Arquivo de indústria - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/industria/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 21 Sep 2026 15:11:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de indústria - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/industria/ 32 32 Paraguai supera US$ 1 bilhão com maquila e Brasil concentra 62% das exportações do regime. https://brasilnews.tv/paraguai-supera-us-1-bilhao-com-maquila-e-brasil-concentra-62-das-exportacoes-do-regime/ https://brasilnews.tv/paraguai-supera-us-1-bilhao-com-maquila-e-brasil-concentra-62-das-exportacoes-do-regime/#respond Thu, 24 Sep 2026 04:07:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=13933 As exportações paraguaias realizadas pelo regime de maquila ultrapassaram US$ 1 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 30,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O modelo, que aplica um tributo único de 1% em operações enquadradas na legislação, tem no Brasil seu principal destino e vem ampliando sua importância na indústria exportadora do Paraguai.

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O regime de maquila do Paraguai ultrapassou uma marca simbólica em 2026 e reforçou seu peso na economia do país.

Entre janeiro e agosto, as exportações realizadas sob esse modelo chegaram a US$ 1,0123 bilhão, valor 30,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados oficiais do Banco Central do Paraguai.

Somente em agosto, as vendas externas da maquila somaram aproximadamente US$ 153,6 milhões.

No mesmo período, as exportações totais paraguaias alcançaram US$ 14,0253 bilhões, alta de 24,7% na comparação anual.

O desempenho mostra que o regime deixou de ser apenas uma alternativa tributária para empresas estrangeiras e passou a ocupar espaço relevante dentro da produção industrial voltada à exportação.

Brasil é o principal destino

Os números do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai mostram a forte ligação do regime com o mercado brasileiro.

No primeiro semestre de 2026, 78% das exportações de maquila tiveram como destino países do Mercosul.

O Brasil respondeu sozinho por 62% dos embarques, seguido pela Argentina, com 15%. Os Países Baixos ficaram na terceira posição, com 9%.

Entre os principais produtos exportados estão autopeças, confecções e produtos químicos.

As autopeças representaram 32% das exportações da maquila no primeiro semestre, enquanto o setor de confecções e têxteis respondeu por 16%.

Como funciona a maquila

A legislação paraguaia define a maquila como um regime voltado à produção de bens ou prestação de serviços destinados principalmente ao exterior.

Uma empresa estrangeira pode contratar uma operação instalada no Paraguai para executar processos como transformação, fabricação, reparo, montagem ou prestação de serviços.

A Lei nº 7.547/2025 estabelece que essas atividades devem ocorrer dentro de um programa formalmente aprovado e obedecer às exigências previstas para o regime.

Isso significa que simplesmente abrir uma empresa no Paraguai não garante automaticamente acesso aos benefícios da maquila.

É necessário estruturar uma operação enquadrada na legislação, com contrato, processo produtivo ou de serviços, documentação e destinação adequada da produção.

O imposto de 1% tem uma regra específica

Um dos principais atrativos do regime é o chamado Tributo Único de Maquila, com alíquota de 1%.

A legislação, porém, estabelece um detalhe importante.

O imposto incide sobre o valor agregado no território paraguaio ou sobre o valor da fatura de exportação, utilizando-se o que for maior.

Por exemplo: se uma operação exporta US$ 100 mil e agrega US$ 40 mil em valor dentro do Paraguai, a base considerada será de US$ 100 mil. Nesse caso hipotético, o tributo corresponderia a US$ 1 mil.

Por isso, a alíquota de 1% não deve ser interpretada isoladamente como o custo tributário completo de qualquer empresa instalada no país.

Regime já gera mais de 36 mil empregos

O crescimento também aparece no mercado de trabalho.

Segundo o Ministério da Indústria e Comércio, as empresas maquiladoras empregavam 36.052 pessoas no primeiro semestre de 2026.

O número representa crescimento de 1.923 postos de trabalho em relação ao mesmo período do ano anterior, uma alta de aproximadamente 6%.

Os segmentos de confecções e têxteis lideravam a geração de empregos, com 8.363 trabalhadores, seguidos pelo setor de autopeças, com 7.865, e serviços, com 3.982 empregos.

Exportações cresceram mês após mês

Os dados do Banco Central mostram uma aceleração ao longo do ano.

Até julho, as exportações sob o regime totalizavam US$ 858,7 milhões, crescimento de 32,1% em relação aos primeiros sete meses de 2025.

Com os US$ 153,6 milhões registrados em agosto, o acumulado ultrapassou pela primeira vez em 2026 a marca de US$ 1 bilhão.

