exportações – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 15 Apr 2026 08:50:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png exportações – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Paraguai acende alerta na América do Sul ao abrir cofres fiscais para seduzir gigantes da tecnologia. https://brasilnews.tv/paraguai-acende-alerta-na-america-do-sul-ao-abrir-cofres-fiscais-para-seduzir-gigantes-da-tecnologia/ https://brasilnews.tv/paraguai-acende-alerta-na-america-do-sul-ao-abrir-cofres-fiscais-para-seduzir-gigantes-da-tecnologia/#respond Wed, 15 Apr 2026 09:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8883 O Paraguai deu um passo que pode mudar o rumo de sua economia e aumentar a disputa por investimentos na América do Sul. O presidente Santiago Peña regulamentou a Lei nº 7.547/2025, que atualiza o regime de maquila e, pela primeira vez, inclui de forma clara as empresas de serviços entre as beneficiadas pelo modelo. A medida abre espaço para que grupos estrangeiros das áreas de tecnologia, call center, backoffice, processamento de dados e suporte administrativo escolham o país como base de operação para exportar serviços.

Com a nova regulamentação, o governo paraguaio tenta vender ao mercado internacional uma combinação bastante agressiva: baixa carga tributária, devolução de 0,5% do crédito do IVA para empresas enquadradas no regime e promessa de processos mais simples para abertura e funcionamento de novos negócios. A leitura oficial é clara: mesmo arrecadando menos por empresa, o país acredita que pode compensar isso atraindo mais operações, mais capital externo e mais empregos formais.

Até então, a maquila no Paraguai era associada sobretudo à produção industrial, com foco em montagem, transformação de matérias-primas e atividades fabris. Agora, ao incorporar o setor de serviços, o governo amplia o alcance do programa e mira segmentos que exigem menos estrutura física pesada e podem crescer com mais rapidez, desde que haja conectividade, escritório e mão de obra qualificada.

A mudança também vem acompanhada de uma reformulação institucional. Segundo o governo paraguaio, a governança do regime passa a contar com maior participação de órgãos ligados à arrecadação e ao trabalho, numa tentativa de equilibrar incentivo fiscal com geração de vagas formais. Além disso, a promessa é de digitalização e simplificação de etapas burocráticas, reduzindo o tempo necessário para aprovar novos projetos.

O discurso do Palácio López é de que a medida não se resume a cortar tributos. O próprio presidente afirmou que o objetivo é criar empregos decentes e de qualidade, com remuneração capaz de melhorar a vida das famílias paraguaias. Na visão do governo, previsibilidade, estabilidade econômica e qualificação profissional também entram no pacote de atratividade do país para disputar investimentos com outros polos de serviços da região.

Hoje, o setor de serviços maquiladores já emprega cerca de 4 mil pessoas no Paraguai, e a expectativa oficial é de crescimento com a entrada de novas empresas internacionais. O plano é ampliar exportações com maior valor agregado, diversificar mercados e fortalecer a balança comercial. Se a estratégia funcionar, o país poderá se posicionar de forma mais competitiva no mercado sul-americano de serviços corporativos e tecnológicos.

Foto: Presidencia del Paraguay/Divulgação
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/paraguai-acende-alerta-na-america-do-sul-ao-abrir-cofres-fiscais-para-seduzir-gigantes-da-tecnologia/feed/ 0
China reage à pressão global e promete abrir mercado enquanto critica guerra comercial dos EUA. https://brasilnews.tv/china-reage-a-pressao-global-e-promete-abrir-mercado-enquanto-critica-guerra-comercial-dos-eua/ https://brasilnews.tv/china-reage-a-pressao-global-e-promete-abrir-mercado-enquanto-critica-guerra-comercial-dos-eua/#respond Mon, 23 Mar 2026 05:12:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8237 O primeiro-ministro da China, Li Qiang, declarou neste domingo que o país está disposto a ampliar sua participação no comércio global por meio de uma política de maior abertura econômica. A fala ocorreu durante um importante fórum empresarial realizado em Pequim, que reuniu líderes de grandes companhias internacionais.

