mudanças climáticas – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Thu, 30 Jul 2026 12:09:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png mudanças climáticas – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Cidade brasileira toma decisão inédita após perder 80% da área urbana para enchente: “Nunca mais aqui.” https://brasilnews.tv/cidade-brasileira-toma-decisao-inedita-apos-perder-80-da-area-urbana-para-enchente-nunca-mais-aqui/ https://brasilnews.tv/cidade-brasileira-toma-decisao-inedita-apos-perder-80-da-area-urbana-para-enchente-nunca-mais-aqui/#respond Thu, 30 Jul 2026 12:09:22 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12366 Após enfrentar uma das maiores tragédias climáticas da história do Rio Grande do Sul, o município de Muçum decidiu mudar definitivamente sua relação com o Rio Taquari. A prefeitura proibiu novas construções na região mais afetada pelas enchentes, numa medida considerada inédita e que poderá servir de modelo para outras cidades brasileiras.

Entre setembro de 2023 e maio de 2024, o município foi atingido por três grandes enchentes em apenas oito meses. A última delas inundou cerca de 80% da área urbana, destruiu centenas de imóveis, comprometeu a infraestrutura da cidade e deixou famílias inteiras sem moradia.

Com base em estudos técnicos, a administração municipal determinou que a área mais vulnerável será transformada em um parque ecológico com aproximadamente 200 mil metros quadrados. O espaço contará com áreas verdes e solo permeável, permitindo que futuras cheias provoquem menos danos à população.

As famílias removidas estão sendo reassentadas em bairros mais altos e distantes do leito do rio. Empresas instaladas na região também receberam incentivos para transferir suas atividades para locais considerados seguros.

Especialistas em mudanças climáticas avaliam que a decisão representa uma nova forma de enfrentar eventos extremos, priorizando a prevenção em vez da reconstrução constante de áreas condenadas pelas enchentes.

Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que, nos últimos anos, o Brasil investiu muito mais recursos na recuperação de cidades atingidas por desastres do que em ações preventivas. Para pesquisadores, a adaptação urbana será cada vez mais necessária diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos.

Enquanto Muçum inicia essa transformação, outros municípios do Vale do Taquari estudam adotar legislação semelhante para impedir novas ocupações em áreas de risco.

Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Redação – Ana Flavia

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Plano para banir petróleo de áreas protegidas ganha força e pode mudar o futuro da Amazônia e de outras regiões do planeta. https://brasilnews.tv/plano-para-banir-petroleo-de-areas-protegidas-ganha-forca-e-pode-mudar-o-futuro-da-amazonia-e-de-outras-regioes-do-planeta/ https://brasilnews.tv/plano-para-banir-petroleo-de-areas-protegidas-ganha-forca-e-pode-mudar-o-futuro-da-amazonia-e-de-outras-regioes-do-planeta/#respond Tue, 21 Jul 2026 22:17:40 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12111 A proposta de criar áreas oficialmente protegidas da exploração de petróleo, gás natural e outros combustíveis fósseis ganhou novo impulso no cenário internacional. O tema foi um dos destaques da Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada na Colômbia, reunindo representantes de dezenas de países interessados em acelerar medidas de combate às mudanças climáticas.

Conhecidas como zonas livres de combustíveis fósseis, essas áreas têm como objetivo impedir novas atividades de exploração e infraestrutura ligada ao setor em regiões consideradas estratégicas para a conservação ambiental, da biodiversidade e dos povos tradicionais.

Especialistas defendem que a iniciativa oferece uma medida prática para que governos avancem na transição energética. Em vez de depender exclusivamente de grandes investimentos em novas fontes de energia, muitos países poderiam utilizar legislações já existentes para ampliar a proteção de áreas ambientalmente sensíveis.

Estudos recentes também reforçam a preocupação. Levantamentos apontam que milhões de hectares de florestas tropicais na Amazônia, na Bacia do Congo e no Sudeste Asiático ainda estão sobrepostos a blocos destinados à exploração de petróleo e gás, aumentando os riscos para ecossistemas considerados essenciais no combate ao aquecimento global.