Entre os produtos que ajudaram a impulsionar o crescimento estão álcool etílico, fios e cabos utilizados principalmente pelo setor de autopeças e artigos têxteis.

Oportunidade para empresas brasileiras exige cálculo além do imposto

A proximidade geográfica e o peso do Brasil como destino tornam o Paraguai particularmente relevante para empresas brasileiras interessadas em reorganizar etapas de produção.

O regime pode ser utilizado em atividades como fabricação de componentes, montagem, confecção, processamento industrial e determinados serviços direcionados ao mercado externo.

Mas a decisão envolve fatores além da tributação.

Custos de logística, energia, mão de obra, câmbio, transporte, regras de origem do Mercosul, estrutura empresarial e produtividade podem alterar significativamente a vantagem econômica de cada operação.

Também não existe garantia automática de tarifa zero apenas pelo fato de um produto ser fabricado sob maquila. Para usufruir de benefícios comerciais dentro do Mercosul, a mercadoria precisa cumprir as regras de origem aplicáveis ao produto.

Paraguai consolida estratégia industrial

Os números de 2026 mostram que a maquila está ganhando escala.

No primeiro bimestre, 81% das exportações do regime já eram destinadas ao Mercosul, e o Brasil concentrava 67% das vendas naquele momento.

Ao longo do ano, a participação brasileira permaneceu dominante, mesmo com a expansão de outros mercados.

Para o Paraguai, o modelo se tornou uma ferramenta de atração de investimentos, industrialização e geração de empregos.

Para empresas brasileiras, representa uma alternativa possível de organização produtiva — mas cuja viabilidade depende do custo total da operação, e não apenas da conhecida alíquota de 1%.

Com mais de US$ 1 bilhão exportado em oito meses, a maquila passa a ocupar uma posição cada vez mais relevante na integração industrial entre Paraguai e Brasil.

Foto: Divulgação/Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai –
Redação – Thiago Salles

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El dorado industrial: Incentivos fiscais e custo 60% menor atraem onda de empresas brasileiras para o Paraguai. https://brasilnews.tv/el-dorado-industrial-incentivos-fiscais-e-custo-60-menor-atraem-onda-de-empresas-brasileiras-para-o-paraguai/ https://brasilnews.tv/el-dorado-industrial-incentivos-fiscais-e-custo-60-menor-atraem-onda-de-empresas-brasileiras-para-o-paraguai/#respond Sun, 19 Jul 2026 04:22:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12028 Atraídos pelo regime de "maquila" e jornada de trabalho mais longa, empresários do Brasil transformam a fronteira em canteiro de obras; migração de moradores cresceu 37% e marcas como Karsten e Lupo lideram movimento.

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O Paraguai está deixando para trás a antiga fama de ser apenas o destino preferido dos brasileiros para o turismo de compras de eletrônicos e importados. Nos últimos anos, o país vizinho consolidou-se como um dos endereços mais estratégicos da América do Sul para a instalação de plantas fabris. Impulsionadas por incentivos fiscais agressivos e uma estrutura de custos operacionais substancialmente reduzida, dezenas de indústrias brasileiras cruzaram a fronteira para produzir em solo paraguaio, gerando uma forte onda de investimentos na região da Tríplice Fronteira, colada ao estado do Paraná.

Essa engrenagem econômica disparou a procura por vistos de permanência. De acordo com o Departamento de Migrações do Paraguai, o fluxo de brasileiros que obtiveram autorização para residir legalmente no país saltou de 17 mil em 2024 para mais de 23 mil no ano seguinte — um crescimento expressivo de 37%. Em Ciudad del Este, a menos de quatro quilômetros da Ponte da Amizade, postos itinerantes registram filas que começam até três dias antes do atendimento, reunindo centenas de profissionais e microempresários dispostos a transferir suas vidas e capitais para o mercado vizinho.

O motor da “Maquila” e o desembarque de gigantes nacionais

O principal imã para os grandes industriais atende pelo nome de regime de maquiladora. Esse sistema especial funciona como uma zona franca estendida por todo o território paraguaio, desenhada especificamente para empresas voltadas à exportação. Entre as principais vantagens regulatórias oferecidas pelo governo local destacam-se:

  • Tributação Simplificada: Cobrança de um imposto único de apenas 1% sobre o valor das exportações.
  • Isenção Aduaneira: Suspensão total de tarifas para a importação de maquinários industriais, peças e matérias-primas.
  • Logística de Retorno: Foco na industrialização local com foco no abastecimento do mercado consumidor do Brasil.

