guerra na Ucrânia – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Fri, 16 Jan 2026 13:46:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png guerra na Ucrânia – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Kremlin joga a culpa em Zelenskiy e ecoa Trump: Rússia diz estar pronta para paz e acusa Ucrânia de travar acordo. https://brasilnews.tv/kremlin-joga-a-culpa-em-zelenskiy-e-ecoa-trump-russia-diz-estar-pronta-para-paz-e-acusa-ucrania-de-travar-acordo/ https://brasilnews.tv/kremlin-joga-a-culpa-em-zelenskiy-e-ecoa-trump-russia-diz-estar-pronta-para-paz-e-acusa-ucrania-de-travar-acordo/#respond Fri, 16 Jan 2026 13:46:28 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6140 O governo russo elevou o tom no debate internacional sobre a guerra na Ucrânia ao afirmar que não é Moscou, mas sim Kiev, quem estaria bloqueando um possível acordo de paz. A declaração foi feita nesta quinta-feira pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que disse concordar integralmente com a avaliação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em entrevista recente, Trump afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, estaria disposto a negociar o fim do conflito, enquanto a Ucrânia demonstraria menor disposição para um entendimento. Questionado sobre o motivo de as negociações lideradas pelos EUA ainda não terem produzido resultados concretos, Trump foi direto ao apontar Zelenskiy como o principal obstáculo.

Para o Kremlin, a posição russa é clara e conhecida por todas as partes envolvidas. “O presidente Putin e o lado russo permanecem abertos ao diálogo”, declarou Peskov, acrescentando que essa postura já foi apresentada aos negociadores norte-americanos, ao próprio Trump e à liderança ucraniana.

A fala russa contrasta fortemente com a visão de aliados europeus, que acusam Moscou de prolongar o conflito para ampliar o controle territorial e reduzir o impacto de novas sanções ocidentais. Atualmente, a Rússia ocupa cerca de um quinto do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014, e reivindica áreas adicionais na região de Donetsk.

Enquanto Moscou exige a retirada de tropas ucranianas de regiões reivindicadas, Kiev rejeita qualquer cessão territorial e defende o fim dos combates ao longo das linhas de frente atuais. Propostas dos Estados Unidos incluem a criação de uma zona econômica especial caso a Ucrânia aceite recuar militarmente — ideia que enfrenta forte resistência interna.

As negociações recentes também se concentram em possíveis garantias de segurança para uma Ucrânia no pós-guerra. No entanto, autoridades europeias alertam que dificilmente o Kremlin aceitará algumas das condições discutidas. O clima de desconfiança se agravou após a Rússia acusar a Ucrânia de tentar atacar uma residência de Putin, alegação negada por Kiev.

Mesmo diante das tensões, Peskov afirmou que Moscou está disposta a receber o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro do presidente americano, Jared Kushner, para novas rodadas de conversas, assim que uma data for definida.

O impasse diplomático mantém o maior conflito em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial sem uma solução à vista, enquanto acusações cruzadas seguem moldando a narrativa internacional sobre quem, afinal, impede a paz.

A guerra entre Rússia e Ucrânia começou por um conjunto de fatores históricos, políticos e geoestratégicos, que se acumularam ao longo de anos e explodiram em conflito aberto em 2022. Eis os principais motivos, de forma clara e objetiva:


1) Disputa geopolítica e a OTAN

A Rússia se opõe à aproximação da Ucrânia com o Ocidente, especialmente com a OTAN.
Moscou vê a expansão da aliança militar para o Leste Europeu como ameaça direta à sua segurança, enquanto Kiev busca proteção e integração com Europa e EUA.


2) Mudança política na Ucrânia (2014)

Em 2014, protestos populares derrubaram um governo ucraniano pró-Rússia e colocaram no poder líderes mais alinhados ao Ocidente.
O Kremlin considerou o processo um “golpe apoiado pelo Ocidente”, rompendo de vez as relações.


3) Anexação da Crimeia

Ainda em 2014, a Rússia anexou a Crimeia, território ucraniano estratégico no Mar Negro.
A comunidade internacional considerou a ação ilegal. Desde então, o conflito passou a ser latente.


4) Guerra no leste da Ucrânia (Donbas)

Grupos separatistas pró-Rússia, com apoio de Moscou, iniciaram combates nas regiões de Donetsk e Luhansk.
Esse conflito de baixa intensidade matou milhares de pessoas antes mesmo da guerra atual.


