juros – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Fri, 10 Apr 2026 10:31:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png juros – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Governo prepara perdão bilionário de dívidas com corte de até 90%, mas nova trava pode bloquear crédito de milhões de brasileiros https://brasilnews.tv/governo-prepara-perdao-bilionario-de-dividas-com-corte-de-ate-90-mas-nova-trava-pode-bloquear-credito-de-milhoes-de-brasileiros/ https://brasilnews.tv/governo-prepara-perdao-bilionario-de-dividas-com-corte-de-ate-90-mas-nova-trava-pode-bloquear-credito-de-milhoes-de-brasileiros/#respond Thu, 16 Apr 2026 04:27:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8897 O governo federal está desenhando uma nova ofensiva para atacar um dos maiores dramas financeiros do país: o endividamento crônico das famílias brasileiras. A proposta que vem sendo chamada de Desenrola 2.0 inclui descontos expressivos para renegociação de débitos e um mecanismo para reduzir a exposição dos beneficiários a linhas de crédito com juros muito elevados, sobretudo o rotativo do cartão. Segundo reportagem da CNN Brasil, o plano está em fase final de elaboração e pode ser enviado por medida provisória ainda em 2026, mas até agora o texto oficial não foi divulgado pelo Palácio do Planalto nem pelo Ministério da Fazenda.

A espinha dorsal do novo programa seria a renegociação de dívidas com abatimentos de até 90%, a depender do perfil do débito e das condições acertadas com os credores. A lógica é semelhante à do Desenrola original, que já mostrou grande demanda por parte da população. Em balanços oficiais, o governo informou que o programa anterior alcançou milhões de brasileiros e renegociou dezenas de bilhões de reais em pendências financeiras, o que reforça a aposta em uma nova rodada de alívio para consumidores inadimplentes.

O ponto mais sensível da nova proposta é justamente o que a diferencia da versão anterior: a tentativa de impedir que quem renegociar volte rapidamente ao vermelho. De acordo com a apuração da CNN Brasil, o governo estuda criar uma trava para limitar o acesso a formas de crédito consideradas abusivas ou de alto risco. A principal preocupação recai sobre o rotativo do cartão, uma modalidade que continua entre as mais caras do sistema financeiro. Dados do Banco Central mostram que a taxa média anual dessa linha estava na casa de 436% ao ano em fevereiro de 2026, patamar que ajuda a explicar por que tantas famílias entram em efeito bola de neve depois de atrasar uma única fatura.

Na prática, a estratégia tenta combinar socorro imediato com prevenção. A ideia é não apenas limpar o nome de quem já está sufocado por dívidas, mas também reduzir a chance de reincidência. Esse desenho conversa com avaliações recentes do próprio governo sobre o Desenrola Brasil, que destacam o programa como uma política voltada à redução do endividamento da população de baixa renda por meio de renegociações com apoio público.

Apesar da expectativa criada em torno do tema, ainda existem pontos em aberto. Não foram oficialmente detalhados quais dívidas poderão entrar no novo programa, quais bancos e credores participarão, quais serão os filtros de renda ou inadimplência e de que maneira funcionará a trava sobre novos empréstimos. Também não há, até este momento, publicação oficial da medida provisória em portais do governo ou do Planalto confirmando as regras divulgadas na imprensa. Por isso, qualquer adesão, calendário e critério ainda dependem de confirmação formal.

Se a proposta avançar nos moldes que vêm sendo discutidos, o governo tentará atacar duas feridas ao mesmo tempo: aliviar o passivo de quem já não consegue pagar e reduzir a dependência de crédito caro no dia a dia. Para milhões de brasileiros, isso pode representar uma chance concreta de reorganizar o orçamento. Mas, sem a publicação oficial da medida, o Desenrola 2.0 ainda deve ser tratado como um plano em elaboração, e não como um programa já lançado.

