geologia – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 04 Mar 2026 13:39:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png geologia – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Gigante adormecido desperta: maior gêiser ácido do planeta volta a entrar em erupção e lança jatos de água a quase 9 metros. https://brasilnews.tv/gigante-adormecido-desperta-maior-geiser-acido-do-planeta-volta-a-entrar-em-erupcao-e-lanca-jatos-de-agua-a-quase-9-metros/ https://brasilnews.tv/gigante-adormecido-desperta-maior-geiser-acido-do-planeta-volta-a-entrar-em-erupcao-e-lanca-jatos-de-agua-a-quase-9-metros/#respond Sun, 08 Mar 2026 04:35:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7639 Um dos fenômenos geotérmicos mais raros do planeta voltou a apresentar atividade nos Estados Unidos. O gêiser Echinus, localizado dentro do Parque Nacional de Yellowstone, retomou suas erupções após permanecer cerca de seis anos sem registros de atividade.

A formação natural fica na região conhecida como Norris Geyser Basin e é considerada o maior gêiser ácido do mundo. Cientistas e funcionários do parque observaram no início de fevereiro novos jatos de água quente e vapor que podem atingir entre 6 e 9 metros de altura.

O retorno da atividade foi confirmado por especialistas do United States Geological Survey, que acompanham constantemente o comportamento geológico da região de Yellowstone.

O Echinus chama atenção dos pesquisadores por possuir uma composição química incomum. Diferente da maioria das fontes termais, que apresentam água neutra ou alcalina, esse gêiser possui um nível elevado de acidez. Normalmente, ambientes tão ácidos acabam destruindo as estruturas subterrâneas que permitem a formação de um gêiser.

No entanto, no caso do Echinus, ocorre um raro equilíbrio entre água subterrânea e gases ácidos que mantém intacta a estrutura mineral responsável pela pressão do vapor. Esse mecanismo permite que o sistema continue funcionando e produza erupções periódicas.

A piscina principal do gêiser possui cerca de 20 metros de largura e apresenta bordas pontiagudas formadas por depósitos de sílica. Essas estruturas lembram pequenos espinhos de ouriços-do-mar, o que inspirou o nome “Echinus”.

Os minerais presentes na água também criam um espetáculo visual ao redor da formação. Sedimentos ricos em ferro, alumínio e arsênio geram cores vibrantes que variam entre tons de vermelho, laranja e amarelo.

O comportamento do gêiser já mudou diversas vezes ao longo das últimas décadas. Na década de 1970, as erupções eram extremamente regulares, ocorrendo em intervalos que variavam entre 40 e 80 minutos. Já nos anos 1980 e 1990, alguns jatos chegaram a ultrapassar 20 metros de altura.

Com o passar do tempo, a atividade diminuiu gradualmente até entrar em um longo período de inatividade no início da década de 2020. A nova fase observada em 2026 marca o retorno de um dos sistemas geotérmicos mais curiosos do planeta.

O fenômeno ocorreu praticamente no mesmo período em que outro gigante geotérmico da região também entrou em atividade: o Steamboat Geyser, considerado o gêiser mais alto do mundo.

Apesar da coincidência, especialistas afirmam que não existe evidência de aumento de atividade vulcânica na região. De acordo com o monitoramento científico, o sistema geológico de Yellowstone permanece estável.

Mesmo assim, autoridades do parque reforçam alertas para visitantes. A água expelida pelo gêiser pode ultrapassar 90 °C, temperatura suficiente para causar queimaduras graves. Além disso, o solo na região geotérmica é fino e pode ceder em áreas fora das passarelas oficiais.

O retorno do Echinus reforça o fascínio científico e turístico que Yellowstone exerce há décadas. A região abriga a maior concentração de gêiseres ativos do planeta, transformando o parque em um dos laboratórios naturais mais importantes para o estudo da geologia e da atividade hidrotermal.

