energia solar – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 10 Jun 2026 14:30:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png energia solar – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Energia solar vira desafio inesperado e força intervenção inédita no sistema elétrico brasileiro. https://brasilnews.tv/energia-solar-vira-desafio-inesperado-e-forca-intervencao-inedita-no-sistema-eletrico-brasileiro/ https://brasilnews.tv/energia-solar-vira-desafio-inesperado-e-forca-intervencao-inedita-no-sistema-eletrico-brasileiro/#respond Thu, 11 Jun 2026 04:33:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10691 Um fato sem precedentes chamou a atenção do setor elétrico brasileiro neste fim de semana. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisou acionar um mecanismo especial para reduzir a carga do sistema em aproximadamente 1 gigawatt entre 10h e 14h, período em que a produção de energia solar atingiu níveis elevados enquanto o consumo permanecia reduzido devido ao feriado prolongado de Corpus Christi.

A medida evidenciou um fenômeno que vem crescendo rapidamente nos últimos anos: a expansão da geração distribuída, modelo em que residências, empresas e propriedades rurais produzem sua própria energia por meio de painéis solares instalados em telhados e terrenos.

Atualmente, o Brasil possui quase 50 gigawatts de potência instalada em sistemas de micro e minigeração distribuída, volume que representa cerca de 20% de toda a capacidade de geração elétrica do país. O crescimento acelerado transformou milhões de consumidores em produtores de energia, reduzindo a dependência das distribuidoras tradicionais.

Entretanto, essa evolução também trouxe novos desafios operacionais. Diferentemente das grandes usinas conectadas ao Sistema Interligado Nacional, a energia produzida pelos sistemas solares distribuídos entra diretamente na rede das distribuidoras, limitando a capacidade do ONS de controlar ou reduzir sua produção em momentos de excesso de oferta.

Enquanto grandes usinas hidrelétricas, solares e eólicas podem receber ordens para diminuir temporariamente a geração, os sistemas instalados em residências e empresas seguem produzindo energia normalmente sempre que há incidência solar.

O tema tem gerado preocupação crescente entre especialistas do setor. Além das dificuldades operacionais, há discussões sobre os custos dos incentivos concedidos à geração distribuída. Parte desses benefícios é financiada por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo presente na conta de luz dos consumidores brasileiros.

Dados do setor indicam que somente em 2026 os subsídios ligados à geração distribuída devem representar bilhões de reais na composição das tarifas de energia. Paralelamente, projeções apontam que a participação dessa modalidade continuará crescendo ao longo da próxima década.

Segundo estimativas oficiais, até 2030 a geração distribuída poderá responder por aproximadamente um quarto de toda a capacidade instalada de geração elétrica do Brasil, ampliando ainda mais sua influência sobre o funcionamento do sistema nacional.

O episódio registrado pelo ONS também reacendeu discussões sobre possíveis mudanças regulatórias. Entre as propostas debatidas por especialistas está a criação de mecanismos que permitam maior coordenação da produção distribuída em situações de excesso de oferta energética.

Ao mesmo tempo, representantes do segmento defendem a manutenção dos incentivos, argumentando que a energia solar contribui para a diversificação da matriz energética, reduz emissões de carbono e oferece economia para milhões de consumidores.

O caso demonstra que o avanço das fontes renováveis, considerado uma das maiores transformações da infraestrutura energética brasileira nas últimas décadas, começa a exigir novas soluções de planejamento e gestão. O desafio agora será encontrar um equilíbrio entre o crescimento da energia limpa e a segurança operacional do sistema elétrico nacional.

