cirurgia minimamente invasiva – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Fri, 31 Oct 2025 14:16:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png cirurgia minimamente invasiva – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Ortopedista Tiago Doyle explica os avanços no cuidado do pé e tornozelo. https://brasilnews.tv/ortopedista-tiago-doyle-explica-os-avancos-no-cuidado-do-pe-e-tornozelo/ https://brasilnews.tv/ortopedista-tiago-doyle-explica-os-avancos-no-cuidado-do-pe-e-tornozelo/#respond Fri, 31 Oct 2025 13:08:25 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2743 Com olhar técnico e sensibilidade clínica, Tiago Doyle se tornou um dos nomes de referência em cirurgia minimamente invasiva do pé e tornozelo. Membro da Sociedade brasileira de Ortopedia (SBOT) e da Sociedade brasileira de pé e tornozelo (ABTpé). À frente de centenas de cirurgias por ano, ele une precisão e empatia para devolver movimento e autonomia a quem convive com dor, deformidades ou limitações que muitas vezes passam despercebidas. Para o especialista, a ortopedia é, antes de tudo, sobre devolver liberdade em um passo de cada vez.

A trajetória do médico começou em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, onde a medicina sempre esteve presente dentro de casa. Seu avô, Professor George Doyle Maia, foi um dos docentes mais respeitados do estado, com passagem por instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Faculdade Souza Marques e a Santa Úrsula. “Meu avô segurou a aposentadoria até eu me formar; ele chegou a dar aula para mim”, relembra o ortopedista. “Desde criança eu dizia que queria ser médico, e ele foi o primeiro a me incentivar”, relembra.

Ainda na adolescência, a família se mudou para o Rio de Janeiro para facilitar sua formação. Durante a residência médica, ele se identificou com a ortopedia pela clareza entre causa e efeito. “Eu sou direto. A ortopedia também é. É prática: você diagnostica, trata e acompanha desfechos concretos.”

A subespecialidade em pé e tornozelo, considerada uma das áreas mais complexas da ortopedia, despertou sua atenção por desafiar os limites da técnica. “No meu ano, só eu escolhi pé e tornozelo. Era um campo em expansão e que exigia precisão.”

Cirurgia minimamente invasiva: uma virada na ortopedia

O encontro com a cirurgia minimamente invasiva redefiniu sua trajetória. À época, poucos ortopedistas brasileiros conheciam ou aplicavam a técnica. Doyle decidiu buscar formação no exterior, participando de cursos e treinamentos na Europa e nos Estados Unidos. “Quando comecei, essa técnica ainda era praticamente desconhecida aqui. Fui estudar fora, aprender, adaptar à nossa realidade. Hoje, posso dizer que fui um dos pioneiros em aplicá-la no Brasil na área do pé e tornozelo”, conta.

A cirurgia minimamente invasiva — que utiliza microincisões e instrumentos específicos — representa um avanço notável em precisão e recuperação. “Antes o paciente ficava imobilizado, de muletas por semanas. Hoje, na maioria dos casos, ele anda no mesmo dia. O objetivo é devolver a função, não apenas tirar dor”, explica.

No joanete, por exemplo, o impacto da técnica é transformador. “O joanete é uma deformidade mecânica, não estética. O osso desvia, o dedo tomba e o equilíbrio do pé muda. Se você só tira a saliência, a deformidade volta.”

Por isso, planejar cada milímetro é essencial. “Com a técnica minimamente invasiva, trabalhamos dentro do osso, com mínima agressão. O paciente tem menos dor, menos inchaço e uma cicatriz praticamente invisível”, diz. Além disso, a recuperação também é mais rápida. “Em um mês já pode fazer musculação, em dois voltar a correr. Em três meses, vida normal.”

Apesar do alto volume cirúrgico, o médico mantém o cuidado individual. “É cirurgia, não milagre. Cada corpo reage de um jeito. A boa medicina é feita de expectativas bem alinhadas”, reforça.

Entorse e instabilidade: o trauma que não deve ser banalizado

Entre os traumas mais frequentes do consultório, as entorses de tornozelo se destacam pela frequência e pelos riscos quando subestimadas. “É o trauma mais comum do corpo humano, e muita gente ignora. Torce o pé, põe gelo e segue a vida. Mas o ligamento não se regenera sozinho”, afirma.

