Arquivo de biodiversidade - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/biodiversidade/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 21 Sep 2026 15:22:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de biodiversidade - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/biodiversidade/ 32 32 Piloto registra onça-pintada descansando às margens do Rio Iguaçu durante passeio. https://brasilnews.tv/piloto-registra-onca-pintada-descansando-as-margens-do-rio-iguacu-durante-passeio/ https://brasilnews.tv/piloto-registra-onca-pintada-descansando-as-margens-do-rio-iguacu-durante-passeio/#respond Sat, 26 Sep 2026 04:19:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=13940 Um piloto do Macuco Safari registrou um encontro raro com a onça-pintada Uyara durante uma navegação pelo Rio Iguaçu. O animal estava descansando sobre pedras às margens do rio, dentro da região do Parque Nacio

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Um passeio rotineiro pelo Rio Iguaçu terminou com um encontro que poucos profissionais da região conseguem registrar de perto.

O piloto Astor Luiz, que trabalha no Macuco Safari, avistou a onça-pintada Uyara descansando sobre pedras às margens do rio, na área do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. O momento foi registrado em imagens e posteriormente divulgado por veículos locais e pelo Projeto Onças do Iguaçu.

Mesmo acostumado a navegar pela região, Astor ainda não havia conseguido fotografar ou filmar uma onça-pintada em situação semelhante. Desta vez, Uyara permaneceu sobre as pedras enquanto a embarcação seguia pelo rio.

Astor também presta apoio a pesquisadores que atuam no monitoramento da fauna. Em algumas operações, ele conduz embarcações utilizadas para acessar armadilhas fotográficas instaladas nas margens do Rio Iguaçu e auxilia na retirada de equipamentos quando o nível do rio sobe.

Uyara é uma das onças conhecidas pelas equipes que acompanham a população da espécie na região do Parque Nacional do Iguaçu.

O Projeto Onças do Iguaçu é uma iniciativa institucional do parque voltada à conservação da onça-pintada e realiza monitoramento contínuo com armadilhas fotográficas, censos populacionais e, em alguns casos, acompanhamento por rádio-colares e satélite.

A área protegida possui cerca de 185 mil hectares de Mata Atlântica e é considerada um dos principais refúgios da espécie no bioma.

Segundo o ICMBio, o monitoramento realizado em conjunto com pesquisadores da Argentina acompanha uma área de aproximadamente 600 mil hectares dos dois lados da fronteira. Dados divulgados pelo órgão indicam que a população estimada de onças no Parque Nacional do Iguaçu passou de 11 animais em 2009 para 28 em 2018. Considerando o chamado Corredor Verde, entre Brasil e Argentina, a estimativa informada pelo projeto é de cerca de 105 indivíduos.

Além de estudar os animais, o projeto atua com comunidades vizinhas ao parque para reduzir conflitos entre pessoas e grandes felinos e incentivar estratégias de convivência e conservação.

Registros como o de Uyara também ajudam a chamar atenção para a presença da espécie em uma das maiores áreas contínuas de Mata Atlântica protegida da região.

Para Astor, que há anos percorre o Rio Iguaçu e auxilia justamente quem pesquisa esses animais, o encontro marcou a primeira oportunidade de registrar pessoalmente uma onça-pintada às margens do rio.

Foto: Astor Luiz –
Redação – Thiago Salles

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Plano para banir petróleo de áreas protegidas ganha força e pode mudar o futuro da Amazônia e de outras regiões do planeta. https://brasilnews.tv/plano-para-banir-petroleo-de-areas-protegidas-ganha-forca-e-pode-mudar-o-futuro-da-amazonia-e-de-outras-regioes-do-planeta/ https://brasilnews.tv/plano-para-banir-petroleo-de-areas-protegidas-ganha-forca-e-pode-mudar-o-futuro-da-amazonia-e-de-outras-regioes-do-planeta/#respond Tue, 21 Jul 2026 22:17:40 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12111 Uma proposta que prevê a criação de zonas livres de combustíveis fósseis está conquistando espaço nas discussões internacionais sobre mudanças climáticas. A iniciativa busca impedir a exploração de petróleo, gás e outros combustíveis fósseis em áreas de grande importância ambiental e cultural, enquanto governos enfrentam o desafio de equilibrar preservação, economia e segurança energética.

