IPCA – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 11 Feb 2026 10:29:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png IPCA – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Inflação acelera no início de 2026, pressiona bolso do brasileiro e desafia meta do Banco Central. https://brasilnews.tv/inflacao-acelera-no-inicio-de-2026-pressiona-bolso-do-brasileiro-e-desafia-meta-do-banco-central/ https://brasilnews.tv/inflacao-acelera-no-inicio-de-2026-pressiona-bolso-do-brasileiro-e-desafia-meta-do-banco-central/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:28:58 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6954 A inflação brasileira começou 2026 em ritmo de alerta. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% em janeiro — mesma taxa do mês anterior — mas acelerou para 4,44% no acumulado de 12 meses, afastando-se do centro da meta oficial de 3%.

O principal motor da alta foi o grupo dos combustíveis, que registrou aumento de 2,14%, com destaque para a gasolina. O reajuste do ICMS acabou anulando parte dos cortes recentes promovidos pela Petrobras e pressionou o setor de transportes. Em contrapartida, a energia elétrica residencial recuou com a bandeira tarifária verde, ajudando a limitar um impacto ainda maior no orçamento das famílias.

No segmento de alimentação, os preços desaceleraram levemente, embora produtos como tomate tenham disparado. Já os serviços apresentaram avanço moderado, influenciados por quedas expressivas nas passagens aéreas e no transporte por aplicativo. O índice de difusão — que mede o espalhamento dos reajustes — subiu para 64%, indicando que a alta de preços está mais disseminada na economia.

O Banco Central do Brasil manteve recentemente a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a possibilidade de iniciar cortes já em março. Ainda assim, especialistas avaliam que o ciclo deve ocorrer com cautela para evitar novos choques inflacionários. A expectativa do mercado é de que os juros terminem o ano próximos de 12,5%.

Para milhões de brasileiros, o cenário reforça a sensação de custo de vida elevado, enquanto autoridades tentam equilibrar crescimento econômico e controle da inflação — uma equação que seguirá no centro do debate financeiro ao longo de 2026.

Foto: Pilar Olivares / Reuters
Redação Brasil News

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Consumo em queda: Por que os supermercados venderam menos comida no fim de 2025? https://brasilnews.tv/consumo-em-queda-por-que-os-supermercados-venderam-menos-comida-no-fim-de-2025/ https://brasilnews.tv/consumo-em-queda-por-que-os-supermercados-venderam-menos-comida-no-fim-de-2025/#respond Sun, 25 Jan 2026 22:20:48 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6423 O fechamento de 2025 trouxe um dado inesperado para o setor supermercadista brasileiro. Mesmo com a inflação de alimentos perdendo fôlego no segundo semestre e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminando o ano dentro da meta, o volume de vendas nos caixas recuou. Dezembro, tradicionalmente o mês de maior pujança devido ao 13º salário e às festas, foi o pior período do ano para o segmento.

O Raio-X dos Números

De acordo com dados da plataforma Scanntech, que monitora bilhões de tíquetes em todo o país, o varejo de alimentos apresentou os seguintes indicadores em dezembro de 2025 (comparado ao mesmo período de 2024):

  • Volume de vendas (unidades): Queda de 5,5%.
  • Faturamento nominal: Recuo de 2,5%.
  • Preço médio por item: Alta de 3,2%.

Esta é a primeira vez em três anos que o mês de dezembro registra uma retração no faturamento anual, quebrando um ciclo de crescimento histórico para o período.

Para onde está indo o dinheiro do brasileiro?

Se a inflação deu trégua e a renda subiu, por que as despensas não ficaram mais cheias? Economistas identificam três vilões principais para o setor de bens:

  1. A Ascensão dos Serviços: Atualmente, os serviços (lazer, educação, saúde, etc.) abocanham 48,7% do orçamento familiar, contra apenas 33,6% em 2008. O brasileiro está gastando mais com experiências e menos com produtos físicos.
  2. O Efeito das “Bets”: As apostas online tornaram-se um ralo financeiro. Dados do Banco Central indicam movimentações mensais superiores a R$ 30 bilhões, competindo diretamente com o dinheiro que seria destinado à cesta básica.
  3. Endividamento e Juros: Com as taxas de juros ainda elevadas, o consumidor prioriza o pagamento de dívidas acumuladas.