Durante o discurso, Li afirmou que a China pretende importar mais produtos estrangeiros e colaborar para um crescimento mais equilibrado do comércio internacional. A medida surge em meio a pressões de parceiros comerciais, que cobram do país uma redução no superávit comercial, considerado elevado.

Dados recentes mostram que as exportações chinesas tiveram forte crescimento no início do ano, reforçando o papel central da China na economia global. Esse desempenho, no entanto, também intensifica críticas de concorrentes que alegam desequilíbrio nas relações comerciais.

Sem citar diretamente países, o premiê chinês criticou o aumento do protecionismo e do unilateralismo no cenário global, afirmando que esse tipo de política não resolve problemas econômicos e pode prejudicar o crescimento mundial.

As declarações acontecem em um contexto de tensões comerciais, especialmente entre China e Estados Unidos, após a adoção de tarifas e medidas restritivas que impactaram o fluxo de comércio internacional.

O evento contou com a presença de executivos de grandes empresas globais, reforçando o interesse da China em manter diálogo com investidores e ampliar sua influência econômica no cenário internacional.

Foto: Ng Han Guan/AP
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/china-reage-a-pressao-global-e-promete-abrir-mercado-enquanto-critica-guerra-comercial-dos-eua/feed/ 0
Economia da China surpreende e começa 2026 com crescimento acima do esperado. https://brasilnews.tv/economia-da-china-surpreende-e-comeca-2026-com-crescimento-acima-do-esperado/ https://brasilnews.tv/economia-da-china-surpreende-e-comeca-2026-com-crescimento-acima-do-esperado/#respond Sat, 21 Mar 2026 15:28:34 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8076 A economia da China começou o ano de 2026 com sinais de recuperação mais fortes do que o esperado por analistas. Dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país indicam que setores importantes da atividade econômica apresentaram crescimento nos primeiros meses do ano.

A produção industrial chinesa avançou 6,3% entre janeiro e fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado superou as expectativas do mercado, que projetavam crescimento próximo de 5%, e também ficou acima da expansão registrada em dezembro, que havia sido de 5,2%.

Especialistas apontam que parte desse desempenho positivo foi impulsionada pelo aumento das exportações, principalmente em setores ligados à tecnologia e à crescente demanda global por soluções baseadas em inteligência artificial.

Outro indicador relevante da economia, as vendas no varejo — que refletem o nível de consumo interno — também apresentaram melhora. O setor registrou crescimento de 2,8%, acelerando em relação ao avanço de apenas 0,9% observado no mês anterior.

O período do Ano Novo Lunar, tradicional feriado chinês, contribuiu para o aumento do consumo e do turismo interno. Durante as festividades, os gastos com turismo cresceram cerca de 19% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Apesar desse aumento, analistas observaram que o gasto médio por viagem caiu levemente, indicando que os consumidores continuam adotando uma postura mais cautelosa diante do cenário econômico.

Outro dado considerado positivo foi a recuperação dos investimentos em ativos fixos, que incluem obras de infraestrutura e investimentos imobiliários. O indicador registrou crescimento de 1,8% nos dois primeiros meses do ano, revertendo parte da queda observada em 2025.

Os investimentos em infraestrutura lideraram essa recuperação, com alta de aproximadamente 11,4%, impulsionados por medidas de estímulo do governo chinês e por novas ferramentas de financiamento destinadas a grandes projetos.

Mesmo com os sinais de melhora, especialistas alertam que ainda existem desafios importantes para o crescimento da segunda maior economia do mundo. Tensões geopolíticas, instabilidade no comércio internacional e a lenta recuperação do consumo doméstico continuam sendo fatores de preocupação.

Analistas também apontam que a desaceleração prolongada do setor imobiliário e a queda no volume de empréstimos às famílias podem limitar o ritmo de expansão econômica nos próximos meses.