O problema é que, ao longo do tempo, essas pequenas torções acumuladas enfraquecem os ligamentos e levam à instabilidade crônica – quando o tornozelo perde sustentação e “falha” repetidamente. “Torcer o pé três ou quatro vezes por ano não é normal. Isso precisa ser investigado.”

Portanto, o diagnóstico correto evita complicações maiores. “Nem toda entorse é igual. Algumas se resolvem com fisioterapia, outras exigem reconstrução ligamentar. O segredo é tratar com o tempo certo e a técnica correta”, explica.

A artroscopia, cirurgia feita com microcâmeras, trouxe um salto de precisão. “Ela permite tratar por dentro, com menos agressão e recuperação mais rápida.” Mas Doyle reforça que o sucesso depende da reabilitação. “Não adianta operar e não fortalecer. O movimento é parte do tratamento.”

Pé plano infantil: quando o cuidado precoce muda o futuro

Um dos temas que o ortopedista faz questão de abordar e que merece atenção especial é o pé plano infantil — conhecido popularmente como “pé chato”. “O pé chato é normal até os cinco ou seis anos, quando os ligamentos ainda estão amadurecendo. Mas quando a criança sente dor, cansa rápido, tropeça muito ou evita atividades, é hora de investigar”, explica.

Segundo ele, o diagnóstico precoce pode evitar consequências duradouras. “Quando tratado cedo, muitas vezes com orientações simples, exercícios e palmilhas, conseguimos corrigir sem cirurgia. Mas, nos casos mais graves, a correção minimamente invasiva muda completamente a vida da criança”, diz.

Para o médico, essa transformação ultrapassa o campo técnico. “É gratificante ver a criança que não corria voltar a brincar, ter autoestima, viver a infância com leveza. Isso é devolver liberdade desde cedo.”

Técnica, volume e prudência clínica

Com mais de 400 cirurgias realizadas por ano, Doyle reforça que experiência e prudência caminham juntas. “Volume traz previsibilidade, mas nunca substitui individualização. Cada paciente é um universo”, afirma.

A maturidade, segundo Tiago, veio com o tempo. “A faculdade ensina medicina, mas não ensina escuta. A gente aprende, com a prática, a respeitar o tempo do corpo e o momento certo de agir.”

O consultório do especialista reflete essa filosofia: atendimento integrado, equipe multiprofissional e acompanhamento contínuo. “Tenho secretarias para o pré e o pós, fisioterapeutas parceiros e protocolos de reabilitação bem definidos. É um ecossistema de cuidado, não uma soma de atendimentos”, destaca.

Para Doyle, a humanização está justamente no detalhe. “O paciente quer ser ouvido, quer entender o que está acontecendo. Informação é parte da cura.”

Casos que marcam e revelam humanidade

Entre as histórias que o emocionam, Tiago relembra o caso de uma paciente adulta com pé torto congênito. “Ela viveu décadas com o pé virado para dentro, andando sobre a lateral, com dor constante e dificuldade até para calçar sapatos.”

Após a cirurgia corretiva, minimamente invasiva, o resultado foi emocionante. “Quando tirou a bota, me disse que nunca tinha usado um tênis. Ver o sorriso e a liberdade dela foi entender o que dignidade realmente significa”, conta.

São esses momentos que dão sentido à profissão, segundo o ortopedista. “Mais do que operar, é devolver independência, confiança e qualidade de vida. É permitir que a pessoa volte a caminhar, trabalhar e viver sem dor.”

Ensino e o papel de multiplicar conhecimento

Além da rotina intensa no consultório, Doyle dedica parte da carreira ao ensino e à atualização científica. Ele ministra cursos no Brasil e participa de programas de capacitação na Itália voltados às técnicas minimamente invasivas do pé. “Quando comecei, não havia onde aprender no país. Hoje, ensino o que fui buscar lá fora”, diz.

Dividir conhecimento, para ele, é uma forma de perpetuar o cuidado. “A gente melhora a medicina quando compartilha o que aprendeu. Ensinar é continuar aprendendo.”

Cuidado integrado e visão de futuro

Doyle acredita que o futuro da ortopedia está na integração entre diagnóstico, tratamento e reabilitação. “O paciente ainda peregrina entre médico, exame e fisioterapia. Quero concentrar tudo em um centro único, com cada etapa pensada em continuidade”, afirma.

