inflação – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 08 Apr 2026 17:20:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png inflação – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Governo aumenta imposto do cigarro para segurar combustível e bolso do brasileiro sente impacto. https://brasilnews.tv/governo-aumenta-imposto-do-cigarro-para-segurar-combustivel-e-bolso-do-brasileiro-sente-impacto/ https://brasilnews.tv/governo-aumenta-imposto-do-cigarro-para-segurar-combustivel-e-bolso-do-brasileiro-sente-impacto/#respond Thu, 09 Apr 2026 04:17:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8755 O governo federal anunciou um novo aumento na tributação sobre cigarros, elevando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados como forma de compensar perdas na arrecadação após medidas adotadas para conter a alta dos combustíveis.

Com a mudança, o valor do imposto por maço sobe de R$ 2,25 para R$ 3,50. Além disso, o preço mínimo da carteira de cigarros também foi reajustado, passando de R$ 6,50 para R$ 7,50.

A decisão está ligada à estratégia do governo de equilibrar as contas públicas após a redução de tributos sobre itens como querosene de aviação e biodiesel, que tiveram alíquotas de PIS e Cofins zeradas recentemente.

Segundo o Ministério da Fazenda, o aumento na taxação do cigarro já vinha sendo estudado desde 2024, quando houve um reajuste anterior. Na ocasião, o governo buscava tanto ampliar a arrecadação quanto desestimular o consumo do produto por questões de saúde pública.

No entanto, de acordo com a equipe econômica, o aumento anterior não teve o impacto esperado, o que motivou uma nova elevação na carga tributária.

Especialistas apontam que medidas desse tipo costumam ter dois efeitos principais: elevar a arrecadação e reduzir o consumo, embora também possam incentivar o mercado ilegal.

A mudança deve impactar diretamente o bolso dos consumidores e reacende o debate sobre políticas fiscais e saúde pública no país.

Foto: Reprodução/Internet
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/governo-aumenta-imposto-do-cigarro-para-segurar-combustivel-e-bolso-do-brasileiro-sente-impacto/feed/ 0
Guerra e ciclone criam “tempestade perfeita” e ameaçam disparar preço global da energia. https://brasilnews.tv/guerra-e-ciclone-criam-tempestade-perfeita-e-ameacam-disparar-preco-global-da-energia/ https://brasilnews.tv/guerra-e-ciclone-criam-tempestade-perfeita-e-ameacam-disparar-preco-global-da-energia/#respond Sat, 28 Mar 2026 15:03:05 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8418 Uma combinação explosiva entre guerra e desastre natural está abalando o mercado global de energia e acendendo um alerta para inflação em diversos países.

O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já havia comprometido o fornecimento energético ao afetar diretamente o Estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás.

Nesse cenário, o Catar, um dos maiores produtores globais de gás natural liquefeito (GNL), sofreu impactos severos após ataques a instalações estratégicas, reduzindo drasticamente sua produção. O país responde por cerca de 20% da oferta mundial de GNL, tornando qualquer interrupção um fator crítico para o mercado.

A situação se agravou ainda mais com um evento climático inesperado. Um ciclone tropical atingiu a costa da Austrália, forçando a paralisação de importantes plantas de gás operadas por gigantes do setor, como Chevron e Woodside Energy.

Com isso, uma parcela significativa da produção global de GNL foi afetada simultaneamente. Analistas apontam que a combinação desses fatores já provocou uma redução relevante na oferta mundial, pressionando preços e aumentando a volatilidade do mercado.

O impacto é direto nas principais regiões consumidoras, como Europa e Ásia, altamente dependentes de importações. O gás natural é essencial não apenas para geração de energia, mas também para setores industriais como siderurgia, fertilizantes e petroquímica.

A escalada da crise já reflete nos preços internacionais. O GNL atingiu os maiores níveis em anos, com aumentos expressivos desde o início do conflito, pressionando cadeias produtivas e elevando o custo de vida em diversos países.

