dólar – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Tue, 10 Mar 2026 11:32:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png dólar – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Dólar recua após disparar com tensão no Oriente Médio e investidores correm para realizar lucros. https://brasilnews.tv/dolar-recua-apos-disparar-com-tensao-no-oriente-medio-e-investidores-correm-para-realizar-lucros/ https://brasilnews.tv/dolar-recua-apos-disparar-com-tensao-no-oriente-medio-e-investidores-correm-para-realizar-lucros/#respond Tue, 10 Mar 2026 11:32:19 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7793 O dólar apresentou queda no mercado brasileiro na manhã desta terça-feira após ter iniciado o dia em forte alta impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. A moeda norte-americana chegou a ultrapassar a marca de R$5,28 no início das negociações, acompanhando a valorização global do dólar diante das preocupações com o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Por volta das 11h14, o dólar à vista registrava recuo de 0,40%, sendo negociado a aproximadamente R$5,2240 na venda. Já no mercado futuro, o contrato mais líquido da B3, com vencimento em abril, apresentava queda ainda maior, de cerca de 0,68%, sendo cotado a R$5,2535.

De acordo com analistas do mercado financeiro, o movimento de queda ocorreu porque investidores e exportadores aproveitaram o patamar mais elevado da moeda para vender dólares e realizar lucros. Esse comportamento é comum quando o câmbio atinge níveis considerados atrativos para liquidação de posições.

Segundo Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora, quando o dólar atinge determinados valores muitos agentes que estavam posicionados na alta optam por desmontar suas posições, principalmente no mercado futuro, garantindo os ganhos obtidos com a valorização da moeda.

Outro fator que ajudou a dar sustentação ao real foi a valorização de commodities importantes para a economia brasileira, como o petróleo e o minério de ferro. Como esses produtos fazem parte da pauta exportadora do país, sua alta tende a fortalecer a moeda brasileira no mercado cambial.

No cenário internacional, as tensões geopolíticas continuam no radar dos investidores. Durante o fim de semana, o Irã anunciou Mojtaba Khamenei como sucessor de Ali Khamenei na liderança suprema do país, indicando continuidade da linha mais rígida no comando político iraniano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente a escolha e afirmou que a nomeação seria inaceitável. A situação amplia as incertezas sobre o rumo do conflito na região.

Enquanto isso, no Brasil, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou pouca alteração nas expectativas do mercado para o dólar no final de 2026. A projeção mediana passou de R$5,42 para R$5,41. Já a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, subiu ligeiramente, passando de 12% para 12,13%.

Na agenda do dia, o Banco Central também programou um leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional com o objetivo de rolar o vencimento previsto para 1º de abril.

Na sessão anterior, o dólar à vista havia encerrado o pregão com queda de 0,88%, cotado a R$5,2414.

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Redação Brasil News

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Mercados entram em pânico: bolsas globais despencam com guerra no Oriente Médio. https://brasilnews.tv/mercados-entram-em-panico-bolsas-globais-despencam-com-guerra-no-oriente-medio/ https://brasilnews.tv/mercados-entram-em-panico-bolsas-globais-despencam-com-guerra-no-oriente-medio/#respond Wed, 04 Mar 2026 06:48:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7582 O agravamento da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou um movimento generalizado de aversão ao risco nos mercados financeiros nesta terça-feira (3). Bolsas da Ásia, Europa e Estados Unidos registraram perdas expressivas, enquanto investidores buscaram proteção no dólar e no petróleo.

Em Nova York, os índices de Dow Jones Industrial Average, S&P 500 e Nasdaq Composite operavam com quedas superiores a 2% por volta das 12h30, refletindo o temor de que o conflito se amplie e pressione ainda mais a inflação global.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX Europe 600 recuava mais de 3%. Em Londres, o FTSE 100 caía acima de 3%, enquanto o CAC 40, de Paris, e o DAX, de Frankfurt, registravam perdas expressivas.

Os mercados asiáticos já haviam fechado no vermelho. O sul-coreano Kospi despencou mais de 7%, em seu pior desempenho em mais de um ano e meio. O Nikkei 225, no Japão, também caiu com força, assim como o Hang Seng Index, em Hong Kong.

No Brasil, o Ibovespa recuava mais de 4%, aos 181 mil pontos. Nem mesmo a disparada do petróleo conseguiu sustentar ações do setor. Paralelamente, o dólar avançava com força, sendo cotado acima de R$ 5,30, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana.

No mercado de energia, o barril do Brent crude oil superava os US$ 80, enquanto o West Texas Intermediate registrava ganhos ainda mais intensos. O temor de interrupções no Estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo — elevou as preocupações com o abastecimento.