Na América Latina, alguns países já adotaram medidas concretas. Belize mantém restrições à exploração de petróleo em alto-mar, enquanto a Costa Rica prorrogou sua moratória sobre atividades relacionadas aos combustíveis fósseis até 2050. A Colômbia também anunciou limitações para novos projetos de exploração em áreas da Amazônia e reconheceu parte da Sierra Nevada de Santa Marta como território livre desse tipo de atividade.

Apesar dos avanços, especialistas alertam que transformar essas medidas em realidade continua sendo um grande desafio. A dependência econômica da exploração de petróleo, mudanças de governo e dificuldades na fiscalização ainda representam obstáculos para a consolidação dessas políticas.

Outro ponto considerado decisivo é garantir que essas zonas tenham respaldo legal permanente, reduzindo o risco de que futuras administrações revertam as decisões já adotadas.

Enquanto a comunidade internacional prepara novos debates para a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), ambientalistas defendem que a criação dessas áreas protegidas seja tratada como uma das estratégias mais concretas para reduzir emissões de gases de efeito estufa e preservar biomas fundamentais para o equilíbrio climático mundial.

Foto: Dialogue Earth / Divulgação
Redação – Ana Flavia

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Previsão indica El Niño muito intenso e aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico. https://brasilnews.tv/previsao-indica-el-nino-muito-intenso-e-aquecimento-acima-de-25c-no-pacifico/ https://brasilnews.tv/previsao-indica-el-nino-muito-intenso-e-aquecimento-acima-de-25c-no-pacifico/#respond Tue, 23 Jun 2026 16:03:20 +0000 https://brasilnews.tv/?p=11216 As mais recentes projeções climáticas divulgadas pelo Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI) reforçam a expectativa de que o fenômeno El Niño 2026/2027 alcance níveis de intensidade considerados excepcionais. Os modelos apontam que o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial poderá ultrapassar 2,5°C nos próximos meses.

Segundo a atualização divulgada nesta semana, as anomalias de temperatura na região conhecida como Niño 3.4 devem atingir seu pico entre o final do inverno e o início da primavera no Hemisfério Sul. Esse nível de aquecimento é característico dos chamados “super El Niños”, eventos climáticos raros que costumam provocar impactos significativos em diferentes regiões do planeta.

Caso as previsões se confirmem, o episódio poderá figurar entre os mais intensos já observados, ao lado dos históricos eventos registrados em 1982-83, 1991-92, 1997-98 e 2015-16.

Os modelos climáticos indicam uma extensa área do Pacífico com temperaturas acima da média, cenário que fortalece a tendência de consolidação do fenômeno nos próximos meses. O aquecimento anormal das águas altera os padrões atmosféricos globais e influencia diretamente os regimes de chuva e temperatura em diversas partes do mundo.

No Brasil, episódios de El Niño costumam estar associados ao aumento das chuvas na Região Sul, enquanto áreas do Norte e Nordeste frequentemente registram períodos mais secos e temperaturas acima da média. No entanto, os efeitos variam conforme a intensidade do fenômeno e a interação com outros sistemas climáticos.

Especialistas destacam que, embora os modelos apresentem elevado grau de confiança para os próximos meses, o acompanhamento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas permanece fundamental para avaliar a evolução do evento e seus possíveis impactos sobre agricultura, recursos hídricos e geração de energia.

O cenário reforça a atenção dos órgãos meteorológicos internacionais para um dos fenômenos climáticos mais influentes do planeta, que poderá marcar o ciclo climático de 2026 e 2027.

