comércio internacional – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Thu, 11 Jun 2026 14:38:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png comércio internacional – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Túnel gigante nos Andes promete revolucionar o comércio da América do Sul e criar ligação inédita entre Atlântico e Pacífico. https://brasilnews.tv/tunel-gigante-nos-andes-promete-revolucionar-o-comercio-da-america-do-sul-e-criar-ligacao-inedita-entre-atlantico-e-pacifico/ https://brasilnews.tv/tunel-gigante-nos-andes-promete-revolucionar-o-comercio-da-america-do-sul-e-criar-ligacao-inedita-entre-atlantico-e-pacifico/#respond Sat, 13 Jun 2026 04:40:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10778 Uma mega obra planejada para atravessar a Cordilheira dos Andes está chamando a atenção de governos, empresários e especialistas em logística de toda a América do Sul. O projeto do Túnel de Agua Negra promete criar uma conexão estratégica entre Argentina e Chile, permitindo a circulação de veículos durante todo o ano, mesmo nos períodos mais rigorosos do inverno.

Atualmente, uma das principais rotas terrestres entre os dois países sofre interrupções frequentes devido ao acúmulo de neve nas regiões montanhosas. Com a construção do novo corredor subterrâneo, a expectativa é eliminar os constantes bloqueios e garantir maior segurança para motoristas, turistas e transportadores.

Considerada uma das mais ambiciosas iniciativas de infraestrutura do continente, a obra prevê a criação de um túnel com aproximadamente 14 quilômetros de extensão, conectando a província argentina de San Juan às regiões chilenas próximas aos portos do Oceano Pacífico.

Além de facilitar o deslocamento de pessoas, o empreendimento terá papel fundamental na logística internacional. A nova ligação permitirá que produtos oriundos da Argentina, do sul do Brasil e de outras áreas do continente cheguem com mais rapidez aos mercados asiáticos através dos portos chilenos.

Especialistas apontam que a nova rota poderá reduzir custos operacionais e encurtar significativamente o tempo de transporte de mercadorias, tornando as exportações sul-americanas mais competitivas no cenário global.

Apesar do avanço do projeto, os desafios são consideráveis. As características geológicas da Cordilheira dos Andes e a elevada altitude exigem planejamento técnico detalhado e investimentos robustos. Mesmo assim, autoridades argentinas e chilenas seguem demonstrando apoio à iniciativa.

Enquanto equipes trabalham na modernização dos acessos e da infraestrutura rodoviária do lado chileno, estudos e preparações continuam sendo realizados em território argentino para viabilizar o início das principais etapas de escavação.

Para o Brasil, especialmente para os estados das regiões Sul e Sudeste, o túnel poderá representar uma importante alternativa logística. A conexão direta com o Pacífico abriria novas oportunidades para exportadores que buscam reduzir dependência das rotas tradicionais pelo Oceano Atlântico e pelo Canal do Panamá.

Se concluída conforme o planejado, a obra poderá transformar a integração econômica da América do Sul e redefinir o transporte de cargas entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

Foto: Divulgação/Governo da Argentina

Redação – Ana Flavia

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Paraguai fecha o cerco nas fronteiras e promete combate rigoroso contra entrada irregular de mercadorias. https://brasilnews.tv/paraguai-fecha-o-cerco-nas-fronteiras-e-promete-combate-rigoroso-contra-entrada-irregular-de-mercadorias/ https://brasilnews.tv/paraguai-fecha-o-cerco-nas-fronteiras-e-promete-combate-rigoroso-contra-entrada-irregular-de-mercadorias/#respond Fri, 12 Jun 2026 04:25:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10734 O Paraguai decidiu endurecer o controle sobre a entrada de mercadorias em seu território. A Direção Nacional de Ingressos Tributários (DNIT), órgão responsável pela arrecadação e fiscalização tributária no país, anunciou a ampliação das ações de monitoramento em fronteiras terrestres, portos e aeroportos.

A iniciativa tem como principal objetivo combater irregularidades que afetam a arrecadação pública, especialmente casos de subfaturamento de produtos e declarações incorretas de mercadorias durante os processos de importação.

