Arquivo de exportações - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/exportacoes/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 21 Sep 2026 15:11:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de exportações - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/exportacoes/ 32 32 Paraguai supera US$ 1 bilhão com maquila e Brasil concentra 62% das exportações do regime. https://brasilnews.tv/paraguai-supera-us-1-bilhao-com-maquila-e-brasil-concentra-62-das-exportacoes-do-regime/ https://brasilnews.tv/paraguai-supera-us-1-bilhao-com-maquila-e-brasil-concentra-62-das-exportacoes-do-regime/#respond Thu, 24 Sep 2026 04:07:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=13933 As exportações paraguaias realizadas pelo regime de maquila ultrapassaram US$ 1 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 30,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O modelo, que aplica um tributo único de 1% em operações enquadradas na legislação, tem no Brasil seu principal destino e vem ampliando sua importância na indústria exportadora do Paraguai.

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O regime de maquila do Paraguai ultrapassou uma marca simbólica em 2026 e reforçou seu peso na economia do país.

Entre janeiro e agosto, as exportações realizadas sob esse modelo chegaram a US$ 1,0123 bilhão, valor 30,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados oficiais do Banco Central do Paraguai.

Somente em agosto, as vendas externas da maquila somaram aproximadamente US$ 153,6 milhões.

No mesmo período, as exportações totais paraguaias alcançaram US$ 14,0253 bilhões, alta de 24,7% na comparação anual.

O desempenho mostra que o regime deixou de ser apenas uma alternativa tributária para empresas estrangeiras e passou a ocupar espaço relevante dentro da produção industrial voltada à exportação.

Brasil é o principal destino

Os números do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai mostram a forte ligação do regime com o mercado brasileiro.

No primeiro semestre de 2026, 78% das exportações de maquila tiveram como destino países do Mercosul.

O Brasil respondeu sozinho por 62% dos embarques, seguido pela Argentina, com 15%. Os Países Baixos ficaram na terceira posição, com 9%.

Entre os principais produtos exportados estão autopeças, confecções e produtos químicos.

As autopeças representaram 32% das exportações da maquila no primeiro semestre, enquanto o setor de confecções e têxteis respondeu por 16%.

Como funciona a maquila

A legislação paraguaia define a maquila como um regime voltado à produção de bens ou prestação de serviços destinados principalmente ao exterior.

Uma empresa estrangeira pode contratar uma operação instalada no Paraguai para executar processos como transformação, fabricação, reparo, montagem ou prestação de serviços.

A Lei nº 7.547/2025 estabelece que essas atividades devem ocorrer dentro de um programa formalmente aprovado e obedecer às exigências previstas para o regime.

Isso significa que simplesmente abrir uma empresa no Paraguai não garante automaticamente acesso aos benefícios da maquila.

É necessário estruturar uma operação enquadrada na legislação, com contrato, processo produtivo ou de serviços, documentação e destinação adequada da produção.

O imposto de 1% tem uma regra específica

Um dos principais atrativos do regime é o chamado Tributo Único de Maquila, com alíquota de 1%.

A legislação, porém, estabelece um detalhe importante.

O imposto incide sobre o valor agregado no território paraguaio ou sobre o valor da fatura de exportação, utilizando-se o que for maior.

Por exemplo: se uma operação exporta US$ 100 mil e agrega US$ 40 mil em valor dentro do Paraguai, a base considerada será de US$ 100 mil. Nesse caso hipotético, o tributo corresponderia a US$ 1 mil.

Por isso, a alíquota de 1% não deve ser interpretada isoladamente como o custo tributário completo de qualquer empresa instalada no país.

Regime já gera mais de 36 mil empregos

O crescimento também aparece no mercado de trabalho.

Segundo o Ministério da Indústria e Comércio, as empresas maquiladoras empregavam 36.052 pessoas no primeiro semestre de 2026.