Foto: Fernando Castilho

Redação: Ana Flavia

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Nova cobrança na energia solar? TUSDg em microgeração vira alvo de disputa jurídica no Brasil. https://brasilnews.tv/nova-cobranca-na-energia-solar-tusdg-em-microgeracao-vira-alvo-de-disputa-juridica-no-brasil/ https://brasilnews.tv/nova-cobranca-na-energia-solar-tusdg-em-microgeracao-vira-alvo-de-disputa-juridica-no-brasil/#respond Thu, 30 Apr 2026 04:22:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9255 A discussão sobre a cobrança da TUSDg em unidades de microgeração conectadas em baixa tensão passou a mobilizar consumidores, integradores e especialistas do setor elétrico. O ponto central do debate é saber em quais situações a distribuidora pode cobrar pelo uso da rede quando a unidade não apenas consome energia, mas também injeta potência excedente no sistema de distribuição. A base legal desse debate está no artigo 18 da Lei nº 14.300/2022, que assegura o acesso ao sistema de distribuição para microgeração e minigeração, mediante ressarcimento do custo de transporte envolvido. O parágrafo único ainda determina que a tarifa aplicada deve considerar a forma de uso da rede, seja para consumo, seja para injeção de energia.

Na prática, isso abriu espaço para uma interpretação mais ampla do uso da infraestrutura elétrica. Antes, boa parte da discussão se concentrava na energia compensada. Agora, com a regulamentação setorial, o foco também passou a incluir a injeção de potência na rede, especialmente quando a geração instantânea supera o consumo simultâneo da unidade consumidora. Segundo a análise publicada pelo Canal Solar, esse é o ponto que diferencia a simples compensação de energia de uma possível cobrança específica pelo uso da rede na injeção.

A regulamentação citada no debate está no artigo 655-I da Resolução Normativa nº 1.000 da ANEEL, que prevê, no faturamento do Grupo B participante do SCEE, uma parcela referente à energia consumida da rede e outra, quando cabível, referente à energia ativa injetada. A cobrança sobre a injeção depende de cálculo próprio e não se baseia apenas em comparar o total mensal gerado com o total mensal consumido. O raciocínio regulatório considera a diferença entre a demanda de injeção e a demanda requerida do sistema, o que transforma a discussão em um tema técnico e jurídico ao mesmo tempo.

Outro ponto decisivo é que a cobrança não pode ser feita de forma automática e irrestrita. A própria regulamentação estabelece condições para sua validade concreta. Entre elas estão a existência de sistema de medição apto a apurar as grandezas exigidas pela norma e o aviso prévio ao consumidor com antecedência mínima de dois ciclos de faturamento. Sem esses elementos, a cobrança pode ser questionada. Essa diferenciação entre autorização normativa abstrata e validade concreta da fatura aparece como um dos principais focos de controvérsia.

O debate se torna ainda mais sensível quando envolve unidades enquadradas em regimes de transição ou situações associadas ao chamado direito adquirido. A interpretação sobre até onde vai essa proteção jurídica ainda é tratada como tema controverso no setor, especialmente quando a cobrança representa um ônus novo para sistemas que ingressaram no modelo anterior de compensação. O próprio texto publicado pelo Canal Solar aponta que essa é uma das áreas com maior potencial de judicialização.

Paralelamente, o tema também ganhou contornos mais duros com discussões sobre fraude operacional. A Cermissões informou ter identificado casos de simulação de carga em unidades com geração distribuída, prática que, segundo a cooperativa, buscaria reduzir ou zerar indevidamente a cobrança da TUSDg. Em comunicado, a entidade afirmou que a ANEEL, por meio do Ofício nº 219/2025-STD, considerou incomuns registros com picos isolados de consumo incompatíveis com a rotina operacional normal e destacou que cargas simuladas para obtenção de vantagem indevida podem caracterizar fraude à lei.

Esse cenário mostra que a nova fase da geração distribuída no Brasil deixou para trás as respostas simples. A cobrança da TUSDg no Grupo B aparece, em tese, respaldada pela legislação e pela regulamentação, mas sua aplicação prática depende de critério técnico, medição adequada e respeito ao procedimento regulatório. Em outras palavras, a disputa não gira apenas em torno da existência da cobrança, mas de quando, como e em quais casos ela pode ser exigida legitimamente.