Segundo as autoridades paraguaias, algumas cargas entram no país registradas em categorias diferentes das reais para obter redução nos impostos cobrados. Com o fortalecimento dos controles, o governo pretende reduzir práticas consideradas prejudiciais à economia nacional.

A medida também surge em um momento de valorização do guarani frente ao dólar. Apesar da manutenção dos volumes de importação, a arrecadação em moeda local acaba sendo impactada, exigindo novas estratégias para compensar a redução das receitas tributárias.

Representantes da DNIT afirmam que a legislação vigente oferece instrumentos para ampliar a eficiência da fiscalização, permitindo maior controle sobre operações comerciais e movimentações de cargas nos principais pontos de entrada do país.

Entre as regiões consideradas prioritárias está Ciudad del Este, um dos maiores centros comerciais da América do Sul e principal porta de entrada de mercadorias na fronteira com o Brasil. O intenso fluxo de veículos e pessoas na Ponte da Amizade torna o monitoramento um desafio constante para as autoridades.

Produtos alimentícios, roupas, calçados e materiais de construção estão entre os itens que frequentemente circulam entre os dois países, movimentando o comércio regional e exigindo atenção especial dos órgãos de fiscalização.

Outro ponto estratégico é o Aeroporto Internacional Guaraní, localizado na região metropolitana de Ciudad del Este. O terminal recebe grande volume de cargas internacionais destinadas ao abastecimento do comércio paraguaio, especialmente dos centros de importados localizados nas áreas de fronteira.

A expectativa do governo é que o reforço das operações contribua para aumentar a arrecadação, reduzir perdas fiscais e garantir maior transparência nas atividades comerciais realizadas no país.

A decisão também demonstra a preocupação das autoridades paraguaias em fortalecer os mecanismos de controle aduaneiro diante do crescimento das operações de comércio internacional e da importância econômica das regiões de fronteira.

Foto: Marcos Labanca / H2FOZ

Redação: Ana Flavia

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Trump anuncia nova tarifa contra o Brasil e tensão comercial entre os países aumenta. https://brasilnews.tv/trump-anuncia-nova-tarifa-contra-o-brasil-e-tensao-comercial-entre-os-paises-aumenta/ https://brasilnews.tv/trump-anuncia-nova-tarifa-contra-o-brasil-e-tensao-comercial-entre-os-paises-aumenta/#respond Thu, 04 Jun 2026 04:44:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10412 O governo dos Estados Unidos anunciou uma proposta que pode impactar diretamente as exportações brasileiras. A iniciativa prevê a aplicação de novas tarifas sobre produtos importados de cerca de 60 economias sob a justificativa de reforçar o combate ao trabalho forçado em cadeias de produção internacionais.

De acordo com autoridades comerciais americanas, os países foram divididos em categorias conforme os mecanismos adotados para impedir a entrada de mercadorias associadas a práticas consideradas irregulares. O Brasil foi incluído no grupo sujeito à alíquota adicional mais elevada, de 12,5%.

Segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a proposta busca incentivar governos estrangeiros a fortalecer sistemas de fiscalização e controle sobre produtos produzidos em condições de trabalho consideradas inadequadas. O órgão afirma que a ausência dessas medidas pode gerar concorrência desleal para trabalhadores e empresas norte-americanas.

Além do Brasil, países como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Arábia Saudita, Austrália, Chile, Israel e Vietnã também foram incluídos na faixa tarifária mais alta. Já economias que possuem legislações específicas ou acordos voltados ao combate do trabalho forçado ficaram sujeitas a uma tarifa menor, de 10%.

O anúncio amplia a preocupação entre exportadores brasileiros, especialmente porque a nova cobrança poderá ser somada a outras tarifas já discutidas anteriormente entre os dois países. Representantes do setor produtivo acompanham o tema com atenção, avaliando possíveis impactos sobre a competitividade dos produtos nacionais no mercado norte-americano.

Especialistas em comércio exterior observam que, caso a proposta avance, diversos segmentos exportadores poderão enfrentar aumento de custos e redução de margem de lucro nas operações com os Estados Unidos. O tema deve continuar sendo debatido nas próximas semanas entre autoridades diplomáticas e representantes empresariais.