Foto: ECMWF

Redação: Ana Flávia

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ONU faz alerta dramático e aponta risco sem precedentes para os oceanos do planeta. https://brasilnews.tv/onu-faz-alerta-dramatico-e-aponta-risco-sem-precedentes-para-os-oceanos-do-planeta/ https://brasilnews.tv/onu-faz-alerta-dramatico-e-aponta-risco-sem-precedentes-para-os-oceanos-do-planeta/#respond Tue, 09 Jun 2026 04:13:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10576 As Nações Unidas divulgaram um novo estudo que apresenta um cenário preocupante para o futuro dos oceanos. O relatório, elaborado por centenas de especialistas internacionais ao longo de cinco anos, aponta que os mares enfrentam uma combinação de ameaças que coloca em risco ecossistemas fundamentais para o equilíbrio climático e para a sobrevivência de bilhões de pessoas.

Segundo a avaliação, o aumento da temperatura das águas, a elevação acelerada do nível do mar, a poluição e a sobrepesca estão intensificando a pressão sobre ambientes marinhos em diversas regiões do planeta. Os pesquisadores alertam que alguns ecossistemas já se aproximam de limites críticos, dos quais a recuperação pode se tornar extremamente difícil.

Os dados revelam que os oceanos continuam absorvendo grande parte do calor adicional gerado pelas atividades humanas e também uma parcela significativa do dióxido de carbono emitido na atmosfera. Esse processo contribui para alterações climáticas cada vez mais evidentes, incluindo o derretimento de geleiras e a expansão térmica das águas, fatores que impulsionam a elevação do nível dos mares.

O estudo também destaca o rápido recuo da cobertura de gelo no Ártico e na Antártida. Especialistas avaliam que o Oceano Ártico poderá registrar períodos sem gelo durante algumas épocas do ano nas próximas décadas, alterando ecossistemas, rotas marítimas e até mesmo disputas geopolíticas entre grandes potências.

A vida marinha também sofre impactos significativos. Diversas espécies estão migrando para áreas mais frias em busca de condições favoráveis à sobrevivência, enquanto recifes de coral enfrentam episódios cada vez mais frequentes de branqueamento e mortalidade. Caso o aquecimento global ultrapasse determinados limites, uma parcela expressiva desses ecossistemas poderá desaparecer ao longo deste século.

Outro ponto de preocupação é a crescente presença de resíduos plásticos nos oceanos. Milhões de toneladas de plástico chegam ao mar todos os anos, fragmentando-se em partículas microscópicas que já foram identificadas em milhares de espécies marinhas e representam um desafio ambiental de escala global.

Diante desse cenário, a ONU reforça a necessidade de cooperação internacional, adoção de políticas ambientais mais ambiciosas e investimentos em ciência para monitorar e proteger os oceanos. A entidade alerta que as decisões tomadas nos próximos anos serão determinantes para o futuro dos mares e para a estabilidade ambiental do planeta.

Foto: Oleksandr Umanskyi/Adobe Stock

Redação – Thiago Salles

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Alerta global! Novo El Niño dá sinais no Pacífico e ameaça o Brasil com chuvas extremas e seca severa. https://brasilnews.tv/alerta-global-novo-el-nino-da-sinais-no-pacifico-e-ameaca-o-brasil-com-chuvas-extremas-e-seca-severa/ https://brasilnews.tv/alerta-global-novo-el-nino-da-sinais-no-pacifico-e-ameaca-o-brasil-com-chuvas-extremas-e-seca-severa/#respond Wed, 03 Jun 2026 12:04:31 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10379 O Retorno do Fenômeno: Termômetros do Pacífico em Linha de Alta

O fantasma dos desastres climáticos volta a rondar o continente sul-americano com força total. Leituras de satélites, radares meteorológicos e uma rede de boias marítimas de profundidade confirmaram o início da instalação de um novo episódio do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), existe uma probabilidade esmagadora de 90% de o fenômeno se consolidar nos próximos meses, injetando uma dose extra de energia e calor em uma atmosfera global que já opera sob os efeitos severos do aquecimento global.

