dívida pública – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 24 Dec 2025 11:13:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png dívida pública – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Brasil deve encerrar 2025 como líder mundial em gastos com juros da dívida pública. https://brasilnews.tv/brasil-deve-encerrar-2025-como-lider-mundial-em-gastos-com-juros-da-divida-publica/ https://brasilnews.tv/brasil-deve-encerrar-2025-como-lider-mundial-em-gastos-com-juros-da-divida-publica/#respond Wed, 24 Dec 2025 11:13:40 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5453 O Brasil caminha para fechar o ano de 2025 ocupando a primeira posição mundial em gastos com juros da dívida pública quando comparados ao Produto Interno Bruto (PIB). A projeção se baseia em levantamentos internacionais que apontam que o país já figurava no topo do ranking em 2024 e deve manter a liderança neste ano.

De acordo com análises construídas a partir de dados do Fundo Monetário Internacional, os desembolsos brasileiros com juros ultrapassaram a marca de 8% do PIB no último ano, percentual superior ao observado em outras economias emergentes e até em alguns países com histórico de instabilidade fiscal.

Entre outubro de um ano e outubro do seguinte, as despesas com juros se aproximaram de R$ 1 trilhão, valor que, segundo especialistas, poderia ser direcionado a áreas como saúde, educação, infraestrutura e políticas sociais. A expectativa do mercado é que, até o fechamento de 2025, esse montante alcance ou até supere novamente esse patamar.

Economistas atribuem esse desempenho à combinação de uma dívida pública elevada com a manutenção de taxas de juros em níveis elevados, definidas pelo Banco Central do Brasil. A autoridade monetária sustenta que a política restritiva é necessária para conter pressões inflacionárias e evitar a saída de capitais estrangeiros, o que poderia provocar desvalorização do real e aumento dos preços.

Por outro lado, críticos avaliam que o custo dessa estratégia é alto demais para a economia real. Segundo essa visão, os juros elevados acabam desestimulando investimentos, encarecendo o crédito e limitando o potencial de crescimento, mesmo em um contexto de atividade econômica mais aquecida. Também há questionamentos sobre a meta de inflação considerada rigorosa, especialmente quando comparada a economias desenvolvidas.

O debate sobre juros, dívida pública e crescimento tende a ganhar ainda mais espaço no cenário político e econômico, envolvendo diretamente o governo do presidente Lula e a condução da política econômica nos próximos anos.

Foto:Reprodução / YouTube

Redação Brasil News

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Milei confirma retorno da Argentina ao mercado global com emissão de título em dólar após sete anos. https://brasilnews.tv/milei-confirma-retorno-da-argentina-ao-mercado-global-com-emissao-de-titulo-em-dolar-apos-sete-anos/ https://brasilnews.tv/milei-confirma-retorno-da-argentina-ao-mercado-global-com-emissao-de-titulo-em-dolar-apos-sete-anos/#respond Sat, 06 Dec 2025 12:05:26 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4599 O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta sexta-feira (5) que o país voltará a captar recursos no mercado internacional de capitais após mais de sete anos fora desse tipo de operação. A retomada ocorrerá por meio da emissão de um título em dólares, com prazo de quatro anos e taxa de juros de 6,5%, segundo informou o ministro da Economia, Luis Caputo.

Esta será a primeira emissão externa da Argentina desde 2018. De acordo com o governo, o país também negocia com bancos um empréstimo de aproximadamente 7 bilhões de dólares para conseguir honrar vencimentos superiores a 4 bilhões de dólares previstos para janeiro.

Em publicação nas redes sociais, Milei comemorou o anúncio e afirmou que o país “voltou aos mercados de capitais”. Já o ministro Caputo destacou que a operação facilitará o acúmulo de reservas internacionais, uma das exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI) dentro do acordo de financiamento firmado com a Argentina.

Segundo a Secretaria de Finanças, o leilão do novo título acontecerá no dia 10 de dezembro, com vencimento previsto para novembro de 2029. Os pagamentos de juros serão feitos de forma semestral, com quitação integral do valor principal no vencimento. Parte dos recursos será utilizada para cobrir compromissos que venceriam já no início de janeiro.