Foto: CSESOLAR Energia Inteligente/Click Solar
Redação – Thiago Salles

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Argentina cria rodovia movida a energia solar e projeto pode mudar o futuro das estradas. https://brasilnews.tv/argentina-cria-rodovia-movida-a-energia-solar-e-projeto-pode-mudar-o-futuro-das-estradas/ https://brasilnews.tv/argentina-cria-rodovia-movida-a-energia-solar-e-projeto-pode-mudar-o-futuro-das-estradas/#respond Tue, 14 Apr 2026 04:21:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8817 Uma iniciativa inovadora na Argentina está chamando atenção no cenário internacional ao transformar uma rodovia inteira em um exemplo prático de energia limpa. A província de San Juan inaugurou a primeira via do país totalmente iluminada por energia solar, reduzindo a dependência da rede elétrica tradicional.

O projeto foi implementado na Avenida de Circunvalación e utiliza um sistema composto por 36 unidades solares independentes. Cada uma delas possui capacidade de geração própria e funciona de forma autônoma, garantindo que a iluminação continue operando mesmo em caso de falhas isoladas.

Ao todo, foram instalados 360 painéis solares distribuídos ao longo da rodovia. Durante o dia, esses painéis captam a energia do sol, que é armazenada em baterias para alimentar a iluminação LED durante a noite.

Um dos grandes diferenciais do sistema é justamente a descentralização. Ao invés de depender de uma única fonte de energia, cada ponto da estrada possui seu próprio gerador, aumentando a eficiência e a segurança operacional.

O investimento total no projeto foi de aproximadamente 1,67 bilhão de pesos argentinos. Apesar do alto custo inicial, a expectativa é de economia anual significativa, com redução de cerca de US$ 30 mil em gastos com eletricidade.

A escolha da região não foi por acaso. San Juan possui alta incidência solar ao longo do ano, o que torna a tecnologia ainda mais eficiente. Além disso, a rodovia apresenta fluxo constante de veículos, exigindo iluminação confiável durante a noite.

Outro benefício importante é a redução da necessidade de infraestrutura complexa, como redes extensas de cabeamento. Isso simplifica a instalação e diminui custos de manutenção ao longo do tempo.

Mais de 80 profissionais participaram da implementação, entre engenheiros, eletricistas e técnicos especializados, garantindo que a obra fosse concluída sem interromper o tráfego da via.

A iniciativa reforça uma tendência global de adoção de soluções sustentáveis em infraestrutura urbana e rodoviária, mostrando que é possível aliar tecnologia, economia e respeito ao meio ambiente.

Foto: Romário Pereira de Carvalho
Redação – Thiago Salles

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Energia solar na tomada? Nova tecnologia promete cortar conta de luz sem obra — mas tem um detalhe que poucos sabem. https://brasilnews.tv/energia-solar-na-tomada-nova-tecnologia-promete-cortar-conta-de-luz-sem-obra-mas-tem-um-detalhe-que-poucos-sabem/ https://brasilnews.tv/energia-solar-na-tomada-nova-tecnologia-promete-cortar-conta-de-luz-sem-obra-mas-tem-um-detalhe-que-poucos-sabem/#respond Sun, 12 Apr 2026 04:01:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8785 Uma nova tendência no setor de energia está chamando atenção por prometer economia sem dor de cabeça: sistemas de energia solar que funcionam direto na tomada. A proposta é simples — e surpreendente — permitindo que qualquer pessoa gere eletricidade em casa sem precisar de grandes obras ou instalações complexas no telhado.

Conhecida como tecnologia “plug and play”, essa solução utiliza painéis solares compactos que podem ser instalados em locais como varandas, sacadas ou quintais. Após posicionar o equipamento em um ponto com boa incidência solar, basta conectá-lo a uma tomada comum para começar a gerar energia.

O funcionamento depende de um microinversor acoplado ao painel. Ele transforma a energia captada do sol, originalmente em corrente contínua, em corrente alternada — o mesmo padrão utilizado pelos aparelhos domésticos. Assim, a eletricidade passa a alimentar diretamente itens como geladeiras, televisores e computadores.

