Algodão – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 19 Nov 2025 11:26:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Algodão – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Novo mapa agrícola revela avanço da cana no Centro-Oeste, migração dos pomares de laranja e expansão da soja pelo país. https://brasilnews.tv/novo-mapa-agricola-revela-avanco-da-cana-no-centro-oeste-migracao-dos-pomares-de-laranja-e-expansao-da-soja-pelo-pais/ https://brasilnews.tv/novo-mapa-agricola-revela-avanco-da-cana-no-centro-oeste-migracao-dos-pomares-de-laranja-e-expansao-da-soja-pelo-pais/#respond Fri, 21 Nov 2025 19:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3736 O território agrícola brasileiro vive uma reconfiguração contínua desde o início dos anos 2000. Estudo recente da Embrapa, baseado em dados do Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (Site-MLog), revela como as principais culturas do país mudaram de localização, abriram novas áreas produtivas e alteraram o peso econômico de diversas regiões.

Soja segue ampliando presença em todo o País, enquanto o milho está concentrado. Foto: Adobe Stock

Cana-de-açúcar avança para fora do cinturão paulista

Tradicionalmente concentrada em regiões do interior de São Paulo, a cana-de-açúcar passou por forte expansão geográfica. Em 2000, seis microrregiões lideravam a produção, mas esse grupo se transformou ao longo dos anos. Áreas como Presidente Prudente e São José do Rio Preto ganharam espaço, assim como o Sudoeste de Goiás e Uberaba (MG).
Segundo o analista André Farias, da Embrapa Territorial, a cultura dobrou a produção nacional entre 2000 e 2023, impulsionada pelo aumento das áreas cultivadas e pelo avanço para novos polos, especialmente no Centro-Oeste.

Laranja migra dentro de São Paulo por causa do greening

Embora São Paulo siga como principal produtor de laranja, os pomares mudaram de endereço. Regiões tradicionais como Araraquara e Jaboticabal recuaram, enquanto Avaré, Bauru, Botucatu e São João da Boa Vista passaram a concentrar o cultivo.
O fenômeno está diretamente relacionado à incidência do greening, doença que afeta gravemente os citros. A mudança espacial, segundo Farias, permitiu manter o volume nacional estável mesmo com a redução da área plantada.

Soja amplia fronteiras enquanto o milho se restringe

A soja continua sendo a cultura mais dinâmica do país. Além de fortalecer polos tradicionais como Mato Grosso e Goiás, a oleaginosa tem se expandido pelo Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), sul do Pará e metade sul do Rio Grande do Sul.
Em 2023, Canarana (MT) e Dourados (MS) passaram a figurar entre as regiões que somam 25% da produção nacional.

O milho, por outro lado, seguiu trajetória oposta. Embora a produção total tenha saltado de 8 para 34,9 milhões de toneladas entre 2000 e 2023 nessas regiões de destaque, a atividade se concentrou em apenas quatro microrregiões: Alto Teles Pires e Sinop (MT), Sudoeste de Goiás e Dourados (MS).
O processo está ligado ao fortalecimento da safrinha, que exige calendário bem ajustado e condições climáticas específicas.

Algodão permanece concentrado em Mato Grosso

Entre as grandes culturas, o algodão segue sendo a mais territorialmente concentrada. A microrregião de Parecis (MT) sozinha respondeu por um quarto da produção nacional em 2023, confirmando a força do estado na fibra.

Um país de fronteiras agrícolas em constante mudança

Para os pesquisadores da Embrapa, o novo mapa agrícola evidencia a combinação entre tecnologia, adaptação climática e resposta estratégica do setor produtivo. A modernização dos sistemas de cultivo, o surgimento de variedades mais precoces e a busca por novas áreas têm redesenhado o agronegócio brasileiro ano após ano.


Foto: Adobe Stock
Redação Brasil News

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Produtores de Mato Grosso freiam investimentos e apostam em gestão conservadora diante de margens apertadas. https://brasilnews.tv/produtores-de-mato-grosso-freiam-investimentos-e-apostam-em-gestao-conservadora-diante-de-margens-apertadas/ https://brasilnews.tv/produtores-de-mato-grosso-freiam-investimentos-e-apostam-em-gestao-conservadora-diante-de-margens-apertadas/#respond Fri, 21 Nov 2025 16:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3733 Os grandes produtores agrícolas de Mato Grosso, estado que lidera a produção nacional de grãos e fibras, estão adotando uma postura de cautela em relação a novos investimentos. Com margens mais estreitas, custos financeiros elevados e maior risco de inadimplência, grupos que tradicionalmente expandiam áreas e modernizavam estruturas agora interrompem planos e privilegiam estabilidade operacional.

Elson Esteves, do Grupo JCN: preços têm espremido os lucros. Foto: JCN/Divulgação

Um dos exemplos é o Grupo Biancon, que opera mais de 24 mil hectares na região de Sinop. Mesmo com resultados positivos na última safra — entre eles 90 mil toneladas de soja, 78 mil de milho e 18 mil de algodão — a empresa não pretende ampliar área ou realizar grandes aquisições. Segundo o sócio Igor Biancon, o momento exige prudência: “A maior parte dos produtores está pisando no freio. Não é hora de crescer”.

A cerca de 500 km dali, o Grupo JCN compartilha da mesma avaliação. A empresa, com forte presença em Paranatinga, concentra até metade do seu faturamento no algodão. Mas os preços baixos da pluma têm reduzido as margens e limitado a capacidade de investimento. O diretor-geral, Elson Aparecido Esteves, afirma que apenas projetos antigos continuam em andamento — entre eles a recuperação de pastagens financiada em 2023 pelo programa Reverte — e que novas operações de crédito estão fora do planejamento.

A retração dos produtores coincide com maior rigidez dos bancos. Instituições financeiras revisam critérios, ampliam exigências e realizam análises mais minuciosas antes de autorizar financiamentos. Para João Adrien, head de ESG Agro do Itaú BBA, o cenário é de “muita atenção”: juros altos, custos de produção elevados e um câmbio mais valorizado encurtam ainda mais a margem dos produtores que vendem em dólar. Ele também destaca o aumento de pedidos de recuperação judicial em algumas regiões, o que amplia a aversão ao risco.

Essa combinação afeta principalmente a conversão de pastagens degradadas — área considerada essencial para expansão sem desmatamento. No programa Reverte, desenvolvido pela Syngenta em parceria com o Itaú BBA, a área recuperada caiu de 77 mil hectares em 2024 para uma projeção de 60 mil hectares em 2025. Segundo Jonas Oliveira, gerente da iniciativa, a prioridade agora é avaliar cada projeto com maior cautela, respeitando o momento desafiador para a soja e demais culturas.

Além da conversão de terras, investimentos em maquinário, armazéns e silos também foram adiados. Para muitos grupos, o foco passou a ser preservar caixa, renegociar custos e esperar um cenário mais favorável para retomada do crescimento. Enquanto isso, Mato Grosso — que frequentemente lidera discussões sobre modernização agrícola — vive um período de ajuste e análise estratégica.


Foto: Daumildo Júnior
Redação Brasil News

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