O número representa crescimento de 1.923 postos de trabalho em relação ao mesmo período do ano anterior, uma alta de aproximadamente 6%.

Os segmentos de confecções e têxteis lideravam a geração de empregos, com 8.363 trabalhadores, seguidos pelo setor de autopeças, com 7.865, e serviços, com 3.982 empregos.

Exportações cresceram mês após mês

Os dados do Banco Central mostram uma aceleração ao longo do ano.

Até julho, as exportações sob o regime totalizavam US$ 858,7 milhões, crescimento de 32,1% em relação aos primeiros sete meses de 2025.

Com os US$ 153,6 milhões registrados em agosto, o acumulado ultrapassou pela primeira vez em 2026 a marca de US$ 1 bilhão.

Entre os produtos que ajudaram a impulsionar o crescimento estão álcool etílico, fios e cabos utilizados principalmente pelo setor de autopeças e artigos têxteis.

Oportunidade para empresas brasileiras exige cálculo além do imposto

A proximidade geográfica e o peso do Brasil como destino tornam o Paraguai particularmente relevante para empresas brasileiras interessadas em reorganizar etapas de produção.

O regime pode ser utilizado em atividades como fabricação de componentes, montagem, confecção, processamento industrial e determinados serviços direcionados ao mercado externo.

Mas a decisão envolve fatores além da tributação.

Custos de logística, energia, mão de obra, câmbio, transporte, regras de origem do Mercosul, estrutura empresarial e produtividade podem alterar significativamente a vantagem econômica de cada operação.

Também não existe garantia automática de tarifa zero apenas pelo fato de um produto ser fabricado sob maquila. Para usufruir de benefícios comerciais dentro do Mercosul, a mercadoria precisa cumprir as regras de origem aplicáveis ao produto.

Paraguai consolida estratégia industrial

Os números de 2026 mostram que a maquila está ganhando escala.

No primeiro bimestre, 81% das exportações do regime já eram destinadas ao Mercosul, e o Brasil concentrava 67% das vendas naquele momento.

Ao longo do ano, a participação brasileira permaneceu dominante, mesmo com a expansão de outros mercados.

Para o Paraguai, o modelo se tornou uma ferramenta de atração de investimentos, industrialização e geração de empregos.

Para empresas brasileiras, representa uma alternativa possível de organização produtiva — mas cuja viabilidade depende do custo total da operação, e não apenas da conhecida alíquota de 1%.

Com mais de US$ 1 bilhão exportado em oito meses, a maquila passa a ocupar uma posição cada vez mais relevante na integração industrial entre Paraguai e Brasil.

Foto: Divulgação/Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai –
Redação – Thiago Salles

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Exportadores de carne bovina reagem à suspensão das vendas para a União Europeia e apresentam garantias sanitárias. https://brasilnews.tv/exportadores-de-carne-bovina-reagem-a-suspensao-das-vendas-para-a-uniao-europeia-e-apresentam-garantias-sanitarias/ https://brasilnews.tv/exportadores-de-carne-bovina-reagem-a-suspensao-das-vendas-para-a-uniao-europeia-e-apresentam-garantias-sanitarias/#respond Fri, 04 Sep 2026 04:21:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=13323 Governo brasileiro e entidades do setor agropecuário formalizam novo protocolo sobre uso de antimicrobianos para tentar reverter o bloqueio do bloco europeu, que entra em vigor nesta quinta-feira (3).

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) informou nesta quarta-feira (2) que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) enviou às autoridades da União Europeia (UE) as garantias oficiais relativas ao controle e fiscalização do uso de antimicrobianos na pecuária bovina nacional. A manifestação ocorre na véspera da suspensão dos embarques da proteína para o bloco comunitário, agendada para esta quinta-feira (3), após a Comissão Europeia alegar falta de comprovação técnica sobre a rastreabilidade dos medicamentos ao longo da vida dos animais.