O índice do dólar (DXY) também operava em alta, indicando busca por segurança. Já metais preciosos, que haviam subido na véspera, apresentavam correção nesta sessão.

O cenário reforça o temor de que um conflito prolongado no Oriente Médio possa gerar um novo choque de energia, pressionar cadeias globais de suprimentos e dificultar o controle da inflação em diversas economias.

Foto: Reprodução
Redação Brasil News

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Dólar dispara após escalada no Oriente Médio e tensão global pressiona o real. https://brasilnews.tv/dolar-dispara-apos-escalada-no-oriente-medio-e-tensao-global-pressiona-o-real/ https://brasilnews.tv/dolar-dispara-apos-escalada-no-oriente-medio-e-tensao-global-pressiona-o-real/#respond Tue, 03 Mar 2026 07:35:53 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7565 O dólar iniciou esta segunda-feira (2) em alta firme frente ao real, em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais após os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de semana.

Às 9h26, o dólar à vista subia 0,85%, sendo negociado a R$ 5,1782. Na B3, o contrato futuro com vencimento em abril avançava 0,93%, cotado a R$ 5,2185.

A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou uma alta superior a 8% nos preços do petróleo e pressionou bolsas internacionais, especialmente na Europa. Em cenários de incerteza geopolítica, investidores costumam migrar para ativos considerados mais seguros, como o dólar e o ouro.

Apesar de o Brasil ser exportador relevante de petróleo — o que, em tese, poderia favorecer o real — o ambiente de risco global falou mais alto na abertura da sessão. Analistas destacam que o fluxo internacional priorizou liquidez e proteção, fortalecendo a moeda norte-americana frente a diversas divisas emergentes.

No cenário doméstico, o Boletim Focus do Banco Central do Brasil indicou leve revisão nas projeções para o câmbio ao fim de 2026, passando de R$ 5,45 para R$ 5,42. A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) no encerramento deste ano foi ajustada para 12%, enquanto para 2027 permaneceu em 10,50%. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa está na faixa de 3,50% a 3,75% — vinha sendo apontado como fator de atração de capital estrangeiro ao país. No entanto, o aumento das tensões geopolíticas tende a sobrepor fundamentos econômicos no curto prazo, ampliando a volatilidade cambial.

Na sexta-feira anterior, o dólar havia fechado em leve queda de 0,09%, a R$ 5,1344. O cenário desta segunda, porém, indica uma mudança abrupta de humor nos mercados globais.

Foto: Kham / Reuters
Redação Brasil News

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Mercado muda o tom e sinaliza virada: juros podem cair antes do esperado enquanto inflação perde força. https://brasilnews.tv/mercado-muda-o-tom-e-sinaliza-virada-juros-podem-cair-antes-do-esperado-enquanto-inflacao-perde-forca/ https://brasilnews.tv/mercado-muda-o-tom-e-sinaliza-virada-juros-podem-cair-antes-do-esperado-enquanto-inflacao-perde-forca/#respond Tue, 24 Feb 2026 11:05:14 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7343 O mercado financeiro voltou a revisar suas expectativas para os principais indicadores econômicos do país, sinalizando mudanças importantes no cenário macroeconômico. Dados da mais recente pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, mostram que analistas reduziram a projeção para a taxa básica de juros após oito semanas sem alterações, ao mesmo tempo em que ajustaram para baixo as estimativas de inflação e demonstraram maior otimismo com o desempenho da economia.

A mediana das projeções aponta que a taxa Selic deve encerrar 2026 em 12,13%, abaixo da estimativa anterior de 12,25%. Atualmente em 15%, a expectativa dos economistas consultados é que o ciclo de cortes tenha início em março, com uma redução inicial de 0,5 ponto percentual. Para 2027, a previsão foi mantida em 10,5%.

No campo da inflação, o levantamento registrou a sétima queda consecutiva na estimativa para o IPCA deste ano, agora em 3,91%, ligeiramente abaixo dos 3,95% projetados anteriormente. Para o próximo ano, a previsão permaneceu em 3,80%. O centro da meta oficial é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Já em relação ao crescimento econômico, houve leve melhora nas expectativas para o Produto Interno Bruto em 2026, passando de 1,80% para 1,82%, após dez semanas de estabilidade. Para o ano seguinte, a projeção segue em 1,80%.

O câmbio também apresentou revisão, com a estimativa para o dólar ao final deste ano recuando para R$5,45, ante previsão anterior de R$5,50.

