comércio internacional – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Sun, 22 Mar 2026 22:22:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png comércio internacional – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 China reage à pressão global e promete abrir mercado enquanto critica guerra comercial dos EUA. https://brasilnews.tv/china-reage-a-pressao-global-e-promete-abrir-mercado-enquanto-critica-guerra-comercial-dos-eua/ https://brasilnews.tv/china-reage-a-pressao-global-e-promete-abrir-mercado-enquanto-critica-guerra-comercial-dos-eua/#respond Mon, 23 Mar 2026 05:12:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8237 O primeiro-ministro da China, Li Qiang, declarou neste domingo que o país está disposto a ampliar sua participação no comércio global por meio de uma política de maior abertura econômica. A fala ocorreu durante um importante fórum empresarial realizado em Pequim, que reuniu líderes de grandes companhias internacionais.

Durante o discurso, Li afirmou que a China pretende importar mais produtos estrangeiros e colaborar para um crescimento mais equilibrado do comércio internacional. A medida surge em meio a pressões de parceiros comerciais, que cobram do país uma redução no superávit comercial, considerado elevado.

Dados recentes mostram que as exportações chinesas tiveram forte crescimento no início do ano, reforçando o papel central da China na economia global. Esse desempenho, no entanto, também intensifica críticas de concorrentes que alegam desequilíbrio nas relações comerciais.

Sem citar diretamente países, o premiê chinês criticou o aumento do protecionismo e do unilateralismo no cenário global, afirmando que esse tipo de política não resolve problemas econômicos e pode prejudicar o crescimento mundial.

As declarações acontecem em um contexto de tensões comerciais, especialmente entre China e Estados Unidos, após a adoção de tarifas e medidas restritivas que impactaram o fluxo de comércio internacional.

O evento contou com a presença de executivos de grandes empresas globais, reforçando o interesse da China em manter diálogo com investidores e ampliar sua influência econômica no cenário internacional.

Foto: Ng Han Guan/AP
Redação – Thiago Salles

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Depois de 25 anos, Europa diz “sim” ao Mercosul e acordo histórico divide o continente. https://brasilnews.tv/depois-de-25-anos-europa-diz-sim-ao-mercosul-e-acordo-historico-divide-o-continente/ https://brasilnews.tv/depois-de-25-anos-europa-diz-sim-ao-mercosul-e-acordo-historico-divide-o-continente/#respond Fri, 09 Jan 2026 12:44:43 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5913 Após mais de duas décadas de negociações, a União Europeia deu um passo decisivo para destravar o acordo comercial com o Mercosul. Diplomatas ouvidos por agências internacionais confirmaram que a maioria dos países do bloco aprovou provisoriamente o tratado nesta sexta-feira, abrindo caminho para a formalização do pacto que vinha sendo discutido desde 1999.

A decisão ainda depende da confirmação formal dos votos por escrito, mas o sinal político já foi dado. Com o aval do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo na próxima semana, durante evento no Paraguai. Se concluído, o tratado criará a maior área de livre comércio do planeta.

O acordo prevê a redução gradual ou eliminação de tarifas, além da harmonização de regras para comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, a medida amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e promete impactos que vão além do agronegócio, alcançando também setores estratégicos da indústria nacional.

Apesar do avanço, o tratado segue cercado de controvérsias. Agricultores europeus, especialmente na França, veem o acordo como uma ameaça direta, alegando concorrência desleal com produtos sul-americanos mais baratos e produzidos sob regras ambientais diferentes das exigidas na União Europeia. Na véspera da votação, o presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou que Paris votaria contra o texto, afirmando que os benefícios econômicos seriam limitados para a Europa.

A Irlanda também se posicionou contra o acordo, juntando-se a países como Hungria e Polônia. Já a Itália teve papel decisivo no desfecho. A sinalização favorável de Roma foi vista como o fator-chave para garantir a maioria necessária entre os 27 Estados-membros. A primeira-ministra Giorgia Meloni condicionou o apoio a garantias de proteção ao setor agrícola, após promessas da União Europeia de ampliar recursos destinados aos produtores rurais.

Com a aprovação provisória, o acordo UE-Mercosul entra em sua fase mais sensível: transformar décadas de negociações em um tratado efetivo. Para uns, trata-se de uma vitória histórica do livre comércio. Para outros, um risco que pode redesenhar o equilíbrio econômico e social dentro da Europa.