A anomalia térmica, que se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico em pelo menos 0,5 °C acima da média histórica por um período prolongado, vem dando sinais claros de aceleração. Cientistas alertam que temperaturas subsuperficiais — aquelas que ficam logo abaixo da lâmina d’água — já registram marcas impressionantes de até 6 °C acima do normal, servindo como uma espécie de combustível para o sistema. Embora o termo “Super El Niño” seja evitado por especialistas, o consenso na comunidade científica, endossado por Tércio Ambrizzi, professor de ciências atmosféricas da USP, é de que o fenômeno deste ano flutuará em uma intensidade de moderada a forte.

O Impacto no Tabuleiro Nacional: Clima Dividido de Norte a Sul

A distribuição geográfica dos impactos no território brasileiro dependerá do ponto exato onde ocorrerá o pico do aquecimento oceânico, mas os modelos de previsão já desenham um cenário de forte polarização climática a partir do segundo semestre:

  • Região Sul: A previsão do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) indica que os primeiros reflexos devem surgir durante a primavera, traduzindo-se em uma avalanche de frentes frias e chuvas extremas volumosas. O cenário desperta gatilhos de ansiedade na população, que ainda tenta se recuperar psicologicamente e economicamente das trágicas inundações históricas de 2024.
  • Norte e Nordeste: O padrão de circulação de ventos gerado pelo El Niño deve bloquear as precipitações nessas regiões, agravando de forma drástica a seca severa na Amazônia e no Semiárido durante o inverno e o início do verão. O ambiente excessivamente seco e de calor extremo criará condições de guerrilha ambiental, facilitando a propagação de queimadas descontroladas e ameaçando os ecossistemas.

Apesar do alerta climático, o agronegócio brasileiro projeta uma safra recorde de grãos estimada em 356 milhões de toneladas — um avanço de 1,2% em relação ao ciclo anterior. No entanto, o Congresso Nacional já abriu sessões de debate urgentes para avaliar como o estresse hídrico e o excesso de umidade localizado podem golpear a produtividade no campo e pressionar a inflação dos alimentos.

O Gargalo da Prevenção: Orçamentos Travados e Periferias Expostas

A maior preocupação de sociólogos, gestores de risco e movimentos sociais não reside apenas na força do vento ou no volume das nuvens, mas sim na gritante falta de reengenharia estrutural e de adaptação das cidades brasileiras. “Cada El Niño tem sua própria impressão digital. Ele nunca é igual ao outro”, adverte Ambrizzi, sinalizando que a vulnerabilidade urbana amplifica qualquer tempestade. Nas periferias das grandes metrópoles, como Porto Alegre, líderes comunitários denunciam o completo abandono do poder público em obras de resiliência.

“As periferias das cidades já sofrem com impactos acumulados por vários desastres. Não temos quase nada pronto para adaptar nossas comunidades a esse cenário”, desabafa Thaynah Gutierrez, secretária executiva da Rede por Adaptação Antirracista.

O descompasso entre o alerta da ciência e a execução política ganha contornos alarmantes em dados fiscais. O estado de Santa Catarina, por exemplo, embora tenha decretado estado de alerta climático válido até novembro, operou em marcha à ré nos investimentos práticos de prevenção. Dados do Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (Sigef-SC) revelam que, no ano passado (2025), o governo catarinense executou pífios 15,4% do orçamento aprovado para a Secretaria de Proteção e Defesa Civil. Pior: o investimento voltado especificamente para a construção, ampliação e reforma de barragens de contenção de cheias não passou de vergonhosos 0,66% do total empenhado.

Comunicação de Risco e Resiliência Permanente

Para Victor Marchezini, sociólogo do Cemaden, o Brasil precisa abandonar a cultura do gerenciamento de crises e migrar para uma agenda de resiliência permanente. O especialista aponta que a proliferação de previsões desencontradas e o alarmismo praticado por influenciadores e consultorias privadas nas redes sociais acabam gerando ruído e desinformação, deixando o cidadão comum confuso sobre quais protocolos de emergência seguir.