Os números reforçam uma percepção de cenário mais equilibrado, embora ainda cercado de incertezas, mantendo o debate sobre o ritmo de cortes de juros e a sustentabilidade da inflação sob controle no centro das atenções do mercado.

Foto: Adriano Machado
Redação Brasil News

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Mercado reage e juros despencam após derrota de Trump na Suprema Corte. https://brasilnews.tv/mercado-reage-e-juros-despencam-apos-derrota-de-trump-na-suprema-corte/ https://brasilnews.tv/mercado-reage-e-juros-despencam-apos-derrota-de-trump-na-suprema-corte/#respond Sun, 22 Feb 2026 07:50:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7291 Os mercados financeiros reagiram de forma positiva à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que invalidou tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump. No Brasil, o reflexo foi imediato, com queda das taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs), recuo do dólar e valorização do Ibovespa.

Ao longo do pregão, os investidores demonstraram maior disposição para ativos de risco, movimento que pressionou os juros futuros para baixo. Na parte intermediária da curva, contratos com vencimento em janeiro de 2028 registraram queda, enquanto os vencimentos mais longos também acompanharam o movimento de recuo.

A decisão do tribunal norte-americano considerou que a aplicação das tarifas com base em legislação de emergência ultrapassava as atribuições do Poder Executivo, por interferir em competências do Congresso. O entendimento reforçou a chamada doutrina das “questões principais”, que exige autorização clara do Legislativo para medidas com grande impacto econômico.

O cenário externo contribuiu para o desempenho dos ativos brasileiros. Com a redução das incertezas comerciais, houve aumento da busca global por investimentos considerados mais arriscados, favorecendo bolsas e moedas de países emergentes.

Nos Estados Unidos, o movimento foi diferente no mercado de títulos públicos, com leve alta nos rendimentos dos Treasuries. Analistas apontam que a derrubada das tarifas reduz uma possível fonte de arrecadação fiscal, o que pode pressionar a percepção sobre as contas públicas no longo prazo.

Apesar da reação positiva inicial, o próprio Trump afirmou que pretende adotar novas alternativas para impor tarifas, incluindo a possibilidade de uma taxa global temporária, o que mantém a atenção dos investidores voltada para os próximos passos da política comercial americana.

Especialistas avaliam que o cenário ainda deve apresentar volatilidade, já que as decisões sobre comércio internacional continuam sendo um dos principais fatores de influência sobre os mercados globais.

Foto: Shutterstock –
Redação Brasil News

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Dólar recua no início da semana e mercado aguarda leilões bilionários do Banco Central. https://brasilnews.tv/dolar-recua-no-inicio-da-semana-e-mercado-aguarda-leiloes-bilionarios-do-banco-central/ https://brasilnews.tv/dolar-recua-no-inicio-da-semana-e-mercado-aguarda-leiloes-bilionarios-do-banco-central/#respond Tue, 27 Jan 2026 10:59:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6465 O dólar apresenta leve desvalorização frente ao real no início dos negócios desta segunda-feira. Por volta das 9h04, a moeda norte-americana à vista registrava queda de 0,26%, sendo negociada a R$ 5,2736 no mercado de venda.

No mercado futuro, o movimento era ainda mais acentuado. Na B3, o contrato de dólar com vencimento em fevereiro — atualmente o mais negociado — recuava 0,43%, cotado a R$ 5,2805, sinalizando expectativa de maior oferta de moeda no curto prazo.

Na sessão anterior, na sexta-feira, o dólar encerrou o dia em R$ 5,2876, com retração de 0,08%, mantendo uma trajetória de estabilidade com viés de baixa.

Os investidores acompanham com atenção a agenda do Banco Central, que realiza às 10h30 dois leilões de linha de forma simultânea. As operações, que envolvem a venda de dólares com compromisso de recompra, totalizam US$ 2 bilhões e têm como objetivo a rolagem de contratos com vencimento previsto para o dia 3 de fevereiro.

A expectativa do mercado é que a atuação da autoridade monetária contribua para suavizar a volatilidade do câmbio e garantir liquidez ao sistema financeiro.

Foto: Fabrício de Castro

Redação Brasil News

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Dólar trava no Brasil e deixa mercado em suspense: o que vem depois pode mexer com seu bolso. https://brasilnews.tv/dolar-trava-no-brasil-e-deixa-mercado-em-suspense-o-que-vem-depois-pode-mexer-com-seu-bolso/ https://brasilnews.tv/dolar-trava-no-brasil-e-deixa-mercado-em-suspense-o-que-vem-depois-pode-mexer-com-seu-bolso/#respond Thu, 15 Jan 2026 12:10:40 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6084 O mercado cambial brasileiro começou a quarta-feira em clima de cautela. O dólar abriu próximo da estabilidade frente ao real, mesmo em um cenário internacional em que a moeda norte-americana perdeu força diante de outras divisas globais. O movimento reflete a postura defensiva dos investidores, que evitam grandes apostas antes da divulgação de novos indicadores econômicos dos Estados Unidos.