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A proposta de criar áreas oficialmente protegidas da exploração de petróleo, gás natural e outros combustíveis fósseis ganhou novo impulso no cenário internacional. O tema foi um dos destaques da Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada na Colômbia, reunindo representantes de dezenas de países interessados em acelerar medidas de combate às mudanças climáticas.

Conhecidas como zonas livres de combustíveis fósseis, essas áreas têm como objetivo impedir novas atividades de exploração e infraestrutura ligada ao setor em regiões consideradas estratégicas para a conservação ambiental, da biodiversidade e dos povos tradicionais.

Especialistas defendem que a iniciativa oferece uma medida prática para que governos avancem na transição energética. Em vez de depender exclusivamente de grandes investimentos em novas fontes de energia, muitos países poderiam utilizar legislações já existentes para ampliar a proteção de áreas ambientalmente sensíveis.

Estudos recentes também reforçam a preocupação. Levantamentos apontam que milhões de hectares de florestas tropicais na Amazônia, na Bacia do Congo e no Sudeste Asiático ainda estão sobrepostos a blocos destinados à exploração de petróleo e gás, aumentando os riscos para ecossistemas considerados essenciais no combate ao aquecimento global.

Na América Latina, alguns países já adotaram medidas concretas. Belize mantém restrições à exploração de petróleo em alto-mar, enquanto a Costa Rica prorrogou sua moratória sobre atividades relacionadas aos combustíveis fósseis até 2050. A Colômbia também anunciou limitações para novos projetos de exploração em áreas da Amazônia e reconheceu parte da Sierra Nevada de Santa Marta como território livre desse tipo de atividade.

Apesar dos avanços, especialistas alertam que transformar essas medidas em realidade continua sendo um grande desafio. A dependência econômica da exploração de petróleo, mudanças de governo e dificuldades na fiscalização ainda representam obstáculos para a consolidação dessas políticas.

Outro ponto considerado decisivo é garantir que essas zonas tenham respaldo legal permanente, reduzindo o risco de que futuras administrações revertam as decisões já adotadas.

Enquanto a comunidade internacional prepara novos debates para a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), ambientalistas defendem que a criação dessas áreas protegidas seja tratada como uma das estratégias mais concretas para reduzir emissões de gases de efeito estufa e preservar biomas fundamentais para o equilíbrio climático mundial.

Foto: Dialogue Earth / Divulgação
Redação – Ana Flavia

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ONU faz alerta dramático e aponta risco sem precedentes para os oceanos do planeta. https://brasilnews.tv/onu-faz-alerta-dramatico-e-aponta-risco-sem-precedentes-para-os-oceanos-do-planeta/ https://brasilnews.tv/onu-faz-alerta-dramatico-e-aponta-risco-sem-precedentes-para-os-oceanos-do-planeta/#respond Tue, 09 Jun 2026 04:13:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10576 Um novo relatório das Nações Unidas acendeu um alerta global sobre a situação dos oceanos. O documento revela o avanço acelerado das mudanças climáticas, o aumento do nível do mar, a perda de gelo nos polos e a ameaça crescente aos ecossistemas marinhos, considerados essenciais para a vida na Terra.

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As Nações Unidas divulgaram um novo estudo que apresenta um cenário preocupante para o futuro dos oceanos. O relatório, elaborado por centenas de especialistas internacionais ao longo de cinco anos, aponta que os mares enfrentam uma combinação de ameaças que coloca em risco ecossistemas fundamentais para o equilíbrio climático e para a sobrevivência de bilhões de pessoas.

Segundo a avaliação, o aumento da temperatura das águas, a elevação acelerada do nível do mar, a poluição e a sobrepesca estão intensificando a pressão sobre ambientes marinhos em diversas regiões do planeta. Os pesquisadores alertam que alguns ecossistemas já se aproximam de limites críticos, dos quais a recuperação pode se tornar extremamente difícil.