Foto: Alex Brandon/AP

Redação – Thiago Salles

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China reage à pressão global e promete abrir mercado enquanto critica guerra comercial dos EUA. https://brasilnews.tv/china-reage-a-pressao-global-e-promete-abrir-mercado-enquanto-critica-guerra-comercial-dos-eua/ https://brasilnews.tv/china-reage-a-pressao-global-e-promete-abrir-mercado-enquanto-critica-guerra-comercial-dos-eua/#respond Mon, 23 Mar 2026 05:12:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8237 O primeiro-ministro da China, Li Qiang, declarou neste domingo que o país está disposto a ampliar sua participação no comércio global por meio de uma política de maior abertura econômica. A fala ocorreu durante um importante fórum empresarial realizado em Pequim, que reuniu líderes de grandes companhias internacionais.

Durante o discurso, Li afirmou que a China pretende importar mais produtos estrangeiros e colaborar para um crescimento mais equilibrado do comércio internacional. A medida surge em meio a pressões de parceiros comerciais, que cobram do país uma redução no superávit comercial, considerado elevado.

Dados recentes mostram que as exportações chinesas tiveram forte crescimento no início do ano, reforçando o papel central da China na economia global. Esse desempenho, no entanto, também intensifica críticas de concorrentes que alegam desequilíbrio nas relações comerciais.

Sem citar diretamente países, o premiê chinês criticou o aumento do protecionismo e do unilateralismo no cenário global, afirmando que esse tipo de política não resolve problemas econômicos e pode prejudicar o crescimento mundial.

As declarações acontecem em um contexto de tensões comerciais, especialmente entre China e Estados Unidos, após a adoção de tarifas e medidas restritivas que impactaram o fluxo de comércio internacional.

O evento contou com a presença de executivos de grandes empresas globais, reforçando o interesse da China em manter diálogo com investidores e ampliar sua influência econômica no cenário internacional.

Foto: Ng Han Guan/AP
Redação – Thiago Salles

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Depois de 25 anos, Europa diz “sim” ao Mercosul e acordo histórico divide o continente. https://brasilnews.tv/depois-de-25-anos-europa-diz-sim-ao-mercosul-e-acordo-historico-divide-o-continente/ https://brasilnews.tv/depois-de-25-anos-europa-diz-sim-ao-mercosul-e-acordo-historico-divide-o-continente/#respond Fri, 09 Jan 2026 12:44:43 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5913 Após mais de duas décadas de negociações, a União Europeia deu um passo decisivo para destravar o acordo comercial com o Mercosul. Diplomatas ouvidos por agências internacionais confirmaram que a maioria dos países do bloco aprovou provisoriamente o tratado nesta sexta-feira, abrindo caminho para a formalização do pacto que vinha sendo discutido desde 1999.

A decisão ainda depende da confirmação formal dos votos por escrito, mas o sinal político já foi dado. Com o aval do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar oficialmente o acordo na próxima semana, durante evento no Paraguai. Se concluído, o tratado criará a maior área de livre comércio do planeta.

O acordo prevê a redução gradual ou eliminação de tarifas, além da harmonização de regras para comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, a medida amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e promete impactos que vão além do agronegócio, alcançando também setores estratégicos da indústria nacional.

Apesar do avanço, o tratado segue cercado de controvérsias. Agricultores europeus, especialmente na França, veem o acordo como uma ameaça direta, alegando concorrência desleal com produtos sul-americanos mais baratos e produzidos sob regras ambientais diferentes das exigidas na União Europeia. Na véspera da votação, o presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou que Paris votaria contra o texto, afirmando que os benefícios econômicos seriam limitados para a Europa.

A Irlanda também se posicionou contra o acordo, juntando-se a países como Hungria e Polônia. Já a Itália teve papel decisivo no desfecho. A sinalização favorável de Roma foi vista como o fator-chave para garantir a maioria necessária entre os 27 Estados-membros. A primeira-ministra Giorgia Meloni condicionou o apoio a garantias de proteção ao setor agrícola, após promessas da União Europeia de ampliar recursos destinados aos produtores rurais.