Foto: Reprodução / Agências Internacionais
Redação Brasil News

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EUA avaliam restringir navios espanhóis após veto da Espanha a cargueiros com destino a Israel. https://brasilnews.tv/eua-avaliam-restringir-navios-espanhois-apos-veto-da-espanha-a-cargueiros-com-destino-a-israel/ https://brasilnews.tv/eua-avaliam-restringir-navios-espanhois-apos-veto-da-espanha-a-cargueiros-com-destino-a-israel/#respond Sat, 20 Dec 2025 22:54:47 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5309 Uma agência reguladora dos Estados Unidos iniciou uma investigação que pode resultar em sanções contra navios que operam sob bandeira da Espanha. A medida surge após o governo espanhol ter impedido, em 2024, a atracação de embarcações norte-americanas que transportavam armamentos destinados a Israel, no porto de Algeciras, na região de Cádis.

Segundo comunicado oficial, a Comissão Marítima Federal dos Estados Unidos estuda alternativas que vão desde a limitação de cargas e a proibição de entrada de navios espanhóis em portos dos EUA até a aplicação de multas que podem ultrapassar US$ 2 milhões por viagem. Apesar disso, o órgão ressalta que nenhuma decisão definitiva foi tomada até o momento.

As autoridades norte-americanas apontam que ao menos três embarcações vinculadas a programas estratégicos de segurança marítima dos EUA tiveram acesso negado, e afirmam que a política espanhola responsável por essas recusas continua em vigor. Para mensurar os impactos no comércio exterior, a comissão abriu consulta junto a empresas de transporte, exportadores e outros agentes do setor marítimo.

O relatório preliminar destaca que as restrições impostas a navios com cargas relacionadas a Israel podem estar gerando condições desfavoráveis à navegação internacional envolvendo os Estados Unidos. Diante disso, a agência avalia a adoção de medidas corretivas para equilibrar o fluxo comercial e garantir igualdade de condições no transporte marítimo.

O episódio ocorre em um contexto de forte tensão diplomática. A Espanha foi um dos primeiros países europeus a reconhecer oficialmente o Estado da Palestina após o início do conflito na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Desde então, o posicionamento espanhol tem provocado reações de aliados de Israel.

A guerra em Gaza teve início após ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que resultaram em centenas de mortes e no sequestro de civis. A resposta militar israelense levou a uma ofensiva de grandes proporções, com elevado número de vítimas palestinas, ampla destruição de infraestrutura e uma crise humanitária de grandes dimensões.

Foto ilustrativa / Divulgação

Redação Brasil News

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Lula critica demora da União Europeia e cobra definição sobre acordo Mercosul-UE. https://brasilnews.tv/lula-critica-demora-da-uniao-europeia-e-cobra-definicao-sobre-acordo-mercosul-ue/ https://brasilnews.tv/lula-critica-demora-da-uniao-europeia-e-cobra-definicao-sobre-acordo-mercosul-ue/#respond Wed, 17 Dec 2025 21:20:59 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5162 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a manifestar publicamente seu descontentamento com a indefinição da União Europeia em relação ao acordo de livre comércio com o Mercosul, negociado há mais de duas décadas. Em reunião ministerial realizada nesta quarta-feira (17), em Brasília, Lula afirmou que o Brasil e os demais países do bloco sul-americano já avançaram ao máximo nas concessões diplomáticas possíveis.

A expectativa do governo brasileiro era concluir a assinatura do tratado durante a próxima cúpula do Mercosul, marcada para este sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR). No entanto, resistências internas na União Europeia seguem impedindo o consenso necessário, especialmente por parte de países como França e Itália.

Segundo Lula, a data da cúpula chegou a ser alterada a pedido dos europeus, sob a justificativa de que o acordo estaria pronto para aprovação dias antes do encontro. Ainda assim, o presidente relatou ter sido informado de que o aval final pode não acontecer a tempo. Para ele, a situação demonstra falta de decisão política por parte do bloco europeu.

O chefe do Executivo brasileiro ressaltou que, caso a União Europeia volte a recuar, o Mercosul deverá adotar uma postura mais rígida nas negociações futuras. Lula também afirmou que o acordo tende a ser mais vantajoso para os europeus do que para os países sul-americanos, o que reforça a cobrança por uma resposta clara.

Apesar das dificuldades, avanços recentes mantêm o tratado no radar. O Parlamento Europeu aprovou mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas, etapa considerada importante no processo. O texto, porém, passou por alterações que exigem novas negociações entre o Parlamento e o Conselho Europeu, órgão que reúne os governos dos países-membros.