Os dados revelam que os oceanos continuam absorvendo grande parte do calor adicional gerado pelas atividades humanas e também uma parcela significativa do dióxido de carbono emitido na atmosfera. Esse processo contribui para alterações climáticas cada vez mais evidentes, incluindo o derretimento de geleiras e a expansão térmica das águas, fatores que impulsionam a elevação do nível dos mares.

O estudo também destaca o rápido recuo da cobertura de gelo no Ártico e na Antártida. Especialistas avaliam que o Oceano Ártico poderá registrar períodos sem gelo durante algumas épocas do ano nas próximas décadas, alterando ecossistemas, rotas marítimas e até mesmo disputas geopolíticas entre grandes potências.

A vida marinha também sofre impactos significativos. Diversas espécies estão migrando para áreas mais frias em busca de condições favoráveis à sobrevivência, enquanto recifes de coral enfrentam episódios cada vez mais frequentes de branqueamento e mortalidade. Caso o aquecimento global ultrapasse determinados limites, uma parcela expressiva desses ecossistemas poderá desaparecer ao longo deste século.

Outro ponto de preocupação é a crescente presença de resíduos plásticos nos oceanos. Milhões de toneladas de plástico chegam ao mar todos os anos, fragmentando-se em partículas microscópicas que já foram identificadas em milhares de espécies marinhas e representam um desafio ambiental de escala global.

Diante desse cenário, a ONU reforça a necessidade de cooperação internacional, adoção de políticas ambientais mais ambiciosas e investimentos em ciência para monitorar e proteger os oceanos. A entidade alerta que as decisões tomadas nos próximos anos serão determinantes para o futuro dos mares e para a estabilidade ambiental do planeta.

Foto: Oleksandr Umanskyi/Adobe Stock

Redação – Thiago Salles

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Monstro marinho de 47 metros reaparece nas profundezas e intriga cientistas. https://brasilnews.tv/monstro-marinho-de-47-metros-reaparece-nas-profundezas-e-intriga-cientistas/ https://brasilnews.tv/monstro-marinho-de-47-metros-reaparece-nas-profundezas-e-intriga-cientistas/#respond Wed, 29 Apr 2026 04:06:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9243 Uma estrutura viva gigantesca, registrada no fundo do oceano, pode ajudar a ciência a entender como organismos sobrevivem por longos períodos em ambientes extremos e com pouca energia.

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Uma criatura impressionante com cerca de 47 metros de comprimento foi registrada em águas profundas próximas à Austrália, reacendendo o interesse científico por formas de vida gigantes que habitam regiões abissais. O organismo pertence ao gênero Apolemia e integra o grupo dos sifonóforos — seres marinhos conhecidos por sua estrutura única e altamente especializada.

Apesar da aparência de um único animal, o sifonóforo é, na verdade, uma colônia formada por milhares de unidades chamadas zooides. Esses “indivíduos” são geneticamente idênticos e trabalham de forma coordenada, dividindo funções como alimentação, defesa e reprodução, o que permite a manutenção de uma estrutura extremamente eficiente.

Como funciona esse “organismo coletivo”

Diferente de animais convencionais, o sifonóforo não possui um sistema nervoso central. Ainda assim, consegue operar de forma sincronizada por meio de uma rede integrada entre seus componentes. Essa organização permite crescimento contínuo e adaptação a ambientes extremos.

Seu corpo alongado e, muitas vezes, em formato espiral, aumenta a capacidade de capturar presas em regiões onde o alimento é escasso. Ao longo da estrutura, existem células urticantes que funcionam como mecanismo de caça, capturando pequenos peixes e crustáceos.

Sobrevivência em condições extremas

O ambiente onde essa criatura vive é um dos mais hostis do planeta: frio intenso, alta pressão e ausência de luz solar. Nessas condições, o metabolismo tende a ser mais lento, o que favorece a longevidade e reduz o consumo de energia.

Esse tipo de adaptação é justamente o que chama a atenção dos cientistas, já que pode revelar pistas importantes sobre como a vida consegue se manter em ambientes extremos — inclusive fora da Terra.

