Arquivo de Cerrado - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/cerrado/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Tue, 09 Jun 2026 20:47:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de Cerrado - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/cerrado/ 32 32 Mistério de 400 milhões de anos intriga turistas: lugar no Brasil já foi mar, virou deserto e guarda segredos escondidos em rochas gigantes. https://brasilnews.tv/misterio-de-400-milhoes-de-anos-intriga-turistas-lugar-no-brasil-ja-foi-mar-virou-deserto-e-guarda-segredos-escondidos-em-rochas-gigantes/ https://brasilnews.tv/misterio-de-400-milhoes-de-anos-intriga-turistas-lugar-no-brasil-ja-foi-mar-virou-deserto-e-guarda-segredos-escondidos-em-rochas-gigantes/#respond Wed, 10 Jun 2026 04:40:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10626 Localizada no coração da América do Sul, a Chapada dos Guimarães impressiona pela combinação de paisagens exuberantes, fósseis marinhos, pinturas rupestres e formações geológicas que registram centenas de milhões de anos da história da Terra. O destino, um dos mais procurados do ecoturismo brasileiro, oferece cachoeiras monumentais, trilhas e mirantes com vistas espetaculares.

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Um dos cenários naturais mais impressionantes do Brasil está localizado a pouco mais de uma hora de Cuiabá e guarda registros de uma história que começou há centenas de milhões de anos. A Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, reúne formações rochosas que revelam um passado surpreendente, quando a região esteve submersa por antigos oceanos e posteriormente foi transformada em extensas áreas desérticas.

Os gigantescos paredões de arenito vermelho que dominam a paisagem funcionam como verdadeiros livros abertos da história geológica do planeta. Em diversos pontos da chapada, visitantes ainda podem observar vestígios fossilizados de organismos marinhos que viveram na região muito antes do surgimento dos dinossauros.

Além da importância científica, o destino também preserva um valioso patrimônio arqueológico. Pinturas rupestres espalhadas por cavernas e paredões registram a presença de povos ancestrais que habitaram o local milhares de anos atrás, deixando marcas que atravessaram gerações.

O principal símbolo da região é o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, unidade de conservação criada para proteger mais de 32 mil hectares de cerrado. O espaço abriga algumas das atrações mais conhecidas do estado, incluindo cachoeiras, cânions, formações rochosas e mirantes naturais com vistas panorâmicas para vales e planícies.

Entre os cartões-postais mais visitados está a Cachoeira Véu de Noiva, cuja queda d’água de aproximadamente 86 metros impressiona pela grandiosidade. Outro destaque é a Cidade de Pedra, conjunto de formações esculpidas pela ação da natureza ao longo de milhões de anos, criando cenários que lembram verdadeiras esculturas naturais.

Os aventureiros também encontram na região opções de trilhas para diferentes níveis de experiência. O Morro de São Jerônimo, um dos pontos mais altos da área protegida, oferece vistas privilegiadas do cerrado mato-grossense e atrai visitantes em busca de contato direto com a natureza.

Outro local bastante procurado é o Centro Geodésico da América do Sul, considerado simbolicamente o ponto central do continente. Do alto do mirante, é possível contemplar uma vasta paisagem que reforça a grandiosidade da região.

A gastronomia regional complementa a experiência dos turistas. Pratos típicos preparados com peixes de rio, como o pintado e a mojica, dividem espaço com doces tradicionais produzidos a partir de ingredientes locais, valorizando a cultura mato-grossense.

Durante a estação seca, entre os meses de maio e setembro, a região recebe grande fluxo de visitantes graças ao clima mais agradável e às condições favoráveis para trilhas e passeios ao ar livre. Já no período chuvoso, as cachoeiras ganham ainda mais volume, proporcionando cenários espetaculares para os amantes da fotografia e da natureza.

Misturando geologia, arqueologia, biodiversidade e paisagens de tirar o fôlego, a Chapada dos Guimarães continua sendo um dos destinos mais fascinantes do Brasil, atraindo visitantes interessados em explorar um dos capítulos mais antigos da história do planeta.

Foto: Reprodução/Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Redação – Ana Flavia

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Atualização do IBGE redefine fronteiras: Mata Atlântica perde área e Cerrado avança no Sudeste. https://brasilnews.tv/atualizacao-do-ibge-redefine-fronteiras-mata-atlantica-perde-area-e-cerrado-avanca-no-sudeste/ https://brasilnews.tv/atualizacao-do-ibge-redefine-fronteiras-mata-atlantica-perde-area-e-cerrado-avanca-no-sudeste/#respond Sat, 22 Nov 2025 19:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3778 Nova revisão técnica do IBGE reposicionou limites dos biomas entre Minas Gerais e São Paulo. O Cerrado passou a ocupar uma faixa 1,8% maior, enquanto a Mata Atlântica teve redução de 1%. Mudanças decorrem de critérios ambientais, sem relação com desmatamento.

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou uma nova atualização dos limites dos biomas brasileiros, redefinindo a divisão entre Mata Atlântica e Cerrado nos estados de São Paulo e Minas Gerais. A reavaliação técnica ampliou em 1,8% a área reconhecida como Cerrado e reduziu em 1% a porção atribuída à Mata Atlântica.