Atualmente, pelo menos 179 companhias de capital brasileiro operam sob este modelo no país, sendo que 47 delas iniciaram as atividades nos últimos cinco anos. Gigantes têxteis nacionais já colhem os frutos dessa estratégia. A catarinense Karsten inaugurou recentemente uma moderna unidade de confecção no município de Minga Guazú, nos arredores de Ciudad del Este. No local, rolos de tecidos vindos da matriz brasileira são cortados, costurados, etiquetados e embalados, retornando prontos para os centros de distribuição em território brasileiro. A fabricante de meias e roupas íntimas Lupo é outra marca de peso que fincou bandeira no país.

“O Paraguai apresenta uma sólida estabilidade de moeda, juros e legislação há mais de duas décadas. É uma janela de oportunidade fantástica para internacionalizar e dar escala às nossas operações”, avalia a liderança corporativa do setor.

Vantagem trabalhista contrasta com gargalos de infraestrutura

Especialistas jurídicos que assessoram a transição de companhias apontam que a rentabilidade na ponta do lápis chega a surpreender os executivos, sobretudo pelas regras trabalhistas vigentes. A jornada regular no Paraguai é de até 48 horas semanais (quatro a mais que a praticada no Brasil). Especialistas apontam que, caso o Congresso brasileiro valide propostas de extinção da escala de trabalho 6×1, a diferença de tempo produtivo entre as duas nações poderá saltar para oito horas semanais a favor do Paraguai. Com o desemprego fixado em 3,5%, as novas indústrias também assumem o papel social de formalizar a mão de obra local, cujo índice de informalidade histórica ronda a casa dos 60%.

Por outro lado, o boom industrial paraguaio acendeu o alerta para gargalos estruturais complexos. Embora o preço da energia elétrica chegue a ser até 60% mais barato do que as tarifas cobradas no Brasil, o sistema de transmissão e distribuição local é considerado instável. Para mitigar o risco de apagões e perdas de insumos nas linhas de montagem, as empresas brasileiras são obrigadas a realizar aportes pesados em geradores próprios de alta capacidade ou no financiamento de subestações privadas de energia.

Diante do êxodo industrial, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil (MDIC) manifestou que o movimento de abertura de plantas no exterior é uma decisão de caráter puramente privado das corporações e que o foco da gestão federal se mantém no monitoramento de mercado e no fortalecimento de programas internos de produtividade, inovação e competitividade doméstica.

Foto: Redação – Thiago Salles

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Japão desafia a China e faz mineração histórica no fundo do oceano para garantir metais que movem o mundo. https://brasilnews.tv/japao-desafia-a-china-e-faz-mineracao-historica-no-fundo-do-oceano-para-garantir-metais-que-movem-o-mundo/ https://brasilnews.tv/japao-desafia-a-china-e-faz-mineracao-historica-no-fundo-do-oceano-para-garantir-metais-que-movem-o-mundo/#respond Fri, 12 Jun 2026 04:12:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10755 Em uma operação considerada inédita, o Japão realizou a extração de terras-raras em grandes profundidades oceânicas. A iniciativa pode reduzir a dependência global da China e abrir uma nova corrida por recursos estratégicos essenciais para celulares, carros elétricos, inteligência artificial e equipamentos militares.

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O Japão deu um passo considerado histórico na busca por recursos estratégicos ao realizar a primeira mineração de terras-raras em águas profundas. A operação ocorreu a milhares de metros abaixo da superfície do oceano e pode representar uma mudança significativa no mercado global de minerais utilizados em tecnologias de ponta.

As chamadas terras-raras são um conjunto de elementos fundamentais para a fabricação de produtos modernos, incluindo smartphones, computadores, baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos, sistemas de inteligência artificial e equipamentos de defesa militar. Apesar do nome, esses minerais não são necessariamente raros, mas sua extração e processamento são complexos e custosos.

Atualmente, a China domina grande parte da produção e do refino mundial desses materiais, o que gera preocupação em diversos países devido à dependência do fornecimento chinês para setores estratégicos da economia e da segurança nacional.

Buscando ampliar sua autonomia, o Japão investiu em tecnologias capazes de operar em ambientes extremos do fundo do mar. A mineração foi realizada em profundidades onde a pressão é intensa, a temperatura é muito baixa e a ausência de luz torna as operações ainda mais desafiadoras.

Para executar a missão, foram utilizados robôs submarinos e sistemas remotos de alta precisão. Os equipamentos coletam sedimentos ricos em minerais do leito oceânico e os transportam até a superfície para análise e processamento.

Especialistas avaliam que a iniciativa japonesa pode abrir caminho para uma nova etapa da exploração mineral mundial. Diversos estudos apontam que os oceanos abrigam enormes reservas de metais estratégicos ainda pouco exploradas, incluindo manganês, cobalto, níquel e terras-raras.

