cannabis – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Tue, 11 Nov 2025 12:25:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png cannabis – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Cânhamo pode revolucionar o agronegócio: cultura sustentável promete lucro de até R$ 23 mil por hectare. https://brasilnews.tv/canhamo-pode-revolucionar-o-agronegocio-cultura-sustentavel-promete-lucro-de-ate-r-23-mil-por-hectare/ https://brasilnews.tv/canhamo-pode-revolucionar-o-agronegocio-cultura-sustentavel-promete-lucro-de-ate-r-23-mil-por-hectare/#respond Tue, 11 Nov 2025 14:20:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3298 O cânhamo, uma variedade da Cannabis sativa com baixo teor de THC, está ganhando destaque no agronegócio brasileiro como uma das culturas mais promissoras e rentáveis da atualidade. Diferente da cannabis medicinal, usada para fins terapêuticos e com concentrações elevadas da substância psicoativa, o cânhamo tem uso exclusivamente industrial e não provoca efeitos alucinógenos.

Seus derivados são amplamente utilizados em diversos setores: tecidos, cosméticos, alimentos, bioplásticos, biocombustíveis e até materiais de construção ecológica. Além da versatilidade, a planta apresenta alto potencial econômico e ambiental, podendo gerar lucro estimado em R$ 23 mil por hectare, segundo estudo da consultoria Kaya Mind — valor cerca de 11 vezes maior que o da soja.

Além da rentabilidade, o cânhamo é considerado um aliado da sustentabilidade. Ele cresce em até 100 dias, exige poucos insumos, melhora a estrutura do solo e capta grandes quantidades de CO₂, o que o torna um importante componente da chamada “revolução verde” no campo. A cadeia produtiva também gera até 17 empregos por hectare cultivado, segundo experiências de países como a Colômbia e o Canadá.

🌱 Situação legal e avanços no Brasil

Atualmente, o cultivo do cânhamo ainda não é plenamente liberado no país, mas o cenário vem mudando. Em 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a planta com menos de 0,3% de THC não deve ser classificada como ilegal, abrindo caminho para o desenvolvimento do setor.

A Anvisa já autorizou mais de 50 produtos à base de canabidiol (CBD) e trabalha na revisão da Resolução RDC 327, que deve ampliar as regras para produção e comercialização até o final de 2025. Paralelamente, o Projeto de Lei 399/2015, em tramitação no Congresso Nacional, propõe regulamentar o cultivo da cannabis medicinal e do cânhamo industrial.

🌾 Potencial econômico e científico

Segundo a Embrapa, o cânhamo pode se tornar uma nova fronteira agrícola no Brasil. A instituição possui 43 unidades de pesquisa e mais de 600 laboratórios, aptos a desenvolver uma cadeia produtiva rastreável e sustentável.

“O cânhamo tem potencial para integrar programas de bioeconomia, agregando valor e promovendo desenvolvimento ambiental e social”, afirma a pesquisadora Beatriz Emygdio, da Embrapa Agroenergia.

Estudos de mercado indicam que, com a regulamentação, o setor pode movimentar R$ 5 bilhões em quatro anos, com arrecadação tributária estimada em R$ 330 milhões.

🚜 O agro já se prepara

Mesmo antes da liberação definitiva, grandes grupos agrícolas, startups e investidores já se organizam para iniciar cultivos experimentais e desenvolver tecnologias adaptadas ao clima brasileiro. O interesse é impulsionado não apenas pela lucratividade, mas também pela demanda crescente por produtos sustentáveis e biodegradáveis.

Enquanto a legislação ainda avança, o cânhamo se firma como símbolo de inovação e sustentabilidade no campo brasileiro — uma cultura que une rentabilidade, ecologia e geração de empregos, abrindo caminho para uma nova era verde no agronegócio.

📸 Foto: Thiago Pereira / Brasil News

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Anvisa suspende venda de produtos de cannabis e cogumelos de três marcas por falta de registro https://brasilnews.tv/anvisa-suspende-venda-de-produtos-de-cannabis-e-cogumelos-de-tres-marcas-por-falta-de-registro/ https://brasilnews.tv/anvisa-suspende-venda-de-produtos-de-cannabis-e-cogumelos-de-tres-marcas-por-falta-de-registro/#respond Mon, 13 Oct 2025 13:54:49 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1817 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da fabricação, divulgação e venda de diversos produtos à base de cannabis e cogumelos medicinais em todo o país. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última quinta-feira (9/10) e afeta três empresas que não possuem registro sanitário ou autorização de funcionamento.

As marcas Hemp Vegan, Cannafy e De Volta às Raízes foram identificadas em ações de fiscalização e, segundo a agência, não atendem aos padrões de segurança, qualidade e procedência exigidos pela legislação brasileira.

De acordo com o órgão regulador, os consumidores devem interromper o uso dos produtos imediatamente e denunciar eventuais vendas em sites e redes sociais, já que a comercialização de itens sem registro configura infração sanitária sujeita a multa e apreensão.

Proibição de produtos de cannabis

A Hemp Vegan teve a venda de oito categorias de produtos derivados de cannabis vetada, entre eles óleos, gomas, bálsamos e adesivos musculares contendo fitocanabinoides como CBD, CBG e CBDA. Segundo a Anvisa, esses itens não possuem registro sanitário e foram fabricados por empresa de origem desconhecida.

A Cannafy Serviços de Internet também foi incluída na lista por oferecer produtos estrangeiros sem autorização de importação ou registro nacional. Entre os itens proibidos estão marcas como CBDM Gummy, Canna River e Rare Cannabinoid.

Em nota, a Cannafy afirmou que não fabrica nem comercializa produtos no Brasil, atuando apenas como intermediária entre pacientes e fornecedores internacionais, conforme a Resolução RDC 660/2022. A Hemp Vegan, por sua vez, ainda não se pronunciou publicamente sobre a decisão.

A Anvisa reforçou que o comércio de qualquer produto à base de cannabis sem registro é ilegal, e o descumprimento da determinação pode resultar em autuações e penalidades.

Suplementos de cogumelos também são proibidos

A medida da agência também alcança a empresa De Volta às Raízes, responsável por suplementos à base de cogumelos com supostas propriedades medicinais. A proibição inclui armazenamento, fabricação, importação e venda de todos os lotes produzidos pela marca.

Entre os itens vetados estão produtos feitos com Tremella, Reishi, Cordyceps Militaris, Juba de Leão, Cogumelo do Sol, Chaga e Cauda de Peru. Nenhum deles possui cadastro sanitário ou autorização para alegar efeitos terapêuticos, de acordo com a Anvisa.

A empresa defende que seus produtos são baseados na medicina tradicional chinesa e estariam dispensados de registro, mas a Anvisa esclareceu que a dispensa não se aplica a itens com fins terapêuticos ou medicinais.

Com a decisão, todos os produtos citados estão proibidos de circular no mercado nacional até que as empresas regularizem a documentação sanitária exigida.

Foto: Gustavo Moreno

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