Escala 6×1 – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Tue, 24 Feb 2026 21:39:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Escala 6×1 – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Alckmin contraria Fiesp e mantém debate sobre fim da escala 6×1: “é tendência mundial” https://brasilnews.tv/alckmin-contraria-fiesp-e-mantem-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-e-tendencia-mundial/ https://brasilnews.tv/alckmin-contraria-fiesp-e-mantem-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-e-tendencia-mundial/#respond Wed, 25 Feb 2026 09:37:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7374 O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a continuidade do debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, mesmo após o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, sugerir o adiamento da discussão para depois do período eleitoral.

A declaração ocorreu durante a assinatura de um acordo de cooperação entre o governo federal e a entidade industrial, voltado ao fortalecimento de ações contra práticas desleais no comércio exterior. Durante o evento, Skaf afirmou que temas sensíveis deveriam ser debatidos apenas em 2027, argumentando que anos eleitorais tendem a gerar conflitos entre interesses políticos e econômicos.

Em resposta, Alckmin afirmou que a redução da jornada de trabalho é uma tendência observada em vários países e que o tema precisa ser debatido com profundidade, considerando as diferentes realidades do setor produtivo. Segundo ele, trata-se de um debate relevante que não deve ser apressado, mas também não deve ser adiado indefinidamente.

Durante a cerimônia, foram assinados dois protocolos de intenções entre o ministério e a Fiesp. Um deles trata da cooperação em defesa comercial, com o objetivo de fortalecer o comércio justo e combater práticas ilegais no mercado internacional. O outro aborda melhorias no ambiente regulatório, buscando reduzir burocracias, custos e barreiras para empresas, além de ampliar a digitalização de serviços públicos.

Alckmin também demonstrou otimismo em relação à economia, afirmando esperar que o Comitê de Política Monetária inicie a redução da taxa básica de juros já na próxima reunião. Segundo ele, fatores como a valorização do real e a desaceleração no preço dos alimentos contribuem para esse cenário.

O presidente em exercício comentou ainda a nova tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos, avaliando que a medida pode beneficiar o Brasil ao estabelecer condições iguais para todos os países, diferente do modelo anterior que impunha taxas mais elevadas a produtos brasileiros.

As declarações reforçam a disposição do governo em avançar em temas econômicos estruturais, enquanto mantém diálogo com o setor produtivo sobre competitividade, comércio internacional e condições de trabalho.

Foto: Marcelo Camargo

Redação Brasil News

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Planalto pressiona por reunião e trava disputa com Câmara sobre fim da escala 6×1. https://brasilnews.tv/planalto-pressiona-por-reuniao-e-trava-disputa-com-camara-sobre-fim-da-escala-6x1/ https://brasilnews.tv/planalto-pressiona-por-reuniao-e-trava-disputa-com-camara-sobre-fim-da-escala-6x1/#respond Wed, 11 Feb 2026 10:32:12 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6957 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda espera a confirmação do deputado Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, para uma reunião que deve discutir o possível fim da escala de trabalho 6×1 — modelo em que o funcionário trabalha seis dias para folgar um. O convite já foi enviado pelo Palácio do Planalto, e a expectativa é de que o encontro ocorra nos próximos dias, embora ainda não haja resposta oficial.

Nos bastidores, o principal impasse gira em torno do caminho legislativo da proposta. Lula defende que a mudança seja implementada por meio de um Projeto de Lei, considerado mais ágil. Já Hugo Motta articula uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que exige maior quórum e tramitação mais longa, mas teria potencial de oferecer maior segurança jurídica. O parlamentar sinaliza que poderia aprovar a medida até maio caso haja apoio político suficiente.

Para o governo, a discussão ultrapassa a esfera técnica e entra no campo estratégico. A intenção é aprovar a mudança ainda este ano, transformando-a em uma pauta de forte apelo popular — especialmente entre trabalhadores de setores como comércio e serviços. Ao mesmo tempo, a aproximação entre Executivo e Legislativo pode servir a interesses mútuos, incluindo articulações políticas para a próxima eleição interna da Câmara.

