duas mulheres do Reino Unido, Ellen Ogley e Tanya Hall, compartilharam à BBC vivências marcadamente distintas após o uso prolongado dessas medicações, vendidas sob nomes como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

Tanya, gerente de vendas no setor fitness, iniciou o uso do Wegovy motivada pela pressão estética e profissional. Apesar de alcançar uma perda expressiva de peso — cerca de 38 quilos —, ela relata que, sempre que tenta suspender as injeções, a fome retorna de forma intensa e imediata. Para ela, a interrupção do medicamento desencadeia episódios de compulsão alimentar que a fazem retomar o tratamento por medo de recuperar o peso perdido.

Além disso, Tanya enfrentou efeitos adversos durante o processo, como náuseas, insônia, dores de cabeça e queda de cabelo. Mesmo assim, afirma que a sensação de controle sobre o corpo e a aceitação social que conquistou após emagrecer pesam mais do que os desconfortos.

Já Ellen viveu um percurso diferente. Após iniciar o Mounjaro em um momento crítico de saúde, ela usou a medicação por cerca de quatro meses e, posteriormente, reduziu a dose de forma gradual. Durante esse período, aproveitou a ausência do chamado “barulho da comida” para reconstruir sua relação com a alimentação, investir em educação nutricional e incorporar exercícios físicos à rotina.

Ao parar completamente o uso, Ellen percebeu uma leve oscilação no peso, mas conseguiu manter hábitos saudáveis e continuou emagrecendo. Hoje, ela acumula uma perda superior a 50 quilos e acredita que o sucesso está ligado ao planejamento da saída do tratamento e ao suporte adequado durante a transição.

Especialistas alertam que a interrupção abrupta dos medicamentos pode provocar um retorno significativo do peso perdido, especialmente sem acompanhamento médico e mudanças consolidadas no estilo de vida. Estudos indicam que uma parcela relevante das pessoas recupera entre 60% e 80% do peso após parar o uso.

Fabricantes como a Novo Nordisk e a Eli Lilly reforçam que decisões sobre continuidade ou suspensão do tratamento devem ser feitas em conjunto com profissionais de saúde, considerando riscos, benefícios e o bem-estar do paciente.

As histórias de Ellen e Tanya mostram que, embora os medicamentos GLP-1 sejam uma ferramenta poderosa contra a obesidade, o período pós-tratamento ainda representa um grande desafio — físico, emocional e social — para muitos usuários.

Foto: BBC / Arquivo pessoal

Redação Brasil News

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