Em 2025, o mercado europeu respondeu por US$ 1,05 bilhão das exportações brasileiras de carne bovina, o equivalente a 5,86% do faturamento do setor. Para contornar as exigências regulatórias, a ABIEC, em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR), desenvolveu um protocolo privado de conformidade sanitária que já foi integrado ao plano de ação governamental apresentado ao órgão europeu.

A restrição imposta por Bruxelas foca no uso de antibióticos e medicamentos veterinários que coincidem com os empregados na medicina humana, exigindo histórico documental desde o nascimento dos bovinos. Segundo a ABIEC, o bloqueio atinge uma demanda de alto valor agregado composta por cortes nobres — como filé-mignon e contrafilé —, cuja substituição comercial para outros grandes compradores, como a China, não ocorre de forma imediata.

A decisão da União Europeia afeta também a cadeia de carne de frango e mel, que passam por auditorias técnicas. O governo brasileiro e as lideranças do agronegócio mantêm negociações diretas com a Comissão Europeia com o objetivo de restabelecer a habilitação das plantas frigoríficas e normalizar o fluxo comercial para os países membros do bloco.

Foto: Reprodução / Agência Brasil

Redação – Thiago Salles

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A revolução silenciosa da China no campo e o impacto direto no futuro do agronegócio brasileiro. https://brasilnews.tv/a-revolucao-silenciosa-da-china-no-campo-e-o-impacto-direto-no-futuro-do-agronegocio-brasileiro/ https://brasilnews.tv/a-revolucao-silenciosa-da-china-no-campo-e-o-impacto-direto-no-futuro-do-agronegocio-brasileiro/#respond Tue, 04 Aug 2026 13:47:04 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12527 A China prepara uma guinada estratégica em sua política agrícola, aplicando ao campo o mesmo modelo de tecnologia, pesquisa e investimento que impulsionou sua indústria. A iniciativa busca reforçar a segurança alimentar diante do envelhecimento populacional e das tensões geopolíticas, transformando insumos como sementes em prioridades de Estado e alterando a dinâmica de importações do agronegócio brasileiro.

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Uma transformação estrutural na segunda maior economia do mundo promete redefinir os rumos do comércio global de alimentos e impactar diretamente o setor produtivo no Brasil. O governo chinês está implementando uma reformulação profunda em sua política agrícola, direcionando recursos massivos para a automação, robótica, inteligência artificial e biotecnologia no campo. A mudança é apontada por especialistas como uma aplicação direta da mesma lógica de desenvolvimento que transformou o país em uma potência industrial nas últimas décadas.

A decisão de tratar a produção agrícola como questão de segurança nacional e estabilidade social intensificou-se após choques recentes na cadeia de abastecimento, como os surtos de peste suína africana, os impactos da pandemia e o acirramento das disputas comerciais com os Estados Unidos. Além disso, o rápido envelhecimento da população chinesa pressiona o governo a buscar eficiência e produtividade no campo, onde o desenvolvimento e o melhoramento genético de sementes passaram a ser encarados como a nova “tecnologia de ponta” estratégica do país.

Apesar da busca por maior autonomia e do investimento para conter a dependência de fornecedores externos, analistas ressaltam que o movimento não significa o fim das importações brasileiras. Com a consolidação de uma expressiva classe média urbana, a demanda por produtos de maior valor agregado permanece alta. A reconfiguração da estratégia chinesa exige que produtores e formuladores de políticas públicas no Brasil fiquem atentos às novas dinâmicas do mercado asiático, que também abrem espaço para parcerias em transição energética e insumos sustentáveis.

Foto: Reprodução/Instagram Redação – Thiago Salles

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Brasil aciona OMC contra tarifaço de Trump e abre disputa comercial com os Estados Unidos. https://brasilnews.tv/brasil-aciona-omc-contra-tarifaco-de-trump-e-abre-disputa-comercial-com-os-estados-unidos/ https://brasilnews.tv/brasil-aciona-omc-contra-tarifaco-de-trump-e-abre-disputa-comercial-com-os-estados-unidos/#respond Wed, 29 Jul 2026 12:56:01 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12337 O governo brasileiro formalizou um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos após a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O Itamaraty afirma que as medidas adotadas pela administração de Donald Trump violam regras do comércio internacional e podem afetar significativamente as exportações nacionais.