Além da importância econômica, o projeto possui forte impacto geopolítico. O acesso a fontes alternativas desses minerais é considerado essencial para reduzir riscos de interrupção no abastecimento global e fortalecer cadeias produtivas ligadas à tecnologia avançada.

O Japão possui uma extensa área marítima e vem ampliando pesquisas voltadas ao aproveitamento sustentável dos recursos presentes em seu território oceânico. O país busca transformar sua capacidade tecnológica em uma vantagem competitiva diante da crescente demanda internacional por minerais críticos.

Apesar do avanço, especialistas alertam para a necessidade de estudos ambientais rigorosos. Os ecossistemas das profundezas marinhas ainda são pouco conhecidos pela ciência, e qualquer atividade de mineração deve ser acompanhada de medidas que minimizem possíveis impactos sobre a biodiversidade oceânica.

A operação japonesa é vista por analistas como o início de uma nova fronteira econômica e tecnológica. Se os resultados forem positivos, a mineração em águas profundas poderá se tornar uma importante fonte de recursos para abastecer as indústrias do futuro e reduzir a dependência de fornecedores tradicionais.

Foto: Divulgação / Agência de Pesquisa Marinha do Japão

Redação: Ana Flavia

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China transforma milhões de toneladas de água do mar em água potável e avança em projeto que impressiona o mundo. https://brasilnews.tv/china-transforma-milhoes-de-toneladas-de-agua-do-mar-em-agua-potavel-e-avanca-em-projeto-que-impressiona-o-mundo/ https://brasilnews.tv/china-transforma-milhoes-de-toneladas-de-agua-do-mar-em-agua-potavel-e-avanca-em-projeto-que-impressiona-o-mundo/#respond Wed, 10 Jun 2026 04:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10622 A China ampliou significativamente sua capacidade de dessalinização e já opera 167 unidades capazes de converter milhões de toneladas de água do mar em água doce diariamente. A estratégia fortalece o abastecimento de regiões com escassez hídrica, impulsiona a indústria e ainda abre caminho para a extração de minerais considerados essenciais para o futuro da economia global.

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A China está acelerando seus investimentos em tecnologias voltadas para a segurança hídrica e já se tornou uma das maiores referências mundiais em dessalinização. De acordo com um relatório divulgado pelas autoridades chinesas, o país encerrou 2025 operando 167 projetos capazes de transformar água do mar em água doce em larga escala.

As unidades estão distribuídas por dez regiões costeiras e juntas produzem aproximadamente 3,1 milhões de toneladas de água potável por dia. O volume é suficiente para atender milhões de pessoas e tem sido direcionado principalmente para abastecimento industrial, comunidades localizadas em ilhas remotas e áreas turísticas situadas no litoral.

A expansão demonstra como o governo chinês vem tratando a água como um recurso estratégico. Além de garantir o fornecimento para regiões com menor disponibilidade hídrica, a dessalinização ajuda a reduzir a pressão sobre rios, reservatórios e aquíferos utilizados tradicionalmente para consumo humano e atividades econômicas.

Grande parte dessa produção beneficia setores industriais que exigem enormes quantidades de água para suas operações. Indústrias ligadas à siderurgia, metalurgia e petroquímica estão entre as principais consumidoras da água produzida pelas usinas de dessalinização.

Nas ilhas mais afastadas do continente, os impactos também são significativos. Comunidades que antes dependiam do transporte de água por embarcações agora contam com sistemas permanentes de abastecimento. A melhoria da infraestrutura contribuiu para elevar a qualidade de vida dos moradores e estimular o desenvolvimento do turismo em diversas localidades.

Além da produção de água doce, a China está explorando outro potencial dos oceanos: a extração de minerais estratégicos presentes na água do mar. Projetos de pesquisa avançam na obtenção de elementos como lítio, urânio e deutério, matérias-primas consideradas fundamentais para setores como energia, tecnologia e fabricação de baterias.

Especialistas apontam que as reservas de urânio dissolvidas nos oceanos podem superar em milhares de vezes os depósitos conhecidos em terra firme, tornando o mar uma possível fonte de recursos para as próximas décadas.

Apesar dos avanços, o processo ainda enfrenta desafios. A dessalinização exige grande consumo de energia, o que aumenta os custos operacionais e pode gerar impactos ambientais dependendo da origem da eletricidade utilizada. Outro ponto de atenção é o descarte da salmoura, resíduo altamente concentrado em sal que precisa ser tratado adequadamente para evitar danos aos ecossistemas marinhos.