Fontes apontam que a tendência é de negociação para um acordo que permita dividir os créditos pela eventual mudança. O debate sobre a escala 6×1 deve ganhar força nas próximas semanas e pode se tornar um dos temas centrais do cenário político e trabalhista nacional.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Redação Brasil News

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“Trabalhar menos pode render mais”: Boulos desafia empresários e diz que fim da escala 6×1 aumenta produtividade. https://brasilnews.tv/trabalhar-menos-pode-render-mais-boulos-desafia-empresarios-e-diz-que-fim-da-escala-6x1-aumenta-produtividade/ https://brasilnews.tv/trabalhar-menos-pode-render-mais-boulos-desafia-empresarios-e-diz-que-fim-da-escala-6x1-aumenta-produtividade/#respond Thu, 22 Jan 2026 21:45:54 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6345 O debate sobre o fim da escala de trabalho seis dias por um de descanso (6×1) ganhou força nesta quarta-feira (25) após declarações do ministro Guilherme Boulos. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, ele afirmou que a redução da jornada pode resultar em trabalhadores mais produtivos e em melhores resultados econômicos para as empresas.

Segundo o ministro, dados concretos já demonstram esse efeito. Um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas em 2024 analisou 19 empresas brasileiras que reduziram a carga horária de trabalho. O levantamento apontou aumento de receita em 72% dessas companhias e melhora no cumprimento de prazos em 44%.

“Essas empresas estão reduzindo a jornada mesmo sem obrigação legal, porque perceberam que o resultado é positivo”, destacou Boulos. Para ele, o excesso de dias trabalhados gera cansaço físico e mental, o que impacta diretamente o desempenho profissional — especialmente no caso das mulheres, que muitas vezes acumulam jornadas domésticas.

O ministro citou ainda experiências internacionais para reforçar o argumento. No Japão, a Microsoft adotou a escala de quatro dias de trabalho por três de descanso, registrando um aumento de 40% na produtividade individual dos funcionários.

Outro exemplo mencionado foi o da Islândia, que reduziu a jornada semanal para 35 horas em 2023. O resultado, segundo Boulos, foi um crescimento econômico de 5% e aumento de 1,5% na produtividade do trabalho. Já nos Estados Unidos, a redução média de 35 minutos diários na jornada, ocorrida por dinâmica de mercado, teria elevado a produtividade em cerca de 2%.

Boulos rebateu críticas de setores contrários à proposta, que alegam baixa produtividade no Brasil. Para ele, esse argumento ignora a necessidade de qualificação e investimento em inovação. “Como a produtividade vai aumentar se o trabalhador não tem tempo nem para estudar?”, questionou.

O ministro também responsabilizou o setor privado pela falta de investimentos em tecnologia e pesquisa, ressaltando que grande parte dos aportes em inovação no Brasil ainda vem do setor público.

A proposta em discussão no governo prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, com limite de cinco dias de trabalho por semana. O plano inclui um período de transição e mecanismos específicos para micro e pequenas empresas. Segundo Boulos, há avanço no diálogo com o Congresso para que o tema seja votado ainda neste semestre.

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados a PEC nº 8/2025, que propõe o fim definitivo da escala 6×1 e estabelece jornada máxima de 36 horas semanais, com quatro dias de trabalho. Outras propostas semelhantes também estão em análise no Legislativo.

Juros no centro da crítica

Além da jornada de trabalho, Boulos voltou a criticar os juros elevados no país, apontando a taxa básica como um dos principais obstáculos ao crescimento econômico. A Selic, definida pelo Copom, está atualmente em 15% ao ano — o maior nível desde 2006.

“Com juros nesse patamar, nenhum empresário consegue investir e nenhum trabalhador consegue respirar”, afirmou. Para o ministro, a redução da taxa seria fundamental para aliviar o endividamento de pequenos e médios negócios e estimular a geração de empregos.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. Apesar da desaceleração da inflação, o Banco Central sinalizou cautela e indicou que pretende manter os juros elevados por mais tempo diante das incertezas do cenário econômico.

Foto: Reprodução

Redação Brasil News

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