Com a aprovação provisória, o acordo UE-Mercosul entra em sua fase mais sensível: transformar décadas de negociações em um tratado efetivo. Para uns, trata-se de uma vitória histórica do livre comércio. Para outros, um risco que pode redesenhar o equilíbrio econômico e social dentro da Europa.

Foto: Reprodução / Agências Internacionais
Redação Brasil News

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EUA avaliam restringir navios espanhóis após veto da Espanha a cargueiros com destino a Israel. https://brasilnews.tv/eua-avaliam-restringir-navios-espanhois-apos-veto-da-espanha-a-cargueiros-com-destino-a-israel/ https://brasilnews.tv/eua-avaliam-restringir-navios-espanhois-apos-veto-da-espanha-a-cargueiros-com-destino-a-israel/#respond Sat, 20 Dec 2025 22:54:47 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5309 Uma agência reguladora dos Estados Unidos iniciou uma investigação que pode resultar em sanções contra navios que operam sob bandeira da Espanha. A medida surge após o governo espanhol ter impedido, em 2024, a atracação de embarcações norte-americanas que transportavam armamentos destinados a Israel, no porto de Algeciras, na região de Cádis.

Segundo comunicado oficial, a Comissão Marítima Federal dos Estados Unidos estuda alternativas que vão desde a limitação de cargas e a proibição de entrada de navios espanhóis em portos dos EUA até a aplicação de multas que podem ultrapassar US$ 2 milhões por viagem. Apesar disso, o órgão ressalta que nenhuma decisão definitiva foi tomada até o momento.

As autoridades norte-americanas apontam que ao menos três embarcações vinculadas a programas estratégicos de segurança marítima dos EUA tiveram acesso negado, e afirmam que a política espanhola responsável por essas recusas continua em vigor. Para mensurar os impactos no comércio exterior, a comissão abriu consulta junto a empresas de transporte, exportadores e outros agentes do setor marítimo.

O relatório preliminar destaca que as restrições impostas a navios com cargas relacionadas a Israel podem estar gerando condições desfavoráveis à navegação internacional envolvendo os Estados Unidos. Diante disso, a agência avalia a adoção de medidas corretivas para equilibrar o fluxo comercial e garantir igualdade de condições no transporte marítimo.

O episódio ocorre em um contexto de forte tensão diplomática. A Espanha foi um dos primeiros países europeus a reconhecer oficialmente o Estado da Palestina após o início do conflito na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Desde então, o posicionamento espanhol tem provocado reações de aliados de Israel.

A guerra em Gaza teve início após ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que resultaram em centenas de mortes e no sequestro de civis. A resposta militar israelense levou a uma ofensiva de grandes proporções, com elevado número de vítimas palestinas, ampla destruição de infraestrutura e uma crise humanitária de grandes dimensões.

Foto ilustrativa / Divulgação

Redação Brasil News

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Lula critica demora da União Europeia e cobra definição sobre acordo Mercosul-UE. https://brasilnews.tv/lula-critica-demora-da-uniao-europeia-e-cobra-definicao-sobre-acordo-mercosul-ue/ https://brasilnews.tv/lula-critica-demora-da-uniao-europeia-e-cobra-definicao-sobre-acordo-mercosul-ue/#respond Wed, 17 Dec 2025 21:20:59 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5162 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a manifestar publicamente seu descontentamento com a indefinição da União Europeia em relação ao acordo de livre comércio com o Mercosul, negociado há mais de duas décadas. Em reunião ministerial realizada nesta quarta-feira (17), em Brasília, Lula afirmou que o Brasil e os demais países do bloco sul-americano já avançaram ao máximo nas concessões diplomáticas possíveis.

A expectativa do governo brasileiro era concluir a assinatura do tratado durante a próxima cúpula do Mercosul, marcada para este sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR). No entanto, resistências internas na União Europeia seguem impedindo o consenso necessário, especialmente por parte de países como França e Itália.