Ainda assim, os dados recentes indicam que a China iniciou 2026 com uma base econômica mais sólida do que se previa inicialmente, trazendo certo alívio para autoridades e investidores que acompanham o desempenho do país.

Foto: Shutterstock
Redação – Thiago Salles

]]>
https://brasilnews.tv/economia-da-china-surpreende-e-comeca-2026-com-crescimento-acima-do-esperado/feed/ 0
EUA Destroem Fluxo de Petróleo Venezuelano: China e Cuba Ficam sem Carga Após Cerco Naval. https://brasilnews.tv/eua-destroem-fluxo-de-petroleo-venezuelano-china-e-cuba-ficam-sem-carga-apos-cerco-naval/ https://brasilnews.tv/eua-destroem-fluxo-de-petroleo-venezuelano-china-e-cuba-ficam-sem-carga-apos-cerco-naval/#respond Mon, 19 Jan 2026 19:33:26 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6260 Uma ofensiva naval coordenada pelos Estados Unidos provocou um corte quase total nas exportações de petróleo venezuelano com destino a países como China e Cuba depois de reforçar bloqueios e apreensões de petroleiros apelidados de “frota sombra”. Desde o início de janeiro, operações militares e interceptações de embarcações em rotas pelo Caribe e no Oceano Atlântico paralisaram carregamentos e forçaram dezenas de navios a retornarem ou evitarem suas rotas programadas.

O resultado imediato foi uma redução drástica nos envios de crude venezuelano, atingindo profundamente Pequim — que figurava como maior importadora de óleo pesado com descontos — e interrompendo praticamente qualquer entrega a Havana. Analistas de mercado apontam que essa interrupção pode pressionar ainda mais os preços e reconfigurar fluxos energéticos globais, especialmente em mercados asiáticos dependentes desse petróleo.

As forças americanas, agindo sob ordens do governo, intensificaram a fiscalização de embarcações acusadas de driblar sanções, com pelo menos seis apreensões confirmadas desde a escalada do bloqueio naval. Muitos dos petroleiros foram identificados operando fora de sistemas tradicionais de rastreamento ou registrados em bandeiras que mascaram sua verdadeira origem.

Especialistas apontam que a ação pode ter efeitos duradouros não apenas sobre Caracas, mas também sobre as cadeias de suprimento de energia em países dependentes de petróleo venezuelano, forçando compras alternativas e alterações em cadeias logísticas já tensionadas. Enquanto isso, governos como o da China estudam fontes substitutas ou ajustes nos estoques para contornar a queda de oferta.

Foto: Reprodução

Redação Brasil News

]]>
https://brasilnews.tv/eua-destroem-fluxo-de-petroleo-venezuelano-china-e-cuba-ficam-sem-carga-apos-cerco-naval/feed/ 0
China fecha o cerco e ameaça bilhões do agro brasileiro com tarifa pesada sobre a carne bovina. https://brasilnews.tv/china-fecha-o-cerco-e-ameaca-bilhoes-do-agro-brasileiro-com-tarifa-pesada-sobre-a-carne-bovina/ https://brasilnews.tv/china-fecha-o-cerco-e-ameaca-bilhoes-do-agro-brasileiro-com-tarifa-pesada-sobre-a-carne-bovina/#respond Wed, 31 Dec 2025 11:52:45 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5654 O governo da China anunciou nesta quarta-feira (31) a adoção de medidas de salvaguarda que restringem a importação de carne bovina. A decisão foi divulgada pelo Ministério do Comércio da China e passa a valer a partir desta quinta-feira (1º), com duração prevista de três anos, até o fim de 2028.

As novas regras estabelecem cotas de importação por país. Caso os volumes sejam ultrapassados, será aplicada uma tarifa adicional de 55%, somada aos impostos já existentes. A medida acende um alerta no agronegócio brasileiro, já que o Brasil é atualmente o maior fornecedor de carne bovina ao mercado chinês.