Foto: Reprodução/PT
Redação – Thiago Salles

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Europa trava juros e liga alerta global após disparada histórica da energia com guerra. https://brasilnews.tv/europa-trava-juros-e-liga-alerta-global-apos-disparada-historica-da-energia-com-guerra/ https://brasilnews.tv/europa-trava-juros-e-liga-alerta-global-apos-disparada-historica-da-energia-com-guerra/#respond Fri, 20 Mar 2026 05:02:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8177 O Banco Central Europeu (BCE) optou por manter inalteradas as taxas de juros em sua reunião mais recente, confirmando as expectativas do mercado financeiro. A taxa de depósito permaneceu em 2%, enquanto as demais taxas diretoras também foram mantidas nos níveis atuais.

A decisão ocorre em um momento de forte instabilidade global, impulsionada principalmente pela escalada do conflito no Oriente Médio. Em comunicado, a instituição destacou que o cenário geopolítico aumentou significativamente as incertezas, com riscos tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico.

Segundo o BCE, a guerra no Irã já começa a pressionar os preços da energia no curto prazo, o que pode impactar diretamente o custo de vida na zona do euro. O efeito no médio prazo, no entanto, ainda dependerá da duração do conflito e da intensidade das tensões no mercado energético.

Os reflexos já são visíveis: o gás natural na Europa registrou forte alta, ultrapassando níveis que não eram vistos há mais de três anos. Já o petróleo também disparou, com o Brent superando a marca de 119 dólares por barril, elevando preocupações com o abastecimento global.

Analistas avaliam que, caso os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, o BCE poderá adiar qualquer movimento de redução de juros, mantendo uma política monetária mais rígida até os próximos anos.

A reação dos mercados foi imediata, com bolsas europeias operando em queda diante do choque energético e do aumento da aversão ao risco. Por outro lado, o euro apresentou valorização inicial, enquanto os rendimentos dos títulos públicos registraram leve alta.

Para consumidores e empresas, a manutenção dos juros significa que o custo do crédito seguirá estável no curto prazo. No entanto, o tom adotado pela presidente do BCE, Christine Lagarde, e os próximos desdobramentos da crise internacional serão determinantes para o rumo da política monetária nos próximos meses.

Foto: Michael Probst/AP
Redação – Thiago Salles

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Meirelles dispara: gastos sociais e “jeitinhos fiscais” travam crescimento do Brasil. https://brasilnews.tv/meirelles-dispara-gastos-sociais-e-jeitinhos-fiscais-travam-crescimento-do-brasil/ https://brasilnews.tv/meirelles-dispara-gastos-sociais-e-jeitinhos-fiscais-travam-crescimento-do-brasil/#respond Thu, 19 Mar 2026 07:18:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8138 O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fez um alerta contundente sobre o futuro da economia brasileira. Em participação em um evento financeiro nesta terça-feira (17), ele afirmou que o país só conseguirá crescer de forma sustentável se realizar mudanças estruturais profundas, principalmente no controle dos gastos públicos.

Segundo Meirelles, o Brasil vem apresentando crescimento econômico, mas sustentado por aumento de despesas do governo e expansão da dívida pública — um modelo que, segundo ele, não se mantém no longo prazo. Para reverter esse cenário, defendeu uma revisão mais ampla das regras orçamentárias e dos benefícios sociais.

O economista afirmou que, embora programas sociais sejam necessários, houve uma expansão significativa desses gastos nos últimos anos. Para ele, é preciso uma revisão mais rigorosa, indo além das medidas de fiscalização já adotadas.

Outro ponto destacado foi o volume de benefícios fiscais concedidos no país, que, segundo ele, somam cerca de R$ 800 bilhões por ano. Meirelles questionou a eficiência de parte desses incentivos, afirmando que muitos perderam efeito ao longo do tempo e continuam pesando nas contas públicas.

De acordo com o ex-ministro, o caminho para o crescimento passa por responsabilidade fiscal. Ele ressaltou que o controle das contas públicas é fundamental para reduzir juros, estimular investimentos e gerar empregos — o que, na prática, tem maior impacto social.

