direitos das mulheres – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 11 May 2026 11:47:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png direitos das mulheres – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Útero de aluguel ou sobrevivência? A escolha desesperada de ucranianas que “vendem” a gravidez para fugir da miséria da guerra. https://brasilnews.tv/utero-de-aluguel-ou-sobrevivencia-a-escolha-desesperada-de-ucranianas-que-vendem-a-gravidez-para-fugir-da-miseria-da-guerra/ https://brasilnews.tv/utero-de-aluguel-ou-sobrevivencia-a-escolha-desesperada-de-ucranianas-que-vendem-a-gravidez-para-fugir-da-miseria-da-guerra/#respond Sat, 16 May 2026 04:44:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9824 A guerra não destrói apenas prédios; ela corrói as opções de sobrevivência. No leste da Ucrânia, onde cidades inteiras como Bakhmut foram reduzidas a escombros, surgiu um fenômeno que divide opiniões e expõe feridas éticas profundas: o uso da barriga de aluguel como ferramenta de reconstrução de vida. Karina Tarasenko, de apenas 22 anos, é o rosto dessa realidade. Grávida de um bebê para um casal chinês, ela vê nos R$ 95 mil que receberá a única chance de dar um teto digno à sua filha de um ano e meio.

Antes da invasão russa, a Ucrânia já era o segundo maior polo mundial dessa prática, atrás apenas dos Estados Unidos. Com a economia em frangalhos e a inflação galopante, a “oferta” de mulheres dispostas a ceder seus úteros disparou. No entanto, o processo está longe de ser um conto de fadas. O mercado é marcado por contratos rígidos onde, se um feto morre — como aconteceu em uma gravidez de gêmeos de Karina —, o pagamento é cortado impiedosamente.

A polêmica ganha contornos dramáticos com casos de abandono. Bebês como Wei, que nasceu com paralisia cerebral, acabam em instituições estatais quando os pais biológicos “desaparecem” ao saberem de deficiências. Enquanto clínicas lucram com campanhas publicitárias agressivas — que chegam a oferecer “Black Friday de bebês” —, o Parlamento ucraniano corre para votar leis que proibam estrangeiros de utilizar o serviço, sob o argumento de que a reprodução do país não pode ser tratada como mercadoria barata para o Ocidente. Para mulheres como Karina, a proibição seria o fim do sonho da casa própria; para ativistas, seria o fim de uma exploração institucionalizada.

Foto: Reprodução/BBC –

Redação – Thiago Salles

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Conanda alerta para retrocesso em direitos de meninas vítimas de violência sexual. https://brasilnews.tv/conanda-alerta-para-retrocesso-em-direitos-de-meninas-vitimas-de-violencia-sexual/ https://brasilnews.tv/conanda-alerta-para-retrocesso-em-direitos-de-meninas-vitimas-de-violencia-sexual/#respond Sun, 09 Nov 2025 14:46:27 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3186 A vice-presidenta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Marina De Pol Poniwas, alertou que os recentes projetos que tentam limitar o acesso ao aborto legal para crianças e adolescentes vítimas de estupro representam um “ataque direto aos direitos humanos” e uma tentativa de “espalhar pânico moral” no país.

As declarações foram dadas após a Câmara dos Deputados aprovar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 03/2025, que tenta derrubar a Resolução 258 do Conanda — norma que orienta o atendimento humanizado e sigiloso a vítimas de violência sexual e reafirma o direito à interrupção da gestação nos casos previstos em lei.

Segundo Marina, o aborto legal é um direito assegurado desde 1940 pelo Código Penal brasileiro, permitido em casos de estupro, risco de vida para a gestante ou anencefalia fetal, e não pode ser confundido com crime.
“O que está em debate não é moralidade, é saúde pública e proteção à infância. Nenhuma menina de 10, 11 ou 12 anos deve ser forçada a manter uma gravidez decorrente de estupro”, afirmou.