Para 2026, o Brasil terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas livres de tarifa extra. Em 2027, o volume sobe para 1,128 milhão de toneladas e, em 2028, chega a 1,154 milhão. Os números contrastam com o ritmo atual das exportações: apenas até novembro deste ano, o Brasil já havia vendido cerca de 1,499 milhão de toneladas de carne bovina à China, movimentando mais de US$ 8 bilhões.

Autoridades brasileiras e representantes do setor produtivo já consideravam a decisão praticamente certa. Nos bastidores, o entendimento era de que Pequim adotaria uma salvaguarda classificada como “moderada”, buscando reduzir impactos diplomáticos, mas sinalizando proteção ao mercado interno chinês.

Além do Brasil, outros grandes exportadores também serão afetados. A Argentina terá uma cota de 511 mil toneladas, seguida por Uruguai (324 mil), Nova Zelândia (206 mil), Austrália (205 mil) e Estados Unidos (164 mil toneladas) em 2026. Mesmo assim, o Brasil segue com a maior fatia, respondendo por cerca de 45% de toda a carne bovina importada pela China.

Ao justificar a decisão, o governo chinês alegou que o aumento expressivo das importações causou prejuízos significativos à indústria local, pressionando preços pagos aos pecuaristas e reduzindo o valor da carne no mercado interno. Segundo o Mofcom, há relação direta entre o crescimento das importações e os danos à produção nacional, argumento já apresentado à Organização Mundial do Comércio.

O ministério chinês informou ainda que as medidas poderão ser revistas ao longo do período de vigência e que as cotas não utilizadas não poderão ser transferidas para anos seguintes. Apesar disso, o anúncio reforça a preocupação do agro brasileiro com possíveis perdas de mercado e redução de receitas em um dos seus principais destinos de exportação.

Foto: Divulgação / Frigorífico Astra

Redação Brasil News

]]>
https://brasilnews.tv/china-fecha-o-cerco-e-ameaca-bilhoes-do-agro-brasileiro-com-tarifa-pesada-sobre-a-carne-bovina/feed/ 0
Exportadores temem perda definitiva do café brasileiro no mercado dos EUA após avanço de concorrentes sem tarifas. https://brasilnews.tv/exportadores-temem-perda-definitiva-do-cafe-brasileiro-no-mercado-dos-eua-apos-avanco-de-concorrentes-sem-tarifas/ https://brasilnews.tv/exportadores-temem-perda-definitiva-do-cafe-brasileiro-no-mercado-dos-eua-apos-avanco-de-concorrentes-sem-tarifas/#respond Wed, 19 Nov 2025 18:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3746 O café brasileiro vive um momento crítico no mercado norte-americano. Segundo exportadores, a continuidade da tarifa de 40% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos do Brasil está acelerando a substituição do café nacional nos blends consumidos pelo público americano. A mudança já começou a ser percebida nas torrefadoras, que têm dado preferência a fornecedores isentos da cobrança.

Para o Cecafé, se a tarifa de 40% for mantida, exportação para os EUA será apenas pontual. Foto: Adobe Stock

Marcos Matos, diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), afirmou que essa migração pode resultar em uma perda definitiva de mercado. “Os Estados Unidos mantiveram o consumo, mas não mantiveram a compra do Brasil. A mudança de blend já está em andamento. Sem competitividade, nossa presença tende a virar algo pontual”, disse.

O movimento é impulsionado pela recente isenção tarifária concedida pelo governo norte-americano a vários concorrentes diretos do Brasil — entre eles Colômbia, Honduras, Vietnã, Tunísia, Costa Rica e países africanos. Com tarifas zeradas, esses exportadores passaram a ocupar rapidamente o espaço antes dominado pelo café brasileiro.