Meirelles também criticou o atual modelo fiscal, apontando que existem muitas exceções e flexibilizações que acabam permitindo aumento de despesas fora das regras estabelecidas. Segundo ele, esse tipo de prática compromete a credibilidade do sistema e contribui para o aumento da dívida pública.

O economista destacou ainda que não é possível fugir das consequências econômicas: gastos elevados tendem a gerar inflação e manter os juros em níveis altos, prejudicando o crescimento do país.

Para ele, apenas com reformas estruturais consistentes será possível criar um ambiente mais estável, atrativo para investimentos e capaz de gerar crescimento sustentável no longo prazo.

Foto: Wilton Junior
Redação – Thiago Salles

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Guerra no Irã ameaça travar queda dos juros no Brasil e pode pesar ainda mais no bolso do brasileiro. https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-ameaca-travar-queda-dos-juros-no-brasil-e-pode-pesar-ainda-mais-no-bolso-do-brasileiro/ https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-ameaca-travar-queda-dos-juros-no-brasil-e-pode-pesar-ainda-mais-no-bolso-do-brasileiro/#respond Thu, 19 Mar 2026 06:59:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8135 A expectativa de queda dos juros no Brasil pode sofrer um freio inesperado diante da escalada da guerra no Oriente Médio. O conflito envolvendo o Irã elevou os preços internacionais do petróleo, criando um novo cenário de pressão inflacionária que já começa a impactar decisões econômicas no país.

O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic, se reúne em meio a esse cenário de incertezas. Atualmente fixada em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas —, a taxa poderia começar a cair, mas agora enfrenta obstáculos externos.

O aumento do preço do petróleo, que ultrapassou a marca de 100 dólares por barril em diversos momentos após o início do conflito, tem efeito direto sobre o custo dos combustíveis no Brasil. Isso já levou a reajustes no diesel e acendeu o alerta para impactos em cadeia, especialmente no preço dos alimentos e no transporte.

Com isso, economistas e instituições financeiras passaram a rever suas projeções. O mercado agora acredita que a inflação pode subir mais do que o esperado, o que reduziria o espaço para cortes agressivos na Selic. Em alguns casos, há até expectativa de manutenção da taxa atual por mais tempo.

Mas afinal, o que é a Selic e por que ela afeta tanto o dia a dia das pessoas?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve como referência para todas as demais taxas do mercado. Ela é usada pelo Banco Central como principal ferramenta para controlar a inflação.

Quando a Selic está alta, o crédito fica mais caro. Empréstimos, financiamentos e até o rotativo do cartão de crédito passam a ter juros maiores, o que desestimula o consumo. Por outro lado, aplicações financeiras em renda fixa se tornam mais atrativas.

Já quando a Selic cai, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando o consumo e os investimentos. Isso ajuda a movimentar a economia, mas também pode pressionar a inflação se não houver controle.

A decisão do Banco Central leva em conta diversos fatores, como o comportamento dos preços, o crescimento econômico e o cenário internacional — que agora se tornou mais instável com a guerra.

Além disso, a inflação no Brasil segue uma meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, atualmente em 3% ao ano, com margem de tolerância de até 4,5%. Se houver risco de ultrapassar esse limite, a tendência é manter os juros elevados por mais tempo.

Na prática, juros altos impactam diretamente a vida da população. Fica mais difícil financiar imóveis e veículos, empresas investem menos e o crescimento econômico desacelera. Ao mesmo tempo, quem possui dinheiro investido pode ter maior retorno.

O atual cenário mostra como conflitos internacionais podem afetar diretamente a economia brasileira, mesmo a milhares de quilômetros de distância. A definição da Selic nos próximos meses será crucial para determinar o ritmo da economia e o impacto no bolso dos brasileiros.