Diante do cenário, governos começaram a reagir. Os Estados Unidos flexibilizaram temporariamente restrições ao petróleo russo para tentar equilibrar o mercado, enquanto países como o Brasil adotaram medidas internas para conter o impacto nos combustíveis.

Especialistas alertam que, se a instabilidade persistir, os efeitos podem se prolongar por anos, afetando crescimento econômico, inflação e segurança energética global.

O que se desenha é uma “tempestade perfeita”: guerra, clima extremo e gargalos logísticos atuando juntos para pressionar um dos setores mais sensíveis da economia mundial.

Foto: Reprodução/Agência Internacional
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/guerra-e-ciclone-criam-tempestade-perfeita-e-ameacam-disparar-preco-global-da-energia/feed/ 0
Ibovespa sobe na marra com Petrobras, enquanto guerra no Oriente Médio deixa mercado à beira do caos. https://brasilnews.tv/ibovespa-sobe-na-marra-com-petrobras-enquanto-guerra-no-oriente-medio-deixa-mercado-a-beira-do-caos/ https://brasilnews.tv/ibovespa-sobe-na-marra-com-petrobras-enquanto-guerra-no-oriente-medio-deixa-mercado-a-beira-do-caos/#respond Wed, 25 Mar 2026 09:44:12 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8295 O Ibovespa conseguiu fechar no campo positivo nesta terça-feira (24), mas o avanço foi sustentado praticamente sozinho pelo desempenho das ações ligadas ao petróleo, em um cenário global ainda marcado por forte tensão geopolítica.

O principal índice da bolsa brasileira subiu 0,32%, encerrando o dia aos 182.509 pontos, após oscilar entre a mínima de 179.914 e a máxima de 182.649 pontos. O volume financeiro movimentado foi de aproximadamente R$ 25 bilhões, refletindo cautela entre os investidores.

O destaque do dia ficou com a Petrobras, que avançou acompanhando a disparada do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent subiu mais de 4%, impulsionado pelas incertezas envolvendo a guerra no Oriente Médio, especialmente os desdobramentos do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.

O cenário externo segue sendo o principal fator de pressão sobre os mercados. Após uma breve sinalização de possível trégua, novos ataques e declarações contraditórias entre autoridades reacenderam o clima de insegurança. Enquanto os Estados Unidos indicam tentativas de negociação, o Irã adota um discurso mais rígido, elevando o risco de prolongamento do conflito.

Esse ambiente mantém investidores globais em modo defensivo. Em Wall Street, o índice S&P 500 fechou em queda, refletindo a aversão ao risco, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano voltaram a subir.

Analistas apontam que o comportamento do mercado está altamente sensível às notícias vindas do cenário internacional. A volatilidade é alimentada principalmente pelas oscilações nos preços da energia, com o petróleo no centro das atenções.

No Brasil, o Banco Central reforçou, na ata do Copom, que a trajetória dos juros dependerá diretamente da evolução do cenário externo. A autoridade monetária iniciou recentemente um ciclo de cortes na Selic, reduzindo a taxa para 14,75% ao ano, mas deixou claro que o ritmo pode mudar conforme os riscos inflacionários.

Entre os destaques do pregão, além da Petrobras, empresas do setor de petróleo também registraram ganhos. Já o setor bancário apresentou leve correção após altas recentes. A Vale também subiu, acompanhando a valorização do minério de ferro na China.

Por outro lado, algumas ações ligadas ao consumo e à economia doméstica sofreram pressão, refletindo o impacto da curva de juros. O mercado segue dividido entre oportunidades de curto prazo e o receio de um cenário global mais deteriorado.

Mesmo diante das incertezas externas, o Brasil tem atraído fluxo de capital estrangeiro. Dados recentes mostram entrada significativa de recursos na bolsa, reforçando a percepção de que o país ainda é visto como um destino relativamente seguro dentro dos mercados emergentes.

