Alimentos – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 01 Apr 2026 13:59:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Alimentos – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Produtor chora ao descartar 50 toneladas de ameixa e escancara crise no campo brasileiro. https://brasilnews.tv/produtor-chora-ao-descartar-50-toneladas-de-ameixa-e-escancara-crise-no-campo-brasileiro/ https://brasilnews.tv/produtor-chora-ao-descartar-50-toneladas-de-ameixa-e-escancara-crise-no-campo-brasileiro/#respond Sat, 04 Apr 2026 04:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8591 Um vídeo gravado por um produtor rural de Urubici, na Serra catarinense, chamou a atenção nas redes sociais ao mostrar uma cena impactante: cerca de 50 toneladas de ameixa descartadas no chão por falta de compradores.

Visivelmente abalado, o agricultor relata que não conseguiu vender a safra e decidiu liberar a colheita gratuitamente para quem quisesse ir até a propriedade buscar as frutas antes que apodrecessem. O gesto, além de comover, evidenciou um problema estrutural que afeta produtores em diversas regiões do Brasil.

A ameixa é uma fruta altamente perecível, o que exige comercialização rápida após a colheita. Sem compradores e sem estrutura adequada de armazenamento, como câmaras frias, muitos produtores acabam sem alternativa além do descarte.

Além disso, o custo do transporte até grandes centros consumidores pesa no bolso. Regiões como Urubici, apesar de ideais para o cultivo de frutas de clima temperado, ficam distantes de mercados como São Paulo e Rio de Janeiro. O frete elevado, somado à queda de preços em períodos de safra abundante, pode tornar a venda inviável.

O episódio também levanta um debate importante: como um país que produz em grande escala ainda enfrenta desperdício de alimentos enquanto milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar.

Especialistas apontam que o problema vai além da produção. Falta infraestrutura logística, acesso a armazenamento refrigerado e políticas públicas eficazes que conectem produtores a programas de distribuição, como bancos de alimentos e instituições sociais.

Outra solução seria o processamento da fruta em produtos como polpas, geleias ou frutas desidratadas, aumentando o tempo de conservação. No entanto, a ausência de agroindústrias próximas e com capacidade suficiente limita essa alternativa.

O caso de Urubici não é isolado. Situações semelhantes ocorrem todos os anos com diferentes culturas agrícolas, especialmente aquelas com curto prazo de validade, como morango, tomate e pêssego.

Mais do que uma cena triste, o vídeo do produtor revela uma contradição do sistema: abundância no campo e desperdício, enquanto a distribuição falha em levar alimento até quem precisa.

O episódio reacende o debate sobre a necessidade de investimentos em logística, armazenamento e políticas de escoamento da produção agrícola no Brasil.

Foto: Reprodução
Redação – Thiago Salles

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Guerra trava navios e Oriente Médio entra em alerta por falta de alimentos. https://brasilnews.tv/guerra-trava-navios-e-oriente-medio-entra-em-alerta-por-falta-de-alimentos/ https://brasilnews.tv/guerra-trava-navios-e-oriente-medio-entra-em-alerta-por-falta-de-alimentos/#respond Sat, 28 Mar 2026 04:37:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8380 A guerra no Oriente Médio começa a provocar impactos diretos no abastecimento de alimentos, acendendo um alerta global. A empresa dinamarquesa de transporte marítimo A.P. Moller-Maersk afirmou que a região enfrenta uma necessidade urgente de importações alimentares, prejudicadas pelo bloqueio de rotas estratégicas.

Segundo a companhia, o fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais vias de transporte marítimo do mundo — praticamente paralisou o fluxo de cargas no Golfo Pérsico. A interrupção ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, dependem fortemente de importações para garantir o abastecimento interno. Estimativas apontam que essas nações importam até 85% dos alimentos consumidos, o que agrava ainda mais a situação diante da crise logística.

A A.P. Moller-Maersk informou que suspendeu temporariamente reservas de carga para diversos portos da região e passou a aplicar sobretaxas emergenciais devido ao aumento dos custos operacionais, principalmente com combustível e segurança.

Mesmo diante das dificuldades, a empresa tenta encontrar rotas alternativas para manter o fluxo de mercadorias. Uma das prioridades é o transporte de alimentos perecíveis, que dependem de contêineres refrigerados para chegar em condições adequadas.

Outras empresas do setor também já sentem os impactos da crise. A concorrente Hapag-Lloyd estima prejuízos semanais de até 50 milhões de dólares, refletindo o aumento de custos com seguro, combustível e armazenamento.

O cenário preocupa não apenas o Oriente Médio, mas também o mercado global. A interrupção nas cadeias de suprimento pode pressionar preços de alimentos e afetar economias ao redor do mundo.

Com o conflito ainda sem solução e rotas estratégicas comprometidas, especialistas alertam que a crise pode se intensificar nos próximos dias, ampliando os efeitos econômicos e humanitários da guerra.

Foto: Divulgação/Maersk
Redação – Thiago Salles

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Inflação desacelera, mas aperto continua: brasileiros fecham 2025 pagando mais caro para viver. https://brasilnews.tv/inflacao-desacelera-mas-aperto-continua-brasileiros-fecham-2025-pagando-mais-caro-para-viver/ https://brasilnews.tv/inflacao-desacelera-mas-aperto-continua-brasileiros-fecham-2025-pagando-mais-caro-para-viver/#respond Fri, 09 Jan 2026 12:42:30 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5910 O índice oficial de inflação do país mostrou uma desaceleração em dezembro, mas o bolso do brasileiro ainda sente o impacto acumulado ao longo do ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo avançou 0,33% no último mês de 2025, resultado superior ao de novembro, porém o mais baixo para um mês de dezembro desde 2018.

Com isso, a inflação fechou 2025 em 4,26%, ficando abaixo do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional e também inferior ao índice registrado em 2024. O dado trouxe alívio para o mercado, mas não apagou as pressões sentidas ao longo do ano.

O principal vilão do acumulado anual foi o grupo Habitação, que quase dobrou sua influência em relação ao ano anterior, impulsionado por custos como aluguel, energia e serviços básicos. Educação, saúde, despesas pessoais e cuidados médicos também pesaram significativamente no orçamento das famílias, respondendo juntos por cerca de dois terços da inflação de 2025.

Em dezembro, o grupo Transportes voltou a pressionar, puxado pela alta dos combustíveis. A gasolina interrompeu a sequência de quedas, enquanto o etanol registrou avanço expressivo no mês. Já os preços de alimentação, que haviam mostrado alívio em novembro, voltaram a subir, tanto dentro de casa quanto nas refeições fora do domicílio.

Apesar do resultado final indicar controle dentro das metas oficiais, especialistas alertam que o desafio para 2026 será conter os preços de itens essenciais e evitar que novos choques, especialmente nos combustíveis e alimentos, reacendam a inflação. Para o consumidor, a sensação é clara: o índice desacelera, mas viver no Brasil segue custando caro.

Foto: Alex Silva
Redação Brasil News

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