Para que o acordo avance, é necessária maioria qualificada no Conselho, o que envolve tanto o número de países favoráveis quanto a representatividade populacional. A França lidera o grupo contrário, pressionada por agricultores que temem concorrência de produtos do Mercosul. Outros países, como Itália, Polônia e Hungria, também demonstram reservas.

Caso haja aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá participar da cúpula no Paraná para formalizar o pacto, que criaria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo 27 países europeus e cinco sul-americanos.


Foto: Getty Images

Redação Brasil News

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Possível acordo entre EUA e China acende alerta para o mercado da soja brasileira. https://brasilnews.tv/possivel-acordo-entre-eua-e-china-acende-alerta-para-o-mercado-da-soja-brasileira/ https://brasilnews.tv/possivel-acordo-entre-eua-e-china-acende-alerta-para-o-mercado-da-soja-brasileira/#respond Thu, 30 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2688 O setor do agronegócio brasileiro acompanha com atenção as negociações entre os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China). O possível acordo comercial entre os dois países pode alterar a dinâmica global da soja e impactar diretamente os produtores do Brasil — atualmente o maior exportador mundial do grão.

Desde o agravamento da guerra comercial entre Washington e Pequim, o Brasil consolidou-se como principal fornecedor de soja à China. Somente em setembro, o país asiático importou 12,87 milhões de toneladas, sendo 10,96 milhões provenientes do Brasil. Nenhum embarque norte-americano foi registrado no mês — algo inédito em sete anos.

Agora, com a possibilidade de uma reaproximação entre as duas potências, o cenário pode mudar. Analistas destacam que o acordo tende a reduzir os prêmios pagos pela soja brasileira e apertar as margens dos produtores, especialmente em estados mais distantes dos portos, como o Mato Grosso.

Segundo levantamento da Cogo Inteligência em Agronegócio, a margem líquida de lucro projetada para a safra 2025/26, antes estimada em 4,1%, pode se tornar negativa caso os prêmios voltem ao campo negativo. “O produtor do centro-oeste é o mais vulnerável a essa oscilação”, explicou Carlos Cogo, consultor da empresa.

Mesmo assim, o Brasil tende a manter a liderança nas exportações. Especialistas afirmam que, ainda que as tarifas sobre a soja dos EUA sejam reduzidas, o produto norte-americano continuará mais caro e menos competitivo que o brasileiro. Além disso, o grão nacional apresenta maior teor proteico e menor custo logístico em relação aos concorrentes.

De acordo com Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios, o possível acordo terá impacto inicial apenas psicológico sobre os mercados. “A China já criou uma relação estrutural com o Brasil ao longo da última década. Esse vínculo não se rompe facilmente”, avaliou.

A analista Marcela Marini, do Rabobank Brasil, observa que a eventual queda dos prêmios pode beneficiar a indústria esmagadora nacional, tornando a soja mais competitiva no mercado interno. “Isso deve favorecer as margens de esmagamento em 2026”, afirmou.

Mesmo com um novo pacto entre EUA e China, o consumo chinês de soja deve seguir forte, impulsionado pela demanda de ração para suínos. A consultoria Biond Agro projeta importações próximas de 110 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume semelhante ao atual, com a América do Sul mantendo o protagonismo no abastecimento.

Fotos: Adobe Stock.

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Senado dos EUA aprova resolução que questiona tarifas contra o Brasil. https://brasilnews.tv/senado-dos-eua-aprova-resolucao-que-questiona-tarifas-contra-o-brasil/ https://brasilnews.tv/senado-dos-eua-aprova-resolucao-que-questiona-tarifas-contra-o-brasil/#respond Wed, 29 Oct 2025 09:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2628 Em Washington, o Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira uma resolução que visa derrubar as tarifas elevadas aplicadas sobre produtos brasileiros, consideradas pelo texto como “ilegalmente fundamentadas”. A votação resultou em 52 votos favoráveis e 48 contrários, com cinco senadores republicanos apoiando a iniciativa ao lado dos democratas.
As sobretaxas haviam sido estabelecidas por Trump — chegando a cerca de 50% sobre certas importações brasileiras — com base numa declaração de emergência nacional para justificar a ação.
No entanto, apesar da aprovação no Senado, a medida enfrenta forte resistência na Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, onde já há movimento para impedir que a resolução seja sequer analisada.
Para o Brasil, a votação configura um momento simbólico de reforço em sua posição nas negociações bilaterais. Ao mesmo tempo, sinaliza internamente nos EUA um desgaste da estratégia de trade do executivo, que fundamentou a imposição tarifária como uma resposta a questões de segurança nacional e política externa.
Mesmo sem efeito imediato, o desfecho pode influenciar futuros debates sobre comércio internacional, poder executivo versus congresso e o tratamento dado ao Brasil como parceiro comercial. Veremos se avançará além do Senado e como reagirá o governo norte-americano.