A dirigente também ressaltou que a resolução do Conanda foi criada para orientar serviços de saúde, escolas e conselhos tutelares sobre como agir em casos de violência sexual, garantindo sigilo, escuta qualificada e respeito à vontade da vítima.
“O texto não cria nada novo — ele apenas organiza o que já está previsto na legislação brasileira”, completou.

Enquanto isso, movimentos sociais ligados aos direitos das mulheres e das crianças lançaram uma nova fase da campanha “Criança não é Mãe”, em resposta à tentativa de anular a resolução. O grupo planeja atos públicos em várias capitais na próxima terça-feira (11), com apoio de organizações como o Nem Presa Nem Morta e o Instituto Patrícia Galvão.

De acordo com dados recentes do Instituto, menos de 4% dos municípios brasileiros têm serviço de aborto legal disponível, e 30 meninas com menos de 14 anos dão à luz todos os dias no país.
“Esses números mostram que a maioria das vítimas sequer consegue acessar o direito previsto em lei. Criar obstáculos adicionais é perpetuar a violência”, disse a ativista Laura Molinari, codiretora do movimento Nem Presa Nem Morta.

No Congresso, parlamentares contrários ao projeto reagiram. A deputada Jack Rocha (PT-ES) apresentou uma proposta para transformar em lei as diretrizes da resolução, reforçando que “gravidez forçada é tortura”.
“Criança não é mãe, e estuprador não é pai. O que está em jogo é a proteção da infância e o cumprimento do que já está garantido pela legislação brasileira”, declarou.

O projeto aprovado na Câmara ainda precisa ser analisado pelo Senado. Até lá, a resolução do Conanda permanece válida.

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Gabriela Duarte relata desigualdade salarial em entrevista e destaca desafios das mulheres no mercado artístico https://brasilnews.tv/gabriela-duarte-relata-desigualdade-salarial-em-entrevista-e-destaca-desafios-das-mulheres-no-mercado-artistico/ https://brasilnews.tv/gabriela-duarte-relata-desigualdade-salarial-em-entrevista-e-destaca-desafios-das-mulheres-no-mercado-artistico/#respond Tue, 30 Sep 2025 11:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1559 A atriz Gabriela Duarte trouxe à tona um tema recorrente no meio artístico e em diversas áreas profissionais: a desigualdade salarial entre homens e mulheres. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Gabriela contou situações em que percebeu ganhar menos que colegas homens que exerciam a mesma função.

Segundo a atriz, essa diferença de tratamento marcou parte de sua trajetória e revela como o machismo estrutural ainda impacta a carreira de muitas profissionais. Gabriela destacou que, embora tenha conquistado espaço ao longo dos anos, os desafios permanecem e a discussão é essencial para garantir mais equidade no mercado de trabalho.

A conversa completa está disponível no canal da TV Brasil no YouTube, no aplicativo TV Brasil Play e também no Spotify.

Foto: Reprodução/Instagram / Contigo

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Encerramento da Semana Legislativa destaca protagonismo feminino e reforça luta por igualdade https://brasilnews.tv/encerramento-da-semana-legislativa-destaca-protagonismo-feminino-e-reforca-luta-por-igualdade/ https://brasilnews.tv/encerramento-da-semana-legislativa-destaca-protagonismo-feminino-e-reforca-luta-por-igualdade/#respond Fri, 30 May 2025 17:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=949 Brasília (DF) – A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, nesta quinta-feira (30), a cerimônia de encerramento da 6ª Semana Legislativa da Mulher, coroando uma agenda repleta de debates, oficinas, homenagens e reflexões. A iniciativa, que mobilizou mais de mil participantes em 18 horas de atividades, teve como foco o fortalecimento da presença feminina na política, a valorização de lideranças femininas e o enfrentamento às desigualdades de gênero.

A solenidade foi marcada por discursos de parlamentares e representantes da sociedade que reforçaram a importância da equidade de direitos entre homens e mulheres. A deputada Paula Belmonte (Cidadania), uma das organizadoras do evento, destacou a necessidade de promover oportunidades reais às mulheres desde a infância, por meio de educação de qualidade e estímulo à liderança.