Para Matos, a situação é especialmente preocupante porque não envolve apenas preço. O setor teme que as relações comerciais de longo prazo, fundamentais para o mercado de café, sejam agora firmadas com outros fornecedores. “Quando um importador começa a comprar de outra origem, cria-se um novo vínculo. Além disso, o consumidor americano se acostuma a novas características sensoriais”, explica.

O analista Guilherme Morya, do Rabobank, destaca que os próximos meses serão decisivos para entender o quanto os Estados Unidos continuarão precisando complementar seus estoques com café brasileiro, especialmente diante da baixa disponibilidade global. Porém, os dados mais recentes mostram queda consistente: em agosto, as exportações do Brasil para os EUA caíram 46%; em setembro, 52,8%; e em outubro, 54,4%.

A tendência, segundo Matos, é de aprofundamento dessas perdas caso não haja avanço nas negociações diplomáticas. Ele acrescenta que 2026 pode ser ainda mais desafiador. Uma safra cheia no Brasil — segundo apontam os modelos climáticos — deve aumentar a oferta e pressionar ainda mais os preços internacionais, potencializando os efeitos negativos das tarifas.

A volatilidade global também preocupa o setor. Morya ressalta que fatores como conflitos geopolíticos, mudanças regulatórias internacionais e estoques historicamente baixos podem gerar saltos de preço e incertezas ao longo do ano. “Até termos clareza sobre o tamanho real da próxima safra brasileira, o mercado seguirá sensível”, afirma.

Mesmo diante do cenário delicado, a Colômbia — um dos principais concorrentes do Brasil no segmento de arábica — continua ampliando suas compras de café brasileiro. Especialistas descartam triangulação para os Estados Unidos e afirmam que o movimento é tradicional: a Colômbia importa principalmente conilon e café solúvel do Brasil, enquanto direciona sua produção nacional para exportações premium.


Foto: Adobe Stock
Redação Brasil News

]]>
https://brasilnews.tv/exportadores-temem-perda-definitiva-do-cafe-brasileiro-no-mercado-dos-eua-apos-avanco-de-concorrentes-sem-tarifas/feed/ 0
Exportações de carne bovina aos EUA dependem da competitividade interna, avalia Abiec https://brasilnews.tv/exportacoes-de-carne-bovina-aos-eua-dependem-da-competitividade-interna-avalia-abiec/ https://brasilnews.tv/exportacoes-de-carne-bovina-aos-eua-dependem-da-competitividade-interna-avalia-abiec/#respond Wed, 19 Nov 2025 10:27:28 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3708 A recente redução de 10% na tarifa imposta pelos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira ainda não garante, por si só, um aumento imediato nos embarques ao país norte-americano. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que afirma que o desempenho do setor no curto prazo continuará dependente da competitividade interna.

Mesmo com tarifas, o Brasil continuou exportando aos Estados Unidos cerca de 10 mil toneladas de carne bovina mensais .Foto: Adobe Stock

Segundo o dirigente, a pressão sobre o preço do boi gordo no mercado doméstico segue elevada, o que reduz a margem das indústrias e limita o potencial de expansão das exportações. “Mesmo com a queda tarifária, tudo vai depender do preço aqui dentro. Se a indústria perder competitividade, não adianta ter tarifa menor — o custo continuará impedindo o avanço das vendas”, afirmou.

Apesar do tarifaço aplicado pelos EUA ao longo do ano, o Brasil manteve média de 10 mil toneladas exportadas por mês. Para a Abiec, a expectativa é de algum crescimento, mas ainda sem projeções concretas. “Pode haver incremento, mas não é possível mensurar agora”, explicou o presidente da associação.

Especialistas também avaliam que o impacto imediato da redução tarifária tende a ser limitado. O pesquisador do Cepea/Esalq, Thiago Bernardino, afirmou que o mercado interno aquecido continua influenciando os preços internacionais. Segundo ele, fatores como oferta restrita no fim do ano, câmbio elevado e reajustes na carne vendida ao consumidor brasileiro pressionam o setor e podem frear novos embarques no curtíssimo prazo.