Foto: Amanda Perobelli/Reuters
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/ibovespa-sobe-na-marra-com-petrobras-enquanto-guerra-no-oriente-medio-deixa-mercado-a-beira-do-caos/feed/ 0
Diesel vira bomba política: Planalto recua do ICMS e coloca estados na conta de novo subsídio. https://brasilnews.tv/diesel-vira-bomba-politica-planalto-recua-do-icms-e-coloca-estados-na-conta-de-novo-subsidio/ https://brasilnews.tv/diesel-vira-bomba-politica-planalto-recua-do-icms-e-coloca-estados-na-conta-de-novo-subsidio/#respond Wed, 25 Mar 2026 09:38:05 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8289 O aumento do diesel ganhou novo capítulo em Brasília e elevou a temperatura entre o governo federal e os estados. Depois de ver os governadores rejeitarem a proposta de zerar o ICMS sobre a importação do combustível, o Planalto passou a defender um novo modelo emergencial para tentar conter a disparada dos preços: uma subvenção de R$ 1,20 por litro do diesel importado, com metade do custo bancada pela União e a outra metade pelos estados. A alternativa foi apresentada nesta terça-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Pela proposta, o socorro teria validade até 31 de maio e buscaria produzir um efeito mais rápido do que a simples desoneração tributária. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total estimado é de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão por mês. O governo argumenta que, com a alta do petróleo, estados produtores podem ampliar arrecadação e, assim, absorver parte do custo da medida.

A nova ofensiva ocorre após a primeira estratégia do governo emperrar. Na semana passada, a Fazenda havia defendido que os estados eliminassem o ICMS sobre o diesel importado, enquanto o governo federal compensaria parte das perdas. Sem consenso político, a equipe econômica decidiu migrar para o modelo de pagamento direto aos importadores, considerado mais ágil para reduzir a pressão no mercado.

Antes dessa nova proposta, o Palácio do Planalto já havia anunciado outras medidas para tentar segurar o preço do combustível. Em 12 de março, o governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro. Além disso, uma medida provisória previu outra subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores, com a promessa de que esse alívio chegasse ao consumidor final. Somadas, essas ações anteriores buscavam reduzir em R$ 0,64 o valor do litro nas bombas.

Nos bastidores, a preocupação vai além dos postos de combustíveis. O diesel é peça central da logística brasileira, altamente dependente do transporte rodoviário, e o encarecimento do produto pressiona fretes, alimentos e a inflação. O Banco Central, inclusive, apontou nesta terça-feira que a piora das expectativas inflacionárias após o conflito no Oriente Médio ajudou a justificar um corte mais cauteloso dos juros, com redução de apenas 0,25 ponto percentual na Selic, agora em 14,75%.

A disparada recente do diesel está ligada ao avanço do petróleo no mercado internacional, em meio às tensões no Oriente Médio. Diante desse cenário, o governo ainda mantém no radar novas ações, como ajustes tributários envolvendo o biodiesel e mecanismos de fiscalização para evitar repasses abusivos ao consumidor.

Foto: Pilar Olivares/Reuters
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/diesel-vira-bomba-politica-planalto-recua-do-icms-e-coloca-estados-na-conta-de-novo-subsidio/feed/ 0
Lula dispara sobre combustíveis e culpa guerra: “Brasil paga por decisões de potências” https://brasilnews.tv/lula-dispara-sobre-combustiveis-e-culpa-guerra-brasil-paga-por-decisoes-de-potencias/ https://brasilnews.tv/lula-dispara-sobre-combustiveis-e-culpa-guerra-brasil-paga-por-decisoes-de-potencias/#respond Fri, 20 Mar 2026 06:59:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8174 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comentar o aumento no preço dos combustíveis no Brasil e atribuiu a alta ao cenário internacional, especialmente às tensões envolvendo o Oriente Médio. A declaração foi feita durante participação no Prêmio Mulheres das Águas, realizado em Brasília.