5) Identidade e soberania

O presidente russo Vladimir Putin afirma que Rússia e Ucrânia formariam “um só povo”, negando a plena soberania ucraniana.
Para a Ucrânia, essa visão ameaça sua existência como Estado independente.


6) Invasão de 2022

Em fevereiro de 2022, a Rússia lançou uma invasão em larga escala, alegando:

  • “desmilitarizar” a Ucrânia
  • impedir sua entrada na OTAN
  • “proteger” populações russófonas

Para a Ucrânia e o Ocidente, tratou-se de agressão não provocada e violação do direito internacional.

Foto: Alexander Kazakov / Sputnik / Pool via Reuters

Redação Brasil News

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Guerra sem limites: ataque russo mergulha Kiev no frio, mata civis e atinge até embaixada estrangeira. https://brasilnews.tv/guerra-sem-limites-ataque-russo-mergulha-kiev-no-frio-mata-civis-e-atinge-ate-embaixada-estrangeira/ https://brasilnews.tv/guerra-sem-limites-ataque-russo-mergulha-kiev-no-frio-mata-civis-e-atinge-ate-embaixada-estrangeira/#respond Fri, 09 Jan 2026 12:48:02 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5917 A escalada do conflito no Leste Europeu ganhou um novo capítulo dramático nesta sexta-feira. Um ataque noturno lançado pela Rússia contra a Ucrânia provocou destruição em Kiev e cidades vizinhas, atingindo ao menos 20 edifícios residenciais e danificando a Embaixada do Catar na capital ucraniana.

Segundo o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, o ataque foi realizado com drones e mísseis, incluindo o míssil hipersônico Oréshnik. O bombardeio deixou ao menos quatro mortos e 24 feridos, números confirmados pelas autoridades locais e pelo próprio chefe de Estado.

Durante a ofensiva, todo o território ucraniano entrou em alerta máximo após a detecção de bombardeiros russos no espaço aéreo. Em Kiev, bairros inteiros ficaram sem energia elétrica e aquecimento. O prefeito da cidade, Vitali Klitschko, classificou a ação como um “ataque intenso com mísseis” e alertou para o colapso parcial da infraestrutura urbana.

De acordo com a prefeitura, cerca de metade dos prédios residenciais da capital ficou sem aquecimento após danos severos à infraestrutura crítica. Com temperaturas chegando a –8 °C e previsão de queda ainda maior, Klitschko fez um apelo excepcional para que moradores deixem temporariamente a cidade, caso tenham condições, em busca de locais com fontes alternativas de energia e calor.

O ataque ocorreu poucas horas depois de Zelenski alertar a população sobre planos russos para uma ofensiva em larga escala. Após o bombardeio, o presidente voltou a cobrar uma resposta firme da comunidade internacional. “É necessária uma reação clara do mundo, especialmente dos Estados Unidos, cujos sinais a Rússia realmente considera”, declarou.

Enquanto esforços diplomáticos tentam abrir caminho para um eventual cessar-fogo, Moscou mantém ataques diários à Ucrânia, mesmo em meio ao inverno rigoroso. A Rússia, que iniciou a invasão em fevereiro de 2022 para barrar a aproximação ucraniana da Organização do Tratado do Atlântico Norte, voltou a afirmar que qualquer presença militar ocidental no território ucraniano será tratada como “alvo militar legítimo”.

O conflito, considerado o mais mortal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, segue sem sinais concretos de desescalada, ampliando a crise humanitária e a tensão geopolítica global.

Foto: Efrem Lukatsky / Associated Press
Redação Brasil News

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Ataque russo a Kiev deixa mortos, provoca apagão em massa e antecede encontro decisivo entre EUA e Ucrânia. https://brasilnews.tv/ataque-russo-a-kiev-deixa-mortos-provoca-apagao-em-massa-e-antecede-encontro-decisivo-entre-eua-e-ucrania/ https://brasilnews.tv/ataque-russo-a-kiev-deixa-mortos-provoca-apagao-em-massa-e-antecede-encontro-decisivo-entre-eua-e-ucrania/#respond Sat, 27 Dec 2025 15:12:02 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5522 A capital da Ucrânia, Kiev, voltou a ser alvo de um ataque em larga escala neste sábado (27). De acordo com autoridades locais, forças russas lançaram centenas de drones e dezenas de mísseis contra a cidade durante a madrugada, mantendo o alerta antiaéreo acionado por várias horas e provocando explosões em diferentes regiões.