No Brasil, o foco dos agentes financeiros também está voltado para o noticiário político. O mercado aguarda a divulgação de uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, que pode influenciar expectativas sobre o cenário eleitoral e, consequentemente, os preços dos ativos.

Por volta do início da manhã, o dólar à vista operava em leve recuo, negociado pouco abaixo do fechamento anterior. Já na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro — o mais negociado atualmente — também apresentava pequena oscilação negativa, reforçando a sensação de indefinição no mercado.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia encerrado o dia em leve alta, mantendo-se dentro de uma faixa estreita de variação. Esse comportamento indica que, apesar das pressões externas, fatores domésticos continuam pesando na formação do câmbio.

Outro ponto de atenção do dia é a atuação do Banco Central do Brasil. A autoridade monetária realiza um leilão de contratos de swap cambial para rolar vencimentos próximos, operação que costuma influenciar a liquidez e a volatilidade do dólar no curto prazo.

Com a combinação de dados internacionais, política local e intervenções oficiais, analistas avaliam que o mercado segue em compasso de espera. A leitura é que qualquer surpresa — seja nos números econômicos dos EUA ou no ambiente político brasileiro — pode destravar movimentos mais intensos no câmbio nos próximos dias.

Foto: Willy Kurniawan / Reuters
Redação Brasil News

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Mercados reagem à movimentação política: dólar sobe forte e Bolsa tem maior queda desde 2021. https://brasilnews.tv/mercados-reagem-a-movimentacao-politica-dolar-sobe-forte-e-bolsa-tem-maior-queda-desde-2021/ https://brasilnews.tv/mercados-reagem-a-movimentacao-politica-dolar-sobe-forte-e-bolsa-tem-maior-queda-desde-2021/#respond Sat, 06 Dec 2025 15:48:34 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4611 O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de forte instabilidade nesta sexta-feira (5), marcado por uma disparada do dólar e uma expressiva queda da Bolsa de Valores. A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,43, com valorização superior a 2%, atingindo o maior patamar em quase dois meses. Já o Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 157.369 pontos, com recuo de 4,31%, a maior baixa diária desde fevereiro de 2021.

Apesar do dia começar sob influência de indicadores econômicos dos Estados Unidos, o cenário político em Brasília acabou dominando o humor dos investidores. A sinalização de que Flávio Bolsonaro pode ser o nome da direita na disputa presidencial de 2026 gerou reação imediata nos mercados.

O movimento frustrou expectativas de parte dos agentes financeiros, que apostavam em uma eventual chapa formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com Michelle Bolsonaro na vice, considerada por analistas como uma composição mais previsível e capaz de unificar o eleitorado conservador. A possível mudança de estratégia elevou a percepção de incerteza política e aumentou a aversão ao risco.

Ao longo da tarde, o dólar ganhou força frente ao real e a Bolsa inverteu o sinal positivo observado no início do dia. O cenário ocorreu mesmo com dados de inflação nos Estados Unidos vindo dentro das projeções, o que normalmente traria algum alívio para os mercados.

No acumulado da semana, o dólar registra alta de 1,83%. Já o Ibovespa passou a operar no vermelho tanto no mês quanto na semana, embora ainda acumule valorização superior a 30% no ano.

Especialistas apontam que a volatilidade política tende a seguir influenciando os ativos brasileiros nos próximos dias. Ainda assim, parte do mercado mantém uma visão positiva para o médio prazo, sustentada pela expectativa de início do ciclo de queda dos juros no Brasil e também nos Estados Unidos.

No exterior, os principais índices de Wall Street operaram em leve alta, impulsionados pela expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve. Bolsas europeias fecharam mistas, enquanto os mercados asiáticos apresentaram predominância de altas.

Foto: Reprodução

Redação Brasil News

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Milei enfrenta crise política e econômica na véspera das eleições legislativas argentinas. https://brasilnews.tv/milei-enfrenta-crise-politica-e-economica-na-vespera-das-eleicoes-legislativas-argentinas/ https://brasilnews.tv/milei-enfrenta-crise-politica-e-economica-na-vespera-das-eleicoes-legislativas-argentinas/#respond Sun, 26 Oct 2025 11:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2492 A Argentina vai às urnas neste domingo (26) para as eleições legislativas de meio de mandato, e o presidente Javier Milei chega ao pleito sob forte pressão política e econômica. A alta volatilidade do dólar, o risco de retorno da inflação de dois dígitos e os escândalos que abalam o governo compõem o cenário mais desafiador do mandatário desde que assumiu a Casa Rosada.