Mesmo diante dessas dificuldades, a China pretende ampliar os investimentos no setor até o fim da década. Os planos incluem novas instalações em cidades costeiras, parques industriais e regiões insulares, consolidando a água do mar como uma das principais apostas do país para garantir segurança hídrica e desenvolvimento econômico sustentável.

O avanço reforça uma tendência global: diante do crescimento populacional, das mudanças climáticas e da pressão sobre os recursos naturais, transformar água do mar em água potável pode deixar de ser apenas uma alternativa e se tornar uma necessidade para diversas nações ao redor do mundo.

Foto: Reprodução/China Daily

Redação – Ana Flavia

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Gigante chinesa desembarca no interior de SP e promete milhares de empregos com nova mega fábrica. https://brasilnews.tv/gigante-chinesa-desembarca-no-interior-de-sp-e-promete-milhares-de-empregos-com-nova-mega-fabrica/ https://brasilnews.tv/gigante-chinesa-desembarca-no-interior-de-sp-e-promete-milhares-de-empregos-com-nova-mega-fabrica/#respond Sun, 26 Apr 2026 04:36:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9181 A multinacional Sany vai instalar uma unidade em Campinas a partir de 2026, fortalecendo a indústria nacional e impulsionando o mercado de trabalho na região.

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A multinacional Sany anunciou a instalação de uma nova fábrica no interior de São Paulo, com previsão de início das operações em 2026. A unidade será construída na região de Campinas, considerada um dos principais polos industriais e tecnológicos do país.

O projeto tem como objetivo expandir a atuação da empresa no Brasil, aproximando a produção dos grandes centros consumidores e fortalecendo a presença da marca no mercado nacional. A iniciativa também deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local.

Reconhecida globalmente pela fabricação de equipamentos pesados para construção civil, a Sany pretende iniciar suas atividades com a montagem de máquinas da chamada “linha amarela”, como caminhões fora de estrada e equipamentos utilizados em obras de grande porte.

A estratégia inicial envolve o modelo CKD (Completely Knocked Down), no qual as peças são importadas desmontadas e montadas no Brasil. Esse sistema reduz custos logísticos e tributários, além de incentivar a utilização de mão de obra local.

A escolha de Campinas não foi por acaso. A cidade oferece infraestrutura avançada, localização estratégica e fácil acesso a rodovias e centros logísticos, fatores que tornam a região altamente atrativa para investimentos industriais.

A chegada da nova fábrica reforça o interesse de empresas estrangeiras no mercado brasileiro e destaca o potencial do país como polo de produção e distribuição na América Latina.

Especialistas avaliam que o investimento pode gerar impactos positivos não apenas no setor industrial, mas também em áreas como logística, comércio e qualificação profissional, ampliando oportunidades na região.

Foto: Reprodução / YouTube
Redação – Thiago Salles

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Lula surpreende chanceler alemão com “carona de Kombi” e faz desabafo sobre o futuro do Brasil. https://brasilnews.tv/lula-surpreende-chanceler-alemao-com-carona-de-kombi-e-faz-desabafo-sobre-o-futuro-do-brasil/ https://brasilnews.tv/lula-surpreende-chanceler-alemao-com-carona-de-kombi-e-faz-desabafo-sobre-o-futuro-do-brasil/#respond Tue, 21 Apr 2026 05:45:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9148 Durante evento industrial na Alemanha, o presidente Lula protagonizou momento inusitado ao dar carona ao chanceler alemão e aproveitou para reforçar ambições econômicas do Brasil.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um momento inusitado e simbólico durante sua agenda oficial na Alemanha. Em meio aos compromissos na Feira de Hannover, Lula deu uma carona de Kombi ao chanceler alemão Friedrich Merz, chamando atenção pela informalidade e proximidade diplomática.

O encontro ocorreu durante a participação brasileira no evento, considerado um dos maiores do mundo no setor industrial e tecnológico. Neste ano, o Brasil ocupa posição de destaque como país parceiro oficial da feira.

Durante a agenda, Lula inaugurou o pavilhão brasileiro ao lado de Merz e destacou a presença de cerca de 140 empresas nacionais expositoras, além de outras 300 representadas no evento. Os setores incluem tecnologia da informação, infraestrutura, energia, agricultura, saúde e inovação industrial.

O presidente aproveitou o momento para reforçar a estratégia do programa de modernização industrial, voltado ao uso de tecnologias avançadas e práticas sustentáveis. Segundo ele, o objetivo é posicionar o Brasil como referência global em inovação.

