Oncologia – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 01 Apr 2026 12:27:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Oncologia – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Quimioterapia vermelha assusta pacientes, mas é aliada poderosa no combate ao câncer. https://brasilnews.tv/quimioterapia-vermelha-assusta-pacientes-mas-e-aliada-poderosa-no-combate-ao-cancer/ https://brasilnews.tv/quimioterapia-vermelha-assusta-pacientes-mas-e-aliada-poderosa-no-combate-ao-cancer/#respond Sat, 04 Apr 2026 04:25:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8556 A expressão “quimioterapia vermelha” tem chamado a atenção nos últimos dias, especialmente após relatos envolvendo familiares de figuras públicas. Apesar do nome impactante, o termo não representa um tipo específico de câncer nem um tratamento diferente. Ele é apenas uma forma popular de identificar certos medicamentos utilizados na quimioterapia, conhecidos por sua coloração avermelhada durante a aplicação.

Na prática, essa fase do tratamento envolve drogas do grupo das antraciclinas, amplamente utilizadas na oncologia. Esses medicamentos atuam diretamente nas células cancerígenas, impedindo sua multiplicação e contribuindo para a redução do tumor. Por serem administrados na corrente sanguínea, conseguem alcançar diferentes partes do corpo, sendo indicados em diversos tipos de câncer.

A quimioterapia vermelha costuma fazer parte de um plano terapêutico mais amplo, que pode incluir cirurgia, radioterapia ou outros medicamentos. A escolha do protocolo depende de fatores como tipo de câncer, estágio da doença e condições clínicas do paciente. Em alguns casos, essa fase é utilizada logo no início do tratamento; em outros, aparece em etapas intermediárias.

A aplicação geralmente ocorre por via intravenosa, em hospitais ou clínicas especializadas. O paciente passa por avaliação antes da sessão, e a infusão pode durar minutos ou horas, dependendo do esquema adotado. Durante todo o processo, a equipe médica monitora possíveis reações e garante a segurança do tratamento.

Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, vômitos, queda de cabelo, cansaço intenso e redução da imunidade. Também podem ocorrer alterações no paladar, feridas na boca e maior risco de infecções. Em alguns casos, há necessidade de monitoramento cardíaco, já que determinadas medicações podem impactar o funcionamento do coração.

Apesar dos desafios, avanços na medicina têm permitido reduzir os efeitos adversos com medicamentos de suporte e acompanhamento mais rigoroso. Além disso, hábitos simples no dia a dia, como boa alimentação, hidratação e higiene adequada, ajudam o paciente a enfrentar melhor o tratamento.

O apoio da família também desempenha papel fundamental durante esse período. A presença de cuidadores auxilia tanto na parte prática quanto no suporte emocional, tornando o processo menos desgastante.

O acompanhamento médico contínuo é essencial em todas as etapas. Exames regulares permitem ajustar doses e identificar possíveis complicações precocemente. Sintomas como febre, falta de ar ou dores intensas devem ser comunicados imediatamente à equipe de saúde.

Entender o que é a quimioterapia vermelha ajuda a reduzir o medo e a ansiedade em torno do tratamento. Mais do que um termo popular, ela representa uma importante ferramenta na luta contra o câncer, oferecendo esperança e melhores perspectivas para milhares de pacientes.

Foto: Maria Oliveira
Redação – Thiago Salles

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Câncer de pâncreas desafia a medicina e revela por que tratamentos ainda fracassam. https://brasilnews.tv/cancer-de-pancreas-desafia-a-medicina-e-revela-por-que-tratamentos-ainda-fracassam/ https://brasilnews.tv/cancer-de-pancreas-desafia-a-medicina-e-revela-por-que-tratamentos-ainda-fracassam/#respond Sun, 08 Feb 2026 08:51:59 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6843 O câncer de pâncreas segue como um dos maiores desafios da oncologia moderna. Um novo estudo divulgado pela Universidade de Birmingham mostrou que os tumores pancreáticos não são uniformes: dentro de um mesmo tumor existem subtipos celulares distintos que influenciam diretamente o ambiente ao redor e dificultam a eficácia dos tratamentos.