Informações da Força Aérea ucraniana indicam que a maioria dos projéteis foi interceptada pelos sistemas de defesa, mas parte conseguiu atingir áreas residenciais. Um edifício pegou fogo após ser atingido, resultando na morte de um morador e deixando dezenas de feridos. Outra vítima fatal foi registrada em um bairro periférico.

O impacto do ataque também foi sentido na infraestrutura. Segundo o governo ucraniano, cerca de 600 mil residências ficaram sem fornecimento de energia elétrica e calefação, agravando a situação da população em pleno inverno europeu.

O episódio acontece às vésperas do encontro entre Zelensky e o presidente norte-americano, nos Estados Unidos, onde será debatido um novo plano articulado por Washington para tentar encerrar o conflito iniciado em 2022. Antes disso, o líder ucraniano ainda deve manter reuniões com aliados, incluindo o primeiro-ministro canadense Mark Carney e líderes europeus, por meio de videoconferência.

Zelensky afirmou que a ofensiva demonstra que a Rússia não demonstra disposição real para encerrar a guerra, acusando Moscou de ampliar a pressão militar e o sofrimento civil. Já o Ministério da Defesa da Rússia declarou que os alvos atingidos seriam instalações militares e estruturas energéticas usadas pelas forças ucranianas.

O plano em discussão prevê, entre outros pontos, o congelamento das linhas de frente e a criação de áreas desmilitarizadas no leste do país, região que segue como foco de divergências entre Kiev e seus parceiros internacionais.

Foto: STRINGER
Redação Brasil News

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Ucrânia diz ter inutilizado dois caças russos em ação de sabotagem dentro da Rússia. https://brasilnews.tv/ucrania-diz-ter-inutilizado-dois-cacas-russos-em-acao-de-sabotagem-dentro-da-russia/ https://brasilnews.tv/ucrania-diz-ter-inutilizado-dois-cacas-russos-em-acao-de-sabotagem-dentro-da-russia/#respond Tue, 23 Dec 2025 12:15:32 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5435 A inteligência da Ucrânia informou que dois caças pertencentes à Força Aérea da Rússia teriam sido inutilizados após um incêndio em uma base aérea localizada nos arredores da cidade de Lipetsk. O episódio teria ocorrido entre os dias 20 e 21 de dezembro, segundo comunicado divulgado por Kiev.

De acordo com as autoridades ucranianas, a ação fez parte de uma operação de sabotagem conduzida por grupos de resistência que atuariam em território russo. O planejamento, ainda segundo a versão apresentada, teria levado cerca de duas semanas até ser executado.

A Direção Principal de Inteligência da Ucrânia declarou que as aeronaves atingidas foram um Su-27 e um Su-30, com valor estimado conjunto de até US$ 100 milhões. O Su-27, identificado pelo número de cauda “12”, seria utilizado principalmente para exibições, enquanto o Su-30, de número “82”, estaria em operação regular, empregado em missões e treinamentos.

Até o momento, autoridades russas não confirmaram nem negaram o incidente, e não existem verificações independentes que comprovem a extensão dos danos relatados. Analistas observam que Lipetsk abriga um dos principais complexos de aviação militar da Rússia, incluindo base aérea e centro de treinamento estratégico para a aviação tática do país.

O episódio ocorre em meio à intensificação de ações assimétricas relatadas por Kiev, que incluem ataques e sabotagens em instalações consideradas sensíveis dentro do território russo, ampliando o alcance do conflito além das linhas de frente tradicionais.

Foto: X / @bayraktar_1love

Redação Brasil News

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EUA intensificam articulação por acordo de paz enquanto Ucrânia denuncia novos ataques russos https://brasilnews.tv/eua-intensificam-articulacao-por-acordo-de-paz-enquanto-ucrania-denuncia-novos-ataques-russos/ https://brasilnews.tv/eua-intensificam-articulacao-por-acordo-de-paz-enquanto-ucrania-denuncia-novos-ataques-russos/#respond Sun, 14 Dec 2025 14:20:12 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4988 A guerra entre Ucrânia e Rússia voltou a registrar forte escalada neste fim de semana, com ataques russos de grande intensidade contra instalações de energia em várias regiões ucranianas. Diante do cenário, o presidente Volodimir Zelensky afirmou que Moscou segue empenhada em provocar destruição e sofrimento à população civil, afastando qualquer sinal de disposição real para encerrar o conflito.