Tecnologia foi essencial para a descoberta

O registro foi feito por pesquisadores do Schmidt Ocean Institute, utilizando veículos submersíveis operados remotamente (ROVs). Esses equipamentos permitem explorar regiões profundas do oceano sem a necessidade de contato direto, garantindo imagens de alta resolução e preservando o ambiente natural.

A descoberta reforça a complexidade dos ecossistemas marinhos profundos e mostra que ainda há muito a ser explorado. Mesmo após séculos de estudos, o oceano continua revelando formas de vida surpreendentes — muitas delas com características que desafiam o entendimento tradicional da biologia.

Foto: Schmidt Ocean Institute/Divulgação
Redação – Thiago Salles

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“Continente de plástico” cresce no Pacífico e já abriga vida marinha — fenômeno assusta cientistas. https://brasilnews.tv/continente-de-plastico-cresce-no-pacifico-e-ja-abriga-vida-marinha-fenomeno-assusta-cientistas/ https://brasilnews.tv/continente-de-plastico-cresce-no-pacifico-e-ja-abriga-vida-marinha-fenomeno-assusta-cientistas/#respond Thu, 16 Apr 2026 04:41:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8912 A chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico está evoluindo para algo além de um problema ambiental: tornou-se um ecossistema artificial onde espécies sobrevivem e se adaptam em pleno oceano. O fenômeno levanta preocupações globais sobre biodiversidade, invasão biológica e impactos irreversíveis nos mares.

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Uma das maiores consequências da ação humana nos oceanos está ganhando um novo e preocupante capítulo. A Grande Mancha de Lixo do Pacífico, localizada no Giro do Pacífico Norte, deixou de ser apenas um aglomerado de resíduos e passou a funcionar como um verdadeiro ecossistema artificial em expansão.

Formada principalmente por plásticos e outros materiais sintéticos, essa gigantesca massa flutuante cria uma espécie de “plataforma” onde organismos marinhos conseguem se fixar e sobreviver — algo antes praticamente impossível em áreas tão distantes da costa.

O fenômeno tem chamado atenção da comunidade científica por permitir que espécies costeiras, como pequenos crustáceos e anêmonas, consigam viver em mar aberto. Esses organismos utilizam os resíduos como base, transformando o lixo em um suporte biológico duradouro.

Esse processo deu origem ao que especialistas chamam de comunidades neopelágicas — grupos de seres vivos que se adaptaram a viver em estruturas artificiais no oceano. Trata-se de uma mudança significativa na dinâmica da vida marinha, já que rompe a separação natural entre ecossistemas costeiros e oceânicos.

O problema vai além da adaptação. A movimentação dessas “ilhas” de lixo cria verdadeiros corredores biológicos artificiais, transportando espécies para regiões onde elas não existiam. Isso pode facilitar a disseminação de organismos invasores e até patógenos, afetando o equilíbrio de ecossistemas inteiros.

Além disso, a presença dessas espécies em alto-mar altera a cadeia alimentar. Organismos que competem por recursos em ambientes costeiros passam a disputar espaço com espécies típicas do oceano aberto, criando um cenário de desequilíbrio que ainda está sendo estudado.

Outro fator preocupante é a durabilidade do plástico. Diferente de materiais naturais, os polímeros sintéticos podem permanecer intactos por décadas, permitindo que essas comunidades se mantenham estáveis por longos períodos e ampliem sua área de influência.

Pesquisadores têm utilizado tecnologias avançadas, como mapeamento por satélite e análises moleculares, para entender a composição dessas novas comunidades e prever seus impactos futuros. Os estudos indicam que essa transformação pode influenciar não apenas a biodiversidade, mas também processos químicos do oceano, como o ciclo do carbono.

O surgimento desse “continente de lixo” reforça um alerta global: a poluição plástica não está apenas contaminando os oceanos — ela está criando novas formas de vida e alterando profundamente o funcionamento natural do planeta.

Foto: Reprodução/Imagem gerada por IA
Redação – Thiago Salles

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Projeto com ostras recupera o fundo do mar e pode transformar ecossistemas inteiros https://brasilnews.tv/projeto-com-ostras-recupera-o-fundo-do-mar-e-pode-transformar-ecossistemas-inteiros/ https://brasilnews.tv/projeto-com-ostras-recupera-o-fundo-do-mar-e-pode-transformar-ecossistemas-inteiros/#respond Sun, 05 Apr 2026 04:08:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8608 Uma iniciativa ambiental utiliza blocos ecológicos e milhares de ostras para restaurar áreas marinhas degradadas. O projeto já demonstra impactos positivos na qualidade da água e na biodiversidade.