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O governo brasileiro deu início a uma disputa comercial contra os Estados Unidos ao protocolar um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC). A iniciativa contesta as novas tarifas impostas pela administração do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as medidas foram adotadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974. A primeira delas estabeleceu uma tarifa adicional de 25% após uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras, incluindo temas como comércio digital, sistema de pagamentos eletrônicos (PIX), propriedade intelectual, etanol, legislação anticorrupção e desmatamento ilegal.

Além dessa cobrança, outra investigação conduzida pelos Estados Unidos resultou na aplicação de uma tarifa extra de 12,5% sobre produtos brasileiros. Nesse caso, a análise envolveu políticas relacionadas à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Somadas, as duas medidas elevam para 37,5% a taxação aplicada a diversos produtos exportados pelo Brasil, aumentando os custos para empresas brasileiras que atuam no mercado americano.

Em nota oficial, o Itamaraty afirmou que considera as tarifas incompatíveis com as normas do comércio internacional e com os compromissos assumidos pelos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT 1994) e do mecanismo de solução de controvérsias da OMC.

O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do processo dentro da organização internacional. Caso não haja entendimento entre os dois países, o Brasil poderá solicitar a criação de um painel de especialistas para analisar o caso e decidir se as medidas adotadas pelos Estados Unidos violam as regras do comércio global.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Ministro Mauro Vieira) ou Arquivo Itamaraty.

Redação: Ana Flávia

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Tarifaço de Trump expõe contradição: Brasil gera superávit bilionário aos EUA, mas segue entre os países mais taxados. https://brasilnews.tv/tarifaco-de-trump-expoe-contradicao-brasil-gera-superavit-bilionario-aos-eua-mas-segue-entre-os-paises-mais-taxados/ https://brasilnews.tv/tarifaco-de-trump-expoe-contradicao-brasil-gera-superavit-bilionario-aos-eua-mas-segue-entre-os-paises-mais-taxados/#respond Fri, 24 Jul 2026 12:44:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12184 Mesmo acumulando um superávit comercial expressivo em favor dos Estados Unidos ao longo das últimas décadas, o Brasil voltou a ser alvo de novas tarifas impostas pelo governo norte-americano. Especialistas avaliam que a decisão vai além do comércio e reflete disputas geopolíticas, estratégicas e econômicas.

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O novo pacote de tarifas aplicado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros reacendeu o debate sobre a relação comercial entre os dois países. Apesar de Washington registrar um superávit bilionário nas trocas com o Brasil há décadas, a Casa Branca decidiu ampliar as barreiras comerciais, atingindo diversos setores da economia brasileira.

Dados oficiais do governo norte-americano mostram que os Estados Unidos acumulam saldo positivo de aproximadamente US$ 144 bilhões no comércio de bens com o Brasil nas últimas quatro décadas. Quando também são considerados os serviços, o superávit americano ultrapassa US$ 480 bilhões entre 2000 e 2025.

Mesmo diante desse cenário, o governo dos EUA manteve a adoção de tarifas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros, além de outras medidas comerciais. Durante audiência no Senado norte-americano, representantes do governo reconheceram que a balança comercial favorece os Estados Unidos, mas defenderam que ainda existem barreiras regulatórias e comerciais que justificariam as novas sanções.

Analistas avaliam que a decisão vai além da simples relação de importações e exportações. Segundo especialistas em comércio internacional, as tarifas fazem parte de uma estratégia para fortalecer setores da economia americana e ampliar o poder de negociação dos Estados Unidos diante de parceiros comerciais considerados relevantes.

