fintechs – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Thu, 28 May 2026 15:04:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png fintechs – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Bomba na Faria Lima! Megaoperação contra o PCC descobre lavagem bilionária de R$ 26 bilhões e fraude nos combustíveis https://brasilnews.tv/bomba-na-faria-lima-megaoperacao-contra-o-pcc-descobre-lavagem-bilionaria-de-r-26-bilhoes-e-fraude-nos-combustiveis/ https://brasilnews.tv/bomba-na-faria-lima-megaoperacao-contra-o-pcc-descobre-lavagem-bilionaria-de-r-26-bilhoes-e-fraude-nos-combustiveis/#respond Fri, 29 May 2026 05:53:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10249 O coração financeiro do Brasil foi transformado no epicentro de um escândalo criminoso de proporções astronômicas. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (28) a Operação Fluxo Oculto. A megaoperação cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados (SP, PR, RJ, MG e MS) para desarticular uma rede financeira ultra sofisticada ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os promotores, o esquema movimentou de forma atípica e criminosa a quantia chocante de quase R$ 26 bilhões, utilizando fintechs da Faria Lima e fundos de investimento para blindar o dinheiro ilícito.

As investigações revelaram uma ousadia extrema por parte dos criminosos, liderados pelos foragidos Mohamad Hussein Mourad (“Primo”) e Roberto Augusto Leme da Silva (“Beto Louco”). Mesmo após sofrerem baixas em operações policiais no ano passado, os chefes da organização reestruturaram o bando rapidamente, criando novas empresas de fachada em nome de laranjas vulneráveis e migrando capitais entre plataformas de pagamento digital. Para mascarar o rastro do dinheiro do PCC, a quadrilha utilizava o mecanismo de “contas-bolsão” em instituições financeiras digitais — como BK Bank, Ceopag e Sispay —, criando uma zona de opacidade onde os bancos tradicionais enxergavam apenas a fintech, ocultando os CNPJs criminosos que movimentavam até 56 postos de combustíveis em uma única conta.

A engenharia do crime operava em três frentes de choque. Além do duto financeiro das fintechs, a chamada “máfia do nafta” desviou mais de 135 milhões de litros de solvente petroquímico importado por meio de notas fiscais frias emitidas por distribuidoras como a Petrodansk. Os caminhões desviavam as rotas para misturar o solvente diretamente à Gasolina Tipo A, revendendo o combustível adulterado ao consumidor final e gerando um rombo de R$ 200 milhões em sonegação fiscal. Na terceira ponta, fundos de investimento (FIDC-NP) eram usados para simular operações comerciais legítimas e dar aparência lícita ao patrimônio. A Justiça determinou o bloqueio imediato do patrimônio líquido dos fundos envolvidos para sufocar as finanças da maior facção do país.

Foto: Divulgação /

Redação – Thiago Salles

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PIC PAY VAI À BOLSA DOS EUA E COLOCA O IMPÉRIO BATISTA À PROVA: IPO BILIONÁRIO PODE MUDAR O JOGO DAS FINTECHS BRASILEIRAS https://brasilnews.tv/pic-pay-vai-a-bolsa-dos-eua-e-coloca-o-imperio-batista-a-prova-ipo-bilionario-pode-mudar-o-jogo-das-fintechs-brasileiras/ https://brasilnews.tv/pic-pay-vai-a-bolsa-dos-eua-e-coloca-o-imperio-batista-a-prova-ipo-bilionario-pode-mudar-o-jogo-das-fintechs-brasileiras/#respond Wed, 28 Jan 2026 11:57:38 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6497 O PicPay, que nasceu como uma simples carteira digital, entra agora em um dos momentos mais decisivos de sua história. Controlada pela família Batista, a fintech apresentou pedido de abertura de capital nos Estados Unidos, mirando uma avaliação de mercado que pode chegar a US$ 2,5 bilhões. O movimento é visto como um teste de confiança dos investidores internacionais na nova fase da empresa.