Segundo o presidente, o impacto da guerra já afeta diretamente o valor do petróleo no mercado global, pressionando os preços internos. Ele citou o aumento expressivo do barril e afirmou que conflitos recentes têm influência direta no custo do diesel em diversos países, incluindo o Brasil.

Lula também destacou que o governo federal adotou medidas para tentar conter a escalada dos preços, como a manutenção de isenções tributárias e a concessão de subsídios. Ainda assim, criticou agentes do mercado que, segundo ele, estariam elevando valores de forma injustificada, aproveitando o momento de instabilidade.

Durante o discurso, o presidente questionou o aumento de combustíveis que não dependem diretamente do petróleo, como o etanol, e também da gasolina, mesmo com a produção nacional. Para ele, há setores que se beneficiam da crise para ampliar lucros, repetindo comportamentos vistos em outros momentos de dificuldade econômica.

O chefe do Executivo também fez críticas à atuação das principais potências globais, afirmando que países com maior poder militar deveriam atuar para garantir estabilidade internacional. Segundo Lula, decisões tomadas por essas nações acabam gerando impactos econômicos que atingem principalmente países mais distantes dos conflitos.

Ao final, ele reforçou a insatisfação com o fato de o Brasil sofrer consequências de crises externas, mesmo estando longe dos epicentros dos conflitos, destacando que a população acaba arcando com os custos dessas decisões globais.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/lula-dispara-sobre-combustiveis-e-culpa-guerra-brasil-paga-por-decisoes-de-potencias/feed/ 0
Europa trava juros e liga alerta global após disparada histórica da energia com guerra. https://brasilnews.tv/europa-trava-juros-e-liga-alerta-global-apos-disparada-historica-da-energia-com-guerra/ https://brasilnews.tv/europa-trava-juros-e-liga-alerta-global-apos-disparada-historica-da-energia-com-guerra/#respond Fri, 20 Mar 2026 05:02:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8177 O Banco Central Europeu (BCE) optou por manter inalteradas as taxas de juros em sua reunião mais recente, confirmando as expectativas do mercado financeiro. A taxa de depósito permaneceu em 2%, enquanto as demais taxas diretoras também foram mantidas nos níveis atuais.

A decisão ocorre em um momento de forte instabilidade global, impulsionada principalmente pela escalada do conflito no Oriente Médio. Em comunicado, a instituição destacou que o cenário geopolítico aumentou significativamente as incertezas, com riscos tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico.

Segundo o BCE, a guerra no Irã já começa a pressionar os preços da energia no curto prazo, o que pode impactar diretamente o custo de vida na zona do euro. O efeito no médio prazo, no entanto, ainda dependerá da duração do conflito e da intensidade das tensões no mercado energético.

Os reflexos já são visíveis: o gás natural na Europa registrou forte alta, ultrapassando níveis que não eram vistos há mais de três anos. Já o petróleo também disparou, com o Brent superando a marca de 119 dólares por barril, elevando preocupações com o abastecimento global.

Analistas avaliam que, caso os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, o BCE poderá adiar qualquer movimento de redução de juros, mantendo uma política monetária mais rígida até os próximos anos.

A reação dos mercados foi imediata, com bolsas europeias operando em queda diante do choque energético e do aumento da aversão ao risco. Por outro lado, o euro apresentou valorização inicial, enquanto os rendimentos dos títulos públicos registraram leve alta.

Para consumidores e empresas, a manutenção dos juros significa que o custo do crédito seguirá estável no curto prazo. No entanto, o tom adotado pela presidente do BCE, Christine Lagarde, e os próximos desdobramentos da crise internacional serão determinantes para o rumo da política monetária nos próximos meses.