Entre os principais atrativos está a praticidade. O sistema é leve, portátil e pode ser instalado em poucos minutos, sem necessidade de quebrar paredes ou fazer alterações estruturais. Isso o torna ideal especialmente para quem mora em apartamentos ou imóveis alugados.

Além disso, o kit básico costuma incluir apenas três componentes: o painel solar, o microinversor e um cabo de conexão com plugue padrão. Essa simplicidade reduz custos e facilita tanto a instalação quanto a manutenção.

No entanto, é importante destacar um ponto que muitos desconhecem: esse tipo de sistema não zera a conta de luz. Como não há integração com a rede para geração de créditos junto à concessionária, a energia produzida serve apenas para reduzir o consumo instantâneo durante o dia.

Mesmo assim, a economia pode ser significativa ao longo do tempo. Um sistema com potência em torno de 400W já consegue aliviar o consumo de aparelhos que ficam ligados constantemente, como geladeiras e roteadores. O retorno do investimento costuma acontecer entre três e cinco anos.

Outro fator positivo é a segurança. Os equipamentos contam com mecanismos automáticos que interrompem o funcionamento em caso de queda de energia, evitando riscos para técnicos e protegendo os eletrodomésticos contra oscilações.

A tecnologia surge como uma alternativa prática e acessível para ampliar o uso de energia limpa no Brasil, especialmente em áreas urbanas onde a instalação tradicional ainda é um desafio.

Foto: Paulo Custodio
Redação – Thiago Salles

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Homem constrói ilha com 150 mil garrafas PET e cria refúgio sustentável no mar. https://brasilnews.tv/homem-constroi-ilha-com-150-mil-garrafas-pet-e-cria-refugio-sustentavel-no-mar/ https://brasilnews.tv/homem-constroi-ilha-com-150-mil-garrafas-pet-e-cria-refugio-sustentavel-no-mar/#respond Tue, 07 Apr 2026 04:33:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8594 Um projeto inusitado e sustentável tem ganhado destaque ao redor do mundo. O ambientalista Richart Sowa construiu uma ilha flutuante utilizando mais de 150 mil garrafas PET recicladas, transformando resíduos plásticos em uma estrutura habitável no mar.

Localizada em Isla Mujeres, a ilha funciona como um verdadeiro microecossistema. Sobre a base flutuante, o criador adicionou areia e solo fértil, permitindo o cultivo de plantas e alimentos. O espaço também conta com árvores de mangue, que ajudam a estabilizar a estrutura e fortalecem a base natural da ilha.

A construção levou cerca de 13 anos e exigiu um processo detalhado. As garrafas PET são armazenadas em redes e fixadas em estruturas de madeira, formando uma plataforma resistente. Cada garrafa funciona como uma pequena boia, garantindo a flutuação da ilha mesmo com o peso da vegetação e da moradia.

Além da estrutura inovadora, a ilha é praticamente autossuficiente. A energia é gerada por painéis solares, enquanto a água utilizada no dia a dia é captada da chuva e armazenada para consumo. O preparo de alimentos também segue uma lógica sustentável, com uso de recursos naturais e cultivo próprio.

Outro destaque é o impacto ambiental positivo. As raízes dos mangues plantados na ilha ajudam a criar um habitat para pequenos peixes e organismos marinhos, transformando o local em um ponto de biodiversidade.

Apesar das vantagens, viver em uma ilha desse tipo não é simples. A exposição constante ao sol, ao sal e às mudanças climáticas exige manutenção frequente. As garrafas, por exemplo, sofrem desgaste ao longo do tempo e precisam ser substituídas para manter a estrutura segura.

Além disso, eventos extremos, como tempestades e furacões, representam riscos reais. Inclusive, uma versão anterior da ilha foi destruída por condições climáticas severas, obrigando o criador a reconstruir o projeto do zero.