A operação acontece em meio a um cenário favorável para ativos de mercados emergentes, com a bolsa brasileira em níveis recordes e maior apetite ao risco por parte de investidores globais. Segundo apurações de mercado, a demanda inicial pela oferta já superou em mais de três vezes o volume de ações disponível, sinalizando forte interesse pelo ativo.

Fundado em 2012 e adquirido pelos Batista em 2015, o PicPay se consolidou como o terceiro maior banco digital do país em número de clientes. O sucesso inicial foi impulsionado pela popularização das transferências digitais, tendência que ganhou força durante a pandemia. No entanto, a criação do Pix pelo Banco Central mudou o jogo, eliminando vantagens competitivas e forçando fintechs a reinventarem seus modelos de negócio.

Diante desse novo cenário, o PicPay acelerou sua aposta no crédito, aproximando sua atuação da de bancos digitais mais completos. A estratégia se mostrou decisiva: a empresa saiu de um prejuízo bilionário em 2021 para registrar lucro líquido em 2024, impulsionada principalmente pela expansão das operações de empréstimos e pela incorporação da base de varejo do Banco Original.

A transformação exigiu aportes relevantes de capital ao longo dos últimos anos, realizados pela própria família controladora, enquanto a empresa se adequava às exigências regulatórias de um banco. Agora, com o IPO, o PicPay pretende usar os recursos captados para ampliar sua oferta de crédito, fortalecer capital e financiar novas aquisições, incluindo a entrada no mercado de seguros.

Com 67 milhões de contas abertas e atuação concentrada exclusivamente no Brasil, a fintech aposta no crescimento vertical de seus produtos para competir com gigantes já internacionalizados. O sucesso da oferta poderá não apenas redefinir o futuro do PicPay, mas também reacender o interesse global por empresas brasileiras de tecnologia financeira.

Foto: Michael Nagle / Bloomberg

Redação Brasil News

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Taxação de bets e fintechs entra em debate como fonte para garantir seguro rural obrigatório https://brasilnews.tv/taxacao-de-bets-e-fintechs-entra-em-debate-como-fonte-para-garantir-seguro-rural-obrigatorio/ https://brasilnews.tv/taxacao-de-bets-e-fintechs-entra-em-debate-como-fonte-para-garantir-seguro-rural-obrigatorio/#respond Wed, 19 Nov 2025 19:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3691 O debate sobre a falta de previsibilidade orçamentária para o seguro rural voltou ao centro das discussões em Brasília. Integrantes do agronegócio, seguradoras e parlamentares trabalham para que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) seja tratado como despesa obrigatória no Orçamento Federal, o que garantiria continuidade ao apoio financeiro destinado aos produtores.

Uma das propostas em análise prevê utilizar estimativas de aumento de arrecadação provenientes da taxação de apostas esportivas, plataformas financeiras digitais e exploração de petróleo a partir de 2026. A ideia é demonstrar, no texto do projeto de lei que tramita no Senado, que existe margem fiscal para absorver a despesa sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que já há definição da fonte dos recursos das despesas do seguro rural, mas não informou qual — Foto: Foto: Wenderson Araujo/Valor

O PL 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, condiciona a transformação do PSR em despesa obrigatória à apresentação de medidas compensatórias em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal. Para isso, as equipes técnicas do Congresso avaliam diversas fontes adicionais de receita ou cortes de gastos.

Uma das alternativas consideradas é parte do impacto previsto no projeto de lei 458/2021, que reúne medidas de revisão fiscal e recomposição do IOF, estimando cerca de R$ 25 bilhões em aumento de arrecadação e redução de despesas já em 2026. Outra linha de estudo inclui os efeitos do novo marco do setor elétrico, que pode gerar incremento anual de aproximadamente R$ 8 bilhões com a mudança no preço de referência do petróleo.

Também está em pauta a possível utilização da arrecadação extra de impostos sobre bets e fintechs, proposta defendida pelo senador Renan Calheiros. Apesar disso, há resistência na área econômica em incluir receitas de projetos ainda não sancionados. Técnicos lembram que a LRF exige apenas a comprovação de viabilidade fiscal — não a vinculação obrigatória da nova fonte ao seguro rural.