Foto: Fernando Frazão

Segundo o IBGE, a mudança não tem relação com processos recentes de degradação ou regeneração ambiental. Trata-se de uma revisão baseada em parâmetros científicos que incluem clima, geologia, relevo, tipos de solo e características da vegetação. As alterações ocorreram sobretudo em regiões de transição, onde há mistura natural entre florestas estacionais e formações savânicas.

Ao todo, aproximadamente 19.869 km² passaram por atualização de classificação. Em Minas Gerais, as mudanças somaram 816 km², enquanto em São Paulo foram reavaliados mais de 19 mil km². Entre os ajustes, destaca-se a expansão da Mata Atlântica na região metropolitana de Belo Horizonte, que agora engloba toda a capital mineira e áreas ao norte. Já o Cerrado ganhou espaço no centro-norte paulista, região onde o bioma é protegido por legislação específica desde 2009.

A reclassificação atinge áreas como o nordeste de São Paulo, parte do Triângulo Mineiro e trechos da Serra do Espinhaço. Entre os municípios impactados estão Sacramento, Diamantina, Conceição do Mato Dentro, Uberaba e Belo Horizonte, em Minas, além de Franca, Ribeirão Preto, Piracicaba, Barretos e Votuporanga, em São Paulo.

Desde a publicação de Biomas e Sistema Costeiro Marinho do Brasil, em 2019, o IBGE passou a mapear essas áreas com maior precisão, utilizando escala 20 vezes mais detalhada que a anterior. As revisões agora acontecem de forma contínua, apoiadas em expedições de campo e consultas a especialistas, além de demandas enviadas por órgãos ambientais e organizações da sociedade civil.

A atualização, segundo o instituto, busca garantir que políticas públicas, estudos ambientais e ações de conservação se apoiem em dados mais precisos e alinhados à realidade ecológica do território brasileiro.


Foto: Fernando Frazão
Redação Brasil News

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Cerrado revela riqueza em superfrutas nativas; conheça cinco espécies com alto potencial econômico. https://brasilnews.tv/cerrado-revela-riqueza-em-superfrutas-nativas-conheca-cinco-especies-com-alto-potencial-economico/ https://brasilnews.tv/cerrado-revela-riqueza-em-superfrutas-nativas-conheca-cinco-especies-com-alto-potencial-economico/#respond Fri, 21 Nov 2025 13:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3714 Reconhecido pela biodiversidade única, o Cerrado abriga frutas nativas com valor cultural, nutricional e econômico. De pequi a jatobá, essas espécies ganham espaço em projetos de restauração, na gastronomia e na indústria, impulsionando renda sustentável para produtores da região.

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Considerado um dos biomas mais ricos do planeta, o Cerrado brasileiro guarda uma diversidade de frutas nativas que se tornaram símbolos culturais e também oportunidades de negócio para comunidades rurais. O interesse crescente por alimentos regionais, somado ao avanço de pesquisas científicas e iniciativas ambientais, tem impulsionado a valorização desses frutos.

Um dos exemplos desse movimento é o projeto Caminhos da Restauração, desenvolvido pelo Instituto Brasília Ambiental em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal. A ação busca fortalecer a restauração ecológica e estimular o aproveitamento sustentável de produtos florestais não madeireiros, entre eles as frutas do Cerrado.

A seguir, conheça cinco das espécies mais representativas e com maior potencial econômico.

Pequi — o ícone do Cerrado

Com sabor marcante e aroma intenso, o pequi é uma das frutas mais conhecidas da região. Presente em pratos tradicionais como o arroz com pequi, também é amplamente utilizado na produção de óleos, cosméticos e licores.
Dados do IBGE mostram que ele é responsável por quase toda a atividade extrativista de frutos em Goiás. Apesar disso, seu cultivo comercial ainda pode crescer muito. Para garantir sustentabilidade, práticas de manejo que respeitem o ciclo natural da planta são essenciais.

Foto: Embrapa/Divulgação

Buriti — riqueza das veredas

Palmeira típica das áreas alagadas, o buriti produz frutos ricos em vitaminas e amplamente utilizados na indústria de alimentos e cosméticos.
O óleo extraído da polpa é valorizado por suas propriedades hidratantes e antioxidantes. Pesquisas da Embrapa destacam o buriti como alimento funcional e instrumento importante para geração de renda em comunidades tradicionais, desde que manejado de forma responsável.

Foto: Embrapa/Divulgação

Baru — a “amêndoa do Cerrado”

Cada vez mais popular entre consumidores que buscam alimentação saudável, o baru é uma oleaginosa nutritiva e versátil. Seu uso vai desde barras energéticas a farinhas e doces.
A Embrapa ressalta a importância da conservação das áreas de ocorrência natural da espécie, garantindo sustentabilidade econômica aos produtores e preservação genética da planta.

Foto: Embrapa/Divulgação

Araticum — sabor marcante e potencial industrial

Também chamado de marolo, o araticum é apreciado tanto ao natural quanto em receitas como sorvetes, sucos e geleias.
Além da culinária, estudos evidenciam seu potencial nutricional e medicinal, despertando interesse crescente da indústria alimentícia. O manejo adequado pode transformar a fruta em importante fonte de renda no Cerrado.