Mesmo com os desafios, a iniciativa se tornou símbolo de criatividade e consciência ambiental. O projeto mostra como resíduos podem ser reaproveitados de forma inteligente e levanta reflexões sobre o consumo excessivo de plástico no mundo.

A ilha flutuante não é apenas uma curiosidade, mas também uma inspiração para soluções sustentáveis em larga escala, especialmente em um cenário global cada vez mais preocupado com o meio ambiente.

Foto: Reprodução
Redação – Thiago Salles

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Painel solar que gera combustível: nova tecnologia transforma umidade do ar em hidrogênio verde. https://brasilnews.tv/painel-solar-que-gera-combustivel-nova-tecnologia-transforma-umidade-do-ar-em-hidrogenio-verde/ https://brasilnews.tv/painel-solar-que-gera-combustivel-nova-tecnologia-transforma-umidade-do-ar-em-hidrogenio-verde/#respond Sun, 05 Apr 2026 04:54:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8600 Uma nova tecnologia desenvolvida pela empresa Solhyd está chamando a atenção do setor energético ao transformar painéis solares em verdadeiras miniusinas capazes de produzir hidrogênio verde a partir da umidade do ar.

A inovação surge como uma alternativa promissora para acelerar a transição energética global, especialmente em regiões com escassez de água ou infraestrutura limitada. Diferente dos métodos tradicionais, que exigem água purificada e sistemas complexos, a nova solução integra todo o processo em um único equipamento.

O funcionamento ocorre em três etapas principais: captação da luz solar, absorção da umidade presente no ar e conversão dessa água em hidrogênio por meio de eletrólise. Com isso, o painel deixa de ser apenas um gerador de eletricidade e passa a produzir combustível limpo diretamente no local de consumo.

Esse modelo reduz a dependência de transporte e armazenamento de hidrogênio, considerados hoje um dos maiores desafios para expansão dessa fonte energética. Além disso, elimina a necessidade de uso de água potável, tornando a tecnologia mais sustentável.

Outro ponto importante é a versatilidade. O sistema pode ser aplicado tanto em residências quanto em indústrias ou áreas isoladas. Em casas, por exemplo, o hidrogênio gerado pode ser utilizado para aquecimento, geração de energia ou armazenamento energético. Já no setor industrial, a produção local reduz custos logísticos e aumenta a eficiência operacional.

A tecnologia também apresenta vantagens ambientais significativas, como a redução de emissões de carbono e a produção de energia sem resíduos poluentes. Por utilizar recursos abundantes — sol e umidade do ar —, o sistema se adapta a diferentes regiões do mundo.

Mesmo em locais com baixa umidade, os desenvolvedores afirmam que o equipamento mantém eficiência graças a membranas avançadas capazes de capturar pequenas quantidades de vapor no ar. Isso amplia o potencial de uso em regiões mais secas, como partes do Brasil.

Atualmente, o projeto está em fase de testes na Bélgica, com unidades operando em escala piloto. Os pesquisadores monitoram o desempenho para validar a viabilidade comercial da tecnologia nos próximos anos.

Especialistas avaliam que, se confirmada em larga escala, essa inovação pode representar uma mudança significativa na forma como a energia é produzida e distribuída, fortalecendo modelos descentralizados e sustentáveis.

A possibilidade de produzir combustível limpo diretamente em casa ou em pequenas instalações aproxima a energia do consumidor final e pode reduzir custos, aumentar a autonomia energética e acelerar a transição para fontes renováveis.

Foto: Divulgação / Solhyd
Redação – Thiago Salles

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ONG cria tendas rígidas com energia solar para ajudar pessoas em situação de rua. https://brasilnews.tv/ong-cria-tendas-rigidas-com-energia-solar-para-ajudar-pessoas-em-situacao-de-rua/ https://brasilnews.tv/ong-cria-tendas-rigidas-com-energia-solar-para-ajudar-pessoas-em-situacao-de-rua/#respond Sat, 07 Mar 2026 04:07:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7626 Uma iniciativa social nos Estados Unidos está testando um novo tipo de abrigo para pessoas em situação de rua. A organização Harbor of Hope começou a distribuir tendas rígidas desenvolvidas para oferecer maior proteção contra chuva, frio e umidade.