As declarações ocorreram antes da reunião marcada entre o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, o presidente ucraniano e autoridades europeias em Berlim. Washington tem aumentado a pressão por um entendimento diplomático que coloque fim à guerra iniciada em fevereiro de 2022, ao mesmo tempo em que tenta alinhar posições com aliados europeus.

Segundo autoridades de Kiev, os ataques russos durante a madrugada deixaram milhares de pessoas sem eletricidade. Em Sumy, no nordeste do país, um projétil atingiu um edifício residencial e matou uma idosa de 80 anos. Moscou, por sua vez, afirmou que utilizou mísseis balísticos hipersônicos como resposta a ações militares ucranianas.

O conflito também ultrapassou fronteiras. Na Rússia, autoridades confirmaram a morte de duas pessoas após um ataque de drones ucranianos contra um prédio residencial na cidade de Saratov. A escalada reforça o clima de instabilidade às vésperas das discussões diplomáticas.

No campo político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou recentemente um plano de paz que recebeu críticas de Kiev e de líderes europeus, por supostamente atender a exigências estratégicas de Moscou, como a cessão de territórios. Autoridades ucranianas afirmam ter enviado uma contraproposta a Washington, com ajustes ao texto original.

Outro ponto sensível das negociações envolve a possível adesão da Ucrânia à União Europeia. Informações indicam que a versão mais recente do plano americano prevê o início do processo a partir de 2027, embora a entrada dependa do aval unânime dos países do bloco e do avanço de reformas internas, sobretudo no combate à corrupção.

A tensão também chegou ao Mar Negro. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, alertou para os riscos de transformar a região em área permanente de confronto, após um navio turco ser atingido por um ataque aéreo russo próximo ao porto de Chornomorsk, na região de Odessa. Segundo ele, a segurança da navegação é essencial para todos os países envolvidos.

Foto: Nicolas Tucat / AFP

Redação Brasil News

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EUA e Ucrânia avançam em acordo de paz, enquanto Rússia ameaça rejeitar nova proposta. https://brasilnews.tv/eua-e-ucrania-avancam-em-acordo-de-paz-enquanto-russia-ameaca-rejeitar-nova-proposta/ https://brasilnews.tv/eua-e-ucrania-avancam-em-acordo-de-paz-enquanto-russia-ameaca-rejeitar-nova-proposta/#respond Wed, 26 Nov 2025 14:39:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4056 As articulações diplomáticas entre Estados Unidos e Ucrânia avançaram nos últimos dias em torno de uma proposta para encerrar a guerra, mas o novo esboço do acordo enfrenta forte resistência por parte da Rússia. A poucos dias do prazo estabelecido pelo presidente norte-americano Donald Trump para que Kiev aceite os termos, representantes dos dois países indicam que há consenso sobre pontos centrais, restando apenas definições consideradas sensíveis.

A proposta inicial, que continha 28 itens, foi reduzida para 19 pontos após críticas duras do governo ucraniano e de aliados europeus. Entre as mudanças, estão ajustes sobre o tamanho das Forças Armadas da Ucrânia e o uso de bilhões de dólares em ativos russos congelados no exterior para financiar a reconstrução do país. No entanto, a questão territorial segue como o principal impasse, especialmente em relação à Crimeia e regiões do leste ocupadas por tropas russas.

Autoridades ucranianas afirmaram que há um entendimento básico com os Estados Unidos sobre os princípios do acordo. O presidente Volodymyr Zelensky declarou que está disposto a avançar, desde que as decisões de segurança envolvam diretamente a Ucrânia e a Europa. Já o governo norte-americano avalia que os termos estão próximos de um desfecho, embora reconheça que ainda existem obstáculos delicados.

Donald Trump tem demonstrado otimismo cauteloso. Em declarações recentes, afirmou que as negociações “estão evoluindo” e que um entendimento pode ser alcançado em breve. O presidente também determinou que seu principal negociador viaje à Rússia para se reunir com Vladimir Putin nos próximos dias, numa tentativa direta de destravar as últimas divergências.

Do lado russo, o tom é de desconfiança. O chanceler Sergei Lavrov afirmou que Moscou não foi oficialmente informada sobre as alterações no plano e voltou a cobrar garantias sobre o reconhecimento dos territórios anexados. O Kremlin sustenta que pontos considerados fundamentais não podem ser revistos e sinaliza que pode abandonar as tratativas caso a nova versão não respeite esses interesses.