Foto: Michael Probst/AP
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/europa-trava-juros-e-liga-alerta-global-apos-disparada-historica-da-energia-com-guerra/feed/ 0
Meirelles dispara: gastos sociais e “jeitinhos fiscais” travam crescimento do Brasil. https://brasilnews.tv/meirelles-dispara-gastos-sociais-e-jeitinhos-fiscais-travam-crescimento-do-brasil/ https://brasilnews.tv/meirelles-dispara-gastos-sociais-e-jeitinhos-fiscais-travam-crescimento-do-brasil/#respond Thu, 19 Mar 2026 07:18:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8138 O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fez um alerta contundente sobre o futuro da economia brasileira. Em participação em um evento financeiro nesta terça-feira (17), ele afirmou que o país só conseguirá crescer de forma sustentável se realizar mudanças estruturais profundas, principalmente no controle dos gastos públicos.

Segundo Meirelles, o Brasil vem apresentando crescimento econômico, mas sustentado por aumento de despesas do governo e expansão da dívida pública — um modelo que, segundo ele, não se mantém no longo prazo. Para reverter esse cenário, defendeu uma revisão mais ampla das regras orçamentárias e dos benefícios sociais.

O economista afirmou que, embora programas sociais sejam necessários, houve uma expansão significativa desses gastos nos últimos anos. Para ele, é preciso uma revisão mais rigorosa, indo além das medidas de fiscalização já adotadas.

Outro ponto destacado foi o volume de benefícios fiscais concedidos no país, que, segundo ele, somam cerca de R$ 800 bilhões por ano. Meirelles questionou a eficiência de parte desses incentivos, afirmando que muitos perderam efeito ao longo do tempo e continuam pesando nas contas públicas.

De acordo com o ex-ministro, o caminho para o crescimento passa por responsabilidade fiscal. Ele ressaltou que o controle das contas públicas é fundamental para reduzir juros, estimular investimentos e gerar empregos — o que, na prática, tem maior impacto social.

Meirelles também criticou o atual modelo fiscal, apontando que existem muitas exceções e flexibilizações que acabam permitindo aumento de despesas fora das regras estabelecidas. Segundo ele, esse tipo de prática compromete a credibilidade do sistema e contribui para o aumento da dívida pública.

O economista destacou ainda que não é possível fugir das consequências econômicas: gastos elevados tendem a gerar inflação e manter os juros em níveis altos, prejudicando o crescimento do país.

Para ele, apenas com reformas estruturais consistentes será possível criar um ambiente mais estável, atrativo para investimentos e capaz de gerar crescimento sustentável no longo prazo.

Foto: Wilton Junior
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/meirelles-dispara-gastos-sociais-e-jeitinhos-fiscais-travam-crescimento-do-brasil/feed/ 0
Guerra no Irã ameaça travar queda dos juros no Brasil e pode pesar ainda mais no bolso do brasileiro. https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-ameaca-travar-queda-dos-juros-no-brasil-e-pode-pesar-ainda-mais-no-bolso-do-brasileiro/ https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-ameaca-travar-queda-dos-juros-no-brasil-e-pode-pesar-ainda-mais-no-bolso-do-brasileiro/#respond Thu, 19 Mar 2026 06:59:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8135 A expectativa de queda dos juros no Brasil pode sofrer um freio inesperado diante da escalada da guerra no Oriente Médio. O conflito envolvendo o Irã elevou os preços internacionais do petróleo, criando um novo cenário de pressão inflacionária que já começa a impactar decisões econômicas no país.

O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic, se reúne em meio a esse cenário de incertezas. Atualmente fixada em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas —, a taxa poderia começar a cair, mas agora enfrenta obstáculos externos.

O aumento do preço do petróleo, que ultrapassou a marca de 100 dólares por barril em diversos momentos após o início do conflito, tem efeito direto sobre o custo dos combustíveis no Brasil. Isso já levou a reajustes no diesel e acendeu o alerta para impactos em cadeia, especialmente no preço dos alimentos e no transporte.

Com isso, economistas e instituições financeiras passaram a rever suas projeções. O mercado agora acredita que a inflação pode subir mais do que o esperado, o que reduziria o espaço para cortes agressivos na Selic. Em alguns casos, há até expectativa de manutenção da taxa atual por mais tempo.