Essa visão une tecnologia e humanidade. Com planos de ampliar sua estrutura e continuar formando novas gerações de ortopedistas, ele mantém o mesmo propósito que o guia desde o início.

Por fim, o médico orienta: “Escolha bem o médico. Entenda a indicação. Pergunte sobre riscos, limites e alternativas. Clareza é parte do tratamento. Dor é informação. O objetivo é devolver a função com segurança e expectativa real.”

CRM: 844462 RJ | RQE Nº: 32116.

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Youtube: https://www.youtube.com/@ortopediadescomplicada

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George Tavares se destaca na cirurgia de coluna com inovação e tecnologia https://brasilnews.tv/cirurgia-minimamente-invasiva-na-coluna-revoluciona-tratamento-e-reduz-afastamentos-por-dor-cronica/ https://brasilnews.tv/cirurgia-minimamente-invasiva-na-coluna-revoluciona-tratamento-e-reduz-afastamentos-por-dor-cronica/#respond Thu, 25 Sep 2025 13:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1459

Neurocirurgião do Instituto George Tavares, no RJ, adota técnicas avançadas e abordagem humanizada no atendimento

“Sempre me fascinou a revolução que a cirurgia de coluna passou nos últimos anos. Meu objetivo é trazer o que há de mais seguro, moderno e eficaz para os pacientes no Brasil”, afirma o neurocirurgião George Tavares, fundador do Instituto George Tavares, referência nacional em cirurgia endoscópica da coluna vertebral.

Desde jovem, a medicina esteve presente em sua vida, mas foi aos 17 anos, após a perda do avô para um AVC hemorrágico, que decidiu seguir essa vocação. “Acompanhei de perto o sofrimento de alguém que amava e isso despertou em mim a vontade de minimizar o impacto das doenças neurológicas na vida das pessoas”, relembra. Sua trajetória começou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e seguiu com residência médica no Hospital Federal da Lagoa, onde consolidou sua paixão pela neurocirurgia e, em especial, pelas cirurgias de coluna.

A formação internacional é um dos diferenciais de sua prática. Tavares aprimorou técnicas avançadas nos Estados Unidos, e participou de cursos e congressos internacionais, sempre com a meta de trazer para o Brasil tratamentos minimamente invasivos. “A medicina exige atualização constante. O que há de mais moderno no mundo precisa estar acessível aos pacientes brasileiros”, enfatiza.

Seu foco na cirurgia endoscópica da coluna vertebral reflete esse compromisso. “Essa técnica revolucionou os tratamentos, permitindo intervenções menos invasivas e uma recuperação muito mais ágil e confortável para os pacientes”, explica. No Instituto George Tavares, mais de 90% das cirurgias realizadas são minimamente invasivas, garantindo menos dor, menor tempo de internação e um retorno mais rápido às atividades diárias.

A humanização no atendimento é um pilar central de seu trabalho. “A cirurgia começa no momento em que é indicada. Desde a primeira consulta até o pós-operatório, minha equipe e eu garantimos um acompanhamento próximo, esclarecendo dúvidas e oferecendo suporte integral ao paciente”, conta. Ele mantém um canal direto de comunicação com os operados, disponibilizando seu contato pessoal para emergências e acompanhamento contínuo. “Não se trata apenas da doença, mas do impacto que ela tem na vida do paciente e de sua família”, complementa.

Mesmo com os avanços tecnológicos, o medo da cirurgia de coluna ainda é um dos maiores desafios enfrentados por seus pacientes. “Existe um receio histórico sobre os riscos desse tipo de procedimento. Meu trabalho é mostrar que, com as novas técnicas, esse cenário mudou completamente. Hoje, temos segurança, eficácia e resultados impressionantes”, explica.

A presença digital do médico também se tornou uma ferramenta de conscientização. Em suas redes sociais, compartilha informações sobre doenças da coluna, mitos sobre a cirurgia e os avanços na área. “A maioria das dúvidas gira em torno do pós-operatório. Mostro na prática que é possível ter uma recuperação tranquila e eficaz, sempre respeitando a individualidade de cada paciente”, pontua.