Bernardino ressalta que os próximos dias serão importantes para observar como o mercado reagirá. Para ele, um ajuste entre oferta doméstica, câmbio e preço pago pelos EUA deve definir o ritmo das exportações.

Apesar das incertezas, a Abiec considera positiva a redução tarifária anunciada pelos EUA, destacando que o movimento contrasta com o cenário de meses anteriores, quando o governo norte-americano cogitava ampliar tarifas. “É um sinal importante. Reduzir tarifas nunca é ruim”, afirmou o dirigente.

A entidade ainda espera que novos avanços ocorram nas negociações bilaterais, especialmente em relação à tarifa de 40% ainda aplicada sobre parte dos cortes exportados. Após a redução anunciada recentemente, a alíquota efetiva de entrada passou a 66,4%.

O setor acompanha de perto as movimentações, já que qualquer mudança no custo de exportação pode alterar significativamente a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.


Foto: Adobe Stock
Redação Brasil News

]]>
https://brasilnews.tv/exportacoes-de-carne-bovina-aos-eua-dependem-da-competitividade-interna-avalia-abiec/feed/ 0
EUA reduzem tarifas para café, carnes e frutas; exportadores brasileiros veem oportunidade de crescimento. https://brasilnews.tv/eua-reduzem-tarifas-para-cafe-carnes-e-frutas-exportadores-brasileiros-veem-oportunidade-de-crescimento/ https://brasilnews.tv/eua-reduzem-tarifas-para-cafe-carnes-e-frutas-exportadores-brasileiros-veem-oportunidade-de-crescimento/#respond Sun, 16 Nov 2025 09:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3494 Os Estados Unidos anunciaram, nesta sexta-feira (14/11), a redução de tarifas extras aplicadas à importação de produtos agrícolas, incluindo itens amplamente exportados pelo Brasil, como café, carne bovina, banana e açaí. A medida foi assinada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e representa um possível alívio para setores que enfrentavam cargas tarifárias elevadas.

Embora o governo americano não tenha detalhado o percentual exato da redução, produtos brasileiros estavam sujeitos a duas cobranças: uma tarifa geral de 10% e outra adicional de 40%, aplicada exclusivamente ao Brasil. A retirada dessa sobretaxa tende a aumentar a competitividade dos itens nacionais no mercado norte-americano.

Segundo a Casa Branca, o motivo da flexibilização é o interesse em garantir o abastecimento interno dos EUA com produtos cuja demanda permanece elevada — como café, carne e frutas tropicais. O comunicado oficial, porém, não especifica quais países foram diretamente beneficiados.

O anúncio ocorre apenas um dia após a reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado Marco Rubio, em Washington. De acordo com Vieira, Rubio destacou que Trump tem interesse em fortalecer o diálogo bilateral e melhorar a cooperação comercial com o Brasil.

A decisão foi recebida com entusiasmo por representantes do setor agroexportador. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) considerou a redução tarifária “positiva” e ressaltou que os Estados Unidos são o segundo maior mercado da carne bovina brasileira. Para a entidade, o gesto reforça a confiança no relacionamento técnico entre os países e devolve previsibilidade ao setor.

A Abiec também afirmou que a medida tende a impulsionar um ambiente mais estável para as exportações brasileiras, ampliando as perspectivas de crescimento no comércio entre os dois países.

Jornalista responsável pela foto: Gage Skidmore / Wikimedia Commons

Redação Brasil News

]]>
https://brasilnews.tv/eua-reduzem-tarifas-para-cafe-carnes-e-frutas-exportadores-brasileiros-veem-oportunidade-de-crescimento/feed/ 0
Açaí ganha destaque na COP30 e simboliza o avanço da bioeconomia amazônica. https://brasilnews.tv/acai-ganha-destaque-na-cop30-e-simboliza-o-avanco-da-bioeconomia-amazonica/ https://brasilnews.tv/acai-ganha-destaque-na-cop30-e-simboliza-o-avanco-da-bioeconomia-amazonica/#respond Thu, 13 Nov 2025 19:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3366 O açaí, símbolo da cultura amazônica e agora também da COP30 em Belém (PA), é o novo protagonista da bioeconomia brasileira. O fruto, antes associado à subsistência das populações ribeirinhas, transformou-se em um motor econômico sustentável, movimentando R$ 7,77 bilhões em 2024, segundo dados do IBGE.