O deputado Chico Vigilante (PT) resgatou avanços históricos, mas apontou os desafios ainda presentes, como a desigualdade salarial e o assédio no ambiente de trabalho. Para ele, é preciso transformar o discurso em ação efetiva para garantir justiça de gênero.

Já a senadora Leila Barros (PDT), homenageada na cerimônia, alertou para os altos índices de feminicídio e defendeu o papel essencial de políticas públicas voltadas à dignidade e à segurança das mulheres, especialmente as mais vulneráveis.

A programação incluiu também exposições, rodas de conversa e palestras que abordaram desde representatividade até estratégias para combater a violência doméstica. Parlamentares como Max Maciel (PSOL), Gabriel Magno (PT), Jaqueline Silva (MDB), João Cardoso (Avante) e Fábio Felix (PSOL) participaram ativamente da agenda.

Encerrando a solenidade, moções de louvor foram entregues a mulheres que se destacam na sociedade do Distrito Federal, reconhecendo suas contribuições em diversas áreas. A diretora da Escola do Legislativo, Jane Marrocos, celebrou a participação expressiva e as trocas proporcionadas: “Cada história compartilhada aqui impacta diretamente a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.”

A Semana Legislativa da Mulher reafirma, mais uma vez, que os espaços de poder devem ser ocupados com igualdade, respeito e reconhecimento ao papel transformador das mulheres na política e na sociedade.

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Declarações contra Marina Silva acendem alerta sobre violência política e podem ser enquadradas como crime https://brasilnews.tv/ataques-a-marina-silva-podem-ser-crime/ Wed, 28 May 2025 20:12:56 +0000 http://demo.mysterythemes.com/news-portal/?p=135 Durante uma audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi alvo de críticas duras e ofensivas por parte de alguns senadores, incluindo Marcos Rogério (PL-RO), Omar Aziz (PSD-AM) e Plínio Valério (PSDB-AM). As declarações causaram forte repercussão e acenderam o debate sobre o respeito às mulheres em cargos de poder.

O episódio reacendeu discussões sobre a violência política de gênero, especialmente após falas como a de Marcos Rogério, que mandou a ministra “se colocar no seu lugar”, e Plínio Valério, que afirmou não a respeitar enquanto ministra. Marina se retirou da audiência e, em declarações posteriores, disse ter se sentido agredida ao apenas cumprir seu papel técnico de esclarecimento.

Embora a Lei nº 14.192/2021 tenha sido criada para coibir a violência política contra mulheres, ela se aplica especificamente a candidatas ou detentoras de mandatos eletivos. Como Marina Silva é ministra de Estado e não foi eleita, o artigo 326-B da legislação não pode ser usado diretamente nesse caso.

Contudo, procuradores do Ministério Público Federal apontam que o episódio pode sim ser enquadrado como crime com base em outros dispositivos do Código Penal, desde que haja representação da própria ministra ou da Advocacia-Geral da União (AGU). O ministro da AGU, Jorge Messias, expressou solidariedade a Marina, destacando a importância do respeito em ambientes políticos, mas não sinalizou formalmente se haverá ação judicial.

Nas redes sociais e entre membros do governo, diversas vozes se manifestaram em apoio à ministra. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou o ocorrido como misógino e inadmissível. Já Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, repudiou publicamente os ataques e cobrou respeito institucional.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, lamentou o ocorrido e criticou a postura machista dos parlamentares envolvidos. Segundo ele, a oportunidade para um debate produtivo foi perdida em meio a comportamentos que desrespeitam a democracia e as mulheres em posições de liderança.

Apesar do apoio recebido, ainda não há definição sobre eventual abertura de processos formais no Conselho de Ética ou no Ministério Público. No entanto, a discussão reacende a necessidade de ampliar a proteção a mulheres em cargos públicos, mesmo aquelas que não ocupem funções eletivas.

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