Foto: (Getty Images)
Redação – Thiago Salles

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Inflação acelera no início de 2026, pressiona bolso do brasileiro e desafia meta do Banco Central. https://brasilnews.tv/inflacao-acelera-no-inicio-de-2026-pressiona-bolso-do-brasileiro-e-desafia-meta-do-banco-central/ https://brasilnews.tv/inflacao-acelera-no-inicio-de-2026-pressiona-bolso-do-brasileiro-e-desafia-meta-do-banco-central/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:28:58 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6954 A inflação brasileira começou 2026 em ritmo de alerta. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% em janeiro — mesma taxa do mês anterior — mas acelerou para 4,44% no acumulado de 12 meses, afastando-se do centro da meta oficial de 3%.

O principal motor da alta foi o grupo dos combustíveis, que registrou aumento de 2,14%, com destaque para a gasolina. O reajuste do ICMS acabou anulando parte dos cortes recentes promovidos pela Petrobras e pressionou o setor de transportes. Em contrapartida, a energia elétrica residencial recuou com a bandeira tarifária verde, ajudando a limitar um impacto ainda maior no orçamento das famílias.

No segmento de alimentação, os preços desaceleraram levemente, embora produtos como tomate tenham disparado. Já os serviços apresentaram avanço moderado, influenciados por quedas expressivas nas passagens aéreas e no transporte por aplicativo. O índice de difusão — que mede o espalhamento dos reajustes — subiu para 64%, indicando que a alta de preços está mais disseminada na economia.

O Banco Central do Brasil manteve recentemente a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a possibilidade de iniciar cortes já em março. Ainda assim, especialistas avaliam que o ciclo deve ocorrer com cautela para evitar novos choques inflacionários. A expectativa do mercado é de que os juros terminem o ano próximos de 12,5%.

Para milhões de brasileiros, o cenário reforça a sensação de custo de vida elevado, enquanto autoridades tentam equilibrar crescimento econômico e controle da inflação — uma equação que seguirá no centro do debate financeiro ao longo de 2026.

Foto: Pilar Olivares / Reuters
Redação Brasil News

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EMPREGOS ATÉ CRESCEM, MAS O ALERTA DISPARA: BRASIL TEM SEU PIOR DESEMPENHO DESDE A PANDEMIA. https://brasilnews.tv/empregos-ate-crescem-mas-o-alerta-dispara-brasil-tem-seu-pior-desempenho-desde-a-pandemia/ https://brasilnews.tv/empregos-ate-crescem-mas-o-alerta-dispara-brasil-tem-seu-pior-desempenho-desde-a-pandemia/#respond Fri, 30 Jan 2026 09:47:01 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6563 O Brasil encerrou 2025 com a criação líquida de 1,28 milhão de empregos com carteira assinada, conforme dados do Caged, sistema oficial do Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é resultado de aproximadamente 26,6 milhões de admissões frente a 25,3 milhões de desligamentos ao longo do ano.

Apesar do número positivo, o desempenho representa uma queda expressiva de 23% em comparação a 2024, quando o país havia gerado cerca de 1,67 milhão de vagas formais. Com isso, 2025 se consolida como o pior ano para o emprego desde 2020, período marcado pela crise sanitária da pandemia, quando o saldo anual foi negativo.

O mês de dezembro aprofundou o sinal de enfraquecimento, com fechamento de cerca de 618 mil postos de trabalho. O resultado segue um padrão sazonal, influenciado principalmente pelo encerramento de contratos temporários no comércio e nos serviços após as festas de fim de ano, além de ajustes de custos e cortes de projetos por parte das empresas.

Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a trajetória recente do mercado de trabalho indica um processo de desaquecimento gradual, fortemente impactado pelo patamar elevado da taxa básica de juros, atualmente em torno de 15% ao ano, o que freia investimentos e contratações.

