Nature – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 06 Apr 2026 18:58:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Nature – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Estudo revela por que alguns vírus podem permanecer no corpo por toda a vida. https://brasilnews.tv/estudo-revela-por-que-alguns-virus-podem-permanecer-no-corpo-por-toda-a-vida/ https://brasilnews.tv/estudo-revela-por-que-alguns-virus-podem-permanecer-no-corpo-por-toda-a-vida/#respond Wed, 08 Apr 2026 04:51:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8692 Eles entram no corpo, parecem desaparecer, mas podem continuar ali em silêncio durante anos. Um amplo estudo internacional reacendeu o alerta da comunidade científica ao mostrar que certos vírus de DNA conseguem permanecer ocultos no organismo humano por muito tempo, sem provocar sintomas imediatos, enquanto são mantidos sob vigilância pelo sistema imunológico.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Harvard Medical School, do Broad Institute e de instituições parceiras, com base na análise de amostras de sangue e saliva de mais de 900 mil participantes de grandes biobancos. Os pesquisadores investigaram a chamada carga viral, isto é, a quantidade de material genético viral detectada no corpo, para entender por que algumas infecções persistem de forma silenciosa e por que isso varia tanto de uma pessoa para outra.

Os resultados indicam que a genética humana tem peso decisivo nesse processo. O estudo identificou 82 regiões do genoma associadas à carga viral de diferentes vírus, com destaque para o Complexo Principal de Histocompatibilidade, conhecido como MHC, área fundamental para a resposta imunológica. Segundo os autores, esse “centro de comando” das defesas do corpo ajuda a explicar por que algumas pessoas controlam melhor esses vírus, enquanto outras apresentam níveis mais elevados de DNA viral circulante.

Entre os microrganismos analisados estão o vírus Epstein-Barr, os herpesvírus HHV-6B e HHV-7, o poliomavírus de Merkel e anelovírus. A investigação também apontou padrões importantes: em alguns casos, a carga viral variou com a idade, a estação do ano, o horário da coleta e o sexo biológico, com níveis mais altos em homens para os sete vírus avaliados em detalhe. No caso do Epstein-Barr, os cientistas observaram ainda indícios de que cargas virais mais elevadas podem estar ligadas a maior risco de linfoma de Hodgkin, embora essa relação ainda precise de confirmação adicional em laboratório.

O autor principal, Nolan Kamitaki, afirmou que a genética humana está começando a oferecer respostas para perguntas centrais sobre os danos causados por vírus ao longo da vida. Para os pesquisadores, a descoberta pode abrir caminho para prever com mais precisão quem tem maior vulnerabilidade à reativação viral e a complicações futuras. Ainda assim, o trabalho não afirma que qualquer vírus permanecerá para sempre no organismo, mas reforça que vários vírus já conhecidos por estabelecer infecções persistentes podem ter seus efeitos de longo prazo melhor compreendidos a partir do DNA humano.

Foto: CDC/Dr. Fred Murphy et al.
Redação – Thiago Salles

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Cientistas revelam que ouro do núcleo da Terra pode estar chegando à superfície https://brasilnews.tv/ouro-nucleo-terra-vazamento-manto-pesquisa-universidade-gottingen/ Wed, 28 May 2025 21:51:24 +0000 http://demo.mysterythemes.com/news-portal/?p=68 Pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, trouxeram à tona uma descoberta intrigante sobre a geodinâmica da Terra: parte do ouro armazenado no núcleo do planeta estaria, aos poucos, “vazando” para camadas superiores da crosta terrestre. O estudo, publicado recentemente na renomada revista Nature, aponta que esse deslocamento ocorre através do magma que alimenta atividades vulcânicas em regiões como o Havaí.

A partir da análise precisa de isótopos de rutênio — metal raro que se comporta de maneira semelhante ao ouro em termos geoquímicos — os cientistas conseguiram detectar traços vindos de áreas profundas, próximas à fronteira entre o núcleo e o manto, a cerca de 2.900 quilômetros de profundidade. Segundo os autores, essas amostras confirmam que o núcleo terrestre está longe de ser uma estrutura completamente isolada.

Com temperaturas que ultrapassam os 5 mil graus Celsius, o núcleo abriga mais de 99% do ouro do planeta. Até então, acreditava-se que ele estivesse completamente retido naquela região desde a formação da Terra, há 4,5 bilhões de anos. No entanto, as novas técnicas isotópicas desenvolvidas pela equipe alemã permitiram medir com precisão as diferenças nos elementos presentes em rochas vulcânicas de origem profunda, abrindo caminho para uma nova compreensão da estrutura interna do planeta.

O estudo indica que não apenas o ouro, mas também outros metais siderófilos como paládio, ródio e platina estão sendo transportados por correntes de magma desde regiões profundas até a superfície, em um processo natural que ocorre há milhões de anos.

Apesar de não representar uma oportunidade comercial — dado o ritmo extremamente lento com que esses metais emergem —, a descoberta é revolucionária do ponto de vista científico. Ela desafia a visão tradicional de que o núcleo da Terra seria completamente isolado e sugere que ele pode exercer influência direta na composição da crosta terrestre.

Além disso, os autores apontam que essa movimentação pode ter um papel importante na formação de ilhas oceânicas e nas reservas minerais atualmente exploradas. A pesquisa levanta novas perguntas sobre os ciclos geológicos que moldam nosso planeta e sobre o passado profundo da Terra.

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