Enquanto isso, representantes americanos seguem dialogando separadamente com autoridades russas e ucranianas. A expectativa é que as conversas avancem nos próximos dias, mas o risco de fracasso ainda é grande diante do clima de tensão e da divergência sobre território, soberania e alianças militares.

Foto: Roman PILIPEY / AFP

Redação Brasil News

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Imprensa dos EUA aponta que plano de Trump para encerrar guerra na Ucrânia prevê concessões territoriais à Rússia. https://brasilnews.tv/imprensa-dos-eua-aponta-que-plano-de-trump-para-encerrar-guerra-na-ucrania-preve-concessoes-territoriais-a-russia/ https://brasilnews.tv/imprensa-dos-eua-aponta-que-plano-de-trump-para-encerrar-guerra-na-ucrania-preve-concessoes-territoriais-a-russia/#respond Thu, 20 Nov 2025 12:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3824 Em meio à guerra que já se arrasta há quase quatro anos, o governo dos Estados Unidos estaria trabalhando em uma nova proposta de paz para o conflito entre Rússia e Ucrânia. De acordo com reportagens do portal Axios e do Financial Times, o plano — discutido discretamente por representantes americanos e russos — inclui algumas das principais exigências de Moscou, como a cessão de áreas no leste ucraniano e o reconhecimento formal da Crimeia como território russo.

Unidade ucraniana dispara foguetes contra linhas russas nos arredores de Pokrovsk, no leste da Ucrânia — Foto: Tyler Hicks/The New York Times

Segundo o Axios, o esboço da proposta contém 28 pontos e sugere que a Rússia assumiria controle total de Donetsk e Luhansk, regiões do Donbass, incluindo zonas que ainda estão sob domínio ucraniano. Em outras áreas contestadas, como Kherson e Zaporíjia, a divisão seguiria as linhas de combate no momento da assinatura do acordo. Em troca, Kiev receberia garantias de segurança, embora em formato mais limitado do que vinha sendo discutido anteriormente.

Fontes russas ouvidas pelo Financial Times afirmam que o projeto “não é um plano, mas uma composição de propostas práticas e intenções”, mas admitem que parte das exigências seria “inaceitável” para a Ucrânia. Pelo texto, o russo voltaria a ser reconhecido como idioma oficial em áreas específicas — outro pedido frequente de Moscou.

Caso avance, o documento representaria uma mudança significativa na estratégia diplomática de Donald Trump, que havia prometido encerrar a guerra em 24 horas ao assumir o cargo. Após uma reunião frustrada com Vladimir Putin em agosto, e com o aumento dos ataques mortais no front, Trump passou a pressionar por negociações diretas, ao mesmo tempo em que impôs sanções econômicas mais duras à Rússia.

Policiais ucranianos isolam área de jardim de infância em Kharkiv, atingido por drone russo — Foto: Serviços de Emergência da Ucrânia via AFP

Preocupações de Kiev
A Ucrânia, porém, recebeu a proposta com grande resistência. De acordo com o Axios, representantes americanos apresentaram o plano ao conselheiro de segurança nacional ucraniano, Rustem Umerov, que levantou objeções imediatas. Entre os pontos mais sensíveis, está a possibilidade de redução do efetivo militar ucraniano para cerca de 400 mil soldados, além de limitações no arsenal de longo alcance — exigências que especialistas avaliam como arriscadas diante do histórico de invasões russas.

Zelensky tem pedido garantias de segurança mais robustas por parte da Otan e aliados ocidentais, incluindo mecanismos internacionais para impedir novos ataques russos. Nos últimos meses, porém, várias dessas propostas foram rejeitadas por Moscou, como a criação de uma força de manutenção da paz internacional.

Uma reunião prevista para esta quarta-feira, em Ancara, entre Zelensky, o negociador americano Steve Witkoff e autoridades turcas, foi cancelada. Ainda assim, o presidente ucraniano se encontrou com Recep Tayyip Erdogan e reforçou, em pronunciamento, que “a guerra precisa terminar sem recompensar a agressão”.

Clima tenso também em Moscou
Questionado sobre o vazamento das informações, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, evitou comentários diretos e afirmou que Moscou “não tem novidades a acrescentar”. Ele declarou que a Rússia está aberta ao diálogo, mas atribuiu a pausa nas negociações à falta de interesse de Kiev em avançar nas conversas.

Enquanto isso, Washington enviou uma delegação oficial à Ucrânia. O secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, chegou a Kiev para avaliar as condições no terreno e relatar a situação diretamente à Casa Branca. Segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal, Trump considera urgente avançar em um acordo para “interromper mortes e acelerar o fim do conflito”.