Com 1,74 milhão de toneladas produzidas em mais de 260 mil hectares, o Pará responde por cerca de 90% da produção nacional, seguido por Amapá e Amazonas. Nos últimos três anos, o setor cresceu 78%, consolidando o açaí como uma das cadeias produtivas mais promissoras da Amazônia.

“O açaí deixou de ser apenas extrativismo e passou a representar um modelo de manejo florestal sustentável, gerando renda e garantindo alimento para milhares de famílias”, explica Alfredo Homma, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.

Do extrativismo à produção sustentável

Grande parte do sucesso vem da transição para o manejo planejado. Segundo Homma, cerca de 225 mil hectares na região Norte já operam sob esse modelo, o que aumentou a produtividade e permitiu que o fruto esteja disponível durante todo o ano. “O consumo, que era sazonal, tornou-se permanente, impulsionando o mercado local e nacional”, afirma.

O açaí manejado forma bosques homogêneos de açaizeiros, garantindo colheitas regulares e preservando o equilíbrio ambiental. Em comunidades ribeirinhas, ele continua sendo base alimentar e fonte de renda: propriedades de 5 a 10 hectares produzem até 36 toneladas por safra, sendo parte consumida pela própria família.

Mercado interno em expansão e desafios da produção

O mercado interno ainda domina o consumo, representando 80% da demanda total, segundo o Sebrae. O fruto é amplamente consumido nas capitais do Sudeste e Centro-Oeste, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. No Pará, o consumo per capita varia de 15 a 26 quilos por ano, evidenciando sua importância na alimentação regional.

Apesar da expansão, o setor enfrenta desafios estruturais. A falta de mão de obra qualificada e os altos custos de irrigação são os principais gargalos. “O cultivo em terra firme exige irrigação constante, o que aumenta os custos e limita o acesso de pequenos produtores”, explica Victor Ferreira, analista de competitividade do Sebrae.

Além disso, produtores que desejam exportar enfrentam barreiras de certificação e requisitos internacionais. “Para competir no mercado global, é preciso garantir rastreabilidade e certificações como a Global Gap. Por isso, o Sebrae apoia cooperativas e capacita agricultores a atender essas normas”, complementa Ferreira.

Exportações e protagonismo global

O açaí brasileiro já chega a mais de 50 países, com destaque para Estados Unidos, Japão, Alemanha e Austrália. Em 2024, as exportações renderam US$ 2,7 milhões. O produto também conquista espaço na indústria de alimentos, cosméticos e suplementos naturais, ampliando seu alcance e valor agregado.

Empresas brasileiras começam a ganhar visibilidade internacional. A rede Açaí Concept, fundada em Maceió (AL) em 2014, tornou-se um dos maiores exemplos de expansão global do setor, com 50 lojas no exterior e planos de abrir 500 novas unidades em cinco anos.

“O mundo quer o sabor e a energia do Brasil. Expandir o açaí é levar um pedaço da Amazônia para o planeta”, afirma Rodrigo Melo, CEO da Açaí Concept.

Açaí: símbolo da bioeconomia e da segurança alimentar

Mais do que um produto de exportação, o açaí é um símbolo de segurança alimentar e identidade cultural amazônica. Seu manejo sustentável contribui para a preservação da floresta e o desenvolvimento das comunidades tradicionais, reforçando o papel da Amazônia na agenda climática global.

“O açaí é o elo entre a natureza, a economia e a cultura amazônica. Representa o futuro da bioeconomia brasileira”, resume Victor Ferreira, do Sebrae.