Foto: Divulgação

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Trump prioriza pacto estratégico — quer “acordo justo” com a China e acelera envio de submarinos à Austrália. https://brasilnews.tv/trump-prioriza-pacto-estrategico-quer-acordo-justo-com-a-china-e-acelera-envio-de-submarinos-a-australia/ https://brasilnews.tv/trump-prioriza-pacto-estrategico-quer-acordo-justo-com-a-china-e-acelera-envio-de-submarinos-a-australia/#respond Mon, 20 Oct 2025 17:57:10 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2183 Na véspera de uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, em Washington, o presidente americano Donald Trump afirmou que espera “provavelmente” chegar a um acordo equilibrado com a China e ressaltou a disposição de avançar rapidamente no fornecimento de submarinos nucleares à Austrália — uma iniciativa que visa tanto reforçar a aliança com Camberra quanto agir como contraponto à influência chinesa na região do Indo-Pacífico.

Trump destacou que a parceria de defesa trilateral — usualmente referida como AUKUS (Estados Unidos-Reino Unido-Austrália) — está entrando em uma nova fase, com a Austrália se preparando para receber submarinos movidos a energia nuclear fabricados nos Estados Unidos ou em colaboração com o Reino Unido.

Ao mesmo tempo, o presidente americano mencionou que as negociações com Xi Jinping para um acordo comercial “justo” estão em curso, e que haverá pressão caso a China não avance. Essas declarações ocorrem em meio ao incremento de controles chineses sobre matérias-primas estratégicas e à crescente rivalidade entre os dois países.

A entrega antecipada dos submarinos à Austrália reforça o compromisso dos EUA com seus aliados no Indo-Pacífico e busca dar uma resposta tangível ao avanço militar chinês na região. Analistas assinalam que o programa enfrenta obstáculos de produção, custos elevados e questões de soberania por parte da Austrália — já que parte das decisões ainda depende da capacidade industrial norte-americana.

Acordos paralelos também foram firmados entre EUA e Austrália para assegurar fornecimento de minerais críticos e terras-raras — insumos fundamentais para tecnologia de defesa e cadeias de produção em situação de competição com a China.

Por fim, o encontro entre Trump e Albanese marca um momento de intensificação das relações estratégicas entre os dois países — em um momento de recalibração geopolítica, em que a China permanece como o foco central da diplomacia americana no Indo-Pacífico.

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst© Thomson Reuters

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Trump ameaça suspender comércio com a China após boicote à soja americana. https://brasilnews.tv/trump-ameaca-suspender-comercio-com-a-china-apos-boicote-a-soja-americana/ https://brasilnews.tv/trump-ameaca-suspender-comercio-com-a-china-apos-boicote-a-soja-americana/#respond Wed, 15 Oct 2025 10:48:12 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1915 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o tom contra a China em meio à crescente guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (14), o republicano ameaçou romper relações comerciais com o país asiático em resposta ao boicote chinês à soja americana.

Segundo Trump, a decisão de Pequim de interromper a compra do grão dos Estados Unidos representa um ato “economicamente hostil” e exige uma reação imediata. “Estamos considerando encerrar os negócios com a China relacionados ao óleo de cozinha e outros produtos comerciais, como retribuição”, declarou o presidente.

A fala acontece poucos dias depois de Washington anunciar uma tarifa adicional de 100% sobre as importações chinesas, com início previsto para 1º de novembro. Além das tarifas, o governo norte-americano também informou que irá restringir a exportação de softwares estratégicos, alegando preocupações de segurança nacional.

Em resposta, Pequim publicou uma nota classificando as novas medidas como “hipócritas e provocativas”. O governo chinês anunciou que planeja controlar as exportações de elementos de terras raras, insumos cruciais para a indústria tecnológica global, e prometeu “retaliações firmes” caso as restrições americanas avancem.

Apesar das declarações duras, Trump tentou amenizar o impacto das tensões ao afirmar que acredita em um reequilíbrio comercial futuro. “Não se preocupem com a China, vai ficar tudo bem”, disse ele em outra postagem. “O respeitadíssimo Presidente Xi acaba de passar por um momento difícil.”