O caminho para mitigar perdas humanas e econômicas passa por um planejamento financeiro e administrativo de longo prazo. A realização de licitações antecipadas, mapeamento rigoroso e situado das áreas de risco periféricas e o cumprimento rígido dos orçamentos de defesa civil são apontados como os únicos escudos eficientes. Em um ano marcado por eleições municipais, a sociedade civil começa a se mobilizar de forma responsável para cobrar que a pauta da adaptação climática deixe de ser um discurso de palanque e passe a figurar como prioridade máxima de estado.

Foto: Renan Mattos / Reuters

Redação – Thiago Salles

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Mar virou ameaça silenciosa: corrente oceânica “enlouquece” perto do Japão e cientistas fazem alerta sem precedentes. https://brasilnews.tv/mar-virou-ameaca-silenciosa-corrente-oceanica-enlouquece-perto-do-japao-e-cientistas-fazem-alerta-sem-precedentes/ https://brasilnews.tv/mar-virou-ameaca-silenciosa-corrente-oceanica-enlouquece-perto-do-japao-e-cientistas-fazem-alerta-sem-precedentes/#respond Sun, 24 May 2026 04:25:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10011 A comunidade científica internacional está em alerta após uma alteração considerada histórica no comportamento da corrente oceânica conhecida como Extensão Kuroshio, localizada próxima ao Japão. Pesquisadores afirmam que o fenôeno deixou de ser interpretado como uma simples oscilação natural e passou a representar um possível sinal crítico das mudanças climáticas em curso.

A corrente, considerada uma das mais importantes do Pacífico, normalmente transporta águas quentes das regiões tropicais em direção ao norte do Japão, ajudando a regular o clima e a biodiversidade marinha da região. Porém, desde o fim de 2022, cientistas observaram uma mudança drástica em sua trajetória.

Em vez de seguir seu fluxo habitual para o leste, a corrente desviou para o norte, levando águas muito mais quentes para áreas tradicionalmente frias. O resultado foi uma onda de calor marinha sem precedentes.

Dados coletados por satélites e analisados pela Universidade de Tohoku apontam que a temperatura da superfície do mar chegou a ficar cerca de 6°C acima da média histórica em regiões costeiras japonesas. Em determinados pontos, os registros ultrapassaram anomalias de 10°C.

Os impactos já começaram a aparecer em diversos setores.

Espécies de peixes típicas de águas quentes passaram a surgir em regiões onde antes não eram encontradas. A pesca tradicional sofreu fortes alterações, afetando diretamente comunidades costeiras que dependem da atividade para sobreviver.

Um dos casos mais preocupantes envolve o sauri do Pacífico, peixe extremamente popular na culinária japonesa. As capturas despencaram nos últimos anos, saindo de cerca de 200 mil toneladas anuais para menos de 50 mil toneladas.

O salmão chum japonês também apresenta queda significativa, enquanto a produção de kombu — alga essencial para o preparo do tradicional caldo dashi — caiu drasticamente nas últimas décadas.

Além do oceano, o fenômeno também passou a influenciar a atmosfera. Cientistas identificaram que o aquecimento marítimo afetou temperaturas do ar em altitudes de até 2 mil metros, intensificando ondas de calor e contribuindo para eventos de chuvas extremas no norte do Japão.

Especialistas alertam que o comportamento da corrente pode estar ligado ao avanço do aquecimento global e defendem monitoramento constante da região para evitar impactos ainda maiores nas próximas décadas.

A preocupação cresce porque a alteração registrada agora é considerada a mais intensa desde o início das observações por satélite, em 1993.