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Uma iniciativa inovadora tem chamado atenção por usar a própria natureza como aliada na recuperação de ecossistemas marinhos. O projeto aposta na combinação de estruturas sustentáveis e organismos vivos para restaurar áreas degradadas no fundo do oceano.

Em uma área experimental de cerca de 10 mil metros quadrados, cientistas instalaram 20 blocos ecológicos feitos com aproximadamente 98% de concreto reciclado. Essas estruturas foram projetadas com superfícies irregulares, semelhantes a formações rochosas naturais, facilitando a fixação de organismos marinhos.

Além disso, foram introduzidas cerca de 4 mil ostras adultas e aproximadamente 35 mil filhotes já aderidos aos blocos. Para complementar o ambiente, os pesquisadores distribuíram cerca de 40 toneladas de conchas ricas em cálcio ao redor da área, criando uma base ideal para o crescimento das larvas.

O uso das ostras é estratégico. Esses organismos possuem uma capacidade natural impressionante de filtragem. Cada ostra adulta pode purificar até 140 litros de água por dia, removendo impurezas e excesso de nutrientes que prejudicam o equilíbrio do ecossistema.

Com isso, a água se torna mais limpa e transparente, permitindo maior entrada de luz solar. Esse fator é essencial para o desenvolvimento de plantas marinhas, que servem de base para toda a cadeia alimentar.

Outro benefício importante é a criação de novos habitats. As estruturas submersas funcionam como abrigo para diversas espécies, incluindo peixes, caranguejos e camarões, que passam a utilizar o local para proteção e reprodução.

Esse efeito gera um impacto positivo em cadeia, fortalecendo a biodiversidade e acelerando a recuperação ambiental da região.

O projeto também contou com a participação ativa da população. Mais de 200 voluntários ajudaram na preparação das conchas e na implementação da estrutura, reforçando a importância do engajamento comunitário na preservação ambiental.

Agora, os cientistas acompanham de perto o desenvolvimento das ostras e a evolução do ecossistema. A expectativa é que, com o tempo, a área se torne autossustentável, mantendo o equilíbrio natural sem necessidade de intervenções constantes.

A iniciativa mostra que soluções baseadas na própria natureza podem ser altamente eficazes na recuperação de ambientes degradados e reforça a importância de ações práticas para proteger os oceanos.

Foto: Reprodução
Redação – Thiago Salles

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Cientistas descobrem novas espécies no fundo do Pacífico e revelam mundo desconhecido sob o oceano. https://brasilnews.tv/cientistas-descobrem-novas-especies-no-fundo-do-pacifico-e-revelam-mundo-desconhecido-sob-o-oceano/ https://brasilnews.tv/cientistas-descobrem-novas-especies-no-fundo-do-pacifico-e-revelam-mundo-desconhecido-sob-o-oceano/#respond Fri, 03 Apr 2026 04:50:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8597 Pesquisadores identificaram 24 novas espécies de pequenos crustáceos em uma das regiões mais inexploradas do planeta, no Oceano Pacífico. A descoberta reforça que grande parte da vida marinha ainda é desconhecida pela ciência.

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Uma nova descoberta científica revelou o quanto o fundo dos oceanos ainda guarda mistérios. Pesquisadores identificaram 24 novas espécies de anfípodes — pequenos crustáceos — em uma área remota do Oceano Pacífico, considerada uma das regiões menos exploradas do planeta.

O estudo foi conduzido por uma equipe internacional liderada por Anna Jażdżewska e Tammy Horton, com participação de diversos especialistas em biodiversidade marinha. Os resultados foram publicados na revista científica ZooKeys.

As novas espécies foram encontradas na chamada Zona de Clarion-Clipperton, uma vasta área no fundo do mar localizada entre o Havaí e o México. Com cerca de seis milhões de quilômetros quadrados, essa região ainda possui grande parte de sua biodiversidade desconhecida.