O projeto ocorre na região de Portland, cidade conhecida por enfrentar altos índices de chuva e um número significativo de moradores sem moradia fixa.

Segundo os organizadores, o objetivo é substituir barracas tradicionais de tecido, que frequentemente ficam encharcadas e acabam agravando as condições de quem vive nas ruas.


Como funcionam as novas tendas

As estruturas são feitas de plástico corrugado, material leve e resistente que forma uma espécie de casca rígida. Esse tipo de construção oferece maior proteção contra vento e chuva em comparação com barracas comuns.

Cada unidade inclui:

  • piso isolado para reduzir a umidade do solo
  • espaço para duas pessoas e um animal de estimação
  • iluminação interna
  • carregador solar para celulares

A energia solar permite que moradores carreguem o telefone, algo considerado essencial para manter contato com serviços sociais, emergências e oportunidades de trabalho.


Projeto foi desenvolvido com participação de moradores

A ideia foi liderada pelo empresário e filantropo Homer Williams, que buscou alternativas após perceber que barracas e sacos de dormir distribuídos pela organização frequentemente se tornavam inúteis por causa da chuva constante.

Para desenvolver o modelo final, o projeto contou com feedback direto de pessoas que vivem nas ruas. As sugestões ajudaram a definir detalhes como o piso isolado, o tamanho interno e a necessidade de iluminação e energia.


Testes iniciais nas ruas

Até o momento, seis unidades estão sendo testadas em um projeto piloto. A iniciativa busca observar como as estruturas funcionam no uso real antes de expandir a distribuição.

Os responsáveis acreditam que essas tendas funcionariam melhor em áreas de abrigo gerenciadas, onde serviços sociais, segurança e apoio possam ser oferecidos junto com a estrutura física.


Etapa de transição para moradia permanente

Os organizadores destacam que as tendas não são uma solução definitiva para o problema da falta de moradia. A proposta é que elas funcionem como etapa intermediária, oferecendo segurança mínima enquanto as pessoas buscam alternativas mais estáveis.

Entre as possibilidades futuras estão:

  • pequenas casas temporárias
  • motéis adaptados para moradia social
  • apartamentos populares

A expectativa é que, ao oferecer abrigo seco e minimamente seguro, as pessoas tenham melhores condições de manter a saúde e planejar a saída definitiva das ruas.


Ideia central do projeto:
Criar um abrigo simples, resistente e funcional que reduza riscos imediatos enquanto políticas de moradia permanente são desenvolvidas.

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Projeto gigantesco no espaço: China quer construir “banco de energia orbital” de 1 km capaz de gerar eletricidade sem parar https://brasilnews.tv/projeto-gigantesco-no-espaco-china-quer-construir-banco-de-energia-orbital-de-1-km-capaz-de-gerar-eletricidade-sem-parar/ https://brasilnews.tv/projeto-gigantesco-no-espaco-china-quer-construir-banco-de-energia-orbital-de-1-km-capaz-de-gerar-eletricidade-sem-parar/#respond Thu, 05 Mar 2026 04:41:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7643 Um projeto tecnológico desenvolvido na China pretende levar a produção de energia solar para fora da Terra. A proposta envolve a construção de um enorme sistema orbital capaz de captar energia do Sol no espaço e transmiti-la para satélites ou até mesmo para o planeta.

A iniciativa faz parte do chamado Projeto Zhuri, cujo objetivo é desenvolver um banco de energia espacial que funcione continuamente em órbita. Diferente das usinas solares instaladas na superfície terrestre, a instalação espacial não sofreria interrupções causadas por nuvens, clima ou ciclo de dia e noite.