Segundo Lula, a data da cúpula chegou a ser alterada a pedido dos europeus, sob a justificativa de que o acordo estaria pronto para aprovação dias antes do encontro. Ainda assim, o presidente relatou ter sido informado de que o aval final pode não acontecer a tempo. Para ele, a situação demonstra falta de decisão política por parte do bloco europeu.

O chefe do Executivo brasileiro ressaltou que, caso a União Europeia volte a recuar, o Mercosul deverá adotar uma postura mais rígida nas negociações futuras. Lula também afirmou que o acordo tende a ser mais vantajoso para os europeus do que para os países sul-americanos, o que reforça a cobrança por uma resposta clara.

Apesar das dificuldades, avanços recentes mantêm o tratado no radar. O Parlamento Europeu aprovou mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas, etapa considerada importante no processo. O texto, porém, passou por alterações que exigem novas negociações entre o Parlamento e o Conselho Europeu, órgão que reúne os governos dos países-membros.

Para que o acordo avance, é necessária maioria qualificada no Conselho, o que envolve tanto o número de países favoráveis quanto a representatividade populacional. A França lidera o grupo contrário, pressionada por agricultores que temem concorrência de produtos do Mercosul. Outros países, como Itália, Polônia e Hungria, também demonstram reservas.

Caso haja aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá participar da cúpula no Paraná para formalizar o pacto, que criaria a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo 27 países europeus e cinco sul-americanos.


Foto: Getty Images

Redação Brasil News

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Possível acordo entre EUA e China acende alerta para o mercado da soja brasileira. https://brasilnews.tv/possivel-acordo-entre-eua-e-china-acende-alerta-para-o-mercado-da-soja-brasileira/ https://brasilnews.tv/possivel-acordo-entre-eua-e-china-acende-alerta-para-o-mercado-da-soja-brasileira/#respond Thu, 30 Oct 2025 12:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2688 O setor do agronegócio brasileiro acompanha com atenção as negociações entre os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China). O possível acordo comercial entre os dois países pode alterar a dinâmica global da soja e impactar diretamente os produtores do Brasil — atualmente o maior exportador mundial do grão.

Desde o agravamento da guerra comercial entre Washington e Pequim, o Brasil consolidou-se como principal fornecedor de soja à China. Somente em setembro, o país asiático importou 12,87 milhões de toneladas, sendo 10,96 milhões provenientes do Brasil. Nenhum embarque norte-americano foi registrado no mês — algo inédito em sete anos.

Agora, com a possibilidade de uma reaproximação entre as duas potências, o cenário pode mudar. Analistas destacam que o acordo tende a reduzir os prêmios pagos pela soja brasileira e apertar as margens dos produtores, especialmente em estados mais distantes dos portos, como o Mato Grosso.

Segundo levantamento da Cogo Inteligência em Agronegócio, a margem líquida de lucro projetada para a safra 2025/26, antes estimada em 4,1%, pode se tornar negativa caso os prêmios voltem ao campo negativo. “O produtor do centro-oeste é o mais vulnerável a essa oscilação”, explicou Carlos Cogo, consultor da empresa.

Mesmo assim, o Brasil tende a manter a liderança nas exportações. Especialistas afirmam que, ainda que as tarifas sobre a soja dos EUA sejam reduzidas, o produto norte-americano continuará mais caro e menos competitivo que o brasileiro. Além disso, o grão nacional apresenta maior teor proteico e menor custo logístico em relação aos concorrentes.

De acordo com Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios, o possível acordo terá impacto inicial apenas psicológico sobre os mercados. “A China já criou uma relação estrutural com o Brasil ao longo da última década. Esse vínculo não se rompe facilmente”, avaliou.

A analista Marcela Marini, do Rabobank Brasil, observa que a eventual queda dos prêmios pode beneficiar a indústria esmagadora nacional, tornando a soja mais competitiva no mercado interno. “Isso deve favorecer as margens de esmagamento em 2026”, afirmou.

Mesmo com um novo pacto entre EUA e China, o consumo chinês de soja deve seguir forte, impulsionado pela demanda de ração para suínos. A consultoria Biond Agro projeta importações próximas de 110 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume semelhante ao atual, com a América do Sul mantendo o protagonismo no abastecimento.