O Ministério da Agricultura, por sua vez, avalia remanejar parte do orçamento destinado ao Proagro, programa de proteção agrícola administrado pelo Banco Central e já classificado como despesa obrigatória, para dar sustentabilidade ao PSR. A previsão indica R$ 6,6 bilhões para o Proagro em 2026, contra apenas R$ 1,09 bilhão previstos para o PSR.

Representantes das seguradoras reforçam que previsibilidade é essencial para manter o mercado funcionando. Nos últimos dez anos, perdas no campo acarretadas por eventos climáticos extremos ultrapassaram R$ 420 bilhões, enquanto as indenizações pagas pelas seguradoras já superaram os R$ 40 bilhões desde 2015. Em 2025, somente 3% da área cultivada do país conta com seguro subvencionado.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reafirmou que o governo já definiu a fonte de recursos para a mudança no PSR, mas preferiu não antecipar detalhes. A expectativa é de que o projeto seja ajustado na Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação no plenário do Senado e, posteriormente, na Câmara.

Entre os pontos ainda sensíveis para a equipe econômica está a tributação das operações de seguro rural, hoje isentas, mas previstas para serem taxadas com a implementação do Fundo Catástrofe. O Ministério da Fazenda também defende a participação de uma instituição pública, como a ABGF, no comitê gestor do fundo — proposta que encontra oposição entre as seguradoras.

As negociações continuam intensas e podem definir os próximos passos do seguro rural no Brasil, tema considerado estratégico para a proteção da produção agrícola diante do aumento dos eventos climáticos extremos.


Foto: Wenderson Araujo / Valor
Redação Brasil News

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Governo propõe taxar apostas online e aplicar IR sobre LCI e LCA como alternativa ao aumento do IOF https://brasilnews.tv/governo-propoe-taxar-apostas-online-e-aplicar-ir-sobre-lci-e-lca-como-alternativa-ao-aumento-do-iof/ https://brasilnews.tv/governo-propoe-taxar-apostas-online-e-aplicar-ir-sobre-lci-e-lca-como-alternativa-ao-aumento-do-iof/#respond Mon, 09 Jun 2025 08:56:03 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1114 Em meio às críticas sobre o recente aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo federal apresentou um conjunto de novas propostas que visa compensar a arrecadação, evitando desgaste político. As medidas foram debatidas durante uma reunião com líderes do Congresso e incluem mudanças em tributações sobre investimentos e apostas esportivas online.

Uma das principais alterações será o fim da isenção do Imposto de Renda para Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Agora, novas aplicações nesses títulos passarão a ser tributadas com alíquota de 5%. O mesmo vale para as debêntures incentivadas, embora os papéis já emitidos sigam isentos.

Outra frente de ajuste recai sobre o setor de apostas. O governo propôs elevar de 12% para 18% a alíquota cobrada sobre o Gross Gaming Revenue (GGR) das chamadas bets — ou seja, a receita bruta obtida pelas casas de apostas, descontados os prêmios pagos aos jogadores.

Além disso, o pacote revoga um benefício fiscal voltado às fintechs, empresas do setor financeiro digital. A alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), antes fixada em 9%, será equiparada à das demais instituições financeiras, passando para 15%.

As medidas serão oficializadas por meio de uma Medida Provisória (MP), segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que classificou o decreto anterior sobre o IOF como “passível de recalibração”. Segundo ele, algumas alíquotas do imposto terão recuo, especialmente nas seguintes situações:

  • Redução do IOF para operações de crédito entre empresas;
  • Corte de 80% na alíquota aplicada a operações de risco sacado;
  • Redução do IOF sobre seguros de vida com pagamento por sobrevivência, como o VGBL.

A decisão vem após um intenso diálogo com parlamentares, liderado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que havia estabelecido um prazo de 10 dias para que o governo apresentasse soluções alternativas.

A expectativa do governo é que o novo conjunto de medidas assegure uma arrecadação próxima dos R$ 18 bilhões estimados anteriormente com o aumento do IOF, mas com menor resistência política e maior alinhamento com o Congresso Nacional.

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