A nova rodada de trocas de acusações marca mais um capítulo da longa guerra comercial EUA–China, iniciada anos atrás e reacesa em 2025 com tarifas bilaterais e disputas por influência tecnológica. O impasse tem gerado incerteza nos mercados agrícolas e industriais, especialmente entre os produtores de soja norte-americanos, principais afetados pelo boicote chinês.

Foto: Spencer Platt / Getty Images

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China responde a Trump e afirma não temer nova guerra tarifária https://brasilnews.tv/china-responde-a-trump-e-afirma-nao-temer-nova-guerra-tarifaria/ https://brasilnews.tv/china-responde-a-trump-e-afirma-nao-temer-nova-guerra-tarifaria/#respond Sun, 12 Oct 2025 14:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1780 A tensão entre China e Estados Unidos voltou a crescer neste fim de semana. Em comunicado oficial, o Ministério do Comércio chinês afirmou neste domingo (12) que “não deseja uma guerra tarifária, mas também não tem medo de enfrentá-la”, em resposta direta às novas ameaças do presidente Donald Trump.

Nos últimos dias, Trump anunciou a intenção de aplicar tarifas de até 100% sobre importações chinesas a partir de novembro, justificando a medida como uma retaliação às restrições impostas por Pequim à exportação de terras raras — minerais essenciais para a produção de tecnologias avançadas, como motores elétricos, sistemas de radar e smartphones.

O governo chinês classificou as declarações do presidente americano como “práticas equivocadas” e defendeu que as diferenças entre os países devem ser resolvidas por meio do diálogo, e não de ameaças.

“Recorrer frequentemente à pressão tarifária não é a forma adequada de manter relações estáveis com a China”, destacou o comunicado.

As novas medidas de Washington reacendem o temor de uma nova guerra comercial global, semelhante à que abalou os mercados entre 2018 e 2020. Analistas alertam que as tarifas podem impactar cadeias de suprimento em diversos setores, além de pressionar economias emergentes.

A China, responsável por cerca de 70% da produção mundial de terras raras, indicou que continuará concedendo licenças de exportação para usos civis legítimos, mas reforçou que tomará medidas “proporcionais” caso as sanções dos EUA avancem.

Foto: Xi Jinping e Donald Trump (SAUL LOEB, Andres MARTINEZ CASARES/AFP)

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Macron condiciona acordo Mercosul-UE à adoção de regras ambientais europeias pelo agro https://brasilnews.tv/macron-condiciona-acordo-mercosul-ue-a-adocao-de-regras-ambientais-europeias-pelo-agro/ https://brasilnews.tv/macron-condiciona-acordo-mercosul-ue-a-adocao-de-regras-ambientais-europeias-pelo-agro/#respond Sat, 07 Jun 2025 09:02:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1077 O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou nesta quinta-feira (5) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia poderá ser finalmente assinado ainda este ano — desde que o setor agropecuário sul-americano adote os mesmos padrões regulatórios praticados pela Europa.

A fala ocorreu durante uma entrevista exclusiva concedida à GloboNews, logo após o encontro entre Macron e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Paris.

Segundo o líder francês, o maior obstáculo para a assinatura do tratado está relacionado às diferenças nos critérios de produção agrícola e ambientais entre os dois blocos. “Se os produtores do Mercosul desejam exportar para a Europa, isso deve ocorrer sob as mesmas regras sanitárias, ambientais e de segurança alimentar que exigimos dos nossos agricultores”, afirmou.

Macron destacou ainda que os termos do acordo estão desatualizados e foram mal construídos nas negociações anteriores, especialmente em relação à proteção do clima, biodiversidade e saúde pública. Para viabilizar a assinatura, o presidente francês propõe a inclusão de cláusulas-espelho ou salvaguardas que equilibrem os interesses comerciais e ambientais de ambas as partes.

Questionado se o tratado pode ser fechado até dezembro, Macron respondeu positivamente, desde que essas condições sejam aceitas. “Dessa forma, será possível convencer o meio rural francês de que o acordo é também vantajoso para eles”, declarou.

No mesmo evento em Paris, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva reiterou o compromisso com a conclusão do acordo e propôs um diálogo direto entre representantes do setor agropecuário dos dois países. “Se há resistência dos agricultores franceses, estou disposto a organizar uma reunião entre os dois lados. O comércio precisa ser equilibrado. Nós vendemos, compramos, e todos ganham”, afirmou Lula.

O presidente brasileiro também apontou que o fluxo comercial atual entre Brasil e França é desproporcional diante do potencial das duas economias, girando em torno de apenas US$ 9 bilhões anuais.

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