Foto: Reprodução / Imagem gerada por inteligência artificial
Redação – Thiago Salles

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Cientistas descobrem novo risco oculto na Antártida e alerta sobre aumento acelerado do nível do mar. https://brasilnews.tv/cientistas-descobrem-novo-risco-oculto-na-antartida-e-alerta-sobre-aumento-acelerado-do-nivel-do-mar/ https://brasilnews.tv/cientistas-descobrem-novo-risco-oculto-na-antartida-e-alerta-sobre-aumento-acelerado-do-nivel-do-mar/#respond Sat, 23 May 2026 04:45:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9987 Uma descoberta feita por pesquisadores na Noruega acendeu um novo alerta sobre os impactos das mudanças climáticas no planeta. Cientistas identificaram um mecanismo oculto sob as plataformas de gelo da Antártida que pode acelerar significativamente o derretimento do continente gelado e elevar o nível global do mar mais rápido do que o previsto atualmente.

O estudo foi conduzido pelo Centro de Pesquisa Polar iC3, localizado na cidade de Tromsø, e utilizou como base a plataforma de gelo Fimbulisen, na Antártida Oriental. A região é considerada uma das áreas mais frias e estáveis do continente, o que tornou os resultados ainda mais preocupantes para os pesquisadores.

Segundo os cientistas, longos sulcos existentes na parte inferior das plataformas de gelo funcionam como verdadeiros corredores que acumulam água oceânica relativamente quente. Esse calor fica preso sob o gelo e intensifica o processo de derretimento justamente em áreas consideradas estratégicas para a estabilidade da massa congelada.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores combinaram mapas detalhados da parte inferior da plataforma com modelos computacionais avançados capazes de simular a circulação oceânica sob o gelo antártico.

O principal autor da pesquisa, Tore Hattermann, explicou que o formato da base das plataformas não atua apenas de maneira passiva, mas influencia diretamente na retenção de calor oceânico, favorecendo o derretimento em pontos críticos.

Os especialistas alertam que o fenômeno pode representar um fator adicional no avanço da crise climática global. Caso o degelo da Antártida acelere além das projeções atuais, milhões de pessoas em regiões costeiras do mundo poderão enfrentar impactos relacionados à elevação do nível do mar nas próximas décadas.

A descoberta também levanta preocupações sobre a precisão dos modelos climáticos atuais, já que muitos deles ainda não consideravam completamente esse efeito provocado pelos canais submarinos sob o gelo.

Nos últimos anos, pesquisadores de diversas partes do mundo vêm alertando para o aumento das temperaturas dos oceanos, o derretimento acelerado das geleiras e a intensificação de eventos climáticos extremos ligados ao aquecimento global.

Foto: Shutterstock
Redação – Thiago Salles

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Planeta em alerta: incêndios explodem e 2026 pode virar o ano mais quente da história. https://brasilnews.tv/planeta-em-alerta-incendios-explodem-e-2026-pode-virar-o-ano-mais-quente-da-historia/ https://brasilnews.tv/planeta-em-alerta-incendios-explodem-e-2026-pode-virar-o-ano-mais-quente-da-historia/#respond Thu, 21 May 2026 04:41:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9984 O planeta vive um dos períodos climáticos mais preocupantes das últimas décadas. Dados divulgados por pesquisadores internacionais apontam que 2026 já registra números alarmantes de incêndios florestais, temperaturas extremas e eventos climáticos severos em diversas regiões do mundo.

Somente nos quatro primeiros meses do ano, cerca de 150 milhões de hectares foram destruídos por incêndios florestais em diferentes países — a maior área queimada já registrada para o período entre janeiro e abril. O número praticamente dobra a média histórica recente.

Nos Estados Unidos, os incêndios também atingiram níveis recordes. Até meados de maio, mais de 26 milhões de focos de incêndio haviam sido registrados, o maior número em pelo menos uma década. A área devastada já ultrapassa 1,8 milhão de acres.

Enquanto isso, o calor extremo avança em várias partes do planeta. A cidade de Phoenix, no Arizona, registrou temperaturas históricas durante março, incluindo dias consecutivos acima dos 40°C, algo considerado sem precedentes para a época do ano.

Na África, países como Sudão, Egito e Líbia enfrentam previsões que podem chegar aos 49°C, elevando ainda mais o alerta global sobre os impactos do aquecimento climático.