Mas afinal, o que é a Selic e por que ela afeta tanto o dia a dia das pessoas?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve como referência para todas as demais taxas do mercado. Ela é usada pelo Banco Central como principal ferramenta para controlar a inflação.

Quando a Selic está alta, o crédito fica mais caro. Empréstimos, financiamentos e até o rotativo do cartão de crédito passam a ter juros maiores, o que desestimula o consumo. Por outro lado, aplicações financeiras em renda fixa se tornam mais atrativas.

Já quando a Selic cai, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando o consumo e os investimentos. Isso ajuda a movimentar a economia, mas também pode pressionar a inflação se não houver controle.

A decisão do Banco Central leva em conta diversos fatores, como o comportamento dos preços, o crescimento econômico e o cenário internacional — que agora se tornou mais instável com a guerra.

Além disso, a inflação no Brasil segue uma meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, atualmente em 3% ao ano, com margem de tolerância de até 4,5%. Se houver risco de ultrapassar esse limite, a tendência é manter os juros elevados por mais tempo.

Na prática, juros altos impactam diretamente a vida da população. Fica mais difícil financiar imóveis e veículos, empresas investem menos e o crescimento econômico desacelera. Ao mesmo tempo, quem possui dinheiro investido pode ter maior retorno.

O atual cenário mostra como conflitos internacionais podem afetar diretamente a economia brasileira, mesmo a milhares de quilômetros de distância. A definição da Selic nos próximos meses será crucial para determinar o ritmo da economia e o impacto no bolso dos brasileiros.

Foto: (Getty Images)
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-ameaca-travar-queda-dos-juros-no-brasil-e-pode-pesar-ainda-mais-no-bolso-do-brasileiro/feed/ 0
Guerra no Irã dispara commodities e pode beneficiar exportações do Brasil, dizem especialistas. https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-dispara-commodities-e-pode-beneficiar-exportacoes-do-brasil-dizem-especialistas/ https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-dispara-commodities-e-pode-beneficiar-exportacoes-do-brasil-dizem-especialistas/#respond Thu, 12 Mar 2026 05:11:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7854 A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem provocado fortes impactos na economia global e já começa a influenciar diretamente os preços de commodities estratégicas, como petróleo, fertilizantes e alimentos. Esse cenário levanta questionamentos sobre os possíveis efeitos para países exportadores de matérias-primas, como o Brasil.

O conflito intensificou tensões no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e insumos agrícolas. O bloqueio parcial da região pela Guarda Revolucionária iraniana reduziu a oferta de energia e fertilizantes no mercado internacional, elevando os preços desses produtos.

Analistas destacam que cerca de um terço do comércio global de fertilizantes passa por essa rota marítima. Além disso, o próprio Irã é um grande exportador de ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados pela agricultura mundial.

Esse cenário já começa a refletir no mercado de matérias-primas. O índice CRB, considerado um dos principais indicadores globais de preços de commodities como petróleo e alimentos, atingiu recentemente o maior nível desde 2011.

Diante desse contexto, economistas discutem se o Brasil pode viver um novo ciclo favorável de exportações, semelhante ao chamado “boom das commodities” ocorrido entre o início dos anos 2000 e o começo da década de 2010. Naquele período, a forte demanda da China impulsionou os preços internacionais e contribuiu para o crescimento econômico brasileiro.

Hoje, o Brasil ocupa posição estratégica no mercado global de matérias-primas. O país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, além de ocupar posição relevante na produção e exportação de petróleo.

A soja, por exemplo, representa um dos principais produtos da balança comercial brasileira. Cerca de 80% da soja exportada pelo país tem como destino a China, principal parceiro comercial do Brasil. Em 2025, o grão respondeu por aproximadamente 34,5% das exportações nacionais.

Apesar da alta nos preços das commodities, especialistas afirmam que o cenário atual é diferente daquele observado duas décadas atrás. A economia chinesa, que foi o principal motor do boom anterior, vem apresentando crescimento mais moderado nos últimos anos.