Fotos: Adobe Stock.

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Senado dos EUA aprova resolução que questiona tarifas contra o Brasil. https://brasilnews.tv/senado-dos-eua-aprova-resolucao-que-questiona-tarifas-contra-o-brasil/ https://brasilnews.tv/senado-dos-eua-aprova-resolucao-que-questiona-tarifas-contra-o-brasil/#respond Wed, 29 Oct 2025 09:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2628 Em Washington, o Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira uma resolução que visa derrubar as tarifas elevadas aplicadas sobre produtos brasileiros, consideradas pelo texto como “ilegalmente fundamentadas”. A votação resultou em 52 votos favoráveis e 48 contrários, com cinco senadores republicanos apoiando a iniciativa ao lado dos democratas.
As sobretaxas haviam sido estabelecidas por Trump — chegando a cerca de 50% sobre certas importações brasileiras — com base numa declaração de emergência nacional para justificar a ação.
No entanto, apesar da aprovação no Senado, a medida enfrenta forte resistência na Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, onde já há movimento para impedir que a resolução seja sequer analisada.
Para o Brasil, a votação configura um momento simbólico de reforço em sua posição nas negociações bilaterais. Ao mesmo tempo, sinaliza internamente nos EUA um desgaste da estratégia de trade do executivo, que fundamentou a imposição tarifária como uma resposta a questões de segurança nacional e política externa.
Mesmo sem efeito imediato, o desfecho pode influenciar futuros debates sobre comércio internacional, poder executivo versus congresso e o tratamento dado ao Brasil como parceiro comercial. Veremos se avançará além do Senado e como reagirá o governo norte-americano.

Foto: Divulgação

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Trump prioriza pacto estratégico — quer “acordo justo” com a China e acelera envio de submarinos à Austrália. https://brasilnews.tv/trump-prioriza-pacto-estrategico-quer-acordo-justo-com-a-china-e-acelera-envio-de-submarinos-a-australia/ https://brasilnews.tv/trump-prioriza-pacto-estrategico-quer-acordo-justo-com-a-china-e-acelera-envio-de-submarinos-a-australia/#respond Mon, 20 Oct 2025 17:57:10 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2183 Na véspera de uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, em Washington, o presidente americano Donald Trump afirmou que espera “provavelmente” chegar a um acordo equilibrado com a China e ressaltou a disposição de avançar rapidamente no fornecimento de submarinos nucleares à Austrália — uma iniciativa que visa tanto reforçar a aliança com Camberra quanto agir como contraponto à influência chinesa na região do Indo-Pacífico.

Trump destacou que a parceria de defesa trilateral — usualmente referida como AUKUS (Estados Unidos-Reino Unido-Austrália) — está entrando em uma nova fase, com a Austrália se preparando para receber submarinos movidos a energia nuclear fabricados nos Estados Unidos ou em colaboração com o Reino Unido.

Ao mesmo tempo, o presidente americano mencionou que as negociações com Xi Jinping para um acordo comercial “justo” estão em curso, e que haverá pressão caso a China não avance. Essas declarações ocorrem em meio ao incremento de controles chineses sobre matérias-primas estratégicas e à crescente rivalidade entre os dois países.

A entrega antecipada dos submarinos à Austrália reforça o compromisso dos EUA com seus aliados no Indo-Pacífico e busca dar uma resposta tangível ao avanço militar chinês na região. Analistas assinalam que o programa enfrenta obstáculos de produção, custos elevados e questões de soberania por parte da Austrália — já que parte das decisões ainda depende da capacidade industrial norte-americana.

Acordos paralelos também foram firmados entre EUA e Austrália para assegurar fornecimento de minerais críticos e terras-raras — insumos fundamentais para tecnologia de defesa e cadeias de produção em situação de competição com a China.

Por fim, o encontro entre Trump e Albanese marca um momento de intensificação das relações estratégicas entre os dois países — em um momento de recalibração geopolítica, em que a China permanece como o foco central da diplomacia americana no Indo-Pacífico.

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst© Thomson Reuters

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