geração distribuída – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Tue, 21 Apr 2026 21:24:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png geração distribuída – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Nova cobrança na energia solar? TUSDg em microgeração vira alvo de disputa jurídica no Brasil. https://brasilnews.tv/nova-cobranca-na-energia-solar-tusdg-em-microgeracao-vira-alvo-de-disputa-juridica-no-brasil/ https://brasilnews.tv/nova-cobranca-na-energia-solar-tusdg-em-microgeracao-vira-alvo-de-disputa-juridica-no-brasil/#respond Thu, 30 Apr 2026 04:22:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9255 A discussão sobre a cobrança da TUSDg em unidades de microgeração conectadas em baixa tensão passou a mobilizar consumidores, integradores e especialistas do setor elétrico. O ponto central do debate é saber em quais situações a distribuidora pode cobrar pelo uso da rede quando a unidade não apenas consome energia, mas também injeta potência excedente no sistema de distribuição. A base legal desse debate está no artigo 18 da Lei nº 14.300/2022, que assegura o acesso ao sistema de distribuição para microgeração e minigeração, mediante ressarcimento do custo de transporte envolvido. O parágrafo único ainda determina que a tarifa aplicada deve considerar a forma de uso da rede, seja para consumo, seja para injeção de energia.

Na prática, isso abriu espaço para uma interpretação mais ampla do uso da infraestrutura elétrica. Antes, boa parte da discussão se concentrava na energia compensada. Agora, com a regulamentação setorial, o foco também passou a incluir a injeção de potência na rede, especialmente quando a geração instantânea supera o consumo simultâneo da unidade consumidora. Segundo a análise publicada pelo Canal Solar, esse é o ponto que diferencia a simples compensação de energia de uma possível cobrança específica pelo uso da rede na injeção.

A regulamentação citada no debate está no artigo 655-I da Resolução Normativa nº 1.000 da ANEEL, que prevê, no faturamento do Grupo B participante do SCEE, uma parcela referente à energia consumida da rede e outra, quando cabível, referente à energia ativa injetada. A cobrança sobre a injeção depende de cálculo próprio e não se baseia apenas em comparar o total mensal gerado com o total mensal consumido. O raciocínio regulatório considera a diferença entre a demanda de injeção e a demanda requerida do sistema, o que transforma a discussão em um tema técnico e jurídico ao mesmo tempo.

Outro ponto decisivo é que a cobrança não pode ser feita de forma automática e irrestrita. A própria regulamentação estabelece condições para sua validade concreta. Entre elas estão a existência de sistema de medição apto a apurar as grandezas exigidas pela norma e o aviso prévio ao consumidor com antecedência mínima de dois ciclos de faturamento. Sem esses elementos, a cobrança pode ser questionada. Essa diferenciação entre autorização normativa abstrata e validade concreta da fatura aparece como um dos principais focos de controvérsia.

O debate se torna ainda mais sensível quando envolve unidades enquadradas em regimes de transição ou situações associadas ao chamado direito adquirido. A interpretação sobre até onde vai essa proteção jurídica ainda é tratada como tema controverso no setor, especialmente quando a cobrança representa um ônus novo para sistemas que ingressaram no modelo anterior de compensação. O próprio texto publicado pelo Canal Solar aponta que essa é uma das áreas com maior potencial de judicialização.

Paralelamente, o tema também ganhou contornos mais duros com discussões sobre fraude operacional. A Cermissões informou ter identificado casos de simulação de carga em unidades com geração distribuída, prática que, segundo a cooperativa, buscaria reduzir ou zerar indevidamente a cobrança da TUSDg. Em comunicado, a entidade afirmou que a ANEEL, por meio do Ofício nº 219/2025-STD, considerou incomuns registros com picos isolados de consumo incompatíveis com a rotina operacional normal e destacou que cargas simuladas para obtenção de vantagem indevida podem caracterizar fraude à lei.

Esse cenário mostra que a nova fase da geração distribuída no Brasil deixou para trás as respostas simples. A cobrança da TUSDg no Grupo B aparece, em tese, respaldada pela legislação e pela regulamentação, mas sua aplicação prática depende de critério técnico, medição adequada e respeito ao procedimento regulatório. Em outras palavras, a disputa não gira apenas em torno da existência da cobrança, mas de quando, como e em quais casos ela pode ser exigida legitimamente.

Foto: CSESOLAR Energia Inteligente/Click Solar
Redação – Thiago Salles

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Conta mais cara à vista: imposto pode transformar o sonho do painel solar em pesadelo para brasileiros em 2026. https://brasilnews.tv/conta-mais-cara-a-vista-imposto-pode-transformar-o-sonho-do-painel-solar-em-pesadelo-para-brasileiros-em-2026/ https://brasilnews.tv/conta-mais-cara-a-vista-imposto-pode-transformar-o-sonho-do-painel-solar-em-pesadelo-para-brasileiros-em-2026/#respond Tue, 20 Jan 2026 15:50:24 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6272 Brasileiros que planejavam reduzir a conta de luz com a instalação de painéis solares podem enfrentar um cenário bem diferente nos próximos anos. A partir de 2026, a energia solar residencial tende a ficar mais cara com a retomada progressiva do Imposto de Importação sobre módulos fotovoltaicos, decisão que encerra um longo ciclo de incentivos iniciado ainda na década passada.

Após anos de alíquotas reduzidas — que chegaram a 0% em determinados períodos — o governo passou a reintroduzir o imposto de forma escalonada desde 2024. O cronograma prevê percentuais cada vez maiores, que podem alcançar até 25% sobre equipamentos importados que excedam as cotas estabelecidas entre 2025 e 2026.

O impacto é significativo porque o Brasil depende quase totalmente do mercado externo para suprir a demanda por painéis solares. Com a alta tributária, o custo dos sistemas residenciais e comerciais tende a subir, reduzindo a atratividade da geração própria de energia, especialmente para famílias de classe média que vinham aderindo em massa à tecnologia.

Entidades do setor alertam para riscos concretos. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica afirma que a mudança pode provocar o adiamento ou cancelamento de dezenas de projetos, colocando em xeque bilhões de reais em investimentos e milhares de empregos ligados à cadeia da energia limpa.

Já representantes da indústria nacional defendem a decisão. Para a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, o imposto é uma ferramenta para equilibrar a concorrência com produtos estrangeiros, muitas vezes subsidiados, e estimular a produção local de equipamentos, fortalecendo o setor industrial brasileiro.

Enquanto o governo sustenta que a política busca corrigir distorções e incentivar a nacionalização da cadeia produtiva, consumidores temem perder o acesso a uma das principais alternativas para driblar tarifas elevadas de energia elétrica. O resultado desse embate deve definir se a energia solar continuará acessível ou se voltará a ser um investimento restrito a poucos.

Foto: Jornalista Pedro Silvini
Redação Brasil News

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