Além das espécies inéditas, os cientistas também identificaram uma nova família e até uma nova superfamília de organismos, ampliando significativamente o conhecimento sobre a árvore evolutiva desses animais.

Os anfípodes descobertos vivem em condições extremas, como alta pressão, ausência total de luz e escassez de alimento. Mesmo assim, desenvolveram adaptações únicas que permitem sua sobrevivência nesse ambiente hostil. Entre eles, há espécies predadoras e outras que se alimentam de matéria orgânica em decomposição.

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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e3/Location_of_the_Clarion_Clipperton_Zone.png

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Segundo os pesquisadores, mais de 90% das espécies presentes na região ainda não foram descritas oficialmente, o que indica um enorme potencial para novas descobertas nos próximos anos.

A pesquisa faz parte de uma iniciativa internacional coordenada pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, que pretende catalogar milhares de novas espécies marinhas até o fim da década.

Além do avanço científico, o estudo também destaca a importância da taxonomia — área responsável por classificar os seres vivos — e da colaboração entre países para acelerar descobertas.

Especialistas apontam que entender a biodiversidade do fundo do mar é fundamental não apenas para a ciência, mas também para a conservação ambiental. Regiões como essa podem ser impactadas por atividades humanas, como a mineração submarina, tornando o conhecimento científico ainda mais essencial.

O oceano profundo segue sendo uma das últimas fronteiras do planeta. A cada nova expedição, surgem evidências de que ainda há muito a ser descoberto sob as águas — e que o desconhecido pode ser muito maior do que se imaginava.

Foto: Reprodução / Centro Nacional de Oceanografia
Redação – Thiago Salles

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Ararinhas-azuis recapturadas na Bahia são diagnosticadas com vírus fatal e criadouro é multado https://brasilnews.tv/ararinhas-azuis-recapturadas-na-bahia-sao-diagnosticadas-com-virus-fatal-e-criadouro-e-multado/ https://brasilnews.tv/ararinhas-azuis-recapturadas-na-bahia-sao-diagnosticadas-com-virus-fatal-e-criadouro-e-multado/#respond Sat, 29 Nov 2025 18:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4257 Onze ararinhas-azuis que haviam sido reintroduzidas na natureza, em Curaçá (BA), testaram positivo para o circovírus, doença grave e sem cura. O ICMBio aplicou multa milionária ao criadouro responsável por falhas nos protocolos de biossegurança, enquanto investigações seguem para apurar a origem da contaminação.

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) confirmou que as 11 ararinhas-azuis recapturadas no início de novembro, em Curaçá, no norte da Bahia, estão infectadas pelo circovírus — agente responsável pela doença do bico e das penas, considerada altamente letal entre aves da família dos psitacídeos.

A enfermidade, que teve origem registrada na Austrália, atinge espécies como araras, papagaios e periquitos. Apesar da gravidade para as aves, o vírus não apresenta risco para seres humanos nem para aves de produção comercial.

As ararinhas haviam retornado ao Brasil após repatriação da Europa, integraram o programa oficial de reintrodução da espécie e foram soltas na natureza em 2022. Agora, com o diagnóstico positivo, os animais passarão por isolamento rigoroso, com separação entre indivíduos contaminados e negativos, além do reforço máximo nos protocolos de biossegurança.

Diante da situação, o ICMBio instaurou um Sistema de Comando de Incidente ainda em maio, quando surgiu o primeiro caso suspeito, com o objetivo de conter a disseminação da doença para outras aves silvestres da região.

Vistorias realizadas pelo ICMBio, em conjunto com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Polícia Federal, identificaram falhas graves no criadouro responsável, como limpeza inadequada das instalações e uso incorreto de equipamentos de proteção por parte dos funcionários. As irregularidades resultaram em uma multa de aproximadamente R$ 1,8 milhão aplicada pelo ICMBio, além de outra penalidade de cerca de R$ 300 mil imposta pelo Inema.