A incorporação de novas tecnologias é constante. No Instituto, o uso de técnicas minimamente invasivas tem permitido recuperações mais rápidas e um pós-operatório mais seguro e confortável. “A evolução da cirurgia de coluna está mudando paradigmas. Antigamente, os pacientes passavam meses se recuperando. Hoje, com as técnicas adequadas, conseguimos minimizar consideravelmente o tempo de reabilitação”, afirma.

Para garantir esse padrão de excelência, ele se dedica a formação contínua, participando ativamente de congressos nacionais e internacionais. “Viajo pelo menos duas vezes ao ano para buscar atualização. A medicina exige esse comprometimento com o aprendizado e a inovação”, destaca.

Com planos de expansão para o Instituto, Tavares segue comprometido em levar sua visão inovadora para mais pessoas. “Estamos planejando a abertura de uma nova unidade, mas, acima de tudo, meu compromisso continua sendo com a qualidade do atendimento e a constante evolução da prática médica”, enfatiza.

Ele deixa uma mensagem para aqueles que sofrem com dores na coluna e hesitam em buscar tratamento. “A saúde é nosso bem mais precioso. Não deixem a dor limitar sua vida. Procurem orientação, tirem dúvidas e busquem as melhores opções. A medicina está em constante evolução, e há sempre alternativas seguras e eficazes para melhorar a qualidade de vida”, conclui.

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Neurocirurgias menos invasivas avançam e reduzem o tempo de recuperação dos pacientes https://brasilnews.tv/neurocirurgias-menos-invasivas-avancam-e-reduzem-o-tempo-de-recuperacao-dos-pacientes/ https://brasilnews.tv/neurocirurgias-menos-invasivas-avancam-e-reduzem-o-tempo-de-recuperacao-dos-pacientes/#respond Thu, 25 Sep 2025 13:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1472 A medicina tem evoluído com rapidez, e uma das áreas que mais se beneficia desse avanço é a neurocirurgia. Técnicas modernas, menos invasivas e mais seguras estão transformando o modo como pacientes enfrentam cirurgias na coluna ou no cérebro, com menos dor, riscos reduzidos e alta hospitalar precoce.

O neurocirurgião Haroldo Chagas, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressalta que a tecnologia trouxe mais precisão e segurança para os procedimentos, mas reforça que o cuidado com o paciente vai muito além dos equipamentos.

“Não basta operar bem. É preciso entender o paciente como um todo, sua história, seus vínculos e seu contexto. O objetivo é devolver qualidade de vida, o mais rápido possível”, afirma.

Chagas explica que, hoje, intervenções menos agressivas têm resultados tão eficazes quanto as cirurgias tradicionais. A diferença está na preservação das estruturas do corpo, especialmente da musculatura paravertebral, responsável pela estabilidade da coluna.

As indicações para a cirurgia, no entanto, seguem critérios rigorosos. “O procedimento só deve ser considerado em dois casos principais: quando a dor é persistente e não responde a tratamentos convencionais, ou quando há déficit neurológico, como fraqueza nos membros ou perda de movimento”, explica o especialista.

A neurocirurgia moderna caminha, portanto, para um futuro mais empático e tecnológico: menos cortes, mais precisão, e, principalmente, mais atenção à história de cada paciente.

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Raphael Petrolini atua com precisão em cirurgias de crânio e coluna https://brasilnews.tv/raphael-petrolini-atua-com-precisao-em-cirurgias-de-cranio-e-coluna/ https://brasilnews.tv/raphael-petrolini-atua-com-precisao-em-cirurgias-de-cranio-e-coluna/#respond Mon, 22 Sep 2025 09:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1391

Referência em neurocirurgia, médico combina experiência prática e empatia para tratar desde hérnias até epilepsias e tumores cerebrais

Desde a infância, Raphael Petrolini carregava consigo um desejo claro: ser médico. Com apenas seis anos, ele decidiu que seguiria esse caminho. A convicção atravessou a adolescência e se fortaleceu com o apoio dos pais, mesmo diante dos desafios. Foram quatro anos de cursinho até conquistar uma vaga na disputada Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ali, ele iniciou uma formação que o levaria à neurocirurgia e à atuação em casos de alta complexidade envolvendo o sistema nervoso central.