Segundo os planos divulgados por pesquisadores chineses, o primeiro teste em órbita deve ocorrer por volta de 2030, com capacidade inicial de gerar cerca de 1 megawatt de energia elétrica.

A estrutura seria posicionada a aproximadamente 36 mil quilômetros da Terra, em órbita geoestacionária, onde poderia captar energia solar praticamente sem interrupções.

O projeto final prevê uma gigantesca usina solar circular com cerca de 1 quilômetro de diâmetro, uma dimensão comparável a grandes instalações industriais terrestres.

Especialistas apontam que a geração de energia solar no espaço pode ser até dez vezes mais eficiente do que em solo, justamente por não sofrer interferência atmosférica.

A energia captada seria convertida e transmitida por meio de feixes de micro-ondas, tecnologia que permitiria enviar eletricidade para estações receptoras na Terra ou para equipamentos em órbita.

Uma das funções previstas para esse banco de energia espacial seria carregar satélites sem fio, ampliando a autonomia de redes de comunicação, sondas espaciais e futuras estações orbitais.

Com energia constante disponível no espaço, missões espaciais poderiam durar muito mais tempo e operar com menos limitações relacionadas ao armazenamento de energia.

Outro ponto que chamou atenção na proposta envolve aplicações climáticas experimentais. Pesquisadores chineses discutem a possibilidade de usar feixes de energia para aquecer regiões específicas da atmosfera.

Em teoria, esse aquecimento poderia alterar correntes de ar e até influenciar a trajetória de tempestades tropicais, como tufões que atingem áreas costeiras da Ásia. No entanto, cientistas envolvidos no projeto afirmam que essa aplicação ainda é apenas uma hipótese em estudo.

O desenvolvimento da tecnologia começou em 2013 e já passou por várias etapas de pesquisa. Em 2022, engenheiros construíram uma torre experimental de cerca de 75 metros para testar a conversão de energia solar em micro-ondas e simular o processo de transmissão energética.

Mesmo com avanços, o projeto ainda enfrenta desafios técnicos consideráveis. Um dos principais envolve a precisão do direcionamento do feixe de energia, já que qualquer desvio poderia afetar satélites ou equipamentos eletrônicos.

Além disso, estruturas gigantes em órbita exigem lançamentos espaciais complexos e custos elevados.

Apesar das dificuldades, a ideia de produzir energia solar no espaço vem ganhando interesse global. Instituições como o California Institute of Technology e pesquisadores do Japão também estudam tecnologias semelhantes.

Se os projetos avançarem, o espaço pode se tornar nas próximas décadas uma nova fronteira para a geração de energia limpa em grande escala.

Foto: Fabio Lucas Carvalho
Redação Brasil News

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Conta mais cara à vista: imposto pode transformar o sonho do painel solar em pesadelo para brasileiros em 2026. https://brasilnews.tv/conta-mais-cara-a-vista-imposto-pode-transformar-o-sonho-do-painel-solar-em-pesadelo-para-brasileiros-em-2026/ https://brasilnews.tv/conta-mais-cara-a-vista-imposto-pode-transformar-o-sonho-do-painel-solar-em-pesadelo-para-brasileiros-em-2026/#respond Tue, 20 Jan 2026 15:50:24 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6272 Brasileiros que planejavam reduzir a conta de luz com a instalação de painéis solares podem enfrentar um cenário bem diferente nos próximos anos. A partir de 2026, a energia solar residencial tende a ficar mais cara com a retomada progressiva do Imposto de Importação sobre módulos fotovoltaicos, decisão que encerra um longo ciclo de incentivos iniciado ainda na década passada.

Após anos de alíquotas reduzidas — que chegaram a 0% em determinados períodos — o governo passou a reintroduzir o imposto de forma escalonada desde 2024. O cronograma prevê percentuais cada vez maiores, que podem alcançar até 25% sobre equipamentos importados que excedam as cotas estabelecidas entre 2025 e 2026.