Especialistas do mercado avaliaram a medida de forma positiva. O ex-ministro da Economia Hernán Lacunza afirmou que a decisão representa um passo importante para a normalização financeira do país. Economistas também destacaram que o retorno ao mercado externo melhora a capacidade de refinanciamento da dívida, embora o sucesso da operação ainda dependa da demanda dos investidores internacionais.

O anúncio teve reflexo imediato nos mercados. Os títulos argentinos negociados em Wall Street subiram, enquanto a Bolsa de Buenos Aires registrou alta de mais de 2% durante o pregão. O risco-país, indicador que mede a confiança dos investidores, também apresentou queda próxima de 3%.

O governo argentino também contou recentemente com um reforço financeiro por meio de um acordo de swap de moedas superior a 20 bilhões de dólares com o Tesouro dos Estados Unidos, medida que ajudou a aliviar a pressão sobre o peso e fortalecer a posição do governo nas eleições legislativas de outubro.

Para Caputo, a nova emissão deve contribuir para melhorar o perfil financeiro da Argentina e continuar reduzindo o risco-país. Segundo ele, a estratégia não cria uma nova dívida, mas permite o refinanciamento de compromissos antigos, abrindo espaço para o fortalecimento das reservas do Banco Central.

Foto: Juan Mabromata

Redação Brasil News

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Dívida pública acende alerta e coloca Brasil sob risco fiscal, apontam análises. https://brasilnews.tv/divida-publica-acende-alerta-e-coloca-brasil-sob-risco-fiscal-apontam-analises/ https://brasilnews.tv/divida-publica-acende-alerta-e-coloca-brasil-sob-risco-fiscal-apontam-analises/#respond Mon, 01 Dec 2025 08:56:57 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4328 O Brasil voltou ao centro das atenções no cenário econômico internacional após dados atualizados do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicarem que o país ocupa a sexta posição entre as maiores dívidas públicas da América Latina e do Caribe. O número, por si só, já chama atenção, mas o maior motivo de preocupação, segundo analistas, é a dificuldade estrutural para conter o avanço desse endividamento ao longo dos próximos anos.

Especialistas avaliam que o risco não está em um colapso imediato, mas na formação de um ambiente em que o custo de manter a dívida se torna cada vez mais pesado para o Estado. Com taxas de juros historicamente altas, o Brasil gasta mais para rolar seus compromissos do que economias muito mais endividadas, como Estados Unidos e Japão, que operam com juros baixos.

Outro fator crítico é o perfil da dívida brasileira. O governo enfrenta dificuldades para emitir títulos com taxas fixas de longo prazo e, por isso, depende fortemente de papéis atrelados aos juros. Na prática, isso significa que qualquer aumento na taxa básica de juros eleva automaticamente o custo da dívida, alimentando um ciclo difícil de romper.

Estudos da Instituição Fiscal Independente do Senado apontam que, para impedir o crescimento contínuo da dívida, o país precisaria gerar um superávit primário entre 2% e 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, a realidade tem sido oposta: o Brasil acumula déficits sucessivos, afastando-se cada vez mais desse objetivo.

O efeito desse desequilíbrio pode ser amplo. A perda de confiança na capacidade de pagamento do governo tende a pressionar ainda mais os juros, encarecer o crédito, desestimular investimentos produtivos e comprometer políticas sociais. Em médio e longo prazos, o risco é de estagnação econômica e aprofundamento das desigualdades.

Economistas alertam que enfrentar esse cenário exigirá decisões duras, envolvendo controle de gastos, revisão de políticas fiscais e maior previsibilidade econômica. Sem isso, o país pode entrar em uma trajetória de risco crescente, com consequências diretas para empresas, consumidores e para o futuro das contas públicas.

Fotográfico da Agência Brasil

Redação Brasil News

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Dívida Pública cai em setembro e fecha o mês em R$ 8,12 trilhões. https://brasilnews.tv/divida-publica-cai-em-setembro-e-fecha-o-mes-em-r-812-trilhoes/ https://brasilnews.tv/divida-publica-cai-em-setembro-e-fecha-o-mes-em-r-812-trilhoes/#respond Thu, 30 Oct 2025 10:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2679 A Dívida Pública Federal (DPF) registrou uma pequena retração em setembro, encerrando o mês em R$ 8,122 trilhões, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional. O valor representa uma queda de 0,28% em relação a agosto, quando o total havia superado, pela primeira vez, a marca de R$ 8 trilhões.