“A cirurgia me permite tratar doenças de forma direta, com impacto real na vida das pessoas. Sempre tive perfil mais prático do que clínico, e a neurocirurgia me ofereceu esse caminho”, explica. Inicialmente dividido entre cirurgia plástica e neurocirurgia, a decisão final veio no último ano da graduação, ao perceber que queria se dedicar ao tratamento de doenças e não apenas às questões estéticas.

Escolhas na neurocirurgia funcional e estrutural

A especialização de Raphael em cirurgia da coluna também ocorreu pela prática. “A maioria dos casos que chegam ao consultório envolvem dores na coluna, especialmente hérnias e deslocamentos discais”, explica. No entanto, é nas cirurgias de crânio que Raphael encontra seu maior desafio e paixão: “A precisão exigida é extrema. Trabalhamos com estruturas milimétricas e com riscos elevados, o que exige uma preparação rigorosa e muito estudo”, relata.

Ao longo da carreira, atuou em diferentes frentes da neurocirurgia, incluindo cirurgias vasculares, tumores cerebrais, base de crânio, endoscopias, nervos periféricos e, principalmente, neurocirurgia funcional — área que abrange casos de dor crônica,  epilepsia e doença de Parkinson. Em sua experiência, muitos pacientes demoram a buscar o neurocirurgião e chegam encaminhados por neurologistas. “Ainda existe desconhecimento sobre quando a cirurgia pode ser uma opção, principalmente fora dos grandes centros”, observa.

Atraso no diagnóstico e os perigos dos tumores cerebrais e aneurismas

Segundo o especialista, tumores cerebrais e aneurismas são exemplos de condições que, por crescerem lentamente, costumam ser diagnosticadas tardiamente. “Os sintomas são muitas vezes confundidos com cansaço, idade ou outras causas. Quando chegam até nós, os danos já estão avançados”, lamenta. A mesma situação se aplica a aneurismas, que, quando rompem, causam sequelas irreversíveis ou levam à morte em mais da metade dos casos.

“A cirurgia de aneurisma roto não reverte o que o sangramento causou. Ela evita que um novo sangramento aconteça, por isso o diagnóstico precoce é tão fundamental”, reforça.

Ao tratar epilepsias refratárias, Raphael observa pacientes que convivem com dezenas de crises diárias por anos, sem saber que há possibilidade de cirurgia. “Muitas vezes, uma simples ressonância poderia identificar a causa, mas isso se perde no caminho entre consultas e especialidades. É aí que entra a importância de uma linha de cuidado mais integrada”, aponta.

A importância da escuta ativa e do vínculo médico-paciente

Mais do que técnica, o médico acredita que a escuta e o acolhimento são partes fundamentais do atendimento. “Às vezes, o paciente só quer ser ouvido. Recebo muitos agradecimentos por escutar, algo que deveria ser o básico”, afirma. Para criar vínculo, busca pontos em comum na conversa: filhos, time de futebol ou histórias pessoais. É essa conexão que o ajuda a orientar com clareza sobre os riscos, possibilidades e os limites de cada tratamento.

Na urgência, quando o paciente chega via pronto-socorro, a escuta se volta para os familiares. “Antes de explicar a situação, pergunto o que já foi dito e como foi entendido. Corrigir informações e mostrar as imagens dos exames são formas de aproximar e trazer segurança”, diz.

Ele destaca ainda que muitos procedimentos podem ser feitos de forma minimamente invasiva, mas alerta para a superficialidade com que o termo é tratado. “Minimamente invasivo não significa menos risco. Em alguns casos, o acesso pequeno dificulta a manipulação interna e pode comprometer o resultado”, afirma.

Pilares da segurança cirúrgica

Com atuação em hospitais de São Paulo e São José dos Campos (SP), Raphael tem como prioridade trabalhar em centros com estrutura completa e equipe treinada. “Uma coisa é lidar com um dreno comum, outra é manusear um dreno conectado ao crânio. O pós-operatório exige uma retaguarda segura e multiprofissional”, explica. Ele também valoriza o uso de tecnologia de ponta: neuronavegadores, microscópios modernos, materiais sintéticos e sistemas de endoscopia são diferenciais que impactam diretamente no desfecho cirúrgico.

Apesar das exigências da especialidade, Raphael não abre mão do cuidado individualizado. O médico está em processo de formação da própria equipe, com anestesistas, instrumentadores e auxiliares de sua confiança, a fim de garantir segurança e previsibilidade ao paciente. “Cada segundo em uma cirurgia é importante. Ter uma equipe entrosada não é luxo, é necessidade”, resume.