Do total de vagas criadas em 2025, cerca de 78,4% foram classificadas como empregos típicos, enquanto 21,6% se enquadraram como não típicos. Ainda assim, todos os grandes setores da economia fecharam o ano no campo positivo. O setor de serviços liderou com ampla vantagem, gerando aproximadamente 758,8 mil postos, seguido por comércio (247,1 mil), indústria (144,3 mil), construção (87,8 mil) e agropecuária (41,8 mil).

No recorte regional, todas as unidades da federação apresentaram saldo positivo. São Paulo concentrou o maior volume de novas vagas, com cerca de 311 mil, à frente do Rio de Janeiro, com 100,9 mil, e da Bahia, com 94 mil postos criados.

Analistas avaliam que, embora os números evitem um cenário de retração, o ritmo mais lento da geração de empregos reforça preocupações sobre o crescimento econômico em 2026, especialmente se o ambiente de juros elevados persistir.

Foto: José Cruz / Agência Brasil
Redação Brasil News

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“Trabalhar menos pode render mais”: Boulos desafia empresários e diz que fim da escala 6×1 aumenta produtividade. https://brasilnews.tv/trabalhar-menos-pode-render-mais-boulos-desafia-empresarios-e-diz-que-fim-da-escala-6x1-aumenta-produtividade/ https://brasilnews.tv/trabalhar-menos-pode-render-mais-boulos-desafia-empresarios-e-diz-que-fim-da-escala-6x1-aumenta-produtividade/#respond Thu, 22 Jan 2026 21:45:54 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6345 O debate sobre o fim da escala de trabalho seis dias por um de descanso (6×1) ganhou força nesta quarta-feira (25) após declarações do ministro Guilherme Boulos. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, ele afirmou que a redução da jornada pode resultar em trabalhadores mais produtivos e em melhores resultados econômicos para as empresas.

Segundo o ministro, dados concretos já demonstram esse efeito. Um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas em 2024 analisou 19 empresas brasileiras que reduziram a carga horária de trabalho. O levantamento apontou aumento de receita em 72% dessas companhias e melhora no cumprimento de prazos em 44%.

“Essas empresas estão reduzindo a jornada mesmo sem obrigação legal, porque perceberam que o resultado é positivo”, destacou Boulos. Para ele, o excesso de dias trabalhados gera cansaço físico e mental, o que impacta diretamente o desempenho profissional — especialmente no caso das mulheres, que muitas vezes acumulam jornadas domésticas.

O ministro citou ainda experiências internacionais para reforçar o argumento. No Japão, a Microsoft adotou a escala de quatro dias de trabalho por três de descanso, registrando um aumento de 40% na produtividade individual dos funcionários.

Outro exemplo mencionado foi o da Islândia, que reduziu a jornada semanal para 35 horas em 2023. O resultado, segundo Boulos, foi um crescimento econômico de 5% e aumento de 1,5% na produtividade do trabalho. Já nos Estados Unidos, a redução média de 35 minutos diários na jornada, ocorrida por dinâmica de mercado, teria elevado a produtividade em cerca de 2%.

Boulos rebateu críticas de setores contrários à proposta, que alegam baixa produtividade no Brasil. Para ele, esse argumento ignora a necessidade de qualificação e investimento em inovação. “Como a produtividade vai aumentar se o trabalhador não tem tempo nem para estudar?”, questionou.

O ministro também responsabilizou o setor privado pela falta de investimentos em tecnologia e pesquisa, ressaltando que grande parte dos aportes em inovação no Brasil ainda vem do setor público.

A proposta em discussão no governo prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, com limite de cinco dias de trabalho por semana. O plano inclui um período de transição e mecanismos específicos para micro e pequenas empresas. Segundo Boulos, há avanço no diálogo com o Congresso para que o tema seja votado ainda neste semestre.

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados a PEC nº 8/2025, que propõe o fim definitivo da escala 6×1 e estabelece jornada máxima de 36 horas semanais, com quatro dias de trabalho. Outras propostas semelhantes também estão em análise no Legislativo.