Especialistas afirmam que o cenário pode piorar drasticamente nos próximos meses com a possível chegada de um “Super El Niño”, fenômeno climático associado ao aumento das temperaturas globais e à intensificação de eventos extremos.

Segundo centros internacionais de monitoramento climático, existe mais de 80% de probabilidade de o El Niño se formar ainda nos próximos meses e permanecer ativo até 2027. Algumas projeções indicam que o fenômeno pode atingir intensidade histórica.

Pesquisadores alertam que a combinação entre aquecimento global e um El Niño forte pode gerar uma sequência sem precedentes de secas, incêndios, ondas de calor, tempestades severas e enchentes em diferentes regiões do planeta.

A Organização Meteorológica Mundial destacou recentemente que a Terra enfrenta um desequilíbrio climático sem comparação nos registros modernos, impulsionado pelo aumento contínuo dos gases de efeito estufa, aquecimento dos oceanos e derretimento acelerado das geleiras.

Com isso, 2026 já aparece como forte candidato a entrar para a lista dos anos mais quentes da história — e alguns cientistas acreditam que o planeta pode bater um novo recorde absoluto de temperatura global.

Foto: NASA/Divulgação
Redação – Thiago Salles

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Alerta global: emissões de metano disparam e podem agravar crise climática e energética ao mesmo tempo. https://brasilnews.tv/alerta-global-emissoes-de-metano-disparam-e-podem-agravar-crise-climatica-e-energetica-ao-mesmo-tempo/ https://brasilnews.tv/alerta-global-emissoes-de-metano-disparam-e-podem-agravar-crise-climatica-e-energetica-ao-mesmo-tempo/#respond Tue, 05 May 2026 04:21:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9570 As emissões de metano continuam em níveis preocupantes em todo o mundo, acendendo um alerta entre especialistas e autoridades internacionais. Segundo a Agência Internacional de Energia, o volume liberado na atmosfera segue elevado, apesar de compromissos assumidos por países e empresas nos últimos anos.

O tema ganhou destaque em uma conferência internacional realizada na França, que reuniu líderes políticos, cientistas e representantes do setor energético para discutir estratégias de redução desse gás de efeito estufa. O encontro ocorreu dentro das ações da presidência francesa do G7.

O metano é considerado um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. Embora menos falado que o dióxido de carbono, ele possui um poder de aquecimento significativamente maior e já responde por cerca de 30% do aumento da temperatura do planeta desde a Revolução Industrial.

Atualmente, cerca de 580 milhões de toneladas de metano são emitidas todos os anos, sendo que aproximadamente 60% têm origem em atividades humanas. A agricultura lidera esse ranking, seguida pelo setor energético, especialmente ligado à exploração de combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás natural.

Mesmo com iniciativas globais, o relatório mais recente da AIE aponta que as emissões relacionadas aos combustíveis fósseis atingiram cerca de 124 milhões de toneladas em 2025, mantendo-se em patamar elevado. O crescimento da produção energética, impulsionado pela demanda global, tem dificultado avanços mais significativos.

Um dos principais problemas está nos vazamentos e na queima ineficiente de gás durante processos industriais. Segundo especialistas, tecnologias já disponíveis poderiam evitar até 30% dessas emissões sem custo adicional, já que o gás capturado poderia ser reaproveitado e comercializado.

Além do impacto ambiental, a redução do metano também é vista como uma oportunidade estratégica. Em meio à crise energética global, agravada por tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, especialistas apontam que a recuperação desse gás poderia aumentar a oferta e reduzir pressões sobre os preços.

De acordo com estimativas, seria possível recuperar cerca de 200 bilhões de metros cúbicos de gás por ano com medidas mais eficientes — volume significativo para o abastecimento global.

Autoridades internacionais reforçam que o combate às emissões de metano é uma das ações mais rápidas e eficazes para conter o aquecimento global, além de trazer benefícios diretos para a qualidade do ar, saúde pública e estabilidade energética.