Segundo o órgão, o principal motivo da redução foi o vencimento de títulos vinculados à Selic, que tiveram alto volume de resgates. No mês, o Tesouro resgatou R$ 257,3 bilhões em papéis, valor superior às emissões de R$ 157,3 bilhões, resultando em um resgate líquido de R$ 100 bilhões.

Mesmo com essa baixa pontual, o Plano Anual de Financiamento (PAF) prevê que a DPF encerre 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões, refletindo o impacto dos juros e novas captações.

A Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi), composta por títulos emitidos no mercado nacional, teve queda de 0,31%, passando de R$ 7,845 trilhões para R$ 7,82 trilhões. Já a Dívida Pública Externa (DPFe) aumentou 0,43%, atingindo R$ 301,53 bilhões, impulsionada pela leve valorização do real frente ao dólar no período.

O chamado “colchão da dívida” — reserva usada pelo governo em momentos de maior pressão — também recuou, de R$ 1,13 trilhão para R$ 1,03 trilhão, o que garante cerca de nove meses de cobertura dos vencimentos programados.

Em relação ao perfil da dívida, houve mudança na composição dos papéis:

  • Títulos pós-fixados à Selic: de 49,29% para 47,47%;
  • Títulos indexados à inflação: de 26,10% para 26,81%;
  • Títulos prefixados: de 20,95% para 22,02%;
  • Títulos atrelados ao câmbio: de 3,67% para 3,70%.

O prazo médio da dívida aumentou de 4,09 para 4,16 anos, sinalizando maior confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar compromissos no longo prazo.

Na distribuição dos detentores, as instituições financeiras seguem na liderança, com 32,53% do total, seguidas pelos fundos de pensão (23,07%), fundos de investimento (20,87%) e investidores estrangeiros (10,19%), que voltaram a ampliar participação após meses de retração.

O Tesouro Nacional reforçou que a variação mensal está dentro do esperado e que o controle do endividamento público segue como prioridade, diante da meta fiscal e das condições de mercado.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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BC alerta que dúvidas sobre dívida pública podem forçar alta do juro estrutural https://brasilnews.tv/bc-alerta-que-duvidas-sobre-divida-publica-podem-forcar-alta-do-juro-estrutural/ https://brasilnews.tv/bc-alerta-que-duvidas-sobre-divida-publica-podem-forcar-alta-do-juro-estrutural/#respond Tue, 23 Sep 2025 13:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1435 O Banco Central divulgou hoje a ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), trazendo um alerta importante: as incertezas em relação à disciplina fiscal e à estabilidade da dívida pública brasileira podem pressionar para cima a chamada taxa de juros neutra — aquela que não acelera nem desacelera a economia.

Segundo o documento, fatores como o enfraquecimento das reformas estruturais, o crescimento do crédito direcionado e a percepção de risco sobre a trajetória fiscal de longo prazo afetam diretamente a eficácia da política monetária. Na prática, isso significa que o custo para manter a inflação sob controle pode aumentar, impactando o crescimento econômico e a confiança dos investidores.

“O comitê reforça que políticas fiscais e monetárias precisam caminhar em harmonia”, destacou o Copom, ao defender previsibilidade e responsabilidade nas decisões governamentais. O colegiado também ressaltou que medidas fiscais de curto prazo devem ser acompanhadas de estratégias sustentáveis, para reduzir os prêmios de risco e garantir estabilidade macroeconômica.

Ainda segundo a ata, uma política fiscal sólida — que ajude a reduzir o risco percebido pelos mercados — pode facilitar a convergência da inflação à meta sem prejudicar a atividade econômica.

O documento reforça o compromisso do Banco Central com o equilíbrio econômico e traz um sinal claro de que a condução da política fiscal nos próximos meses será determinante para o comportamento dos juros e da inflação no país.

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