📸 Fotos: Ronaldo Rosa / Divulgação
✍ Redação Brasil News

]]>
https://brasilnews.tv/acai-ganha-destaque-na-cop30-e-simboliza-o-avanco-da-bioeconomia-amazonica/feed/ 0
Atrasos em portos brasileiros geram prejuízo de R$ 9 milhões nas exportações de café. https://brasilnews.tv/atrasos-em-portos-brasileiros-geram-prejuizo-de-r-9-milhoes-nas-exportacoes-de-cafe/ https://brasilnews.tv/atrasos-em-portos-brasileiros-geram-prejuizo-de-r-9-milhoes-nas-exportacoes-de-cafe/#respond Thu, 13 Nov 2025 12:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3369 Os gargalos logísticos nos portos brasileiros voltaram a impactar o agronegócio. De acordo com levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o setor registrou prejuízos de R$ 8,99 milhões em setembro de 2025 devido a atrasos em embarques e custos de armazenagem.

No total, 939 mil sacas de café, equivalentes a 2.848 contêineres, ficaram retidas nos portos — o terceiro maior volume de perdas já registrado pelo conselho, atrás apenas dos meses de novembro e dezembro de 2024.

Segundo o Cecafé, a situação impediu o ingresso de US$ 348 milhões (R$ 1,86 bilhão) em receitas de exportação, considerando o preço médio de US$ 370 por saca e a cotação do dólar a R$ 5,36.

“A situação é grave e exige medidas imediatas. Sem investimentos e sem ampliação da capacidade portuária, o agronegócio brasileiro corre o risco de travar”, alertou Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé.

Mais da metade dos navios sofreu atrasos

Dados do Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela ElloX Digital em parceria com o Cecafé, mostram que 57% dos navios (202 de 355 embarcações) enfrentaram atrasos ou tiveram suas escalas alteradas nos principais portos do país.

Os custos extras com detention, armazenagem e pré-stacking (tempo excedente de contêineres nos terminais) têm elevado as despesas das empresas exportadoras, comprometendo a rentabilidade de toda a cadeia produtiva do café.

Setor cobra agilidade no leilão do Tecon Santos 10

O Cecafé voltou a cobrar urgência na realização do leilão do terminal Tecon Santos 10, considerado essencial para ampliar a capacidade do Porto de Santos. O processo, no entanto, segue travado por entraves burocráticos e questionamentos legais.

“Enquanto o leilão não sair do papel, o prejuízo só aumenta. Falta de infraestrutura significa menos receita para exportadores, cafeicultores e para o país”, criticou Heron.

O executivo destacou ainda que a Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um parecer técnico de 203 páginas contestando o formato do leilão em duas fases, proposto pela ANTAQ e pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

O documento apontou ilegalidade e restrição à concorrência, recomendando que a licitação seja feita em fase única e aberta a todos os operadores.

Impacto vai além do café

O Cecafé reforçou que o problema logístico não se limita ao setor cafeeiro. Cadeias produtivas de açúcar, algodão e celulose também enfrentam dificuldades semelhantes, com aumento de custos e risco de perda de competitividade internacional.

“O Brasil precisa de um sistema portuário moderno e eficiente, que acompanhe o crescimento do agronegócio. A lentidão nas decisões e investimentos afeta toda a economia”, afirmou Heron.

A entidade e a Associação Logística Brasil publicaram um comunicado conjunto pedindo que o leilão ocorra ainda em 2025, ou no máximo no início de 2026, para evitar novos atrasos e garantir a melhoria da oferta de capacidade portuária.

“O país não pode continuar perdendo bilhões de reais por falta de planejamento e agilidade”, concluiu o diretor do Cecafé.

📸 Foto: Adobe Stock
✍ Redação Brasil News

]]>
https://brasilnews.tv/atrasos-em-portos-brasileiros-geram-prejuizo-de-r-9-milhoes-nas-exportacoes-de-cafe/feed/ 0