desigualdade – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 11 May 2026 11:41:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png desigualdade – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Brasil bate recorde de renda em 2025, mas ganho dos mais ricos volta a subir e freia queda na desigualdade. https://brasilnews.tv/brasil-bate-recorde-de-renda-em-2025-mas-ganho-dos-mais-ricos-volta-a-subir-e-freia-queda-na-desigualdade/ https://brasilnews.tv/brasil-bate-recorde-de-renda-em-2025-mas-ganho-dos-mais-ricos-volta-a-subir-e-freia-queda-na-desigualdade/#respond Sat, 16 May 2026 04:39:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9821 O ano de 2025 marca um novo ápice para o bolso do brasileiro, mas com um alerta importante sobre como esse dinheiro está sendo distribuído. Segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8), o rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil saltou para o recorde de R$ 2.264, uma alta expressiva de 6,9% em comparação ao ano anterior.

O “motor” desse crescimento foi um mercado de trabalho vigoroso e o rendimento vindo de outras fontes. Contudo, o IBGE aponta que os ganhos foram mais intensos no topo da pirâmide: os 1% mais ricos viram sua renda per capita chegar a R$ 24.973, um salto de 9,9%. Já os 10% mais pobres, embora tenham tido alta de 3,1%, ainda sobrevivem com apenas R$ 268 mensais — menos de R$ 9,00 por dia.

Essa diferença de velocidade nos ganhos fez o Índice de Gini (que mede a desigualdade) subir de 0,504 para 0,511. Segundo Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE, o cenário de juros elevados beneficiou quem possui aplicações financeiras, enquanto o mercado imobiliário em alta inflou os rendimentos de aluguéis, ambas fontes de renda concentradas nas classes mais altas.

Apesar da leve subida na desigualdade em 2025, o pesquisador ressalta que, numa perspectiva de longo prazo, o Brasil ainda está em uma posição melhor do que antes da pandemia. Desde 2019, a renda dos mais pobres cresceu quase 80%, impulsionada por reajustes no salário mínimo e programas sociais. O desafio atual parece ser manter o ritmo de inclusão enquanto os setores de capital e alta qualificação do trabalho disparam na frente.

Foto: Tiago Queiroz/Estadão/Reprodução

Redação – Thiago Salles

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Jovens fora da escola e do trabalho: Brasil amarga cenário crítico com a geração “nem-nem” https://brasilnews.tv/jovens-fora-da-escola-e-do-trabalho-brasil-amarga-cenario-critico-com-a-geracao-nem-nem/ https://brasilnews.tv/jovens-fora-da-escola-e-do-trabalho-brasil-amarga-cenario-critico-com-a-geracao-nem-nem/#respond Sun, 21 Sep 2025 09:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1376 O Brasil enfrenta uma das suas mais graves crises silenciosas: a explosão da geração “nem-nem”. Dados recentes revelam que 24% dos jovens entre 18 e 24 anos não estão inseridos no mercado de trabalho nem frequentam instituições de ensino. São mais de 10 milhões de brasileiros em plena fase produtiva excluídos da economia e da educação.

Enquanto países da OCDE apresentam uma média de 13% nessa condição, o Brasil quase dobra esse número. Além do impacto social, o prejuízo econômico é evidente: menor arrecadação, perda de produtividade e aumento da dependência de programas assistenciais.

A situação é ainda mais preocupante entre as mulheres jovens, com 29% delas fora do mercado e da escola, frente a 19% entre os homens. Esse abismo aponta para barreiras sociais e culturais que dificultam o acesso das mulheres à formação e ao trabalho.

A raiz do problema está no sistema educacional deficiente. Quase um terço dos jovens entre 25 e 34 anos não concluiu o ensino médio. O ensino técnico, embora tenha crescido, ainda representa apenas 14% dos alunos do ensino médio – muito abaixo da média de países latino-americanos e da OCDE.

Mesmo entre os que ingressam no ensino superior, a evasão é alta e o tempo de conclusão dos cursos é preocupante. Apenas 24% dos jovens adultos possuem diploma universitário. A taxa de abandono no primeiro ano de cursos de graduação chega a 25%, quase o dobro da média global.

O Brasil investe 4,3% do PIB em educação, acima da média da OCDE. No entanto, o valor por aluno ainda é muito inferior: cerca de um terço do que se gasta nos países desenvolvidos. Esse cenário revela uma má distribuição de recursos, com salas de aula superlotadas, baixa carga horária e infraestrutura precária.

Apesar de alguns avanços – como o aumento das matrículas na educação infantil e a redução no número médio de alunos por turma – o país ainda está longe de oferecer uma educação pública de qualidade que conecte os jovens ao mercado de trabalho e prepare-os para o futuro.

A geração “nem-nem” é um reflexo claro da urgência por reformas educacionais estruturais e políticas públicas eficazes para garantir oportunidades reais à juventude brasileira.

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