Família, rotina médica e novos caminhos no Vale do Paraíba

Ao lado da esposa, a dermatologista Lívia Fadel, com quem tem três filhos, Raphael se mudou recentemente para Jacareí (SP) e também começa a atender na região do Vale do Paraíba. “A gente tenta manter uma rotina de apoio mútuo. Nos ajudamos em casa e no trabalho, e agora estamos construindo algo nosso”, comenta. A médica inaugura, em junho, sua nova clínica em São José dos Campos (SP), com atuação em dermatologia clínica, infantil e estética.

Para o futuro, o neurocirurgião planeja consolidar sua própria estrutura de atendimento, ampliando o acesso a procedimentos seguros e tecnologicamente atualizados. “Quero oferecer um tratamento digno e completo, do primeiro atendimento à reabilitação, com respeito, empatia e verdade”, conclui.

Instagram: @dr.raphaelpetrolini | @draliviafadel
Fotos: Natan Passos

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Dor no joelho não é normal: Dr. Ivo Zulian reforça importância do diagnóstico precoce e tratamento humanizado https://brasilnews.tv/dor-no-joelho-nao-e-normal-dr-ivo-zulian-reforca-importancia-do-diagnostico-precoce-e-tratamento-humanizado/ https://brasilnews.tv/dor-no-joelho-nao-e-normal-dr-ivo-zulian-reforca-importancia-do-diagnostico-precoce-e-tratamento-humanizado/#respond Mon, 22 Sep 2025 09:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1403

Sentir dor não é algo que deva ser considerado normal, especialmente quando limita atividades rotineiras como caminhar ou subir escadas. Especializado em cirurgia do joelho, Dr. Ivo Zulian Neto atua com foco no diagnóstico precoce, na reabilitação funcional e na prevenção de complicações mais graves relacionadas às articulações. A abordagem clínica que propõe combina precisão técnica com escuta atenta e comprometimento ético.

Natural de São Paulo e filho de médica, Dr. Ivo conta que a escolha pela medicina surgiu cedo. “Minha mãe é ginecologista e obstetra. Sempre acompanhei sua rotina e decidi cedo que queria seguir esse caminho”, relembra. A decisão pela ortopedia, no entanto, surgiu durante a graduação em Medicina, após acompanhar uma artroscopia de joelho. “Foi uma coincidência que mudou minha trajetória. A cirurgia me impressionou pela técnica e resultados. A partir dali, me apaixonei pela especialidade”, comenta.

Atualmente, o ortopedista divide sua rotina entre os consultórios na Avenida Angélica (Consolação) e na Rua Vilela (Tatuapé), além de realizar atendimentos e cirurgias em instituições como Hospital São Luís da Rede D’Or, São Camilo, Oswaldo Cruz, Hospital Paulistano, Metropolitano e unidades da Amil. “Cada paciente tem uma necessidade específica. Atuar em diferentes frentes me permite oferecer mais opções e individualizar as condutas conforme a cobertura do plano e a estrutura adequada”, explica.

Para além da técnica, Dr. Ivo reforça a importância da escuta e da empatia no relacionamento com os pacientes. “Preciso entender a história do paciente, saber quais foram suas dificuldades anteriores, quais tratamentos já tentou. Muitas vezes, recebo pessoas desacreditadas, que ouviram que jamais poderiam voltar a se movimentar normalmente. Meu papel é mostrar que é possível sim, desde que o tratamento seja adequado e acompanhado”, afirma.

Dor não deve ser negligenciada

Entre as queixas mais comuns que chegam ao consultório, está a dor crônica no joelho, muitas vezes banalizada pelos próprios pacientes. “A dor é um sinal claro do organismo de que algo está errado. Muitas pessoas tentam tratar apenas com medicamentos, mas, em ortopedia, isso não resolve o problema real, apenas mascara o sintoma”, alerta.

Segundo o especialista, um dos erros mais frequentes é adiar a busca por diagnóstico. “Na maioria das vezes, a artrose no joelho está relacionada ao estilo de vida. Obesidade, falta de fortalecimento muscular e sedentarismo são fatores determinantes”, pontua. Embora a predisposição genética exista, ele ressalta que “hábitos saudáveis fazem toda a diferença na prevenção da doença”.