Entre os segmentos que concentram maior atenção das autoridades americanas estão o agronegócio brasileiro, o mercado de etanol, minerais estratégicos, autopeças e outros produtos industriais. Também fazem parte das discussões temas ligados à regulação digital, investimentos e competitividade internacional.

Apesar das novas restrições, economistas destacam que Brasil e Estados Unidos seguem altamente integrados em diversas cadeias produtivas, com milhares de empresas norte-americanas mantendo operações e investimentos no mercado brasileiro. O governo brasileiro continua defendendo o diálogo diplomático como principal caminho para reduzir os impactos das medidas e preservar a relação comercial entre as duas maiores economias do continente.

Foto: DW / Deutsche Welle

Redação – Ana Flavia

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Em meio ao tarifaço dos EUA, Lula muda estratégia e mira novos mercados para salvar exportações brasileiras. https://brasilnews.tv/em-meio-ao-tarifaco-dos-eua-lula-muda-estrategia-e-mira-novos-mercados-para-salvar-exportacoes-brasileiras/ https://brasilnews.tv/em-meio-ao-tarifaco-dos-eua-lula-muda-estrategia-e-mira-novos-mercados-para-salvar-exportacoes-brasileiras/#respond Thu, 23 Jul 2026 12:56:22 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12172 No primeiro dia de vigência das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação das exportações de veículos para países da América Latina e da África. A declaração foi feita durante reunião com o CEO global da Stellantis, em Brasília.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil precisa ampliar sua presença em novos mercados internacionais diante do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A declaração ocorreu durante uma reunião no Palácio do Planalto com o CEO global da Stellantis, Antonio Filosa.

Durante o encontro, Lula destacou que a expansão das exportações de veículos para países da América Latina e da África deve se tornar uma prioridade da política comercial brasileira. Segundo o presidente, ambas as regiões apresentam potencial para absorver uma parcela maior da produção nacional.

Ao conversar com o executivo da montadora, Lula questionou quais mercados atualmente recebem os veículos produzidos pela empresa e afirmou que o governo pretende trabalhar em parceria com o setor automotivo para ampliar a presença da indústria brasileira no exterior.

O presidente também ressaltou que o governo está disposto a identificar obstáculos que dificultam as exportações e colaborar na criação de condições mais favoráveis para que as fabricantes aumentem suas vendas internacionais.

A manifestação ocorreu justamente no dia em que entrou em vigor o novo pacote de tarifas anunciado pelos Estados Unidos, medida que aumenta a pressão sobre diversos setores da economia brasileira e reforça a necessidade de diversificação dos parceiros comerciais do país.

A Stellantis, grupo responsável por marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram e outras fabricantes globais, mantém operações estratégicas no Brasil e figura entre as maiores produtoras de veículos da América do Sul.

Especialistas avaliam que a busca por novos mercados pode reduzir a dependência das exportações destinadas aos Estados Unidos e fortalecer a presença da indústria automotiva brasileira em economias emergentes.

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

Redação – Ana Flavia

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Trump prepara novo tarifaço global e ameaça sacudir o comércio mundial; mercados entram em alerta. https://brasilnews.tv/trump-prepara-novo-tarifaco-global-e-ameaca-sacudir-o-comercio-mundial-mercados-entram-em-alerta/ https://brasilnews.tv/trump-prepara-novo-tarifaco-global-e-ameaca-sacudir-o-comercio-mundial-mercados-entram-em-alerta/#respond Wed, 22 Jul 2026 12:31:15 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12130 O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, prepara uma nova rodada de tarifas de importação que pode atingir dezenas de países nos próximos dias. A medida, que substituiria a tarifa temporária de 10%, pode ampliar tensões comerciais internacionais, afetar cadeias globais de produção e gerar impactos diretos sobre exportadores e consumidores.