Em tom mais enfático, Lula também fez um desabafo sobre a imagem do país no cenário internacional. Ele afirmou que o Brasil busca deixar de ser visto como uma economia limitada, destacando o potencial de crescimento e cooperação com parceiros europeus.

A agenda faz parte de uma série de compromissos internacionais que visam ampliar relações comerciais e fortalecer a presença do Brasil em setores estratégicos da economia global.

Foto: Ricardo Stuckert
Redação – Thiago Salles

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Tecnologia no fundo do mar: os “guardiões invisíveis” que controlam o petróleo em profundidades extremas. https://brasilnews.tv/tecnologia-no-fundo-do-mar-os-guardioes-invisiveis-que-controlam-o-petroleo-em-profundidades-extremas/ https://brasilnews.tv/tecnologia-no-fundo-do-mar-os-guardioes-invisiveis-que-controlam-o-petroleo-em-profundidades-extremas/#respond Mon, 13 Apr 2026 04:18:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8813 Muito abaixo da superfície do oceano, onde a pressão é extrema e o acesso humano é praticamente impossível, uma tecnologia silenciosa e essencial mantém o fluxo de petróleo sob controle. São os sistemas submarinos de válvulas, peças fundamentais para a produção offshore moderna. Esses equipamentos ficam instalados diretamente sobre os poços no fundo do mar e têm a função de regular a pressão e o fluxo de petróleo e gás que sobem dos reservatórios subterrâneos. Sem esse controle, a extração seria instável e altamente perigosa. No Brasil, essas operações são acompanhadas por órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que garante que todos os processos sigam padrões rigorosos de segurança e eficiência. O sistema funciona como um conjunto integrado de válvulas e conexões, conhecido na indústria como “árvore de natal molhada”. Cada válvula possui uma função específica, permitindo controlar, interromper ou redirecionar o fluxo conforme a necessidade operacional. Mesmo localizados a centenas ou até milhares de metros de profundidade, esses sistemas são operados remotamente. Equipes em plataformas ou centros de controle utilizam tecnologias hidráulicas e elétricas para ajustar os parâmetros em tempo real, garantindo respostas rápidas em situações críticas. A segurança é uma prioridade constante. Como esses equipamentos operam sob alta pressão e em ambientes extremos, o monitoramento é contínuo. Entre os principais cuidados estão: Esses procedimentos não apenas evitam acidentes, mas também aumentam a vida útil dos equipamentos e a eficiência da produção. Os sistemas submarinos são indispensáveis principalmente em campos localizados em águas profundas e ultraprofundas — regiões onde não há alternativa senão operar diretamente no fundo do mar. Além de garantir o controle da produção, essas válvulas desempenham um papel crítico na prevenção de acidentes. Em caso de emergência, elas podem interromper imediatamente o fluxo, evitando vazamentos e danos ambientais. Combinando engenharia de ponta, automação e monitoramento constante, essas estruturas mostram como a tecnologia tem sido essencial para explorar recursos naturais com mais segurança, mesmo nos ambientes mais extremos do planeta. Foto: Reprodução / Indústria OffshoreRedação – Thiago Salles

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Muito abaixo da superfície do oceano, onde a pressão é extrema e o acesso humano é praticamente impossível, uma tecnologia silenciosa e essencial mantém o fluxo de petróleo sob controle. São os sistemas submarinos de válvulas, peças fundamentais para a produção offshore moderna.

Esses equipamentos ficam instalados diretamente sobre os poços no fundo do mar e têm a função de regular a pressão e o fluxo de petróleo e gás que sobem dos reservatórios subterrâneos. Sem esse controle, a extração seria instável e altamente perigosa.

No Brasil, essas operações são acompanhadas por órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que garante que todos os processos sigam padrões rigorosos de segurança e eficiência.

O sistema funciona como um conjunto integrado de válvulas e conexões, conhecido na indústria como “árvore de natal molhada”. Cada válvula possui uma função específica, permitindo controlar, interromper ou redirecionar o fluxo conforme a necessidade operacional.

Mesmo localizados a centenas ou até milhares de metros de profundidade, esses sistemas são operados remotamente. Equipes em plataformas ou centros de controle utilizam tecnologias hidráulicas e elétricas para ajustar os parâmetros em tempo real, garantindo respostas rápidas em situações críticas.

A segurança é uma prioridade constante. Como esses equipamentos operam sob alta pressão e em ambientes extremos, o monitoramento é contínuo. Entre os principais cuidados estão:

  • Controle permanente da pressão do poço
  • Monitoramento do fluxo de petróleo e gás
  • Inspeções regulares das conexões submarinas
  • Verificação dos sistemas hidráulicos
  • Manutenção preventiva programada

Esses procedimentos não apenas evitam acidentes, mas também aumentam a vida útil dos equipamentos e a eficiência da produção.