Segundo a coordenação de emergências do instituto, a adoção rigorosa das medidas de segurança poderia ter evitado a disseminação do vírus. A principal preocupação agora é impedir que o patógeno alcance outras espécies de psitacídeos da fauna brasileira.

O projeto de reintrodução da ararinha-azul na Caatinga depende intensamente do manejo feito em ambientes controlados, já que a população mantida sob cuidados humanos ainda é considerada essencial para a sobrevivência da espécie.

O acordo de cooperação entre o ICMBio e a Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP), responsável por trazer 93 aves ao Brasil, foi encerrado em 2024 após descumprimentos contratuais, entre eles a transferência não autorizada de 26 ararinhas para a Índia. Mesmo assim, as ações de conservação seguem sob coordenação das políticas oficiais, com foco em restabelecer uma população saudável e estável nas unidades de conservação de Curaçá.

Foto: Miguel Monteiro
Redação Brasil News

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Espécies invasoras avançam no Brasil e reforçam alerta para riscos ambientais. https://brasilnews.tv/especies-invasoras-avancam-no-brasil-e-reforcam-alerta-para-riscos-ambientais/ https://brasilnews.tv/especies-invasoras-avancam-no-brasil-e-reforcam-alerta-para-riscos-ambientais/#respond Sun, 23 Nov 2025 11:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3788 A presença crescente de animais e plantas não nativos no Brasil tem causado desequilíbrios ambientais, ameaçando espécies locais, alterando ecossistemas e trazendo prejuízos econômicos. Especialistas reforçam a necessidade de monitoramento, controle e políticas preventivas.

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A expansão de espécies invasoras pelo território brasileiro tem se consolidado como uma das maiores ameaças à biodiversidade nacional. Esses organismos, trazidos de forma acidental ou intencional, encontram no Brasil condições ideais para se multiplicar rapidamente, muitas vezes sem predadores naturais — fator que os transforma em agentes de forte desequilíbrio ambiental.

Javalis selvagens são espécies originárias de Europa – Créditos: depositphotos.com / JakubMrocek

Segundo ambientalistas, a competição direta com espécies nativas é o impacto mais imediato. Animais e plantas invasoras tendem a ocupar nichos ecológicos inteiros, reduzindo populações locais e, em alguns casos, levando à extinção regional. As consequências, porém, vão além da fauna e flora: a alteração do funcionamento dos ecossistemas compromete rios, florestas e atividades produtivas, como agricultura e pesca.

Entre os invasores mais conhecidos estão o caramujo-africano, introduzido no país como alternativa ao escargot, e que hoje se tornou um problema sanitário e agrícola, e o dourado-de-cara-preta, um predador agressivo que ameaça peixes nativos em diversas bacias brasileiras. Em paralelo, espécies como o javali europeu se multiplicam de forma acelerada, destruindo plantações, predando fauna local e elevando riscos de transmissão de doenças.

Especialistas destacam que os prejuízos são múltiplos: perda de biodiversidade, mudanças no ciclo dos nutrientes, transmissão de pragas e impactos diretos na economia rural. Além disso, algumas espécies representam risco à saúde pública, exigindo respostas rápidas de órgãos ambientais.

Para conter o avanço, pesquisadores defendem estratégias integradas que combinem vigilância ambiental, restrições ao comércio internacional, manejo técnico e campanhas de educação ambiental. O controle deve ser contínuo e adaptado à realidade de cada região, sempre com base científica e participação comunitária.

Caramujo-africano – Créditos: depositphotos.com / david734244

A expansão das espécies invasoras no país está diretamente ligada à ação humana, seja pelo transporte internacional, pela criação ilegal, pelo abandono de animais exóticos ou pela introdução para fins ornamentais. Uma vez instaladas na natureza, essas espécies costumam se estabelecer com facilidade, impulsionadas por climas favoráveis e ausência de predadores.

O desafio, reforçam os especialistas, é impedir novas introduções e reduzir os danos causados pelas que já estão espalhadas pelo território brasileiro. A proteção da biodiversidade depende, cada vez mais, de ações preventivas e de conscientização coletiva.


