código penal – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Sun, 15 Feb 2026 11:41:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png código penal – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Quando agir para salvar alguém não é crime: decisões do Júri reforçam direito à legítima defesa de terceiros. https://brasilnews.tv/quando-agir-para-salvar-alguem-nao-e-crime-decisoes-do-juri-reforcam-direito-a-legitima-defesa-de-terceiros/ https://brasilnews.tv/quando-agir-para-salvar-alguem-nao-e-crime-decisoes-do-juri-reforcam-direito-a-legitima-defesa-de-terceiros/#respond Sun, 15 Feb 2026 11:41:42 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7070 Decisões recentes do Tribunal do Júri têm reforçado um princípio central do direito penal brasileiro: agir para proteger a vida de outra pessoa diante de uma agressão injusta pode ser considerado legítima defesa e não configura crime quando respeitados os limites legais. O entendimento destaca o papel da soberania popular na análise de situações complexas envolvendo risco iminente à integridade física.

Prevista no artigo 25 do Código Penal, a legítima defesa autoriza o uso moderado dos meios necessários para impedir uma agressão injusta, seja contra si ou contra terceiros. Nos julgamentos, os jurados avaliam elementos como a existência da ameaça, a urgência da situação, a necessidade da reação e a proporcionalidade da conduta adotada pelo acusado.

Especialistas apontam que cada caso exige análise detalhada das provas, incluindo perícias técnicas, depoimentos e circunstâncias do fato. Quando esses requisitos são comprovados, a absolvição representa a aplicação direta da legislação, reforçando a proteção jurídica a quem age para evitar um dano maior.

As decisões também evidenciam a complexidade desses processos e a importância da avaliação cuidadosa do contexto, já que a linha entre defesa legítima e excesso pode variar conforme os fatos apresentados em julgamento.

Foto: Reprodução / Ilustrativa
Redação Brasil News

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Declarações contra Marina Silva acendem alerta sobre violência política e podem ser enquadradas como crime https://brasilnews.tv/ataques-a-marina-silva-podem-ser-crime/ Wed, 28 May 2025 20:12:56 +0000 http://demo.mysterythemes.com/news-portal/?p=135 Durante uma audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi alvo de críticas duras e ofensivas por parte de alguns senadores, incluindo Marcos Rogério (PL-RO), Omar Aziz (PSD-AM) e Plínio Valério (PSDB-AM). As declarações causaram forte repercussão e acenderam o debate sobre o respeito às mulheres em cargos de poder.

O episódio reacendeu discussões sobre a violência política de gênero, especialmente após falas como a de Marcos Rogério, que mandou a ministra “se colocar no seu lugar”, e Plínio Valério, que afirmou não a respeitar enquanto ministra. Marina se retirou da audiência e, em declarações posteriores, disse ter se sentido agredida ao apenas cumprir seu papel técnico de esclarecimento.

Embora a Lei nº 14.192/2021 tenha sido criada para coibir a violência política contra mulheres, ela se aplica especificamente a candidatas ou detentoras de mandatos eletivos. Como Marina Silva é ministra de Estado e não foi eleita, o artigo 326-B da legislação não pode ser usado diretamente nesse caso.

Contudo, procuradores do Ministério Público Federal apontam que o episódio pode sim ser enquadrado como crime com base em outros dispositivos do Código Penal, desde que haja representação da própria ministra ou da Advocacia-Geral da União (AGU). O ministro da AGU, Jorge Messias, expressou solidariedade a Marina, destacando a importância do respeito em ambientes políticos, mas não sinalizou formalmente se haverá ação judicial.

Nas redes sociais e entre membros do governo, diversas vozes se manifestaram em apoio à ministra. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou o ocorrido como misógino e inadmissível. Já Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, repudiou publicamente os ataques e cobrou respeito institucional.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, lamentou o ocorrido e criticou a postura machista dos parlamentares envolvidos. Segundo ele, a oportunidade para um debate produtivo foi perdida em meio a comportamentos que desrespeitam a democracia e as mulheres em posições de liderança.

Apesar do apoio recebido, ainda não há definição sobre eventual abertura de processos formais no Conselho de Ética ou no Ministério Público. No entanto, a discussão reacende a necessidade de ampliar a proteção a mulheres em cargos públicos, mesmo aquelas que não ocupem funções eletivas.

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