Tratamento especializado e recuperação

Nos casos em que a dor já compromete a mobilidade, Dr. Ivo recorre a técnicas modernas como a artroscopia, as infiltrações intra-articulares com ácido hialurônico e o PRP (plasma rico em plaquetas), quando autorizado. “Essas técnicas têm resultados impressionantes no alívio da dor e recuperação funcional dos pacientes”, afirma.

A artroscopia, cirurgia minimamente invasiva, é usada para tratar lesões meniscais, ligamentares e condrais. “Inserimos uma câmera na articulação e realizamos a correção com incisões pequenas, o que resulta em menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida”, explica.

Já as infiltrações com ácido hialurônico têm papel importante no controle da dor e lubrificação articular, sobretudo em fases iniciais da artrose. “Quando aplicadas precocemente, combinadas com o fortalecimento muscular, podem oferecer alívio prolongado e evitar ou adiar a cirurgia”, relata. Segundo ele, há casos de pacientes que permaneceram estáveis por até 20 anos após o procedimento inicial.

Em quadros avançados, a indicação pode ser a prótese total de joelho. “A prótese é uma ferramenta importante para tratar dor e devolver funcionalidade quando o tratamento conservador não surte efeito”, esclarece. O tempo médio de durabilidade gira em torno de 20 anos, podendo variar de acordo com o estilo de vida e a sobrecarga imposta à articulação. “Já acompanhei pacientes com 40 anos de prótese funcionando bem. A manutenção depende da demanda funcional e do cuidado com o corpo”, pontua.

Abordagem da dor e adesão ao tratamento

Outro ponto de destaque na atuação do ortopedista está na condução de pacientes com dor crônica e dificuldade de adesão à fisioterapia. “Lançamos mão de bloqueios anestésicos e terapias de onda de choque para reduzir a percepção da dor. Isso permite que o paciente consiga participar da fisioterapia e iniciar a reabilitação com menos sofrimento”, afirma.

Esses procedimentos, segundo ele, não têm caráter curativo, mas são ferramentas importantes para facilitar a adesão ao tratamento de base. “Nosso foco é restaurar a função, e muitas vezes precisamos aliviar a dor primeiro para permitir que o paciente consiga evoluir nos exercícios”, completa.

A importância da prevenção e da informação

A musculação, o pilates e outros exercícios de fortalecimento são apontados como fundamentais para a saúde articular, mesmo para pessoas sem sintomas. “Ter uma musculatura forte e saudável protege as articulações. Não precisa virar atleta, mas não pode negligenciar o corpo”, orienta. A obesidade, por sua vez, é tratada com a devida seriedade. “É um fator crítico de sobrecarga para os joelhos, acelerando processos degenerativos. Precisamos falar sobre isso de forma clara, sem receios ou estigmas”, diz.

Dr. Ivo também alerta sobre o uso inadequado dos serviços de urgência. “Muitas pessoas recorrem ao pronto-socorro para dores persistentes. Mas esse não é o local indicado para esse tipo de acompanhamento. O ideal é buscar um profissional especializado que possa oferecer diagnóstico e seguimento adequados”, orienta.

A informação é uma das principais aliadas no processo de prevenção. Por isso, o médico mantém presença ativa nas redes sociais, onde compartilha conteúdo educativo com linguagem acessível. “Um mito comum é o de que quem tem lesões não pode mais se exercitar. Pelo contrário, exercício orientado é essencial para a recuperação e prevenção de novas dores”, destaca.

Perspectivas futuras

Para o futuro, Dr. Ivo acompanha com atenção os avanços tecnológicos da área. Entre eles, destaca a cirurgia robótica como uma realidade cada vez mais presente, além de terapias regenerativas com células-tronco e PRP. “Essas tecnologias têm grande potencial para tornar os procedimentos mais precisos e seguros”, comenta.

Apesar do avanço tecnológico, ele defende o protagonismo da relação médico-paciente. “Nada substitui o contato direto, o exame físico cuidadoso e uma abordagem humanizada”, afirma.

“Nunca ignore uma dor persistente. Procure um especialista, faça um diagnóstico precoce e cuide-se adequadamente. Saúde é movimento, e movimento é qualidade de vida.”

Instagram: @dr.ivozneto
Site: http://drivozulian.com.br

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