Mesmo assim, o aumento nos preços internacionais pode elevar a receita das exportações brasileiras. Segundo especialistas, a tendência é de ganhos moderados, sem repetir o crescimento extraordinário observado no passado.

Outro fator que pode influenciar o mercado é a oferta de fertilizantes. Caso a crise afete a produção agrícola em países do Hemisfério Norte, compradores internacionais podem aumentar a demanda por produtos agrícolas brasileiros.

Por outro lado, o cenário também apresenta riscos. A alta nos preços do petróleo e dos fertilizantes pode gerar efeitos inflacionários no Brasil, afetando custos de transporte, produção agrícola e alimentos.

Além disso, o aumento da instabilidade geopolítica tende a elevar a percepção de risco nos mercados internacionais, o que pode impactar investimentos e a economia de países emergentes.

Economistas destacam que, no curto prazo, o consumidor pode sentir os efeitos negativos dessa instabilidade global. Já no médio e longo prazo, o Brasil pode se tornar mais atrativo para investimentos por estar distante das regiões de conflito e possuir forte capacidade de produção de energia e alimentos.

Mesmo assim, especialistas ressaltam que o cenário permanece incerto e que os efeitos econômicos da guerra podem continuar sendo sentidos mesmo após o fim do conflito.

Foto: Silvio Avila / AFP / Getty Images
Redação Brasil News

]]>
https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-dispara-commodities-e-pode-beneficiar-exportacoes-do-brasil-dizem-especialistas/feed/ 0
Mercado muda o tom e sinaliza virada: juros podem cair antes do esperado enquanto inflação perde força. https://brasilnews.tv/mercado-muda-o-tom-e-sinaliza-virada-juros-podem-cair-antes-do-esperado-enquanto-inflacao-perde-forca/ https://brasilnews.tv/mercado-muda-o-tom-e-sinaliza-virada-juros-podem-cair-antes-do-esperado-enquanto-inflacao-perde-forca/#respond Tue, 24 Feb 2026 11:05:14 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7343 O mercado financeiro voltou a revisar suas expectativas para os principais indicadores econômicos do país, sinalizando mudanças importantes no cenário macroeconômico. Dados da mais recente pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, mostram que analistas reduziram a projeção para a taxa básica de juros após oito semanas sem alterações, ao mesmo tempo em que ajustaram para baixo as estimativas de inflação e demonstraram maior otimismo com o desempenho da economia.

A mediana das projeções aponta que a taxa Selic deve encerrar 2026 em 12,13%, abaixo da estimativa anterior de 12,25%. Atualmente em 15%, a expectativa dos economistas consultados é que o ciclo de cortes tenha início em março, com uma redução inicial de 0,5 ponto percentual. Para 2027, a previsão foi mantida em 10,5%.

No campo da inflação, o levantamento registrou a sétima queda consecutiva na estimativa para o IPCA deste ano, agora em 3,91%, ligeiramente abaixo dos 3,95% projetados anteriormente. Para o próximo ano, a previsão permaneceu em 3,80%. O centro da meta oficial é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Já em relação ao crescimento econômico, houve leve melhora nas expectativas para o Produto Interno Bruto em 2026, passando de 1,80% para 1,82%, após dez semanas de estabilidade. Para o ano seguinte, a projeção segue em 1,80%.

O câmbio também apresentou revisão, com a estimativa para o dólar ao final deste ano recuando para R$5,45, ante previsão anterior de R$5,50.

Os números reforçam uma percepção de cenário mais equilibrado, embora ainda cercado de incertezas, mantendo o debate sobre o ritmo de cortes de juros e a sustentabilidade da inflação sob controle no centro das atenções do mercado.

Foto: Adriano Machado
Redação Brasil News

]]>
https://brasilnews.tv/mercado-muda-o-tom-e-sinaliza-virada-juros-podem-cair-antes-do-esperado-enquanto-inflacao-perde-forca/feed/ 0