O impacto é significativo porque o Brasil depende quase totalmente do mercado externo para suprir a demanda por painéis solares. Com a alta tributária, o custo dos sistemas residenciais e comerciais tende a subir, reduzindo a atratividade da geração própria de energia, especialmente para famílias de classe média que vinham aderindo em massa à tecnologia.

Entidades do setor alertam para riscos concretos. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica afirma que a mudança pode provocar o adiamento ou cancelamento de dezenas de projetos, colocando em xeque bilhões de reais em investimentos e milhares de empregos ligados à cadeia da energia limpa.

Já representantes da indústria nacional defendem a decisão. Para a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, o imposto é uma ferramenta para equilibrar a concorrência com produtos estrangeiros, muitas vezes subsidiados, e estimular a produção local de equipamentos, fortalecendo o setor industrial brasileiro.

Enquanto o governo sustenta que a política busca corrigir distorções e incentivar a nacionalização da cadeia produtiva, consumidores temem perder o acesso a uma das principais alternativas para driblar tarifas elevadas de energia elétrica. O resultado desse embate deve definir se a energia solar continuará acessível ou se voltará a ser um investimento restrito a poucos.

Foto: Jornalista Pedro Silvini
Redação Brasil News

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Brasil acelera uso de baterias para substituir geradores a diesel e impulsionar transição energética. https://brasilnews.tv/brasil-acelera-uso-de-baterias-para-substituir-geradores-a-diesel-e-impulsionar-transicao-energetica/ https://brasilnews.tv/brasil-acelera-uso-de-baterias-para-substituir-geradores-a-diesel-e-impulsionar-transicao-energetica/#respond Tue, 09 Dec 2025 10:29:21 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4746 O Brasil deu um passo decisivo rumo à modernização de sua matriz elétrica com a aprovação da Medida Provisória nº 1.304/2025, que passa a reconhecer oficialmente os Sistemas de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS) como parte estratégica da infraestrutura do setor elétrico. Na prática, a medida abre caminho para a substituição gradual dos geradores movidos a diesel por soluções mais limpas, silenciosas e econômicas.

Antes restritas a grandes empreendimentos, as baterias agora ganham espaço em empresas de médio e até pequeno porte. Além do benefício ambiental, com redução de emissão de poluentes e ruídos, os sistemas permitem economia nos horários de maior consumo e aumentam a confiabilidade no fornecimento de energia.

Especialistas apontam que esse avanço também resolve um dos principais desafios da energia solar no país: a intermitência. Embora o Brasil já tenha ultrapassado a marca de 60 GW de potência instalada em geração solar, o pico de produção ocorre ao meio-dia, enquanto o maior consumo acontece à noite. Com as baterias, o excedente gerado durante o dia pode ser armazenado e utilizado nos horários críticos.

Isso diminui a dependência das usinas termelétricas, que encarecem o sistema e aumentam as emissões de carbono. No setor industrial, os equipamentos também são usados para reduzir a demanda nos horários de pico, garantir reserva de segurança e permitir planejamento mais eficiente dos custos operacionais.

Experiências internacionais comprovam a eficiência do modelo. Projetos como o La Martina, na Colômbia, já utilizam grandes sistemas de armazenamento integrados à geração solar, reduzindo toneladas de CO₂ por ano e aumentando a estabilidade da rede elétrica.

No Brasil, até recentemente, a expansão desse tipo de tecnologia esbarrava na falta de regras claras. Esse cenário começou a mudar com o reconhecimento formal do armazenamento como atividade de geração por meio de normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), agora reforçadas pela MP 1.304.

Especialistas apontam que, além das baterias, o futuro do setor passa pela ampliação da rede de transmissão, adoção de tarifas dinâmicas e atualização constante do marco regulatório. A expectativa é que a combinação dessas medidas fortaleça a segurança do sistema, reduza custos para consumidores e acelere a transição para uma matriz elétrica cada vez mais limpa.

Foto: João Silva/Brasil News
Redação Brasil News

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