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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda implementar uma nova política tarifária que poderá atingir dezenas de países, ampliando as barreiras comerciais impostas às importações. A expectativa é que as mudanças sejam anunciadas ainda nesta semana, coincidindo com o encerramento da tarifa global temporária de 10%, prevista para expirar nos próximos dias.

Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico Financial Times, a nova estratégia prevê a manutenção inicial de tarifas em níveis semelhantes aos atuais para diversos parceiros comerciais. No entanto, integrantes da administração norte-americana também trabalham em mecanismos legais que permitiriam elevar significativamente essas taxas em futuras etapas.

Caso as medidas avancem, especialistas avaliam que o cenário poderá provocar novos desdobramentos nas relações comerciais internacionais, aumentando a pressão sobre exportadores e indústrias que dependem do mercado norte-americano. Empresas de diversos setores acompanham com atenção os desdobramentos, diante do risco de aumento de custos e de possíveis mudanças nas cadeias globais de abastecimento.

Até o momento, a Reuters informou que não conseguiu confirmar oficialmente as informações publicadas pelo Financial Times. A Casa Branca ainda não apresentou detalhes sobre quais países ou setores poderão ser atingidos pelas novas tarifas.

Economistas destacam que uma ampliação das barreiras comerciais pode gerar impactos sobre preços, investimentos e fluxo internacional de mercadorias. Além disso, a medida pode estimular respostas de outras economias, reacendendo disputas comerciais entre grandes parceiros globais.

Os mercados financeiros seguem monitorando a movimentação do governo norte-americano, enquanto investidores aguardam anúncios oficiais para avaliar os possíveis reflexos sobre o comércio internacional e o crescimento econômico mundial.

Foto: Carlos Barria/Reuters —

Redação – Ana Flavia

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Alternativa ao tarifaço: Emirados Árabes e Canadá viram alvos da indústria brasileira após sobretaxa de Trump. https://brasilnews.tv/alternativa-ao-tarifaco-emirados-arabes-e-canada-viram-alvos-da-industria-brasileira-apos-sobretaxa-de-trump/ https://brasilnews.tv/alternativa-ao-tarifaco-emirados-arabes-e-canada-viram-alvos-da-industria-brasileira-apos-sobretaxa-de-trump/#respond Sun, 19 Jul 2026 00:00:51 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12009 Com a nova tarifa americana de 25% prestes a entrar em vigor, levantamento da Apex Brasil aponta mercados alternativos na Ásia, Europa e Américas para absorver os 18% de exportações afetadas.

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A iminente entrada em vigor da nova política alfandegária dos Estados Unidos acendeu o sinal de alerta no setor produtivo nacional, forçando uma rápida articulação entre a iniciativa privada e o governo federal. A partir do dia 22 de julho, uma sobretaxa de 25% imposta pelo presidente Donald Trump passará a incidir sobre uma extensa lista de mercadorias nacionais, impactando diretamente 18% de tudo o que o Brasil exporta para o mercado norte-americano. Como resposta imediata, empresários e exportadores iniciaram uma corrida para diversificar seus compradores, elegendo os Emirados Árabes Unidos, o Canadá e a Bélgica como as principais engrenagens para mitigar os prejuízos.

O reposicionamento estratégico ganhou musculatura com um mapeamento detalhado conduzido pela Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). O estudo identificou quais nações possuem demanda e acordos favoráveis para absorver o fluxo comercial que deve deixar de ir para os EUA devido à perda de competitividade gerada pelo imposto. Setores vitais, que englobam desde commodities até produtos manufaturados de alto valor agregado, já possuem rotas de escoamento alternativas desenhadas pela agência:

  • Máquinas, veículos e mecânica: Austrália, Canadá, México, Alemanha, China, Chile, Colômbia e Arábia Saudita aparecem como fortes parceiros de absorção.
  • Bens de consumo e mobiliário (Calçados e Móveis): Emirados Árabes, Canadá, Chile, Colômbia, México, França e Reino Unido despontam como mercados prioritários.
  • Açúcar e Granito: Além dos Emirados Árabes e do Canadá, mercados robustos como a China, Indonésia e Rússia possuem capacidade para receber o excedente.
  • Commodities industriais (Madeira, Borracha, Papel e Etanol): Bélgica, Reino Unido, Japão, Argentina, Uruguai e Coreia do Sul lideram as oportunidades de escoamento.