Juros no centro da crítica

Além da jornada de trabalho, Boulos voltou a criticar os juros elevados no país, apontando a taxa básica como um dos principais obstáculos ao crescimento econômico. A Selic, definida pelo Copom, está atualmente em 15% ao ano — o maior nível desde 2006.

“Com juros nesse patamar, nenhum empresário consegue investir e nenhum trabalhador consegue respirar”, afirmou. Para o ministro, a redução da taxa seria fundamental para aliviar o endividamento de pequenos e médios negócios e estimular a geração de empregos.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. Apesar da desaceleração da inflação, o Banco Central sinalizou cautela e indicou que pretende manter os juros elevados por mais tempo diante das incertezas do cenário econômico.

Foto: Reprodução

Redação Brasil News

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Brasil deve encerrar 2025 como líder mundial em gastos com juros da dívida pública. https://brasilnews.tv/brasil-deve-encerrar-2025-como-lider-mundial-em-gastos-com-juros-da-divida-publica/ https://brasilnews.tv/brasil-deve-encerrar-2025-como-lider-mundial-em-gastos-com-juros-da-divida-publica/#respond Wed, 24 Dec 2025 11:13:40 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5453 O Brasil caminha para fechar o ano de 2025 ocupando a primeira posição mundial em gastos com juros da dívida pública quando comparados ao Produto Interno Bruto (PIB). A projeção se baseia em levantamentos internacionais que apontam que o país já figurava no topo do ranking em 2024 e deve manter a liderança neste ano.

De acordo com análises construídas a partir de dados do Fundo Monetário Internacional, os desembolsos brasileiros com juros ultrapassaram a marca de 8% do PIB no último ano, percentual superior ao observado em outras economias emergentes e até em alguns países com histórico de instabilidade fiscal.

Entre outubro de um ano e outubro do seguinte, as despesas com juros se aproximaram de R$ 1 trilhão, valor que, segundo especialistas, poderia ser direcionado a áreas como saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais. A expectativa do mercado é que, até o fechamento de 2025, esse montante alcance ou até supere novamente esse patamar.

Economistas atribuem esse desempenho à combinação de uma dívida pública elevada com a manutenção de taxas de juros em níveis elevados, definidas pelo Banco Central do Brasil. A autoridade monetária sustenta que a política restritiva é necessária para conter pressões inflacionárias e evitar a saída de capitais estrangeiros, o que poderia provocar desvalorização do real e aumento dos preços.

Por outro lado, críticos avaliam que o custo dessa estratégia é alto demais para a economia real. Segundo essa visão, os juros elevados acabam desestimulando investimentos, encarecendo o crédito e limitando o potencial de crescimento, mesmo em um contexto de atividade econômica mais aquecida. Também há questionamentos sobre a meta de inflação considerada rigorosa, especialmente quando comparada a economias desenvolvidas.

O debate sobre juros, dívida pública e crescimento tende a ganhar ainda mais espaço no cenário político e econômico, envolvendo diretamente o governo do presidente Lula e a condução da política econômica nos próximos anos.

Foto:Reprodução / YouTube

Redação Brasil News

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Brasil fica isolado entre emergentes ao manter juros em 15% e amplia incertezas para 2026. https://brasilnews.tv/brasil-fica-isolado-entre-emergentes-ao-manter-juros-em-15-e-amplia-incertezas-para-2026/ https://brasilnews.tv/brasil-fica-isolado-entre-emergentes-ao-manter-juros-em-15-e-amplia-incertezas-para-2026/#respond Thu, 11 Dec 2025 04:01:43 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4859 A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, anunciada pelo Banco Central nesta quarta-feira (10), colocou o Brasil em posição isolada entre as principais economias emergentes. No grupo do Brics, o país foi o único que não reduziu juros em 2025, contrastando com o movimento de flexibilização monetária adotado por Índia, Rússia e China.

