discriminação racial – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Fri, 17 Oct 2025 10:21:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png discriminação racial – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 USP anula concurso de professora negra aprovada em 1º lugar e caso gera acusações de racismo e falta de defesa. https://brasilnews.tv/usp-anula-concurso-de-professora-negra-aprovada-em-1o-lugar-e-caso-gera-acusacoes-de-racismo-e-falta-de-defesa/ https://brasilnews.tv/usp-anula-concurso-de-professora-negra-aprovada-em-1o-lugar-e-caso-gera-acusacoes-de-racismo-e-falta-de-defesa/#respond Fri, 17 Oct 2025 11:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2028 A Universidade de São Paulo (USP) anulou o concurso público em que a professora e pesquisadora Érica Bispo, de 45 anos, havia sido aprovada em primeiro lugar para o cargo de docente de Literaturas Africanas e Língua Portuguesa na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). A decisão, tomada pelo Conselho Universitário, gerou polêmica e acusações de racismo institucional e violação do direito à ampla defesa.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Érica relatou que era a única candidata negra a realizar as provas — os outros dois candidatos autodeclarados pretos não compareceram — e que seis concorrentes brancos recorreram do resultado, alegando “favorecimento” por parte da banca examinadora.

“Disseram que eu não tinha capacidade para o cargo e que houve favorecimento. Isso é discriminatório. Eu fui aprovada por mérito, com notas altas em todas as etapas”, afirmou Érica.

O Conselho Universitário baseou sua decisão em “indícios de relações de proximidade” entre a candidata e duas professoras da banca, apontando fotos em eventos acadêmicos e postagens em redes sociais como prova. Para Érica, as imagens — tiradas em congressos e seminários públicos — não demonstram amizade íntima e foram usadas de forma injusta.

A professora também denuncia que sua defesa não foi considerada antes do julgamento. Segundo ela, o documento elaborado por seus advogados não foi anexado ao processo a tempo.

“O conselho votou sem sequer ter acesso aos meus argumentos. É uma violação clara do direito de defesa”, disse.

A FFLCH informou que não pode reverter a decisão, pois ela foi tomada por instância superior. O concurso foi reaberto, e as inscrições estão em andamento.

Nas redes sociais, o caso provocou repercussão nacional e manifestações de apoio à docente, com críticas à postura da universidade. Movimentos estudantis e entidades antirracistas prometem levar o caso à Justiça.

Foto: Reprodução

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