Os sistemas submarinos são indispensáveis principalmente em campos localizados em águas profundas e ultraprofundas — regiões onde não há alternativa senão operar diretamente no fundo do mar.

Além de garantir o controle da produção, essas válvulas desempenham um papel crítico na prevenção de acidentes. Em caso de emergência, elas podem interromper imediatamente o fluxo, evitando vazamentos e danos ambientais.

Combinando engenharia de ponta, automação e monitoramento constante, essas estruturas mostram como a tecnologia tem sido essencial para explorar recursos naturais com mais segurança, mesmo nos ambientes mais extremos do planeta.

Foto: Reprodução / Indústria Offshore
Redação – Thiago Salles

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Enquanto o mundo automatiza, o Japão insiste no “feito à mão”: o segredo por trás da lendária Suzuki Hayabusa. https://brasilnews.tv/enquanto-o-mundo-automatiza-o-japao-insiste-no-feito-a-mao-o-segredo-por-tras-da-lendaria-suzuki-hayabusa/ https://brasilnews.tv/enquanto-o-mundo-automatiza-o-japao-insiste-no-feito-a-mao-o-segredo-por-tras-da-lendaria-suzuki-hayabusa/#respond Sun, 12 Apr 2026 04:44:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8826 A Suzuki Hayabusa continua sendo produzida no Japão com forte presença de montagem manual e controle rigoroso, contrastando com a automação acelerada de fábricas em outros países.

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Em um momento em que a indústria global acelera rumo à automação total, o Japão segue um caminho diferente — e a Suzuki Hayabusa é o maior símbolo dessa filosofia.

Produzida na cidade de Hamamatsu, a motocicleta mantém um processo que combina tecnologia com intervenção humana em etapas críticas. Ao invés de priorizar apenas velocidade de produção, a fábrica aposta em precisão absoluta e repetição perfeita em cada unidade.

O processo começa pelo coração da moto: o motor. Diferente de muitas linhas modernas, onde componentes chegam prontos, o motor da Hayabusa é montado peça por peça. Virabrequim, pistões e válvulas passam por encaixes meticulosos, realizados por técnicos especializados.

Cada etapa funciona como um filtro. Se qualquer componente não estiver dentro das tolerâncias exigidas, ele simplesmente não avança na linha. Essa lógica garante um padrão extremamente rígido de qualidade.

Na sequência, entram chassi, suspensão, sistema de freios e eletrônica. Tudo é integrado de forma progressiva, com atenção total ao encaixe e à continuidade entre as partes — algo essencial para uma moto projetada para alta performance.

Mas é no controle de qualidade que a filosofia japonesa se mostra mais evidente. Cada unidade passa por diversas verificações antes de sair da fábrica. A regra é clara: ou está perfeito, ou não sai.

Esse modelo contrasta diretamente com fábricas altamente automatizadas, como as que vêm crescendo rapidamente na China, onde robôs e linhas aceleradas garantem maior volume de produção em menos tempo.

No caso da Hayabusa, a escolha é outra. A prioridade não é produzir mais rápido, mas garantir que todas as unidades entreguem exatamente o mesmo desempenho, sem variações.

Desde o final dos anos 1990, a Hayabusa se consolidou como uma das motos mais icônicas do mundo, não apenas pela potência, mas pela consistência. Esse padrão é resultado direto de uma filosofia industrial que valoriza o detalhe, o controle e a precisão.

Em um cenário dominado pela automação, a Hayabusa mostra que ainda existe espaço para um modelo de produção onde o fator humano continua sendo decisivo.

Mais do que uma motocicleta, ela representa uma forma diferente de pensar a indústria: menos pressa, mais controle — e zero margem para erro.

Foto: Carla Teles
Redação – Thiago Salles

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Empresário transforma escovas de dente em negócio milionário e já ultrapassa R$ 100 milhões em faturamento. https://brasilnews.tv/empresario-transforma-escovas-de-dente-em-negocio-milionario-e-ja-ultrapassa-r-100-milhoes-em-faturamento/ https://brasilnews.tv/empresario-transforma-escovas-de-dente-em-negocio-milionario-e-ja-ultrapassa-r-100-milhoes-em-faturamento/#respond Fri, 20 Mar 2026 04:10:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8069 O empreendedor Fabio Miranda identificou uma oportunidade no mercado brasileiro de produtos de higiene bucal e criou o Grupo PDHB. A empresa, que fabrica itens como escovas de dente e fio dental, já superou a marca de R$ 100 milhões em faturamento e projeta dobrar sua operação até 2030.