Na semana passada, a autoridade monetária indiana diminuiu sua taxa básica de 5,50% para 5,25%. A Rússia realizou seu último corte em outubro, reduzindo os juros de 17% para 16,5%. Já a China levou suas taxas para mínimas históricas em maio, com a taxa de crédito de um ano recuando para 3% e a de cinco anos para 3,5%.

O Brasil também se distancia de outras economias relevantes fora do bloco. Egito, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita promoveram cortes ao longo do ano. No G20, apenas o Japão, que convive com décadas de inflação baixa, não flexibilizou suas taxas em 2025.

Com a decisão, o país encerra o terceiro ano consecutivo com juros acima dos dois dígitos — algo não visto desde o período entre 2013 e 2017, marcado por recessão e profunda instabilidade econômica.

De acordo com o Banco Central, a principal preocupação está na desancoragem das expectativas de inflação. O comunicado da instituição destacou que o mercado de trabalho aquecido e a rigidez dos preços de serviços ainda pressionam a inflação, dificultando um cenário mais favorável para cortes no curto prazo. Economistas também ressaltam que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil pode adicionar cerca de R$ 28 bilhões ao consumo em 2026, o que exigirá cautela adicional na política monetária.

Embora parte do mercado esperasse uma sinalização clara de redução para janeiro, a decisão do Copom indica que qualquer flexibilização só deve ocorrer no primeiro trimestre de 2026 — e ainda assim de forma gradual.

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Redação Brasil News

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Dívida pública acende alerta e coloca Brasil sob risco fiscal, apontam análises. https://brasilnews.tv/divida-publica-acende-alerta-e-coloca-brasil-sob-risco-fiscal-apontam-analises/ https://brasilnews.tv/divida-publica-acende-alerta-e-coloca-brasil-sob-risco-fiscal-apontam-analises/#respond Mon, 01 Dec 2025 08:56:57 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4328 O Brasil voltou ao centro das atenções no cenário econômico internacional após dados atualizados do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicarem que o país ocupa a sexta posição entre as maiores dívidas públicas da América Latina e do Caribe. O número, por si só, já chama atenção, mas o maior motivo de preocupação, segundo analistas, é a dificuldade estrutural para conter o avanço desse endividamento ao longo dos próximos anos.

Especialistas avaliam que o risco não está em um colapso imediato, mas na formação de um ambiente em que o custo de manter a dívida se torna cada vez mais pesado para o Estado. Com taxas de juros historicamente altas, o Brasil gasta mais para rolar seus compromissos do que economias muito mais endividadas, como Estados Unidos e Japão, que operam com juros baixos.

Outro fator crítico é o perfil da dívida brasileira. O governo enfrenta dificuldades para emitir títulos com taxas fixas de longo prazo e, por isso, depende fortemente de papéis atrelados aos juros. Na prática, isso significa que qualquer aumento na taxa básica de juros eleva automaticamente o custo da dívida, alimentando um ciclo difícil de romper.

Estudos da Instituição Fiscal Independente do Senado apontam que, para impedir o crescimento contínuo da dívida, o país precisaria gerar um superávit primário entre 2% e 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, a realidade tem sido oposta: o Brasil acumula déficits sucessivos, afastando-se cada vez mais desse objetivo.

O efeito desse desequilíbrio pode ser amplo. A perda de confiança na capacidade de pagamento do governo tende a pressionar ainda mais os juros, encarecer o crédito, desestimular investimentos produtivos e comprometer políticas sociais. Em médio e longo prazos, o risco é de estagnação econômica e aprofundamento das desigualdades.

Economistas alertam que enfrentar esse cenário exigirá decisões duras, envolvendo controle de gastos, revisão de políticas fiscais e maior previsibilidade econômica. Sem isso, o país pode entrar em uma trajetória de risco crescente, com consequências diretas para empresas, consumidores e para o futuro das contas públicas.

Fotográfico da Agência Brasil

Redação Brasil News

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