O desafio, no entanto, continua sendo transformar compromissos em ações concretas, em um cenário onde interesses econômicos e demanda por energia ainda dificultam avanços mais rápidos.

Foto: Anthony Wallace
Redação – Thiago Salles

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Mega barreira no fundo do mar pode salvar o planeta do colapso do “Glaciar do Juízo Final” — mas risco é gigantesco. https://brasilnews.tv/mega-barreira-no-fundo-do-mar-pode-salvar-o-planeta-do-colapso-do-glaciar-do-juizo-final-mas-risco-e-gigantesco/ https://brasilnews.tv/mega-barreira-no-fundo-do-mar-pode-salvar-o-planeta-do-colapso-do-glaciar-do-juizo-final-mas-risco-e-gigantesco/#respond Thu, 16 Apr 2026 04:36:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8906 Uma proposta ousada de engenharia pode representar uma das últimas tentativas de desacelerar o avanço de um dos maiores riscos climáticos do planeta. Cientistas estudam a criação de uma barreira submarina gigantesca para proteger o Glaciar Thwaites, localizado na Antártida Ocidental e conhecido como “Glaciar do Juízo Final”.

A ideia prevê a instalação de uma espécie de cortina flexível no fundo do mar, com cerca de 80 quilômetros de extensão e mais de 150 metros de altura. O objetivo não é conter o gelo diretamente, mas bloquear a entrada de correntes de água oceânica mais quente que atingem a base da geleira — um dos principais fatores que aceleram seu derretimento.

Atualmente, o Thwaites é considerado uma das regiões mais críticas do planeta quando se fala em elevação do nível do mar. Estudos indicam que ele já contribui significativamente para o aumento anual dos oceanos e, em um cenário extremo de colapso completo, poderia elevar o nível global em cerca de 65 centímetros.

O problema está abaixo da superfície. A base da geleira sofre com a infiltração de água mais quente em profundidade, que desgasta o gelo por baixo e compromete sua estabilidade. Esse processo enfraquece a chamada linha de aterramento — ponto onde a geleira deixa de estar fixada ao solo e começa a flutuar — aumentando o risco de ruptura.

A proposta da cortina submarina surge justamente para atuar nesse ponto crítico. Ao interferir na circulação dessas águas profundas, a estrutura poderia reduzir a taxa de derretimento e ganhar tempo precioso para o planeta enfrentar as mudanças climáticas.

O projeto está sendo desenvolvido no âmbito do Seabed Curtain Project, que avalia intervenções em larga escala para proteger plataformas de gelo. Diferente de um paredão rígido, a solução proposta utiliza materiais flexíveis ancorados no leito oceânico, sustentados por cabos e sistemas de flutuação.

Apesar do potencial, os desafios são enormes. A estrutura teria que resistir a temperaturas extremas, pressão intensa, correntes marítimas, corrosão e até impactos de blocos de gelo. Além disso, qualquer intervenção desse porte na Antártida exigiria aprovação internacional e rigorosas avaliações ambientais, já que a região é protegida por acordos globais.

Paralelamente, pesquisadores continuam investigando o comportamento da geleira. Missões recentes têm perfurado o gelo com água quente para alcançar regiões profundas e instalar sensores que monitoram temperatura, fluxo de água e taxa de derretimento — dados essenciais para entender se soluções como essa podem realmente funcionar.

Mesmo com toda a complexidade, o debate mostra uma mudança importante: diante do avanço das mudanças climáticas, parte da comunidade científica começa a considerar intervenções diretas na natureza como forma de evitar cenários mais extremos.

Por enquanto, a barreira submarina segue como um conceito em estudo. Mas se um dia sair do papel, pode marcar um dos maiores projetos de engenharia já tentados na história — e talvez uma das últimas tentativas de conter o avanço dos oceanos.

Foto: Reprodução/Flickr
Redação – Thiago Salles

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