guerra no Irã – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 18 Mar 2026 12:03:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png guerra no Irã – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Guerra no Irã ameaça travar queda dos juros no Brasil e pode pesar ainda mais no bolso do brasileiro. https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-ameaca-travar-queda-dos-juros-no-brasil-e-pode-pesar-ainda-mais-no-bolso-do-brasileiro/ https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-ameaca-travar-queda-dos-juros-no-brasil-e-pode-pesar-ainda-mais-no-bolso-do-brasileiro/#respond Thu, 19 Mar 2026 06:59:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8135 A expectativa de queda dos juros no Brasil pode sofrer um freio inesperado diante da escalada da guerra no Oriente Médio. O conflito envolvendo o Irã elevou os preços internacionais do petróleo, criando um novo cenário de pressão inflacionária que já começa a impactar decisões econômicas no país.

O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic, se reúne em meio a esse cenário de incertezas. Atualmente fixada em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas —, a taxa poderia começar a cair, mas agora enfrenta obstáculos externos.

O aumento do preço do petróleo, que ultrapassou a marca de 100 dólares por barril em diversos momentos após o início do conflito, tem efeito direto sobre o custo dos combustíveis no Brasil. Isso já levou a reajustes no diesel e acendeu o alerta para impactos em cadeia, especialmente no preço dos alimentos e no transporte.

Com isso, economistas e instituições financeiras passaram a rever suas projeções. O mercado agora acredita que a inflação pode subir mais do que o esperado, o que reduziria o espaço para cortes agressivos na Selic. Em alguns casos, há até expectativa de manutenção da taxa atual por mais tempo.

Mas afinal, o que é a Selic e por que ela afeta tanto o dia a dia das pessoas?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve como referência para todas as demais taxas do mercado. Ela é usada pelo Banco Central como principal ferramenta para controlar a inflação.

Quando a Selic está alta, o crédito fica mais caro. Empréstimos, financiamentos e até o rotativo do cartão de crédito passam a ter juros maiores, o que desestimula o consumo. Por outro lado, aplicações financeiras em renda fixa se tornam mais atrativas.

Já quando a Selic cai, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando o consumo e os investimentos. Isso ajuda a movimentar a economia, mas também pode pressionar a inflação se não houver controle.

A decisão do Banco Central leva em conta diversos fatores, como o comportamento dos preços, o crescimento econômico e o cenário internacional — que agora se tornou mais instável com a guerra.

Além disso, a inflação no Brasil segue uma meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, atualmente em 3% ao ano, com margem de tolerância de até 4,5%. Se houver risco de ultrapassar esse limite, a tendência é manter os juros elevados por mais tempo.

Na prática, juros altos impactam diretamente a vida da população. Fica mais difícil financiar imóveis e veículos, empresas investem menos e o crescimento econômico desacelera. Ao mesmo tempo, quem possui dinheiro investido pode ter maior retorno.

O atual cenário mostra como conflitos internacionais podem afetar diretamente a economia brasileira, mesmo a milhares de quilômetros de distância. A definição da Selic nos próximos meses será crucial para determinar o ritmo da economia e o impacto no bolso dos brasileiros.

Foto: (Getty Images)
Redação – Thiago Salles

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Guerra no Irã dispara commodities e pode beneficiar exportações do Brasil, dizem especialistas. https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-dispara-commodities-e-pode-beneficiar-exportacoes-do-brasil-dizem-especialistas/ https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-dispara-commodities-e-pode-beneficiar-exportacoes-do-brasil-dizem-especialistas/#respond Thu, 12 Mar 2026 05:11:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7854 A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem provocado fortes impactos na economia global e já começa a influenciar diretamente os preços de commodities estratégicas, como petróleo, fertilizantes e alimentos. Esse cenário levanta questionamentos sobre os possíveis efeitos para países exportadores de matérias-primas, como o Brasil.

O conflito intensificou tensões no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e insumos agrícolas. O bloqueio parcial da região pela Guarda Revolucionária iraniana reduziu a oferta de energia e fertilizantes no mercado internacional, elevando os preços desses produtos.

Analistas destacam que cerca de um terço do comércio global de fertilizantes passa por essa rota marítima. Além disso, o próprio Irã é um grande exportador de ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados pela agricultura mundial.

Esse cenário já começa a refletir no mercado de matérias-primas. O índice CRB, considerado um dos principais indicadores globais de preços de commodities como petróleo e alimentos, atingiu recentemente o maior nível desde 2011.

Diante desse contexto, economistas discutem se o Brasil pode viver um novo ciclo favorável de exportações, semelhante ao chamado “boom das commodities” ocorrido entre o início dos anos 2000 e o começo da década de 2010. Naquele período, a forte demanda da China impulsionou os preços internacionais e contribuiu para o crescimento econômico brasileiro.

Hoje, o Brasil ocupa posição estratégica no mercado global de matérias-primas. O país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, além de ocupar posição relevante na produção e exportação de petróleo.

A soja, por exemplo, representa um dos principais produtos da balança comercial brasileira. Cerca de 80% da soja exportada pelo país tem como destino a China, principal parceiro comercial do Brasil. Em 2025, o grão respondeu por aproximadamente 34,5% das exportações nacionais.

Apesar da alta nos preços das commodities, especialistas afirmam que o cenário atual é diferente daquele observado duas décadas atrás. A economia chinesa, que foi o principal motor do boom anterior, vem apresentando crescimento mais moderado nos últimos anos.

Mesmo assim, o aumento nos preços internacionais pode elevar a receita das exportações brasileiras. Segundo especialistas, a tendência é de ganhos moderados, sem repetir o crescimento extraordinário observado no passado.

Outro fator que pode influenciar o mercado é a oferta de fertilizantes. Caso a crise afete a produção agrícola em países do Hemisfério Norte, compradores internacionais podem aumentar a demanda por produtos agrícolas brasileiros.

Por outro lado, o cenário também apresenta riscos. A alta nos preços do petróleo e dos fertilizantes pode gerar efeitos inflacionários no Brasil, afetando custos de transporte, produção agrícola e alimentos.

Além disso, o aumento da instabilidade geopolítica tende a elevar a percepção de risco nos mercados internacionais, o que pode impactar investimentos e a economia de países emergentes.

Economistas destacam que, no curto prazo, o consumidor pode sentir os efeitos negativos dessa instabilidade global. Já no médio e longo prazo, o Brasil pode se tornar mais atrativo para investimentos por estar distante das regiões de conflito e possuir forte capacidade de produção de energia e alimentos.

Mesmo assim, especialistas ressaltam que o cenário permanece incerto e que os efeitos econômicos da guerra podem continuar sendo sentidos mesmo após o fim do conflito.

Foto: Silvio Avila / AFP / Getty Images
Redação Brasil News

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