Foto: Embrapa/Divulgação

Jatobá — versatilidade e tradição

O jatobá se destaca não apenas pelos frutos, mas pela variedade de usos. Sua polpa farinácea é aproveitada em bolos, farinhas e bebidas, enquanto a casca e a resina possuem aplicações medicinais.
A madeira também é valorizada, e a espécie é frequentemente utilizada em projetos de recuperação ambiental. Em sistemas agroflorestais, seu cultivo gera ganhos econômicos e ambientais.

As frutas do Cerrado representam muito mais do que alimentos: são expressões da identidade cultural brasileira e caminhos concretos para o desenvolvimento sustentável. Fortalecer pesquisas, incentivar o cultivo responsável e divulgar esses produtos são passos fundamentais para que essa riqueza natural continue beneficiando produtores e consumidores.


Foto: Embrapa / Divulgação
Redação Brasil News

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Do vermelho ao roxo: diversidade de pitangas no Brasil impulsiona novos mercados e sabores. https://brasilnews.tv/do-vermelho-ao-roxo-diversidade-de-pitangas-no-brasil-impulsiona-novos-mercados-e-sabores/ https://brasilnews.tv/do-vermelho-ao-roxo-diversidade-de-pitangas-no-brasil-impulsiona-novos-mercados-e-sabores/#respond Thu, 20 Nov 2025 19:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3726 Versátil e amplamente adaptada ao território brasileiro, a pitanga possui variedades em cores distintas — vermelha, roxa, amarela e até multicolorida. Cada tipo apresenta características próprias de sabor, nutrientes e potencial comercial, abrindo espaço para novos nichos na gastronomia, indústria e agricultura sustentável.

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Uma das frutas nativas mais emblemáticas do país, a pitanga (Eugenia uniflora) se destaca pela capacidade de crescer em praticamente todas as regiões brasileiras e pela variedade de cores que apresenta. Além do consumo tradicional, o fruto tem ganhado espaço em mercados gourmet, na indústria alimentícia e em produtos funcionais, impulsionado por seu alto valor nutricional e apelo visual.

O período de colheita, que ocorre entre outubro e janeiro segundo o Instituto Brasileiro de Florestas, coincide com uma fase de menor oferta de frutas no mercado, o que amplia seu potencial comercial. Sua versatilidade permite uso em sucos, doces, sorvetes, cosméticos e até bebidas artesanais.

A seguir, veja as principais variedades cultivadas no Brasil e o que diferencia cada uma delas.

Pitanga vermelha — a mais tradicional

A variedade vermelha é a mais conhecida e amplamente distribuída no país. Seus frutos variam entre vermelho-alaranjado e vermelho-escuro, com polpa suculenta e sabor agridoce que agrada consumidores de todas as regiões.
Pesquisas da Embrapa mostram que essa variedade possui altos níveis de compostos fenólicos e antioxidantes, contribuindo para a prevenção de doenças e impulsionando o interesse de indústrias de alimentos funcionais.
A planta também apresenta alta produtividade e boa resistência a pragas, reduzindo custos de manejo para produtores.

Foto: Adobe Stock

Pitanga roxa — rica em antocianinas

Menos comum, mas extremamente valorizada, a pitanga roxa apresenta coloração intensa, variando do roxo ao preto. Essa pigmentação indica elevado teor de antocianinas, antioxidantes associados à saúde cardiovascular e à prevenção do envelhecimento celular.
Com sabor mais doce e menor acidez, a variedade tem se destacado em mercados gourmet e em produtos premium, especialmente aqueles que buscam ingredientes naturais com propriedades funcionais.

Foto: Adobe Stock

Pitanga amarela — delicada e diferenciada

A pitanga amarela conquista espaço pela aparência exótica e sabor mais suave. Seus frutos costumam ter menor acidez, o que atrai consumidores que preferem perfis mais leves.
Embora menos disseminada, sua raridade aumenta o valor comercial e abre oportunidades para nichos especializados, como restaurantes, cafeterias e mercados focados em frutas diferenciadas.

Foto: Adobe Stock

Variedades raras e multicoloridas

O Brasil também abriga tipos menos conhecidos, como a chamada “pitanga tutti colore”, capaz de gerar frutos verdes, amarelos, alaranjados, vermelhos, roxos e quase pretos ao mesmo tempo. Essas plantas chamam atenção por sua diversidade genética e potencial ornamental, além de agregarem valor à produção artesanal.

Foto: Adobe Stock

Mercado em expansão

Com grande diversidade de cores, sabores e características nutricionais, a pitanga se consolida como uma fruta versátil e com forte potencial econômico. Sua adaptação a diferentes climas e a busca crescente por alimentos saudáveis e naturais tornam o cultivo ainda mais promissor.

Além disso, a produção pode atender desde o mercado tradicional até segmentos de alto valor agregado, como gastronomia de autor, cosméticos naturais e produtos funcionais.


Foto: Adobe Stock
Redação Brasil News

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