Diplomacia comercial e a corrida por acordos

A retaliação de Washington foi baseada na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, um dispositivo jurídico que permite ao país punir práticas comerciais estrangeiras que considere desleais. Para blindar a economia, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apostam na aceleração de tratados internacionais. Após a recente implementação do histórico acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, o bloco sul-americano agora concentra esforços para concluir as negociações com os canadenses ainda no decorrer de 2026, além de estreitar laços com o Vietnã, Índia e Indonésia.

De acordo com as regras estabelecidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), as cargas brasileiras que já tiverem sido embarcadas antes do dia 22 de julho estarão isentas do tarifaço, desde que o ingresso físico em território americano ocorra, impreterivelmente, até o dia 29 de julho.

Para analistas de comércio exterior, embora a transição de mercados exija adaptações logísticas e alfandegárias complexas no curto prazo, a crise pode acelerar uma descentralização saudável e necessária da pauta exportadora do Brasil, reduzindo a dependência histórica de superpotências isoladas.

Foto: Redação – Thiago Salles

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Tarifaço de Trump: Nova barreira dos EUA deve atingir até US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras, alerta MDIC. https://brasilnews.tv/tarifaco-de-trump-nova-barreira-dos-eua-deve-atingir-ate-us-74-bilhoes-em-exportacoes-brasileiras-alerta-mdic/ https://brasilnews.tv/tarifaco-de-trump-nova-barreira-dos-eua-deve-atingir-ate-us-74-bilhoes-em-exportacoes-brasileiras-alerta-mdic/#respond Fri, 17 Jul 2026 04:45:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=11964 Alíquota de 25% imposta pelo governo norte-americano entra em vigor no dia 22 de julho de 2026; governo federal planeja socorro e diversificação de mercado para setores afetados como madeira, calçados e açúcar.

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A nova ofensiva protecionista da gestão de Donald Trump terá um impacto profundo na balança comercial brasileira. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, informou nesta quinta-feira (16) que o recém-anunciado “tarifaço” de 25% aplicado pelos Estados Unidos deve alcançar cerca de 18% de tudo o que o Brasil exporta para o mercado norte-americano. O percentual equivale a uma barreira financeira sobre US$ 7,4 bilhões em mercadorias, tomando como base o histórico de embarques de 2024. Se calculada sobre a pauta exportadora de 2025, a medida atinge 15% das vendas, somando US$ 5,8 bilhões.

A sobretaxa aduaneira entrará em vigor oficialmente na próxima quarta-feira, 22 de julho de 2026. Em caráter de transição, o governo norte-americano definiu que produtos que já estejam em trânsito marítimo ou aéreo e que passem pelo desembaraço aduaneiro nos portos dos EUA até o dia 29 de julho ficarão isentos da nova alíquota. O ministro Márcio Elias Rosa explicou que a prioridade imediata determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva será dar suporte governamental estratégico aos segmentos mais fragilizados pela medida restritiva, tais como a indústria de madeira, móveis, calçados, açúcar, produtos cerâmicos, máquinas e equipamentos elétricos. O plano de contingência prevê, principalmente, incentivos fiscais e comerciais para a diversificação de novos mercados compradores pelo mundo.