Reação: Temporada de Promoções Agressivas

O estoque acumulado e a frustração das metas de vendas em dezembro forçaram as redes a agir rápido em janeiro de 2026. Em grandes centros como São Paulo, redes de supermercados iniciaram “queimas de estoque” com descontos que chegam a 50% em itens essenciais como carnes, café e ovos.

“Janeiro está sendo um mês desafiador devido às despesas sazonais como IPVA, IPTU e material escolar”, explica Hélio Freddi, diretor da rede Hirota. O objetivo das promoções é gerar caixa imediato para cobrir os custos operacionais do início do ano, em um cenário onde o consumidor está mais seletivo do que nunca.

Foto: Criança está em um carrinho de compras enquanto aponta produtos de limpeza ao lado de sua mãe em um supermercado em São Paulo, Brasil  • 24/11/2011REUTERS/Nacho Doce

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Inflação desacelera, mas aperto continua: brasileiros fecham 2025 pagando mais caro para viver. https://brasilnews.tv/inflacao-desacelera-mas-aperto-continua-brasileiros-fecham-2025-pagando-mais-caro-para-viver/ https://brasilnews.tv/inflacao-desacelera-mas-aperto-continua-brasileiros-fecham-2025-pagando-mais-caro-para-viver/#respond Fri, 09 Jan 2026 12:42:30 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5910 O índice oficial de inflação do país mostrou uma desaceleração em dezembro, mas o bolso do brasileiro ainda sente o impacto acumulado ao longo do ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo avançou 0,33% no último mês de 2025, resultado superior ao de novembro, porém o mais baixo para um mês de dezembro desde 2018.

Com isso, a inflação fechou 2025 em 4,26%, ficando abaixo do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional e também inferior ao índice registrado em 2024. O dado trouxe alívio para o mercado, mas não apagou as pressões sentidas ao longo do ano.

O principal vilão do acumulado anual foi o grupo Habitação, que quase dobrou sua influência em relação ao ano anterior, impulsionado por custos como aluguel, energia e serviços básicos. Educação, saúde, despesas pessoais e cuidados médicos também pesaram significativamente no orçamento das famílias, respondendo juntos por cerca de dois terços da inflação de 2025.

Em dezembro, o grupo Transportes voltou a pressionar, puxado pela alta dos combustíveis. A gasolina interrompeu a sequência de quedas, enquanto o etanol registrou avanço expressivo no mês. Já os preços de alimentação, que haviam mostrado alívio em novembro, voltaram a subir, tanto dentro de casa quanto nas refeições fora do domicílio.

Apesar do resultado final indicar controle dentro das metas oficiais, especialistas alertam que o desafio para 2026 será conter os preços de itens essenciais e evitar que novos choques, especialmente nos combustíveis e alimentos, reacendam a inflação. Para o consumidor, a sensação é clara: o índice desacelera, mas viver no Brasil segue custando caro.

Foto: Alex Silva
Redação Brasil News

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Inflação desacelera e tem menor alta para outubro em 27 anos, aponta IBGE. https://brasilnews.tv/inflacao-desacelera-e-tem-menor-alta-para-outubro-em-27-anos-aponta-ibge/ https://brasilnews.tv/inflacao-desacelera-e-tem-menor-alta-para-outubro-em-27-anos-aponta-ibge/#respond Tue, 11 Nov 2025 19:27:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3309 A inflação oficial do Brasil apresentou forte desaceleração em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,09% no mês, após alta de 0,48% em setembro.

O resultado representa a menor variação para o mês de outubro desde 1998, quando o índice havia ficado em apenas 0,02%. A leitura também veio abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava aumento médio de 0,15%, segundo levantamento da agência Bloomberg.

Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,68%, frente aos 5,17% registrados em setembro. Apesar da queda, o indicador ainda permanece acima do teto da meta de inflação de 4,5% definida pelo Banco Central para o período.

⚡ Energia elétrica e alimentos puxaram o índice para baixo

O principal fator que contribuiu para o resultado mais baixo foi a redução nas tarifas de energia elétrica, que recuaram 2,39% em outubro, impactando negativamente o índice em -0,10 ponto percentual.

Em setembro, a conta de luz havia subido mais de 10% por causa do fim do desconto temporário de Itaipu, aplicado em agosto. Em outubro, mesmo com a bandeira vermelha patamar 1, o custo foi menor do que no patamar 2, que vigorava no mês anterior.

📉 Projeções e cenário para 2025

De acordo com o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (10), o mercado projeta uma inflação de 4,55% no acumulado de 12 meses até o fim de 2025 — ainda ligeiramente acima da meta.

Desde este ano, o BC passou a adotar o regime de meta contínua, abandonando o modelo de metas anuais. Nesse novo formato, considera-se o descumprimento da meta quando o IPCA fica fora do intervalo de 1,5% a 4,5% por seis meses consecutivos.

O centro do alvo continua sendo 3%, mas a inflação ultrapassou esse limite em junho, marcando a primeira vez em que o índice estourou o teto sob o novo sistema de acompanhamento.

Economistas acreditam que a trajetória de desaceleração observada em outubro pode indicar estabilidade para os próximos meses, especialmente se houver controle dos preços de energia e combustíveis.

📸 Foto: Fernando Frazão

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Mercado projeta inflação menor em 2025, mas expectativa ainda supera meta do Banco Central https://brasilnews.tv/mercado-projeta-inflacao-menor-em-2025-mas-expectativa-ainda-supera-meta-do-banco-central/ https://brasilnews.tv/mercado-projeta-inflacao-menor-em-2025-mas-expectativa-ainda-supera-meta-do-banco-central/#respond Wed, 04 Jun 2025 08:18:26 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1038 Nesta segunda-feira (2), o mercado financeiro revisou para baixo a previsão da inflação oficial brasileira para 2025, reduzindo de 5,5% para 5,46%. Os dados são do Boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central com as expectativas das principais instituições financeiras do país.

Embora tenha recuado, a estimativa continua acima do limite superior da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância de até 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o teto da meta é 4,5%.

A inflação acumulada em 12 meses até abril foi de 5,53%, impulsionada principalmente pelos aumentos nos preços de alimentos e medicamentos. No mês, o IPCA teve alta de 0,43%, marcando o segundo mês seguido de desaceleração.

Selic continua em alta

Para conter os avanços inflacionários, o Banco Central mantém a taxa Selic em 14,75% ao ano — maior patamar em anos. Essa taxa influencia diretamente o custo do crédito e é usada como ferramenta para controlar a inflação. Com os juros mais altos, a tendência é de menor consumo, o que ajuda a esfriar os preços, mas também pode frear o crescimento econômico.

Segundo o mercado, a Selic deve permanecer nesse nível até o fim de 2025. A partir de 2026, espera-se uma redução gradual, atingindo 12,5% em 2026, 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

Projeção para o PIB e câmbio

A projeção de crescimento da economia brasileira para 2025 foi levemente ajustada, de 2,14% para 2,13%. Para os anos seguintes, as expectativas são de 1,8% em 2026 e 2% tanto para 2027 quanto para 2028.

O resultado positivo do primeiro trimestre deste ano, com alta de 1,4% no PIB puxada pela agropecuária, reforça a continuidade do crescimento observado nos últimos anos. Em 2024, o país teve uma expansão econômica de 3,4%, acumulando quatro anos consecutivos de alta.

Já a estimativa do câmbio aponta para um dólar a R$ 5,80 até o fim de 2025, e R$ 5,90 ao final de 2026.

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