O partido Libertad Avanza, que governa o país, tem hoje apenas 44 das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e seis das 72 do Senado. Para manter poder de veto e aprovar suas reformas econômicas, Milei precisa ampliar essa base de apoio — tarefa que se tornou ainda mais difícil após a derrota na Província de Buenos Aires, o maior colégio eleitoral do país.

Além das dificuldades políticas, o governo enfrenta denúncias de corrupção que envolvem a Agência Nacional de Deficiência e atingem inclusive Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência. Outro golpe veio com o escândalo da Libra$, uma moeda digital promovida por aliados do governo que despencou em valor em questão de horas, alimentando suspeitas de manipulação de mercado.

Nas últimas semanas, a campanha também foi marcada pela retirada do candidato José Luis Espert, após acusações de ligações com o tráfico de drogas. Mesmo fora da disputa, seu nome continuará nas cédulas impressas, já que o prazo de substituição expirou — um episódio que aumenta o desgaste do partido às vésperas da votação.

A crise política tem reflexos diretos na economia. Após a derrota em Buenos Aires, o peso argentino despencou, o risco-país ultrapassou 1.000 pontos e as ações argentinas caíram em Wall Street. Apesar da intervenção do Tesouro dos EUA e do apoio público de Donald Trump, Milei admitiu que o país enfrenta um momento decisivo.

“Se Milei perder, os Estados Unidos não serão generosos com a Argentina”, disse Trump recentemente, em tom de advertência.

Os norte-americanos veem a Argentina como peça estratégica na disputa geopolítica com a China, devido às suas reservas de lítio, urânio e terras raras. A manutenção de Milei no poder é considerada fundamental para os interesses de Washington na região.

Internamente, o presidente tenta manter a confiança do mercado ao garantir que não alterará as bandas cambiais após a eleição e promete insistir em reformas trabalhistas, tributárias e previdenciárias. O resultado das urnas, no entanto, definirá se ele terá força política para avançar ou se enfrentará dois anos de instabilidade até o fim do mandato.

Foto: REUTERS/Al Dragon

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Trump anuncia apoio bilionário à Argentina e afirma que país enfrenta “colapso econômico” https://brasilnews.tv/trump-anuncia-apoio-bilionario-a-argentina-e-afirma-que-pais-enfrenta-colapso-economico/ https://brasilnews.tv/trump-anuncia-apoio-bilionario-a-argentina-e-afirma-que-pais-enfrenta-colapso-economico/#respond Tue, 21 Oct 2025 11:40:55 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2238 A poucos dias das eleições legislativas na Argentina, o governo de Javier Milei recebeu um novo fôlego financeiro: uma linha de swap cambial de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 108 bilhões) concedida pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central argentino, que destacou o objetivo de fortalecer as reservas internacionais e tentar estabilizar o peso, em forte desvalorização nas últimas semanas.

O acordo ocorre em meio à pressão política sobre Milei e ao alerta dos mercados diante da instabilidade econômica. Segundo a autoridade monetária, o crédito servirá para garantir liquidez e evitar uma crise cambial antes da votação marcada para 26 de outubro, considerada decisiva para o futuro do governo ultraliberal.

O ex-presidente americano Donald Trump — principal entusiasta da medida — defendeu publicamente o apoio a Buenos Aires, alegando que o país “está morrendo” e precisa de ajuda imediata. “Eles não têm nada, estão lutando para sobreviver”, afirmou em entrevista, acrescentando que poderá ampliar o suporte financeiro com mais US$ 20 bilhões, somando um pacote total de US$ 40 bilhões (aproximadamente R$ 217 bilhões).

Apesar da redução da inflação, que caiu de 211% em 2023 para 117% em 2024, a atividade econômica argentina segue em retração. O desemprego estabilizou em 7,6%, mas a informalidade atinge quase metade da população ativa. Empresários reconhecem avanços no ajuste fiscal, porém alertam para os juros altos, o custo de produção e a queda do poder de compra da população.

A ajuda norte-americana chega como um respiro temporário, mas também aumenta as expectativas e a pressão sobre Milei, que tenta manter apoio popular e político em um momento de incerteza.

Foto: Jonathan Ernst/Reuters

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