O plano, no entanto, está longe de consenso. Se implementado, poderia redefinir o mapa político da região, mas também provocar forte reação interna na Ucrânia — especialmente se for percebido como uma capitulação territorial diante da invasão russa.


Foto: Tyler Hicks / The New York Times

Redação Brasil News

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Trump põe em dúvida reunião com Putin e critica lentidão nas negociações sobre guerra na Ucrânia. https://brasilnews.tv/trump-poe-em-duvida-reuniao-com-putin-e-critica-lentidao-nas-negociacoes-sobre-guerra-na-ucrania/ https://brasilnews.tv/trump-poe-em-duvida-reuniao-com-putin-e-critica-lentidao-nas-negociacoes-sobre-guerra-na-ucrania/#respond Wed, 22 Oct 2025 10:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2278 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom de frustração em relação às negociações pela paz na Ucrânia. Em declaração à imprensa nesta terça-feira (21), o republicano afirmou que a possível cúpula com Vladimir Putin, prevista para ocorrer em Budapeste, na Hungria, pode ser adiada ou até cancelada caso não haja expectativa de progresso.

“Não quero perder tempo em uma reunião sem resultados. Vamos avaliar o que fazer nos próximos dias”, disse Trump, no Salão Oval da Casa Branca.

A fala ocorre após uma série de contatos diplomáticos. Na semana passada, Trump havia determinado a preparação do encontro com Putin, mas assessores do governo indicam que não há planos imediatos para o evento. Segundo fontes da Casa Branca, o impasse com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, também contribuiu para a incerteza sobre a reunião.

Trump tem tentado se posicionar como mediador global, papel que vem reforçando desde as negociações para o cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Apesar disso, o republicano reconheceu que as conversas com Kiev e Moscou estagnaram.

Durante coletiva recente com Zelensky, o líder americano reiterou que a guerra deveria ser interrompida “nas atuais linhas de batalha”, destacando o cansaço das duas nações.

“Temos dois países se destruindo. É hora de parar e dar um passo atrás”, declarou.

O Kremlin, por outro lado, mantém o discurso de que um cessar-fogo imediato deixaria a Ucrânia sob o que chamou de “regime nazista”.

A relação entre Washington e Moscou vive um novo momento de tensão desde a Cúpula do Alasca, realizada há dois meses, quando Trump e Putin prometeram “abrir caminho para a paz”. Desde então, as tratativas esfriaram e, segundo o Kremlin, houve uma “pausa séria” no diálogo bilateral.

Foto: Andrew Harnik/Getty Images

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Drones misteriosos sobrevoam base militar na Dinamarca e Europa planeja escudo antidrones https://brasilnews.tv/drones-misteriosos-sobrevoam-base-militar-na-dinamarca-e-europa-planeja-escudo-antidrones/ https://brasilnews.tv/drones-misteriosos-sobrevoam-base-militar-na-dinamarca-e-europa-planeja-escudo-antidrones/#respond Sat, 27 Sep 2025 16:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1510 A tensão na Europa aumentou após drones de origem desconhecida serem avistados sobrevoando a base militar de Karup, a maior da Dinamarca, na noite de sexta-feira (26). Segundo autoridades locais, os equipamentos permaneceram na área por várias horas, forçando até mesmo o fechamento temporário do aeroporto de Midtjylland.

Este incidente se soma a outros episódios recentes na região, incluindo sobrevoos semelhantes na Polônia e Romênia. O governo dinamarquês suspeita que a Rússia esteja por trás de uma ofensiva híbrida, embora Moscou negue qualquer envolvimento.

Diante das crescentes ameaças, ministros da Defesa da União Europeia se reuniram para discutir a criação de um “muro antidrones”, estrutura tecnológica capaz de rastrear e neutralizar aeronaves não tripuladas. A proposta será um dos temas centrais da cúpula europeia, que acontecerá em Copenhague na próxima semana.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que 6 bilhões de euros serão destinados a uma aliança de defesa aérea em conjunto com a Ucrânia. O objetivo é proteger os países do bloco, especialmente aqueles que fazem fronteira com áreas em conflito.

Enquanto o projeto não é finalizado, países como Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia já estão implantando sistemas móveis de radar e recebendo tecnologia de parceiros, como a Suécia, para reforçar a segurança em eventos estratégicos.

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