carne bovina – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 31 Dec 2025 11:52:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png carne bovina – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 China fecha o cerco e ameaça bilhões do agro brasileiro com tarifa pesada sobre a carne bovina. https://brasilnews.tv/china-fecha-o-cerco-e-ameaca-bilhoes-do-agro-brasileiro-com-tarifa-pesada-sobre-a-carne-bovina/ https://brasilnews.tv/china-fecha-o-cerco-e-ameaca-bilhoes-do-agro-brasileiro-com-tarifa-pesada-sobre-a-carne-bovina/#respond Wed, 31 Dec 2025 11:52:45 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5654 O governo da China anunciou nesta quarta-feira (31) a adoção de medidas de salvaguarda que restringem a importação de carne bovina. A decisão foi divulgada pelo Ministério do Comércio da China e passa a valer a partir desta quinta-feira (1º), com duração prevista de três anos, até o fim de 2028.

As novas regras estabelecem cotas de importação por país. Caso os volumes sejam ultrapassados, será aplicada uma tarifa adicional de 55%, somada aos impostos já existentes. A medida acende um alerta no agronegócio brasileiro, já que o Brasil é atualmente o maior fornecedor de carne bovina ao mercado chinês.

Para 2026, o Brasil terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas livres de tarifa extra. Em 2027, o volume sobe para 1,128 milhão de toneladas e, em 2028, chega a 1,154 milhão. Os números contrastam com o ritmo atual das exportações: apenas até novembro deste ano, o Brasil já havia vendido cerca de 1,499 milhão de toneladas de carne bovina à China, movimentando mais de US$ 8 bilhões.

Autoridades brasileiras e representantes do setor produtivo já consideravam a decisão praticamente certa. Nos bastidores, o entendimento era de que Pequim adotaria uma salvaguarda classificada como “moderada”, buscando reduzir impactos diplomáticos, mas sinalizando proteção ao mercado interno chinês.

Além do Brasil, outros grandes exportadores também serão afetados. A Argentina terá uma cota de 511 mil toneladas, seguida por Uruguai (324 mil), Nova Zelândia (206 mil), Austrália (205 mil) e Estados Unidos (164 mil toneladas) em 2026. Mesmo assim, o Brasil segue com a maior fatia, respondendo por cerca de 45% de toda a carne bovina importada pela China.

Ao justificar a decisão, o governo chinês alegou que o aumento expressivo das importações causou prejuízos significativos à indústria local, pressionando preços pagos aos pecuaristas e reduzindo o valor da carne no mercado interno. Segundo o Mofcom, há relação direta entre o crescimento das importações e os danos à produção nacional, argumento já apresentado à Organização Mundial do Comércio.

O ministério chinês informou ainda que as medidas poderão ser revistas ao longo do período de vigência e que as cotas não utilizadas não poderão ser transferidas para anos seguintes. Apesar disso, o anúncio reforça a preocupação do agro brasileiro com possíveis perdas de mercado e redução de receitas em um dos seus principais destinos de exportação.

Foto: Divulgação / Frigorífico Astra

Redação Brasil News

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Exportações de carne bovina aos EUA dependem da competitividade interna, avalia Abiec https://brasilnews.tv/exportacoes-de-carne-bovina-aos-eua-dependem-da-competitividade-interna-avalia-abiec/ https://brasilnews.tv/exportacoes-de-carne-bovina-aos-eua-dependem-da-competitividade-interna-avalia-abiec/#respond Wed, 19 Nov 2025 10:27:28 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3708 A recente redução de 10% na tarifa imposta pelos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira ainda não garante, por si só, um aumento imediato nos embarques ao país norte-americano. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que afirma que o desempenho do setor no curto prazo continuará dependente da competitividade interna.

Mesmo com tarifas, o Brasil continuou exportando aos Estados Unidos cerca de 10 mil toneladas de carne bovina mensais .Foto: Adobe Stock

Segundo o dirigente, a pressão sobre o preço do boi gordo no mercado doméstico segue elevada, o que reduz a margem das indústrias e limita o potencial de expansão das exportações. “Mesmo com a queda tarifária, tudo vai depender do preço aqui dentro. Se a indústria perder competitividade, não adianta ter tarifa menor — o custo continuará impedindo o avanço das vendas”, afirmou.

Apesar do tarifaço aplicado pelos EUA ao longo do ano, o Brasil manteve média de 10 mil toneladas exportadas por mês. Para a Abiec, a expectativa é de algum crescimento, mas ainda sem projeções concretas. “Pode haver incremento, mas não é possível mensurar agora”, explicou o presidente da associação.

Especialistas também avaliam que o impacto imediato da redução tarifária tende a ser limitado. O pesquisador do Cepea/Esalq, Thiago Bernardino, afirmou que o mercado interno aquecido continua influenciando os preços internacionais. Segundo ele, fatores como oferta restrita no fim do ano, câmbio elevado e reajustes na carne vendida ao consumidor brasileiro pressionam o setor e podem frear novos embarques no curtíssimo prazo.

Bernardino ressalta que os próximos dias serão importantes para observar como o mercado reagirá. Para ele, um ajuste entre oferta doméstica, câmbio e preço pago pelos EUA deve definir o ritmo das exportações.