Foto: Fabio Lucas Carvalho
Redação Brasil News

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Descoberta histórica: cientistas encontram pegadas de dinossauros na Amazônia pela primeira vez. https://brasilnews.tv/descoberta-historica-cientistas-encontram-pegadas-de-dinossauros-na-amazonia-pela-primeira-vez/ https://brasilnews.tv/descoberta-historica-cientistas-encontram-pegadas-de-dinossauros-na-amazonia-pela-primeira-vez/#respond Thu, 30 Oct 2025 13:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2556 Uma descoberta inédita está mudando o entendimento sobre a presença dos dinossauros no território brasileiro. Pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) encontraram pegadas fossilizadas com mais de 100 milhões de anos em formações rochosas do município de Bonfim, no norte do estado.
O achado representa o primeiro registro confirmado de pegadas de dinossauros na Amazônia, um marco para a paleontologia nacional.

As impressões foram encontradas em lajedos de arenito na bacia do rio Tacutu, área estudada desde 2011 pelo geólogo Vladimir de Souza, professor da UFRR. Após anos de análises e comparações, o grupo confirmou que as marcas pertencem a dinossauros carnívoros e herbívoros que viveram durante o período Cretáceo.

Os cientistas identificaram trilhas com mais de 30 metros de extensão, indicando que os animais circulavam em grupos — possivelmente com herbívoros sendo perseguidos por predadores. As marcas sugerem a presença de espécies semelhantes aos velociraptors e de saurópodes gigantes, de até 10 metros de altura.

Segundo o paleontólogo Carlos Eduardo Vieira, as formações rochosas que preservaram as pegadas são antigas áreas de planície e deserto, formadas após a fragmentação do supercontinente Pangeia. Esse processo criou novos ambientes e ecossistemas onde os dinossauros prosperaram.

A descoberta reforça que a Amazônia já abrigou uma biodiversidade muito mais ampla do que se imaginava. Agora, os pesquisadores planejam expandir as escavações para outras regiões de Roraima e criar rotas paleontológicas, unindo ciência, turismo e educação ambiental.

“Encontrar essas pegadas na Amazônia muda a forma como enxergamos o passado da região e abre caminho para novas investigações sobre o clima e a fauna pré-histórica brasileira”, afirma Vieira.

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Cientistas revelam que ouro do núcleo da Terra pode estar chegando à superfície https://brasilnews.tv/ouro-nucleo-terra-vazamento-manto-pesquisa-universidade-gottingen/ Wed, 28 May 2025 21:51:24 +0000 http://demo.mysterythemes.com/news-portal/?p=68 Pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, trouxeram à tona uma descoberta intrigante sobre a geodinâmica da Terra: parte do ouro armazenado no núcleo do planeta estaria, aos poucos, “vazando” para camadas superiores da crosta terrestre. O estudo, publicado recentemente na renomada revista Nature, aponta que esse deslocamento ocorre através do magma que alimenta atividades vulcânicas em regiões como o Havaí.

A partir da análise precisa de isótopos de rutênio — metal raro que se comporta de maneira semelhante ao ouro em termos geoquímicos — os cientistas conseguiram detectar traços vindos de áreas profundas, próximas à fronteira entre o núcleo e o manto, a cerca de 2.900 quilômetros de profundidade. Segundo os autores, essas amostras confirmam que o núcleo terrestre está longe de ser uma estrutura completamente isolada.

Com temperaturas que ultrapassam os 5 mil graus Celsius, o núcleo abriga mais de 99% do ouro do planeta. Até então, acreditava-se que ele estivesse completamente retido naquela região desde a formação da Terra, há 4,5 bilhões de anos. No entanto, as novas técnicas isotópicas desenvolvidas pela equipe alemã permitiram medir com precisão as diferenças nos elementos presentes em rochas vulcânicas de origem profunda, abrindo caminho para uma nova compreensão da estrutura interna do planeta.

O estudo indica que não apenas o ouro, mas também outros metais siderófilos como paládio, ródio e platina estão sendo transportados por correntes de magma desde regiões profundas até a superfície, em um processo natural que ocorre há milhões de anos.

Apesar de não representar uma oportunidade comercial — dado o ritmo extremamente lento com que esses metais emergem —, a descoberta é revolucionária do ponto de vista científico. Ela desafia a visão tradicional de que o núcleo da Terra seria completamente isolado e sugere que ele pode exercer influência direta na composição da crosta terrestre.

Além disso, os autores apontam que essa movimentação pode ter um papel importante na formação de ilhas oceânicas e nas reservas minerais atualmente exploradas. A pesquisa levanta novas perguntas sobre os ciclos geológicos que moldam nosso planeta e sobre o passado profundo da Terra.

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