Foto: depositphotos.com / JakubMrocek
Redação Brasil News

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Cerrado revela riqueza em superfrutas nativas; conheça cinco espécies com alto potencial econômico. https://brasilnews.tv/cerrado-revela-riqueza-em-superfrutas-nativas-conheca-cinco-especies-com-alto-potencial-economico/ https://brasilnews.tv/cerrado-revela-riqueza-em-superfrutas-nativas-conheca-cinco-especies-com-alto-potencial-economico/#respond Fri, 21 Nov 2025 13:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3714 Reconhecido pela biodiversidade única, o Cerrado abriga frutas nativas com valor cultural, nutricional e econômico. De pequi a jatobá, essas espécies ganham espaço em projetos de restauração, na gastronomia e na indústria, impulsionando renda sustentável para produtores da região.

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Considerado um dos biomas mais ricos do planeta, o Cerrado brasileiro guarda uma diversidade de frutas nativas que se tornaram símbolos culturais e também oportunidades de negócio para comunidades rurais. O interesse crescente por alimentos regionais, somado ao avanço de pesquisas científicas e iniciativas ambientais, tem impulsionado a valorização desses frutos.

Um dos exemplos desse movimento é o projeto Caminhos da Restauração, desenvolvido pelo Instituto Brasília Ambiental em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal. A ação busca fortalecer a restauração ecológica e estimular o aproveitamento sustentável de produtos florestais não madeireiros, entre eles as frutas do Cerrado.

A seguir, conheça cinco das espécies mais representativas e com maior potencial econômico.

Pequi — o ícone do Cerrado

Com sabor marcante e aroma intenso, o pequi é uma das frutas mais conhecidas da região. Presente em pratos tradicionais como o arroz com pequi, também é amplamente utilizado na produção de óleos, cosméticos e licores.
Dados do IBGE mostram que ele é responsável por quase toda a atividade extrativista de frutos em Goiás. Apesar disso, seu cultivo comercial ainda pode crescer muito. Para garantir sustentabilidade, práticas de manejo que respeitem o ciclo natural da planta são essenciais.

Foto: Embrapa/Divulgação

Buriti — riqueza das veredas

Palmeira típica das áreas alagadas, o buriti produz frutos ricos em vitaminas e amplamente utilizados na indústria de alimentos e cosméticos.
O óleo extraído da polpa é valorizado por suas propriedades hidratantes e antioxidantes. Pesquisas da Embrapa destacam o buriti como alimento funcional e instrumento importante para geração de renda em comunidades tradicionais, desde que manejado de forma responsável.

Foto: Embrapa/Divulgação

Baru — a “amêndoa do Cerrado”

Cada vez mais popular entre consumidores que buscam alimentação saudável, o baru é uma oleaginosa nutritiva e versátil. Seu uso vai desde barras energéticas a farinhas e doces.
A Embrapa ressalta a importância da conservação das áreas de ocorrência natural da espécie, garantindo sustentabilidade econômica aos produtores e preservação genética da planta.

Foto: Embrapa/Divulgação

Araticum — sabor marcante e potencial industrial

Também chamado de marolo, o araticum é apreciado tanto ao natural quanto em receitas como sorvetes, sucos e geleias.
Além da culinária, estudos evidenciam seu potencial nutricional e medicinal, despertando interesse crescente da indústria alimentícia. O manejo adequado pode transformar a fruta em importante fonte de renda no Cerrado.

Foto: Embrapa/Divulgação

Jatobá — versatilidade e tradição

O jatobá se destaca não apenas pelos frutos, mas pela variedade de usos. Sua polpa farinácea é aproveitada em bolos, farinhas e bebidas, enquanto a casca e a resina possuem aplicações medicinais.
A madeira também é valorizada, e a espécie é frequentemente utilizada em projetos de recuperação ambiental. Em sistemas agroflorestais, seu cultivo gera ganhos econômicos e ambientais.

As frutas do Cerrado representam muito mais do que alimentos: são expressões da identidade cultural brasileira e caminhos concretos para o desenvolvimento sustentável. Fortalecer pesquisas, incentivar o cultivo responsável e divulgar esses produtos são passos fundamentais para que essa riqueza natural continue beneficiando produtores e consumidores.


Foto: Embrapa / Divulgação
Redação Brasil News

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