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Um mercado aparentemente simples se transformou em um negócio milionário para o empresário Fabio Miranda. Ao apostar na fabricação e comercialização de produtos de higiene bucal, como escovas de dente e fios dentais, ele conseguiu construir uma empresa que já ultrapassou a marca de R$ 100 milhões em faturamento.

A trajetória começou no início da década de 2010, quando Miranda identificou uma demanda crescente no Brasil por produtos ligados à saúde bucal. Parte desse crescimento foi impulsionado pela expansão de programas públicos de atendimento odontológico que ampliaram o acesso da população a cuidados preventivos.

Percebendo a oportunidade, o empresário iniciou suas atividades importando produtos de higiene oral com foco em qualidade e preços competitivos no mercado nacional.

Com o crescimento das vendas e a consolidação da marca, surgiu a decisão estratégica de investir na própria produção. A criação da estrutura industrial permitiu maior controle sobre qualidade, custos e logística.

Assim nasceu o Grupo PDHB, que atualmente possui uma unidade industrial com cerca de 9.500 metros quadrados em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo. A empresa também mantém um centro logístico na cidade de Itajaí, em Santa Catarina.

Nos últimos anos, a companhia apresentou crescimento consistente. Apenas em 2025, o grupo ultrapassou R$ 100 milhões em faturamento, mantendo uma média de expansão de aproximadamente 20% ao ano.

Segundo o fundador, a estratégia de diversificação de produtos tem sido fundamental para reduzir riscos e ampliar a presença da marca no setor.

Agora, a empresa pretende ampliar o portfólio de produtos ligados à saúde bucal e expandir sua capacidade industrial. A meta estabelecida pela companhia é dobrar o tamanho da operação até o ano de 2030, fortalecendo sua posição no mercado brasileiro.

Especialistas do setor avaliam que o mercado de produtos de higiene bucal continua em expansão no país, impulsionado pela maior conscientização da população sobre cuidados preventivos com a saúde.

Foto: Divulgação
Redação – Thiago Salles

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Alckmin contraria Fiesp e mantém debate sobre fim da escala 6×1: “é tendência mundial” https://brasilnews.tv/alckmin-contraria-fiesp-e-mantem-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-e-tendencia-mundial/ https://brasilnews.tv/alckmin-contraria-fiesp-e-mantem-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-e-tendencia-mundial/#respond Wed, 25 Feb 2026 09:37:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7374 Presidente em exercício rejeitou adiar discussão sobre mudanças na jornada de trabalho após pedido da Fiesp e destacou que a redução da carga horária é uma tendência global, além de comentar juros e comércio exterior.

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O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a continuidade do debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, mesmo após o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, sugerir o adiamento da discussão para depois do período eleitoral.

A declaração ocorreu durante a assinatura de um acordo de cooperação entre o governo federal e a entidade industrial, voltado ao fortalecimento de ações contra práticas desleais no comércio exterior. Durante o evento, Skaf afirmou que temas sensíveis deveriam ser debatidos apenas em 2027, argumentando que anos eleitorais tendem a gerar conflitos entre interesses políticos e econômicos.

Em resposta, Alckmin afirmou que a redução da jornada de trabalho é uma tendência observada em vários países e que o tema precisa ser debatido com profundidade, considerando as diferentes realidades do setor produtivo. Segundo ele, trata-se de um debate relevante que não deve ser apressado, mas também não deve ser adiado indefinidamente.

Durante a cerimônia, foram assinados dois protocolos de intenções entre o ministério e a Fiesp. Um deles trata da cooperação em defesa comercial, com o objetivo de fortalecer o comércio justo e combater práticas ilegais no mercado internacional. O outro aborda melhorias no ambiente regulatório, buscando reduzir burocracias, custos e barreiras para empresas, além de ampliar a digitalização de serviços públicos.

Alckmin também demonstrou otimismo em relação à economia, afirmando esperar que o Comitê de Política Monetária inicie a redução da taxa básica de juros já na próxima reunião. Segundo ele, fatores como a valorização do real e a desaceleração no preço dos alimentos contribuem para esse cenário.

O presidente em exercício comentou ainda a nova tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos, avaliando que a medida pode beneficiar o Brasil ao estabelecer condições iguais para todos os países, diferente do modelo anterior que impunha taxas mais elevadas a produtos brasileiros.

As declarações reforçam a disposição do governo em avançar em temas econômicos estruturais, enquanto mantém diálogo com o setor produtivo sobre competitividade, comércio internacional e condições de trabalho.

Foto: Marcelo Camargo

Redação Brasil News

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