Essa heterogeneidade cria barreiras terapêuticas importantes. Diferentes células podem reagir de formas variadas aos medicamentos, o que reduz o impacto de terapias únicas e ajuda a explicar por que muitos tratamentos considerados promissores falham. Além disso, o microambiente tumoral — composto por múltiplas células e estruturas — favorece a progressão da doença e contribui para a resistência às terapias.

Outro fator crítico é a própria biologia do tumor. Pesquisas indicam que o câncer pancreático possui células altamente resistentes que conseguem escapar de quimioterapias e até de abordagens mais modernas, mantendo o crescimento da doença. Ainda assim, cientistas apontam que compreender essa complexidade pode abrir caminho para tratamentos mais personalizados e eficazes no futuro.

Foto: National Cancer Institute
Redação Brasil News

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Doença silenciosa que atinge jovens: o câncer que tirou a vida de Isabel Veloso aos 19 anos. https://brasilnews.tv/doenca-silenciosa-que-atinge-jovens-o-cancer-que-tirou-a-vida-de-isabel-veloso-aos-19-anos/ https://brasilnews.tv/doenca-silenciosa-que-atinge-jovens-o-cancer-que-tirou-a-vida-de-isabel-veloso-aos-19-anos/#respond Sat, 10 Jan 2026 17:38:15 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5963 A morte da influenciadora Isabel Veloso, aos 19 anos, trouxe novamente à tona um tema delicado e pouco compreendido: o linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. O falecimento foi confirmado neste sábado (10) pelo marido, Lucas Borbas, por meio das redes sociais.

O linfoma de Hodgkin se origina em células do sistema imunológico e costuma afetar os linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas. Um dos grandes desafios da doença é o início silencioso: os nódulos geralmente não causam dor, o que pode atrasar a procura por atendimento médico. No caso de Isabel, os primeiros sinais foram percebidos no pescoço e no tórax.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o câncer surge quando células do sistema linfático sofrem alterações genéticas e passam a se multiplicar de forma desordenada. Uma característica marcante do linfoma de Hodgkin é a presença das chamadas células de Reed-Sternberg, identificadas por meio de biópsia e fundamentais para confirmar o diagnóstico.

A doença pode atingir pessoas de qualquer idade, mas apresenta dois picos mais frequentes: adultos jovens, entre 20 e 35 anos, e pessoas acima dos 60. Não existe uma causa única definida. Em alguns casos, há associação com histórico familiar, alterações imunológicas ou infecções virais anteriores, como o vírus Epstein-Barr. Em muitos pacientes, porém, não é possível apontar um fator desencadeante claro.

Além do aumento dos linfonodos, outros sintomas podem surgir com a progressão da doença, como febre persistente, perda de peso sem explicação, suor noturno intenso, cansaço extremo e coceira persistente. A permanência desses sinais por semanas é um alerta importante para investigação médica.

O diagnóstico é confirmado por biópsia do linfonodo afetado e exames de imagem, que permitem definir o estágio da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o linfoma de Hodgkin é dividido em subtipos, sendo o clássico o mais comum e também o que possui protocolos de tratamento mais consolidados.

Apesar da gravidade, o linfoma de Hodgkin é considerado um dos cânceres com maiores taxas de cura, especialmente quando diagnosticado precocemente. O tratamento geralmente envolve quimioterapia, associada ou não à radioterapia. Em casos mais resistentes ou de recidiva, podem ser indicadas terapias mais avançadas, como anticorpos monoclonais, transplante de medula óssea e, em situações específicas, terapias celulares como o CAR-T cell.

A história de Isabel Veloso evidencia não apenas a força de quem enfrenta a doença tão jovem, mas também a importância da informação e do diagnóstico precoce. Reconhecer sinais aparentemente simples pode ser decisivo para mudar o curso de uma enfermidade que, quando tratada a tempo, tem grandes chances de cura.

Foto: Reprodução / Redes sociais
Redação Brasil News

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