Apesar das incertezas, a Abiec considera positiva a redução tarifária anunciada pelos EUA, destacando que o movimento contrasta com o cenário de meses anteriores, quando o governo norte-americano cogitava ampliar tarifas. “É um sinal importante. Reduzir tarifas nunca é ruim”, afirmou o dirigente.

A entidade ainda espera que novos avanços ocorram nas negociações bilaterais, especialmente em relação à tarifa de 40% ainda aplicada sobre parte dos cortes exportados. Após a redução anunciada recentemente, a alíquota efetiva de entrada passou a 66,4%.

O setor acompanha de perto as movimentações, já que qualquer mudança no custo de exportação pode alterar significativamente a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.


Foto: Adobe Stock
Redação Brasil News

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Brasil registra recorde histórico de exportações em outubro, mesmo com queda nas vendas aos EUA. https://brasilnews.tv/brasil-registra-recorde-historico-de-exportacoes-em-outubro-mesmo-com-queda-nas-vendas-aos-eua/ https://brasilnews.tv/brasil-registra-recorde-historico-de-exportacoes-em-outubro-mesmo-com-queda-nas-vendas-aos-eua/#respond Fri, 07 Nov 2025 15:54:05 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3102 O comércio exterior brasileiro encerrou outubro com números expressivos. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país exportou US$ 31,97 bilhões e importou US$ 25,01 bilhões, alcançando um superávit de US$ 6,96 bilhões — o melhor desempenho para o mês desde 1989.

Mesmo diante da redução nas vendas para os Estados Unidos, afetadas por tarifas impostas pelo governo norte-americano, o Brasil registrou alta de 9,1% nas exportações em comparação com outubro de 2024. O recuo de 37,9% nas transações com o mercado norte-americano foi compensado por avanços expressivos em outras regiões, especialmente na Ásia e na Europa.

De acordo com o levantamento, as exportações para a Ásia cresceram 21,2%, com destaque para a China (alta de 33,4%), Índia (55,5%), Cingapura (29,2%) e Filipinas (22,4%). Produtos como soja, petróleo bruto, minério de ferro e carne bovina puxaram o resultado. Já as vendas para o continente europeu aumentaram 7,6%, com forte desempenho dos embarques de cobre, carne e celulose.

A América do Sul também apresentou avanço, com elevação de 12,6% nas exportações, impulsionada principalmente pelo envio de óleos brutos de petróleo, que teve crescimento de 141%.

Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, a queda nas exportações aos Estados Unidos tem se intensificado nos últimos meses — 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro. Apesar disso, ele destacou que o impacto das tarifas foi amenizado pela força de outros mercados.

“Mesmo produtos não tarifados, como petróleo e celulose, sofreram redução nas vendas para os EUA. Mas o desempenho em outras regiões mostra a capacidade do Brasil de diversificar destinos e manter o crescimento das exportações”, afirmou Brandão.

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China suspende importação de carne uruguaia após detectar resíduos químicos. https://brasilnews.tv/china-suspende-importacao-de-carne-uruguaia-apos-detectar-residuos-quimicos/ https://brasilnews.tv/china-suspende-importacao-de-carne-uruguaia-apos-detectar-residuos-quimicos/#respond Thu, 23 Oct 2025 20:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2351 O governo da China decidiu barrar parte das exportações de carne bovina provenientes do Uruguai após identificar resíduos de carrapaticida em lotes enviados ao país asiático. O episódio foi confirmado pelo ministro de Pecuária, Agricultura e Pesca, Alfredo Fratti, que classificou a situação como “preocupante” e afirmou que novas orientações já estão sendo adotadas para evitar reincidências.

Segundo o ministro, alguns embarques foram devolvidos e outros ainda estão sob avaliação. O problema ocorre, principalmente, por causa da diferença entre o ciclo de aplicação dos medicamentos e o tempo de carência exigido para a eliminação completa dos resíduos no organismo dos animais. “O intervalo entre a aplicação e o desaparecimento dos resíduos costuma ser de cerca de 40 dias, mas o ciclo do parasita é mais curto, em torno de 21 dias”, explicou Fratti à imprensa local.

Como resposta, o governo uruguaio anunciou a implementação de uma nova política de controle sanitário, que inclui rótulos mais claros nos produtos veterinários — com destaque para o tempo mínimo de carência — e o início de um programa nacional de vacinação contra carrapatos. Desenvolvida pelo Instituto Pasteur, a vacina deve estar disponível a partir de novembro, com aplicação prevista para o fim de 2025.

O presidente do Instituto Nacional de Carnes (INAC), Gastón Scaloya, lamentou o episódio e destacou que situações como essa colocam em risco a credibilidade conquistada pela carne uruguaia nos mercados internacionais. “Temos uma imagem de seriedade e qualidade que precisa ser preservada”, afirmou.

Entidades rurais reforçaram o alerta aos produtores e veterinários sobre a importância de seguir rigorosamente as recomendações de carência dos medicamentos. O Uruguai exporta cerca de 80% de sua produção de carne, e a China é o principal destino.

No Brasil, os períodos de carência para uso de carrapaticidas em bovinos de corte variam entre 21 e 35 dias, conforme o tipo de produto e a via de aplicação — medida obrigatória para garantir a segurança alimentar e o cumprimento das normas internacionais.

Foto: Adobe Stock

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