O anúncio oficial da taxação extraordinária foi realizado no fim da noite de quarta-feira (15) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), amparado pela chamada “Seção 301” da legislação comercial de Washington. Para justificar o imposto, a Casa Branca acusa o Brasil de adotar barreiras em comércio digital, na infraestrutura de pagamentos eletrônicos (como o Pix), em propriedade intelectual e no mercado de etanol, além de alegar falhas no combate ao desmatamento ilegal. A equipe econômica e diplomática brasileira rechaçou as acusações em coletiva de imprensa conjunta em Brasília, pontuando que o Brasil não aceitará violações à sua soberania nacional.

“O governo brasileiro jamais celebrará hoje, ou qualquer data, qualquer tipo de acordo que possa representar a violação dos interesses do país e do setor produtivo das brasileiras e dos brasileiro”, ressaltou Márcio Elias Rosa.

Apesar da rigidez do anúncio, a pressão inflacionária interna nos EUA forçou a publicação de uma lista de exceções com mais de 2 mil itens livres do tarifaço. O USTR poupou commodities cruciais e insumos básicos brasileiros alegando falta de produção correspondente em solo norte-americano, o que livrou da barreira de 25% produtos de alto impacto financeiro, como carne bovina, café, suco de laranja, celulose, petróleo cru e peças destinadas à montagem aeroespacial.

Foto: Júlio César Silva/MDIC / Redação – Thiago Salles

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Tarifaço de Trump enfrenta resistência nos EUA: mais de 40 entidades americanas saem em defesa dos produtos brasileiros. https://brasilnews.tv/tarifaco-de-trump-enfrenta-resistencia-nos-eua-mais-de-40-entidades-americanas-saem-em-defesa-dos-produtos-brasileiros/ https://brasilnews.tv/tarifaco-de-trump-enfrenta-resistencia-nos-eua-mais-de-40-entidades-americanas-saem-em-defesa-dos-produtos-brasileiros/#respond Thu, 09 Jul 2026 13:12:14 +0000 https://brasilnews.tv/?p=11770 Enquanto o governo dos Estados Unidos avalia impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, dezenas de empresas e associações comerciais americanas manifestaram oposição à medida. Segundo o Itamaraty, pelo menos 43 entidades alertaram que a taxação poderá elevar custos, prejudicar a indústria dos EUA e enfraquecer a relação comercial entre os dois países.

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O governo brasileiro informou que identificou pelo menos 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos contrárias à proposta de impor uma tarifa adicional sobre produtos exportados pelo Brasil. O levantamento foi apresentado pelo Ministério das Relações Exteriores em resposta oficial ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Segundo o documento, as entidades norte-americanas argumentam que diversos produtos brasileiros não possuem substitutos equivalentes no mercado interno dos Estados Unidos. Além disso, afirmam que a adoção das tarifas poderá elevar os custos para consumidores e para empresas americanas que dependem dessas matérias-primas em seus processos produtivos.

A resposta brasileira foi encaminhada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante o processo de contestação da investigação comercial aberta pelo governo do presidente Donald Trump. A investigação aponta supostas práticas brasileiras que poderiam restringir ou dificultar o comércio com empresas norte-americanas.

Caso a proposta seja confirmada, parte das exportações brasileiras poderá ser atingida por uma tarifa adicional de 25%. Entretanto, o governo americano mantém uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos, como café, carnes específicas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves, peças aeronáuticas e minerais essenciais.

Durante as audiências públicas promovidas pelo USTR, representantes de diversos setores produtivos dos dois países defenderam a manutenção do comércio bilateral. O argumento predominante é que a taxação poderá prejudicar tanto a economia brasileira quanto a americana, aumentando custos industriais e reduzindo a competitividade de empresas dos Estados Unidos.

Especialistas também destacam que uma eventual restrição aos produtos brasileiros pode ampliar a dependência norte-americana de fornecedores de outros mercados, especialmente da China, contrariando objetivos estratégicos da política comercial dos EUA.

A decisão final sobre a aplicação das novas tarifas deverá ser anunciada após o encerramento das consultas públicas conduzidas pelas autoridades americanas.

Foto: Jornal Nacional / Reprodução

Redação: Ana Flavia

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